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Num país desamparado

por Pedro Correia, em 17.10.17

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 Foto: Paulo Novais/Lusa

 

Sentimo-nos por estes dias habitantes de um país sofrido, magoado, desamparado, órfão da protecção do Estado. Um país revoltado com tanta impreparação, tanto desleixo, tanta incúria, tanta incompetência.

Um país enlutado por duas tragédias ocorridas num intervalo de quatro meses que provocaram mais de uma centena de mortos e largas dezenas de feridos, muitos em estado grave.

Na sua excelente comunicação de há pouco ao País - o melhor discurso do seu mandato - Marcelo Rebelo de Sousa falou de tudo isto. Também ele sofrido, também ele magoado, também ele profundamente enlutado. Dando expressão contida mas iniludível a estes sentimentos. Mostrando assim, uma vez mais, como sabe estar em sintonia com os portugueses.

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31 comentários

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De Cristina M. a 17.10.2017 às 23:29

finalmente: dignidade.
completamente indiferente, para mim, de que quadrante político veio, pois não foi desse sector enlameado que chegou.
chegou duma, DA, figura de Estado, que parece ser a única que tem noção do que representa.
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 00:00

Neste momento exacto são palavras mais que justas e muito compreensíveis, Cristina.
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De Vlad, o Emborcador a 17.10.2017 às 23:38

Pedro, concordo em absoluto. Vai ser curioso ver a posição do PCP ( tendo em conta as autárquicas )aquando da votação da moção de censura proposta e BEM pelo CDS. E a posição também do PAN.

O BE parece-me estar mais preocupado com a Nova Política Económica mais as suas jogadas de bastidores com vista aos escalões do IRS e o diabo a quatro , do que com as vítimas do incêndio. Típico de partidos revolucionários e marxistas (conferir os Possuídos de Dostoiévski ). Apraz-lhes mais a ideia do novo homem do que a realidade do homem actual ....emocionam-se mais com a simetria da ideia do que com a assimetria da humanidade.

Oxalá este governo caía. Uma autêntica Sati invertida. Sacrifica-se o PM, pela ministra.

Detesto a frieza do PM mais a sua quadrilha. E eu que sou de esquerda. ....
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De Anónimo a 17.10.2017 às 23:45

Já chega!
Foram mestres/elite em economia que enfiaram ao contribuinte autoestradas 'olha lá vem um', estádios de futebol vazios, BPN, etc, etc, etc.
Leia-se: quem paga - vulgo contribuinte - não pode deixar de ter uma palavra a dizer!
---»»» Leia-se: O CONTRIBUINTE NÃO PODE PASSAR UM CHEQUE EM BRANCO A NENHUM POLÍTICO!!!
.
.
Democracia Semi-Directa!
-» Explicando melhor, em vez de ficar à espera que apareça um político/governo 'resolve tudo e mais alguma coisa'... o contribuinte deve, isso sim, é reivindicar que os políticos apresentem as suas mais variadas ideias de governação caso a caso, situação a situação, (e respectivas consequências)... de forma a que... o contribuinte/consumidor esteja dotado de um elevado poder negocial!!!
-» Dito de outra maneira: são necessários mais e melhores canais de transparência!
.
Exemplo:
Todos os gastos do Estado [despesas públicas superiores, por exemplo a 1 milhão (nota: para que o contribuinte não seja atafulhado com casos-bagatela -» a Democracia Directa tem precisamente este inconveniente!!!)], e que não sejam considerados de «Prioridade Absoluta» [nota: a definir...], devem estar disponíveis para ser vetados durante 96 horas pelos contribuintes na internet num "Portal dos Referendos"... aonde qualquer cidadão maior de idade poderá entrar e participar.
-» Para vetar [ou reactivar] um gasto do Estado deverão ser necessários 100 mil votos [ou múltiplos: 200 mil, 300 mil, etc] de contribuintes.
{ver blog « http://fimcidadaniainfantil.blogspot.pt/ »}
.
.
.
Um caso:
- dinheiro mal gasto... podia ter sido utilizado na compra de maquinaria florestal... no sentido de serem criadas ZONAS DE SEGURANÇA... para que a população possa ficar em segurança face à eventualidade de ficar cercada por um incêndio.



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De Anónimo a 17.10.2017 às 23:52

As perguntas que se devem colocar:

- Porquê que os recentes incêndios que atingiram proporções gigantescas, só deflagraram após o governo da República de Portugal (RP) recusar às empresas privadas de meios aéreos de combate aos fogos, a renovação dos seus contratos com o Estado?

- Tendo em conta que as empresas detentoras desses meios aéreos, possuíam uma frota inoperacional e ineficaz no combate aos fogos, porquê que só agora e passados vários anos, o Partido Social Democrata (PSD), o Centro Democrático Social (CDS), e os média, insistem em tentar imputar ao actual governo a culpa e a responsabilidade de não existir em Portugal, desde à quatro décadas, uma estratégia de prevenção e combate aos incêndios?

