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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 28.05.17

«Somos nós que criamos os ídolos danados em falando ad nauseam sobre as suas acções cobardes, em lhes dando inesgotável tempo de antena e voz à vergonha letal que cometeram, que não é de todo terror, é apenas um absurdo corrosivo sem nome e sem raiz, que nunca deveria ter tido história, porque esta escória alimenta-se da mediatização .
Também não acredito que não se saiba onde está e quem é que instiga a extinção da vida como palavra de um deus qualquer.
Ter medo é definhar, é esconder-se nas frestas, é não existir. É dar vitórias a sicários do vazio.
Recuso-me a ter medo. Morrer, morremos todos um dia.

Mais um louco resolveu suicidar-se e massacrar crianças inocentes em nome de um futuro brilhante no qual estará bem morto. O Massacre dos Inocentes também aconteceu e não foi terrorismo, foi política.»

 

Da nossa leitora há Maria Dulce Fernandes. A propósito deste texto da Inês Pedrosa.

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17 comentários

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De Einzturzende nebauten a 28.05.2017 às 11:55

A instrumentalização do terror é sempre um acto politico. É isso o terrorismo. O uso da violência em nome de um ideal.

Os ídolos depois de criados assumem o controlo sobre o criador. Os ídolos danados só podem ser derrotados por outros ídolos. Ídolos estes que podem nascer abençoados e tornarem-se danação.

Benditos os ídolos que nos fazem Homens. Pois os ídolos, tal como Minerva, nascem das Ideias. E ser Homem é criar os seus ídolos e deixar-se levar por eles.

Mas prontos.....
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De lucklucky a 28.05.2017 às 12:38

Não foi um louco, foi um Islamista. Uma ideologia, uma Religião, um Livro.

A autora vê algum protesto?
O que vê é o sistema jornalista-político a tentar a normalização do terror.
Assim como a autora própria o defende.

Fosse a extrema direita a colocar bombas e teríamos precisamente o contrário. O complexo jornalista-político a incitar a violência contra quem tivesse uma ideologia que se assemelhasse a qualquer coisa que a extrema direita defende.

É só comparar como o complexo político-jornalista se comportou contra a "austeridade" de Passos Coelho.
Tivemos logo a uma data de eminências incluindo um bispo, comentadores vitalícios da nossa praça a justificar à priori a violência.

The post-terror cultivation of passivity speaks to a profound crisis of – and fear of – the active citizen. It diminishes us as citizens to reduce us to hashtaggers and candle-holders in the wake of serious, disorientating acts of violence against our society. It decommissions the hard thinking and deep feeling citizens ought to pursue after terror attacks. Indeed, in some ways this official post-terror narrative is the unwitting cousin of the terror attack itself. Where terrorism pursues a war of attrition against our social fabric, seeking to rip away bit by bit our confidence and openness and sense of ourselves as free citizens, officialdom and the media diminish our individuality and our social role, through instructing us on what we may feel and think and say about national atrocities and discouraging us from taking responsibility for confronting these atrocities and the ideological and violent rot behind them. The terrorist seeks to weaken our resolve, the powers-that-be want to sedate our emotions, retire our anger, reduce us to wet-eyed performers in their post-terror play. It’s a dual assault on the individual and society.

http://www.spiked-online.com/newsite/article/after-manchester-its-time-for-anger/#.WSq0Jp8o-Co

E como alguém disse, um comandante de submarino nuclear ou de um silo de mísseis têm crianças que vão a concertos...

