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O fracasso disfarçado de sucesso

por Pedro Correia, em 09.07.16

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Outras culturas cultivam o sucesso: nós preferimos cultivar o fracasso. Invejamos os bem-sucedidos, enaltecemos os fracassados. Adoramos tecer loas aos derrotados enquanto dedicamos aos vencedores o nosso mais criativo sarcasmo.

 

Nada como o futebol para tornar isto mais evidente. Cristiano Ronaldo e José Mourinho, dois portugueses cheios de vitórias nos currículos e reconhecidos como triunfadores em todo o mundo, encontram permanentes detractores por cá. Gente que nada conquistou na vida transforma-os em vitalícios sacos de pancada. Ou porque singraram nas carreiras que escolheram ou porque não se deixam abater pelas adversidades ou porque sonham somar novos triunfos às suas galerias de troféus. Ou simplesmente porque não debitam um discurso miserabilista nem andam por aí armados em coitadinhos – gente com sucesso fingindo-se fracassada, outro género que cai muito bem por cá.

Enfim, motivos que noutro contexto social e noutro enquadramento cultural os tornariam figuras de referência entre nós servem muitas vezes só para acirrar animosidades contra eles.

 

E eis que um terceiro português já com sucesso no futebol começa a ficar também no centro de todas as polémicas. Chama-se Fernando Santos e leva pela primeira vez a selecção nacional à final de uma grande competição de futebol sénior disputada fora das nossas fronteiras.

Vai ocorrer amanhã em Paris: é uma proeza inédita para Portugal na modalidade desportiva mais apaixonante do planeta.

Sem o dom da palavra de Mourinho, num estilo bastante mais comedido, Santos disse no entanto algumas frases que deixaram muitos compatriotas a ferver. Não de entusiasmo, como seria compreensível, mas de indignação. "Vamos ao Europeu para vencer", declarou a 17 de Maio. "Só volto no dia 11 [a seguir à final] a Portugal e vou ser recebido em festa", disse a 19 de Junho. “Queremos escrever História”, reiterou sem complexos a 5 de Julho.

 

Foi gozado, ridicularizado, acusado de megalomania. Depois a agulha das críticas virou e passaram a chamar-lhe medroso. Os compatriotas, sempre alérgicos aos vencedores, vaticinaram contínuos desaires à equipa nacional que foram sendo contrariados pelos factos. Quando nada mais havia a apontar, disseram que os jogadores portugueses tinham um jogo “feio” e só superavam obstáculos graças à “sorte”.

O comentador de futebol que ocupa mais tempo de antena no País – e que se distinguiu nas críticas à selecção  desde o primeiro dia – chegou ao ponto de justificar a rota de vitórias portuguesas pela sucessão de “fracos adversários” que tivemos pela frente até às meias-finais (Islândia, Áustria, Hungria, Croácia e Polónia) enquanto enaltecia os franceses, nossos antagonistas na final de amanhã. Esquecendo de anotar as “poderosíssimas” selecções que a turma gaulesa tinha deixado pelo caminho: Roménia, Albânia, Irlanda, Suíça, Islândia.

 

Esta pequena amostra já indicia: se vencer amanhã a final de Paris e trouxer para Portugal um troféu que nunca conquistámos, Santos terá contra si a partir desse momento uma poderosa e sonora legião de inimigos prontos a disparar toda a espécie de artilharia verbal contra ele. Se perder, pelo contrário, contará com a suave benevolência dessa legião.

Às vezes parece mesmo que andamos de passo trocado: quem ganha perde, quem é derrotado acaba proclamado vencedor neste país que durante seis décadas celebrou um terceiro lugar como a maior proeza de sempre e que inventou o extraordinário conceito de “vitória moral”. O fracasso disfarçado de sucesso.

 

Eu troco todo o nosso fantástico acervo de vitórias morais, seja lá o que isso for, pela vitória real de amanhã.

Em França, contra os franceses.

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40 comentários

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De José Manuel Faria a 09.07.2016 às 09:17

Rui Santos praticou algum Delito de Opinião? Ainda bem que não existe unanimismo à volta da Selecção ou seríamos um branco rebanho acrítico.
Sim. Aconteceu pura ironia. Foi preferível empatar a vencer.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 09:44

Você se calhar achava preferível perder. Para depois celebrar a vitória moral, de braço dado com esse comentador que se confessa "encantado" com o futebol francês.
Infelizmente Portugal há quase dois anos não perde um jogo oficial. Não perdeu um só jogo oficial com este seleccionador.
É chato, não é?
Não há nada como um genuíno fracasso. Para depois vocês poderem enfim celebrar.
Têm bom remédio: torçam pela derrota de Portugal na final de amanhã.
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De Luís Menezes Leitão a 09.07.2016 às 10:10

