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O comentário da semana

por Pedro Correia, em 13.05.17

«Talvez a culpa e os interditos tenham de fazer parte da nossa cultura, ou da humanidade. Há deuses que caem e que são substituídos, isto também em matéria de costumes.

Já posso comer peixe às sextas-feiras, não posso é comer gorduras saturadas. Já posso citar o nome de deus em vão, não posso é fazer piropos. Já posso acumular riquezas e fazer usura, tenho é de ser ecologicamente sustentável.

Há também, faz parte da natureza humana, uma tendência para aumentar o volume das contrariedades em relação ao resto. As sanções modernas são muito mais ligeiras do que foram as sanções aos pecados antigos, convém não esquecer.

Está a crescer uma mentalidade de estado sitiado que é na maioria das vezes absurda. Menosprezamos o que acontece de mal aos outros e tomamos grandes dores para nós. Não existe nenhum ataque digno desse nome ao Ocidente. Os países cristãos e ocidentais detêm a maioria das armas do planeta, e as mais poderosas, e servem-se delas amiúde. Imaginemos um afegão, por exemplo, que tem tido exércitos da Rússia e da Nato a invadir o país há mais de 30 anos. O que pensará ele quando lhe disserem que Londres está em guerra porque um desvairado resolveu atropelar três pessoas a esmo?

Pôr no mesmo pé invasões e bombardeamentos sistemáticos com actos de lunáticos isolados só se justifica se quisermos atenuar a nossa culpa provocada pelas invasões. Não digo que o terrorismo não é uma coisa grave que tem de ser combatida. É um crime organizado e tem de ser combatido. Provoca menos mortos que a violência doméstica ou o tráfico de drogas, mas é uma ameaça séria.»

 

Do nosso leitor Jo. A propósito deste texto do Rui Rocha.

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4 comentários

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De Anónimo a 13.05.2017 às 19:33

"Os países cristãos e ocidentais detêm a maioria das armas do planeta, e as mais poderosas, e servem-se delas amiúde. Imaginemos um afegão, por exemplo, que tem tido exércitos da Rússia e da Nato a invadir o país há mais de 30 anos. O que pensará ele quando lhe disserem que Londres está em guerra porque um desvairado resolveu atropelar três pessoas a esmo?"

Finalmente estamos de acordo:
- os maiores terroristas somos nós.
João de Brito
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De lucklucky a 13.05.2017 às 20:57

Típica obsessão Marxista anti-Ocidental

"Imaginemos um afegão, por exemplo, que tem tido exércitos da Rússia e da Nato a invadir o país há mais de 30 anos."

Sobre a invasão Árabe do Afeganistão foi pedia a opinião a esse Afegão?
Sobre a Al Qaeda foi pedida a opinião a esse Afegão?
Sobre os Talibans foi pedida a opinião a esse Afegão?
Sobre o Paquistão foi pedida a opinião a esse Afegão?
Sobre o ataque preparado e organizados contra os EUA a partir do Afeganistão(um país?) também lhe foi pedida a opinião?

Tem certeza que esse "Afegão" não prefere ser chamado pela tribo, clã dele?
E que ele considera invasores quem não for?

"Os países cristãos e ocidentais detêm a maioria das armas do planeta, e as mais poderosas, e servem-se delas amiúde."

Serviram-se delas muito mais na Segunda Guerra Mundial, mas aí como estava a URSS em causa já não foi uma Guerra Imperialista não é?
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De JS a 13.05.2017 às 21:50

Os carneiros a conversar uns com os outros, no rebanho, usam e abusam do "nós". Está certo. Afinal aqueles Border Collie também obedecem, religiosamente, ao dono.
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De Maria Dulce Fernandes a 14.05.2017 às 01:19

"Não digo que o terrorismo não é uma coisa grave que tem de ser combatida. É um crime organizado e tem de ser combatido. Provoca menos mortos que a violência doméstica ou o tráfico de drogas, mas é uma ameaça séria.»


É crime organizado... sim, concordo.
Tem que ser combatido... já vamos tarde, já deveria ter sido aniquilado .
Provoca menos mortos que a violência doméstica ou o tráfico de drogas... não é de todo verdade. As vítimas de violência doméstica na sua maioria, têm escolha, que normalmente é a passividade, mas não deixa de ser uma escolha.
As chamadas baixas de qualquer ataque terrorista nunca poderão escolher sequer o paraíso das tais virgens... chacinadas que foram sem dó nem piedade.
O tráfico de droga é um crime que per se não mata. O que mata é a dependência do consumo dos produtos traficadados, levada ao exagero... e depois os adictos podem sempre escolher não se drogar.

Um Afegão provavelmente não sabe onde é Londres, ou Paris ou Bruxelas, ou Nice, ou a Tunísia ou Istambul, ou Nova York, ou mesmo o Yemen ou Bagdad... conhece as realidades da Rússia, da Nato , de centenas de anos de ferozes guerras tribais e provavelmente coça a cabeça quando constata que da casa do vizinho só resta o sítio... olha, lá foi mais uma...Insha'Allah...

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