- Qual a relação do Partido Social Democrata (PSD), na criação e controlo dessas mesmas empresas privadas, detentoras dos meios aéreos de combate aos fogos, que recebiam financiamento por parte do Estado da República de Portugal (RP), para garantir o pagamento de salários dos seus funcionários e o seu próprio funcionamento?
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 00:00

Bom esforço. Mas vai ficar a falar sozinho porque eu não como gelados com a testa.
E a esmagadora maioria dos portugueses também não.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 12:08

Você está é a ver o tapete a fugir-lhe dos pés, e com isso tenta tirar nabos da púcara a ver se pega.
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 12:41

Limpe a testa. Está suja.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 17:35

Não seja ressabiado.
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De V. a 18.10.2017 às 00:13

Quando já nada resta, vocês conseguem descer sempre mais um degrau na direcção do astro castanho fumegante que vos adorna a cripta e começam as campanhas negras.

Depois dos madeireiros, dos malucos nas aldeias, dos eucaliptos, dos trovões misteriosos, dos postes maquiavélicos da EPD, do desordenamento do pinhal só com pinheiros, dos velhos que pouco pró-activos, resta agora a bacorada final: a vingança de Passos Coelho. Passos Coelho anda a pagar a alcóolicos e terroristas da Beira Alta para pegar fogos à floresta. É claríssimo. É o gajo. Só pode ser o gajo.

É por isso que o PR está, nas entrelinhas, a demitir-vos. Porque além de gente estúpida e mal intencionada são umas bestas sem vergonha e sem perdão. Só corridos daqui para fora na ponta de uma forquilha.
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De Anónimo a 18.10.2017 às 12:37

O que você pretende com as alarvidades que escreveu, é confundir os leitores, tentando fazer prevalecer na mente e no imaginário do cidadão, que os fogos são gerados por esse medíocre enredo que descreve no segundo parágrafo do seu comentário; aliás todas essas hipóteses por si apresentadas têm sido propagadas pelos média de forma incessante, num claro objectivo de esconder o rasto que leva à verdadeira causa dos gigantescos incêndios que deflagram à décadas em Portugal, de forma descarada, e que traz benefícios financeiros para a organização criminosa que sobrevive às custas dos fogos mandados atear.

Você imputa nos outros situações proferidas pelos meios de comunicação social e forças políticas, numa tentativa desesperada e em transtorno delirante, de desviar as atenções para as perguntas que realmente se devem colocar quando se investiga um crime desta dimensão.

Infelizmente, a Natureza não o prendou com seriedade e razão, muito pelo contrário, a gestão parcimoniosa que a mesma fez da inteligência que lhe atribuiu, peca por defeito, deixando-o limitado e ressabiado.

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De Alexandre Policarpo a 18.10.2017 às 00:18

Quem foi, quem foi?

https://oinsurgente.org/2017/10/17/quem-foi-quem-foi/
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 07:53

O mesmo que agora jura que "seguramente" irão repetir-se tragédias como a de 17 de Junho e a de domingo em Portugal.
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 08:31

Obrigado Policarpo.

O homem já tinha mostrado ser de lama desde a campanha contra Seguro.
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De Maria Dulce Fernandes a 18.10.2017 às 00:07

Acabei de ouvir. Não desiludiu. Demonstrou enorme lucidez com a excelência do discurso que proferiu e deu-nos algo que há muito necessitamos para apagar este fogo que por dentro nos consome: respeito.

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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 07:53

Exemplar. No tom, na forma e no conteúdo.
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De Rão Arques a 18.10.2017 às 07:42

Com o devido respeito pela função presidencial, parece que finalmente acabaram as pregações aos peixinhos.
Vergastada impiedosa no conjunto do governo com o 1º ministro na linha da frente a ficar não só com as orelhas a arder mas com todo o corpo a sofrer queimaduras de grau fatalmente máximo.
Uma moção de censura a surgir no momento decisivo, que para além do mais, a existir uma restea de vergonha obrigará as suas muletas alugadas a mostrar a cara do negócio escabroso e a sair da toca.
Que o cadáver politico adiado tombe de vez com estrondo no lugar de onde foi içado.
Sem perdão.
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 11:14

O PR demitiu a ministra em directo, com todo o País a escutar. Acho inacreditável como é que a senhora não se poupou a este vexame público, tornado inevitável pela triste evolução dos acontecimentos. Acho ainda mais inacreditável que o PM nada tenha feito para poupá-la a isto.
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De Rão Arques a 18.10.2017 às 12:04

O 1º ministro tudo o que tem feito é poupar-se. Aviou-se com as peças que pessoalmente mais lhe convinham como qualquer sucateiro faz percorrendo a borda da estrada.
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 08:32

Não dá para ficarmos apenas com o Centeno?
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De Justiniano a 18.10.2017 às 09:11

O Centeno é uma construção de Costa, à sua imagem e semelhança. Habilidoso é a qualidade que lhe atribuem, fosse o homem torneiro mecânico seria uma virtude!! Tresanda a tibieza, por vocação!!
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 10:16