A equipa não me convenceu especialmente. Já a estratégia de Fernando Santos tem-se mostrado eficaz. E aí concordo que o que interessa é o resultado. Por isso amanhã podem jogar mal à vontade, desde que ganhem e tragam o troféu para casa. Isto se não o apreenderem em França por conta das sanções a Portugal…
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De V. a 09.07.2016 às 10:57

Nenhuma equipa que não marca convence, mas convenceram quando marcaram. Ao contrário, a França e a Alemanha marcaram mas nenhuma delas convenceu totalmente: uma é uma equipa fortíssima com grandes jogadores mas nos quais já se nota algum desgaste e algum declínio nos melhores jogadores; a outra é um conjunto de jogadores muito talentosos mas evidencia alguma fragilidade na defesa — e o ataque Francês não é melhor do que o nosso, exceptuando talvez a velocidade

Portugal, apesar de jogos bastante estreitos, foi-se adaptando e a equipa encontrou o seu melhor equilíbrio com os jogadores disponíveis após 3 ou 4 tentativas. Parece-me que o nosso maior problema é a falta de velocidade (e é por isso que Sanches tem resultado ali, porque traz o sopro que tem faltado): os jogadores precisam de avançar mais depressa nos contra-ataques.

Temos 50% de hipóteses de vencer a França amanhã. E não temos nada a perder: já ganhámos quando todos nos davam por derrotados (até muitos de nós) e os insultos que começaram na Islândia e agora vêm de França não têm aderência nenhuma à realidade.

Confesso que desesperei um bocado quando vi Nani jogar os primeiros jogos ainda antes da fase final. Até me pareceu que não devia estar ali desta vez. Mas evoluiu imenso durante o torneio e já fez golos cruciais e se calhar vai fazer mais golos amanhã.

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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:53

De acordo com a sua análise, V.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:55

Faço minhas as tuas palavras, Luís:
"Amanhã podem jogar mal à vontade, desde que ganhem e tragam o troféu para casa."
Nem mais.
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De M. S. a 09.07.2016 às 10:11

Caro Pedro:
Já que estamos em França e vamos jogar com os franceses, digo-lhe que acertou na «mouche»
Se daqui passarmos para a política, percebemos bem o despautério das várias claques político-partidárias que se comportam como se não tivéssemos interesses comuns como povo e como país.
E com os seus discursos, às vezes abjectos, enojam quem for capaz de pensar fora daqueles quadros mentais limitados, deprimentes mesmo.
Porque deveria ser diferente no futebol, onde a irracionalidade que as emoções provocam ainda agudiza mais as coisas?
Bem, é preciso que ganhemos, mesmo que seja com sorte ou com futebol feio, desde que não seja com favores ou erros do árbitro.
E, se perdermos, que não seja também por isso.
O Fernando Santos já provou há muito o que era preciso provar.
O resto é cantigas.


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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:51

Meu caro:
Alguns comentam futebol como se fosse pugilismo. O que talvez não esteja mal para conversa de táxi ou de barbeiro mas não faz o menor sentido quando é transposto para intermináveis debates televisivos protagonizados por comentadores que parecem dormir nos estúdios tantas são as horas que lá passam a perorar em frases intermináveis nas quais parecem não saber nunca colocar sequer uma vírgula quanto mais um ponto final.
(A frase anterior, propositadamente longa e sem vírgulas, visa reproduzir a forma discursiva desses tais)

Mas futebol tem mais de xadrez do que de pugilismo. Esta dimensão "xadrezística" do chamado desporto-rei escapa por completo a alguns que se apresentam como especialistas em futebol e nada mais fizeram na vida senão mandar bitaites sobre o assunto.
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De V. a 09.07.2016 às 10:27

David Borges é um dos líderes dessa tendência — mas também é o símbolo perfeito de uma classe de gente estrangeirada que se instalou confortavelmente (se calhar sem as qualificações necessárias) nos lugares de topo depois do 25 de Abril e que jogam sempre para o mesmo lado no eixo ideológico que já mencionei várias vezes aqui — e que portanto não surpreende ninguém. São os maiores culpados daquilo de que se queixam.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:46

David Borges é um comentador que eu gosto de ouvir. Nada a ver com alguns outros, que quanto mais falam menos acertam.
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De V. a 09.07.2016 às 12:39

Não vou fazer aqui a maldade de o comparar a um Pedro Adão e Silva da bola —isso ninguém merece— mas não me parece uma criatura isenta e creio ser um dos comentadores que mais fomenta o clubismo na selecção e tem uma certa acrimónia com isto tudo que ainda não consegui perceber totalmente. Posso estar enganado, mas é o que me tem parecido.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 14:46