Aquilo que o jornalismo e o sistema político está a gerar é assegurar o que acontecerá dentro de 10 anos quando está geração que vai a concertos está a levar com bombas.
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De Maria Dulce Fernandes a 28.05.2017 às 15:02

Colisões de feixes de particulas com cargas diferentes não provocam qualquer Big Bang, apenas fogo de vista mascarado de tudologia.
Opiniões são opiniões e valem o que valem.
Obrigada ao Delito mais uma vez.
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De Einstürzende Neubauten a 28.05.2017 às 17:53

Entre o Big Bang e o Big Freeze nada mais existe senão opiniões. São elas que dão sentido ao vazio entre esses dois nadas. E sabendo nós que num raio de milhões de quilómetros anos-luz da Terra não existe vida, a própria ideia que dela fazemos não passa de opinião. Desprovida de sentido, ou não, conforme, a escala do nosso pensamento. Desperdício é alguns fazerem da suas vidinhas avés marias que brilham no escuro
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De Anónimo a 28.05.2017 às 19:57

Felizmente "avé marias", seja lá o que possam ser, não são seguramente gigantes vermelhas, que afinal de massa até têm muito pouco.
Boa semana de trabalho ( se for o caso) meu amigo. Seja feliz nos seus rumores ideológicos.
Agradeço as respostas e os sorrisos .
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De Maria Dulce Fernandes a 28.05.2017 às 20:42

Ressalvo a palavra rumores. Onde se lê rumores, deverá ler-se rubores.
Ah, como não podia deixar de ser, e porque nem me escondo nem na sombra nem nas construções, o anónimo sou eu.
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De Einstürzende Neubauten a 28.05.2017 às 23:04

Preferia rumores, a rubores. Mas ainda bem que manteve a:

"Boa semana de trabalho ( se for o caso) meu amigo"

Há por aqui uma espectativa de provocar inveja ou, no melhor dos casos, humilhação, através de um estereotipia bacoca e pequeno-burguesa - o trabalhinho como medida moral.

Obrigado, Maria. Usando, agora, da minha medicina imagino-a, pela organização do seu pensar, como a minha gaveta das peúgas.

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De Maria Dulce Fernandes a 29.05.2017 às 00:36

Essa da medicina embaralhou-me... fiquei sem perceber se é xamã se é doente, mas enfim, prontes...

Estimo que a organização das suas peúgas seja melhor do que a das suas ideias. Imagino-as, às peugas, como um veículo que cria a espectativa de provocar inveja ou, no melhor dos casos, humilhação, através de um estereotipia bacoca e pequeno-burguesa - a peuguinha com espaço e acondicionamento próprio, como medida moral.


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De V. a 28.05.2017 às 16:44

Era louco o tanas. Precisam é de voltar todos para a terra deles on the double.
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De Maria Dulce Fernandes a 28.05.2017 às 20:16

Fantasia ou ficção eu acredito piamente que brainwashing programas em modo bipolarização, produzam mais " Manchurian Candidates" do que vacinas contra a malária.
Se formos ver bem as coisas, a "terra deles" é exactamente onde as coisas têm acontecido. Ninguém saltou de para quedas no meio do concerto da Ariana Grande e rebentou com as pobres crianças, bem pelo contrário, era NATURAL da Inglaterra, e vivia em Manchester... antes do Daesh, sempre houve malucos como o Thimothy MacVeigh a chacinar pessoas em nome de uma causa ou de um Deus, ou do raio que os parta.
Pessoas condicionadas por radicalismos bacocos disfarçados de patriotismo.

Isto não é terrorismo, é radicalismo extremista doentio. É aproveitar -se de pessoas mentalmente instáveis para a prática de abomináveis acções radicais, que posteriormente são reivindicada por outros, os de que muito se fala, mas não passam de aves de rapina.
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De V. a 29.05.2017 às 09:53

Ter nascido em Inglaterra não faz dele Inglês, sobretudo quando frequenta as madrassas e as escolas de ódio que os pobres ingleses e a Europa financiam à força ao abrigo de qualquer programa de "igualdades".
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De Maria Dulce Fernandes a 29.05.2017 às 10:57