Justiniano, criação de Costa era a ministra da administração interna. Afinal foi o Costa que reformou, no seu tempo como ministro, a Autoridade da Proteção Civil e o Sistema de Vigilância Florestal. Foi por isso que ele a aguentou durante tanto tempo.
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De Justiniano a 18.10.2017 às 09:23

Não sei porquê, mas Marcelo parece-me sempre um personagem de cinema! Um actor representando diversos papeis, adequados, cada um deles, às circunstancias que pressente e que vai lambendo do vento (pressentiu, com o parar da música, um fim de festa)!
Nada em Marcelo me parece genuíno. Tudo me parece táctica. Good cop, bad cop?!?! Talvez seja deturpação dos meus olhos, mas aquela leveza do deixa andar, que é tudo estrada, talvez tenha, em muito, contribuído para o estado de coisas a que chegámos e, sobretudo, para a vocação de inimputabilidade do governo!
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 10:18

Se não fosse ele a Ministra ainda cá andava. Isso é a Moção de Censura . Desconfio que a esquerda não sustentava o governo se o PM não a tivessse demitido
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De Justiniano a 18.10.2017 às 14:15

Muito se engana, meu caro Vlad.
Nunca, em quarenta e tal anos, ouvi do PCP reserva alguma em relação a qualquer moção de censura, até ontem!! Ouvir o PCP desdenhar a coisa, defender a dama como se fosse sua e berrar pra bancada que falta, à coisa, substancia para além de manobra partidária, dá dó!! Um desespero que nem no PS se vê!!
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De Justiniano a 18.10.2017 às 15:31

Muito se engana, meu caro Vlad.
Nunca, em quarenta e tal anos, ouvi do PCP reserva alguma em relação a qualquer moção de censura, até ontem!! Ouvir o PCP desdenhar a coisa, defender a dama como se fosse sua e berrar pra bancada que falta, à coisa, substancia para além de manobra partidária, dá dó!! Um desespero que nem no PS se vê!!
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De Vlad, o Emborcador a 18.10.2017 às 16:17

O PCP não me interessa. A diferença entre Pedrógão e o dia 15 foi o Relatório entretanto tornado conhecido. Era urgente agir. E o PR foi inteligente e espero que sincero ( contudo falou demais no rescaldo de Pedrógão )
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De Pedro Correia a 18.10.2017 às 11:12

Marcelo expressou - não tenho a menor dúvida - o que sentem e o que pensam hoje os portugueses, na sua esmagadora maioria.
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De Justiniano a 18.10.2017 às 14:24

Pedro Correia, meu caro, é precisamente isso que disse. Ele lambe sempre, ao vento, o que sentem e pensam os portugueses em determinada semana!! E prá semana há mais semanas! Nunca Marcelo cumpre os mínimos da presciência a que o seu capital político o obrigaria. Ele foi eleito para ler mais além doque o comum dos mortais, e que não, e apenas, as trovas de circunstancia que o vento trás! É essencial que demonstre estar atento ao filme, perceber o que se passa antes de se passar.
Há tragédias anunciadas! A Marcelo, competir-lhe-ia saber identificar uma tragédia anunciada. Há ambiguidades que se cultuam e que nos prendem, mais tarde, a uma realidade que devíamos ter percebido. Como Marcelo gosta de dizer, é não perceber nada do que aconteceu e acontece!!
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De Justiniano a 18.10.2017 às 15:30

Pedro Correia, meu caro, é precisamente isso que disse. Ele lambe sempre, ao vento, o que sentem e pensam os portugueses em determinada semana!! E prá semana há mais semanas! Nunca Marcelo cumpre os mínimos da presciência a que o seu capital político o obrigaria. Ele foi eleito para ler mais além doque o comum dos mortais, e que não, e apenas, as trovas de circunstancia que o vento trás! É essencial que demonstre estar atento ao filme, perceber o que se passa antes de se passar.
Há tragédias anunciadas! A Marcelo, competir-lhe-ia saber identificar uma tragédia anunciada. Há ambiguidades que se cultuam e que nos prendem, mais tarde, a uma realidade que devíamos ter percebido. Como Marcelo gosta de dizer, é não perceber nada do que aconteceu e acontece!!
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De Justiniano a 18.10.2017 às 15:31

Não sei porquê, mas Marcelo parece-me sempre um personagem de cinema! Um actor representando diversos papeis, adequados, cada um deles, às circunstancias que pressente e que vai lambendo do vento (pressentiu, com o parar da música, um fim de festa)!
Nada em Marcelo me parece genuíno. Tudo me parece táctica. Good cop, bad cop?!?! Talvez seja deturpação dos meus olhos, mas aquela leveza do deixa andar, que é tudo estrada, talvez tenha, em muito, contribuído para o estado de coisas a que chegámos e, sobretudo, para a vocação de inimputabilidade do governo!

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