Atenção, V: um comentador não tem de ser isento. Deve, isso sim, basear os seus juízos de valor em factos comprovados e não abusar da má fé. Para não insultar a inteligência de quem o ouve ou de quem o lê.
Eu nunca me senti insultado por DB, concorde ou não com o que ele diz. Ao contrário do que sucede com tantos outros.
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De V. a 09.07.2016 às 19:01

Sim, sem dúvida. DB não disfarça ;) Quanto à isenção dos comentadores acho que se devem esforçar pela isenção: não acho que seja uma obrigação mas é um dever que eu me imporia a mim próprio se o fosse. A isenção é necessária para apresentar os factos sem os deturpar, como faz PAeS: mente e deturpa com a mesma verve doentia, mandona e arrogante dos seus camaradas de partido e do partido com o qual agora andam amigados.

Mas voltando a DB, por exemplo, quando ele analisa o "medo" da selecção e do treinador não é para meter a bucha do Renato Sanches? É, caso contrário não faria sentido. E isto quer dizer que a observação começa com um filtro já avariado. ( sem desprimor nenhum para o jogador, diga-se, gostei imenso da forma como ele mexeu na velocidade da selecção e marcou e deu confiança a todos nós). E como sabemos que é um comentador "filiado", ficamos na dúvida relativamente às suas intenções e à natureza do seu comentário: é o seleccionador um treinador com medo? Há aqui um juízo de valor que é feito para introduzir a solução: o risco. O que ele quer dizer é arriscam: metam o RS a jogar. Mais valia dizê-lo directamente
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 19:57

Tanto quanto anotei, vários comentadores fizeram desde o início essa sugestão. Esses mesmos ou outros defenderam desde o início que o meio-campo da selecção devia ter por base o do Sporting - como também veio a acontecer.
Acho óptimo que se critique, que se façam reparos, que apontem erros e defeitos. Acho péssimo que do primeiro ao último dia haja quem vergaste o seleccionador e os jogadores porque "dão mau espectáculo", porque "só defendem o resultado", porque "só se preocupam com a táctica" ou por só terem chegado onde chegaram por "terem defrontado equipas muito fáceis" e "terem sido bafejados pela sorte".
Isso é paleio de quem nada percebe de futebol. Sobretudo quando esses mesmos apontam como selecções exemplares a Itália, a Alemanha e a própria França, que fizeram jogos medíocres, tiveram falhanços inacreditáveis, defrontaram equipas facílimas e - no caso da França - receberam ajudas dos árbitros. Ao contrário do que sucedeu com Portugal.
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De Luis Eme a 09.07.2016 às 10:32

Embora não goste do "especialista", tenho de lhe dar razão em vários pontos, Pedro.

Nunca irei entender a não utilização desde início do Europeu do meio-campo do Sporting (ainda por cima com Moutinho e André Gomes sem ideias, sem velocidade e sem força...). E sou benfiquista...

Nem acredito que o futebol é um jogo de sorte, de estarmos à espera da ajuda da trave, dos postes e dos santinhos, para ganharmos. Os três primeiros jogos foram uma vergonha. Felizmente melhorámos (e muito) com a entrada de Adrien e Renato Sanches. E claro, a passagem aos oitavos, aos quartos e à meia final foram dando confiança à equipa e acredito que podemos ser Campeões da Europa, embora saiba que continua a ser mais fácil marcar um penalty contra Portugal que contra a França...

E tem sido uma vergonha a campanha contra o Cristiano Ronaldo, que tem sido sobretudo um jogador de equipa neste Europeu.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:45

Presto homenagem ao seu 'fair play', Luís. Nunca a clubite mais assanhada andou tão em voga como agora: ainda bem que há quem resista em embarcar nisso.

É óbvio que Santos cometeu erros de avaliação e assumiu algumas opções erradas. Julgo no entanto que esteve certo no essencial. Gostei sobretudo da ambição revelada desde o início. E que tivesse adoptado a estratégia mais adequada em função desse objectivo. Para chegarmos mais longe que nunca.
Porque de vitórias morais estou mais que farto.

Quanto ao futebol vistoso e deslumbrante, nenhuma equipa o praticou de forma consistente neste Europeu.
Há que dizer isto, por mais que alguns basbaques se confessem "encantados" com o futebol italiano ou francês. Houve, é certo, a simpática selecção islandesa com a qual empatámos e que eliminou os ingleses. Mas durou enquanto durou.

Plenamente de acordo com as suas palavras finais sobre o Cristiano Ronaldo. Mais jogador de equipa que nunca.
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De Luis Eme a 09.07.2016 às 12:17

Sim, Pedro.

