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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 17.09.17

«Sobre a chamada abstenção, repescagem de 2014: anulei o voto desenhando no boletim um campo para abstenção escrevendo essa palavra e aí colocando a respectiva cruz (X)

 

Que alguém me esclareça sobre um tema que tenho entalado na caixa dos pirolitos e que não vejo debatido onde quer que seja. Cá para mim a ausência nas mesas de voto não tem nada a ver com abstenção mas sim com absentismo, seja qual for o motivo da não comparência, e podem ser muitos. Precisa-se uma explicação para a razão pela qual não é criado um campo para abstenção em cada boletim de modo a ser considerado voto validamente expresso.

Não sei porque não, mas se calhar até sei. Se não obtiver nenhum esclarecimento continuarei a pensar que confundir propositadamente absentismo com abstenção não passa de uma grosseira fraude descaradamente repetida.

Se o dicionário não é suficientemente esclarecedor no estabelecimento da diferença altere-se o dicionário.

Tão simples como isto: Absentismo=Ausência Abstenção=Acto presencial.

 

Politicamente basta pensar nos nossos deputados, que para se abster têm que estar presentes e se não põem lá os pés tem falta justificada ou não. Note-se que esta posição não pretende defender de modo nenhum o voto obrigatório

Campanhas eleitorais, uma inutilidade para comer papalvos. Uma única frase servia para todos se apresentarem: olhem para o que eu fiz e meçam bem como faço ou o que seria capaz de fazer se me dessem rédeas.

Sai uma proposta: que o parlamento europeu funcione com delegações dos parlamentos nacionais (de forma continuada ou não) na proporção dos votos recolhidos por cada agremiação política nas legislativas caseiras. Eleições específicas para o parlamento europeu não passam de um mono inútil e bem pago.»

 

Do nosso leitor Rão Marques. A propósito deste texto da Helena Sacadura Cabral.

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15 comentários

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De Beatriz Santos a 17.09.2017 às 07:38

Concordo.
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De rão arques a 17.09.2017 às 09:25

Ainda sobre a fraude da contabilidade eleitoral relacionada com o sofisma da adulterada abstenção recorro a mais uma repescagem:
Esta intransmissível , pessoal e inconfundível opção requer e deve exigir a dignidade de voto validamente expresso!
Protesto continuado, por me estar vedada a possibilidade de presencialmente me abster, querendo.
A dignidade de uma civilizada, consciente e ponderada escolha não pode ser vandalizada ao ponto de ser obrigada a ficar na rua em corrente avulsa para deposito em vala comum de incertos sem lápide.
É que com uma contabilidade sem este truque montado pelos acantonamentos partidários, as percentagens já encolhidas com que se babam iam mesmo pró maneta.
Eis a questão!
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De Vlad, o Emborcador a 17.09.2017 às 09:25

Outra proposta que me parecia útil era os votos brancos serem expressos por lugares vazios na Assembleia da República. Seria uma forma humilhante para os deputados se consciencializarem da falta de legitimidade e uma forma para os portugueses que não se identificam com nenhum dos partidos se fazerem "ver".
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De Maria Dulce Fernandes a 17.09.2017 às 09:46

Faz todo o sentido.
Aliás é uma daquelas coisas que de tão flagrantes nem se pensa nelas ao ponto de esmiuçar o pormenor.
Como sempre achei que o dinheiro que nós pagamos para os actos eleitorais é absurdamente ilógico , subscrevo a sua proposta na íntegra.

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De Alain Bick a 17.09.2017 às 10:36

“Renunciar a própria individualidade equivale a aniquilar a si próprio. A escravidão intelectual é sinônimo da morte intelectual e cada homem que renunciou a própria liberdade intelectual não é outra coisa que o caixão vivente de um espírito falecido.” – Robert G. Ingersoll
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De Mas a 17.09.2017 às 21:34

Que as abstenções não contem a favor,como se contava em remoto plebiscito.
De resto voto na presença e nos lugares vazios que me lembram um fadito da minha infância pelo Tóni de Matos(não constou que plagiasse).
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De Anónimo a 17.09.2017 às 22:44

Acho que não percebi. Existe o voto nulo (riscando) e o branco (não escrevendo nada). O branco não significa abstenção?
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De Anónimo a 17.09.2017 às 23:35

Brancos ou nulos creio que não são considerados validamente expressos o que faz toda a diferença. Vou recolher esse esclarecimento, contudo entregar o boletim em branco nunca será opção que adotarei.
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De Pedro Correia a 17.09.2017 às 23:52

Nunca entreguem o boletim em branco. É um convite à fraude.
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De rão arques a 18.09.2017 às 09:08

Já que estamos com a mão na massa e em cima delas, uma nota antiga sobre autárquicas.
Ninguém poderia ser candidato fora do distrito ou concelho onde resida ou exerça actividade regular pelo menos nos últimos três anos.
Mandam cabeças de cartaz para locais distantes a funcionar como engodo para captação de votos.
Saltam de galho em galho podendo ser disparados de Faro para Braga como de Sintra para Lisboa.
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De Maria a 18.09.2017 às 09:36

Crucial o seu comentário, Rão. Veja-se este caso:
Eu pretendo deslocar-me à assembleia de voto, mas como nenhum dos candidatos me agrada, sem alternativa, fico em casa. Assim, conto para a abstenção o que manifestamente não era minha pretensão.
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De rão arques a 18.09.2017 às 12:21

De Maria, o seu argumento é um tiro rápido e certeiro no sofisma institucional instalado sem limites.
Manifestamente e descaradamente estamos a ser ludibriados pelos ocupantes selvagens disto tudo.
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De singularis alentejanus a 18.09.2017 às 22:19

O que eu suporto é: A presença na assembleia de voto, ser obrigatória. Depois existiriam duas hipóteses: a solicitação do boletim de voto, para fazer dele o que quisesse ou informar a mesa de voto que não quereria votar solicitando que assinalassem a abstenção.
As faltas teriam que ser justificadas e no caso de não serem o eleitor perderia regalias sociais, utilizando o mesmo sistema praticado nas cartas de condução.
Quanto ás condições para se candidatar, seria impossível considerar um candidato à presidência de Freguesia qualquer pessoa que fosse funcionário da Câmara Municipal do mesmo concelho.
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De rão arques a 20.09.2017 às 08:21

Será interessante discutir a sua sugestão.
Mas atenção ao seu ponto em que a irrecusável condição de voto secreto seria escancaradamente posta em causa:
"duas hipóteses: a solicitação do boletim de voto, para fazer dele o que quisesse ou informar a mesa de voto que não quereria votar solicitando que assinalassem a abstenção."

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