Claro que faz. Eu nasci em Portugal. A minha nacionalidade e portuguesa. Frequentei o jardim de infância, a catequese, fiz as comunhões e a crisma, fui à escola, vou à missa, Domingo é dia da família. Os meus pais começam a ir a reuniões dos Estudantes da Bíblia Sagrada, por exemplo. Tenho que ir ao templo, às reuniões, prego a boa nova de porta em porta. Na ES 1+2 dou-me com uns amigos de infância que na bricadeira me pôem uns drunfos no sumo. E a brincadeira repete -se até eu em casa ser aquela pessoa aparentemente certinha, mas a realidade ser muito diferente. Começo por pequenos furtos. A coisa descobre -se. Vêm o sermões, as intervenções, as ajudas. Nada funciona. Só tenho um deus e um profeta, o que me aquece as veias.
Um dia, a privação vence a razão e dou uma valente tareia a um puto no Bairro Alto que o ponho na UCI. Resulta em realização pessoal, em respirar fundo , em bem estar... o resto não interessa nada. Se continuar a espancar ou quiçá matar para sustentar uma qualquer condição sou terrorista ? Deixei de ser portuguesa porque tenho uma religião diferente de 80% da população do país? Foi a religião ou os amigos quem me iniciou no princípio do fim? É culpa da família ? É culpa da sociedade ?
Toda a gente prega para aí que a religião é o ópio do povo, mas é só quando convém? Qualquer atitude , crença, etc. quando levada ao extremismo e ministrada em excesso actua como uma droga.
Depois, infelizmente há quem se aproveite das consequências para projecção mediática, mas isto já toda a gente sabe.
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De V. a 29.05.2017 às 13:07

Belo filme, mas não é "deixar de ser portuguesa" por isto ou aquilo — é nunca ter sido. Vem de outra cultura, vive noutra cultura, tem valores que colidem com os nossos, é atrasado e não faz cá falta nenhuma. Vá para a terra dele, trabalhar e construir um país onde goste de viver — onde possa rezar 5 vezes durante o dia durante uma hora de cada vez, onde possa apedrejar mulheres que não gostam dos brutos que lhes coube em sorte, onde possa atirar os maricas dos jornalistas dos telhados cá para baixo, onde possa cortar clitóris em paz e depois limpar a faca e ir beber chá de menta para o café — e respirar a grandeza da paz do seu querido Alá e dos outros barbudos como ele.
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De maria Dulce Fernandes a 29.05.2017 às 15:41

Nenhum destes tipos que anda pela Europa e EUA a praticar aberrações, conhece essa realidade, essa cultura, essas dificuldades, essa religião.
Isto foi-lhe ministrado CÁ, porque são d CÁ, nasceram CÁ, são o trunfo da podridão humana, os que são simplórios demais e se deixam amarrar por uma realidade que não é e nunca foi a deles. Ir a mesquitas e ouvir Imans é um direito democrático em qualquer pais que não seja totalitário. Isso não forma milhares de tarados por dia.
Este maluco assassino de Manchester sabia lá se no meio de tanta criança, 20 ou 30 % não eram muçulmanas ?
Não são os Sírios massacrados que se fazem CÁ explodir. Não vêm das terras deles a espumar de vingança e rebentam com isto tudo. São os de CÁ, os nascidos AQUI, nacionais da Europa ou dos EUA, que tiveram educação, conforto, liberdade, nem são atrasados, apenas estúpidos, influenciáveis e mentalmente instáveis.
A Fast Fame está na origem de mais de 80% de todo este horror.

Diz que ainda há tribos canibais em Africa. Não oiço ninguém reclamar que se comam uns aos outros...

Obrigada V. por este bate-papo.
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De V. a 29.05.2017 às 19:01

O Reino Unido tem cerca de 7000 casos de mutilação genital feminina por ano, e a crescer. Não pense que se tornam ingleses automaticamente só porque nasceram num hospital de Londres ou exageram na pronúncia para disfarçar aquilo que verdadeiramente são: bloody foreigners.
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De Einstürzende Neubauten a 28.05.2017 às 20:26

Boa noite! Até sempre. Até nunca. Até já.

https://www.youtube.com/watch?v=mjnAE5go9dI
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De tric.Lebanon a 28.05.2017 às 21:46

depois de uma manada de "lobos solitários" ter saido da Europa para ir combater ao lado dos cães whaabis no Iraque e na Siria...o branquamento que se fazem das suas acções é algo de inacreditável...

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