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O fim da macacada

por Rui Rocha, em 18.05.17

Segundo o Teorema do Macaco Infinito, um número infinito de macacos teclando aleatoriamente num número infinito de máquinas de escrever por um tempo infinito, produzirá mais tarde ou mais cedo um texto igual ao de uma obra de Shakespeare. Em Portugal, um país onde a macacada parece não ter fim, puseram o teclado de um computador nas mãos de Fernando Madureira, líder da claque do FCPorto. O Macaco, alcunha ternurenta por que é conhecido no meio, não conseguiu produzir um texto organizado. Mas engendrou um trabalho de mestrado classificado com 17 valores (em 20) no ISMAI. Conclusões? As que se podem ler abaixo. Não são necessárias quaisquer considerações adicionais.

teorema.jpg

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13 comentários

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De Costa a 18.05.2017 às 17:28

As claques da bola - essas louvabilíssimas associações de beneficência, cultoras da mais fina educação e elegância de modos - há muito mereciam o reconhecimento académico da importantíssima actividade que desenvolvem e da excelência da sua liderança. Eis, ainda que tardio, um primeiro passo de elementar justiça.

A vasta extensão e subida erudição da tese apresentada, meticulosamente organizada e elegantemente vertida, abordando tema crucial para o bem comum e em tão boa hora suscitado e resgatado de tão sinistras trevas, demonstram exuberantemente esse merecimento.

Louve-se o mestre. E, com ele, o estabelecimento de ensino superior que, em tão desinteressado serviço ao Saber, soube acolher o intelecto e a magna questão sobre que ele tão brilhantemente se debruçaria.

Quanto ao resto: o tempo em que a dignidade de grau universitário - da Universidade, enfim - não era conferida ao alegado estudo de qualquer assunto (e perante isto certo mestrado em gestão de campos de golfe - se bem recordo - que deu que falar há uns anos, adquire densidade incontestável); o tempo em que um mestrado significava mais alguns semestres de estudo, depois de uma licenciatura em regra de cinco anos (ou mais) e em que a avaliação contínua não dispensava os exames (os escritos, pelo menos), e uma nota de muito bom era impensável sem exames orais; o tempo em que, fosse a coisa em "letras" fosse em "ciências", se terminava o ensino liceal sabendo de facto ler e escrever - conhecimento que na verdade se adquiria bem antes na vida escolar -, tudo isso é passado irrelevante, bizantinice reaccionária, nestes anos de Bolonha e da geração "mais bem preparada de sempre".

E está muito bem assim, parece.

Costa
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De Manuela a 19.05.2017 às 09:49

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