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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 30.07.17

«Dizia alguém que a mente do homem serve para esquecer.
Ora num país maravilhoso, rico, anafado, lustroso de tanta gordura, nada pior que estas mortes para estragar o espectáculo desta geringonça cada vez mais trôpega.


Tenho alguns projectos apresentados às entidades competentes para "Melhoria da resiliência da floresta", nome pomposo para a "coisa". O projecto tem um custo total de 13 mil euros, dos quais só 85% é comparticipado.
Mas nem esses 85% recebo porque não reúno as melhores condições para ser ressarcido. Porque a criação de caracóis é muuuuuuuuuito mais importante para a economia portuguesa...
O dinheiro, esse já o gastei porque não quero ver as oliveiras e os sobreiros do meu pai novamente totalmente queimados como aconteceu em 2005.
E o curioso é que fiz uma queixa por escrito à Provedoria de Justiça, por a Autoridade PRD2020 nunca ter tido o devido cuidado de me informar como andava o processo, e recebi daquela entidade uma resposta lacónica e quase a culpar-me de eu estar a tratar as terras sem a respectiva autorização.
Obviamente, levaram resposta.


Por isso em Portugal também só se morre desde que a geringonça deixe. Ninguém está autorizado a morrer assim sem mais nem menos.
Só por decreto.
Termino com uma célebre frase: "A morte de um homem é uma tragédia, a de um milhão é uma estatística".»

 

Do nosso leitor José da Xã. A propósito deste meu texto.

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4 comentários

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De rão arques a 31.07.2017 às 07:19

Estado vadio.
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De Alain Bick a 31.07.2017 às 09:53

Net
'és um jornalista de esquerda?
nunca serás um ser humano'
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De José da Xã a 01.08.2017 às 12:26

Amigo Pedro,

obrigado por chamares à primeira Pàgina do Delito o meu comentário.
Aproveito este espaço para acrescentar que já depois de ter escrito as palavras supra, recebi uma carta onde me era comunicado que o meu projecto não fora contemplado com verbas, por faltas das mesmas.
Todavia ainda hoje transferi umas centenas largas de euros para uma equipa que andou no terreno a colocar herbicida de forma a que o mato não volte crescer.
Eu percebo que o país não é rico e não haverá dinheiro para tudo. Compreendo tudo isso.
O que me custa é ver e escutar ministros e demais gente a dizer que irão apoiar a floresta... Sinceramente ainda gostaria de saber onde, como e a quem?
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De Pedro Correia a 01.08.2017 às 12:59

É útil e pedagógico que estes casos concretos sejam conhecidos para que se possa distinguir a propaganda da realidade.
Um abraço amigo.

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