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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 23.07.17

«64 é um número tão oficial como o comportamento conhecido por "lei da rolha" que, oficialmente, foi adoptado só mais recentemente.
Falharam? - Tudo falha, mas quando há cativações mais as falhas acontecem. A malta gosta mesmo é de mandriar e então quando apanham cativações - desde que não sejam no seu salário, porque dessas reclamam logo - ohh, é ouro sobre azul - são um óptimo incentivo para o desmazelo tomar conta do estado de prontidão e capacidade de resposta de toda a estrutura.
Não há dinheiro para isto ou para aquilo e todos os afectados pelas cativações dizem logo entre si coisas como: "assim não há condições para trabalhar!" E depois é um tal deixar arder.
Realmente é uma chatice não ter condições para trabalhar... O melhor disso é que nunca ninguém é responsabilizado e o posto de trabalho; o cargo; a pasta; enfim, o tacho estar sempre garantido e bem cheio por conta do Estado. Ou pelo FMI, como aliás já aconteceu.»

 

Do nosso leitor Manuel Sidónio. A propósito deste meu texto.

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3 comentários

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De Anónimo a 23.07.2017 às 17:15

Boa tarde.
É tudo um problema de critérios. Veja-se este exemplo:

Um homem estatelado no meio do passeio de uma rua com pouco movimento; vê-se que tem uma faca na barriga, há sangue por todo o lado.

Critério 1 - alegadamente terá sido assassinado;
Critério 2 - alegadamente poderá ter tropeçado e caído em cima da faca.

No 1º caso - está morto, alegadamente foi morto.
No 2º caso - teve um trágico acidente, alegadamente morreu.

BRUTAL, não é ??!!
António Cabral
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De Luís Lavoura a 24.07.2017 às 10:33

A propósito dos 64 mortos, o Expresso deste fim de semana publicou uma lista exaustiva deles e das circunstâncias em que morreram. Não li a lista toda mas, do que li, tirei as seguintes conclusões:
1) Com exceção de um punhado de pessoas, as circunstâncias das mortes estão todas apuradas.
2) Com exceção de um punhado de pessoas, todos os mortos eram pessoas que se encontravam nas aldeias à volta da estrada 236-1, ou porque residiam nessas aldeias, ou porque estavam lá para o fim de semana.
3) Essas pessoas morreram ou nas próprias aldeias, ou (na sua maioria) quando delas tentavam fugir de carro.
Não há registo de qualquer morto que tivesse acedido à estrada 236-1 por o IC8 ter sido cortado. Não há registo de qualquer morto que tivesse sido "encaminhado" para a estrada 236-1 pela GNR. Quase todos os mortos eram pessoas provindas das aldeias em volta da estrada. A GNR nada poderia ter feito para as salvar, nem em nada contribuiu para a sua morte.
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De Manuel a 24.07.2017 às 19:18

E aqui também: <<1- Ao fim de dois dias foram anunciados 61 vítimas mortais (sábado 17 e domingo 18) Na segunda feira 19 o número subiu para 64 e assim ficou até hoje.
Ou seja, este incêndio lavrou durante toda a semana, mas depois de segunda feira 19 não encontraram mais nenhum cadáver carbonizado, ou que apresentasse outra causa de morte relacionada com o incêndio, nem morreu mais ninguém.

2 - Se o Estado falhou em eficiência acho que lhe podemos dar um desconto, porque em eficácia bastou chegarem em força ao terreno e aos órgãos de comunicação social mundiais para que não morresse mais ninguém.

3 - Esta questão nem deveria estar sendo convenientemente arrastada para o campo lamacento (para não dizer nojento) da luta político-partidária, porque a nação ainda não está completamente entregue à bicharada. Como tal é nosso dever honrar os nossos mortos respeitando os seus nomes e não permitindo que se faça deles um mero número numa escala de valor, como se fossem um instrumento de avaliação qualquer à disposição dos interesses.
Estamos falando de pessoas, de pessoas que morreram - vocês sabem o que são pessoas ou já se esqueceram?>>

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