E há um aspecto muito importante, Fernando Santos tem sido o treinador de todos os jogadores, nota-se que é um grande líder, respeitado pelos 23 e não apenas pelos "bonitos", algo que não acontecia há muito tempo.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 14:43

Certo, Luís. Fernando Santos, naquele seu estilo nada mediático (mas que até por isso me faz simpatizar mais com ele), conseguiu pelo menos três objectivos muito difíceis de concretizar, dando-lhes uma aparência de simplicidade:
- Acabou com os jogadores banidos 'ad eternum'. Ricardo Carvalho, Tiago e Danny, entre outros, regressaram à selecção;
- Incutiu um inegável espírito de corpo à equipa, pondo fim a qualquer resquício de clubite que lá houvesse;
- Deu força psicológica e mental àquele grupo de jovens, como ficou patente na série de penáltis contra a Polónia, em que não falhámos nenhum. Enquanto noutro desafio crucial os alemães falharam três e os italianos falharam quatro.

Além disso lançou na selecção jogadores de qualidade, desmentindo as acusações de "conservador" que alguns lhe fazem, por não se lembrarem de nenhuma outra que possam atirar-lhe à cara. Jogadores como Adrien, Cédric, Raphael Guerreiro e Renato Sanches.
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De jo a 09.07.2016 às 11:10

Cuidado com vender a pele do urso antes do caçar.
Ou em futebulês: Prognósticos só no fim do jogo, faxfavor.
Há qualquer coisa de muito português em considerar que as reações normais das multidões às coisas são muito portuguesas.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 11:37

Há qualquer coisa muito portuguesa em considerar que a atávica aversão de tantos portugueses ao sucesso dos compatriotas é partilhada por outros povos e outras culturas.
A mesma aversão que levou tantos, por exemplo, a disparar impropérios contra Saramago quando ele recebeu o Nobel.

Mas não é uma fatalidade da condição humana, ao contrário do que você sugere. Como este texto bem demonstra:
http://sporting.blogs.sapo.pt/alemaes-disciplina-a-mais-aliada-a-2725934
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De Anónimo a 09.07.2016 às 12:02

Joguei futebol.
Treinei futebol.
Adoro futebol dentro das 4 linhas.
Desligo o som durante os jogos.
Não oiço os comentadores na rádio e na televisão.
Não leio jornais desportivos.
Não me interessa a dimensão cor de rosa do futebol.
Subscrevo tudo o que o post diz.
João de Brito
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 14:35

Agradeço-lhe a lição de sabedoria que aqui nos traz, João de Brito. Sinceramente, vou procurar seguir-lhe o exemplo.
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De Miguel a 09.07.2016 às 13:26

As analogias entre as competições desportivas e o resto da vida em sociedade são escorregadias. A vida não é uma competição desportiva. O Euro e os campeonatos de futebol são jogos de soma nula; a vida não é, nem deve ser.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 14:34

Concordo consigo, mas só em parte. Se o futebol não fizesse parte da vida - como metáfora, como símbolo, como analogia - perderia grande parte do encanto que tem. Nem teria seduzido os intelectuais e os artistas que seduziu. De Camus a Cela, de Ruy Belo a Chico Buarque. Ainda hoje alguns dos melhores cronistas da imprensa escrevem sobre futebol e são até ex-jogadores, do brasileiro Tostão ao argentino Valdano.
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De IsabelPS a 09.07.2016 às 13:28

Os portugueses são incapazes de dizer que a vida lhes corre bem, que gozam de boa saúde (até as crianças já fazem isso nos inquéritos internacionais!), etc. Uma amiga minha acha que é para não dar azar e se calhar tem razão.
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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 14:29

A questão de fundo é mesmo essa, Isabel. Por isso aquilo que escrevi, sendo sobre futebol, vai para além do futebol.
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De Maria Dulce Fernandes a 09.07.2016 às 17:59

Parafraseando Charles Colton

" A maioria das nossas desgraças são mais suportáveis que os comentários que os nossos amigos tecem sobre elas."

A desdita, o fado,o maktub, as sortes, fazem parte da nossa cultura lusitana.
É como diz e muito bem.
É um género de culto, o culto do desgraçadinho com que muita gente se identifica e veste como uma segunda pele. Tem alturas em que acredito que toda a gente nasce com um sinal menos na testa, para que mesmo para efeito de estatística se possa ser negativo.

Deixo aqui um link com dupla função :

A primeira é reafirmar que estamos juntos.
A segunda, é uma coisa cá minha que gostava de poder servir a mes amis les français... até porque se Deus quiser, há que aprender a engoli-los.

https://www.youtube.com/watch?v=gpevZ0-wUYQ

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De Pedro Correia a 09.07.2016 às 19:59

Agradeço o seu contributo para o debate, Dulce. É como diz: "A desdita, o fado, o maktub, as sortes, fazem parte da nossa cultura lusitana."

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