Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Notas políticas (7)

por Pedro Correia, em 17.11.15

Falando com uma franqueza a todos os títulos notável, Catarina Martins deixa bem evidente, numa entrevista publicada sábado no El País, a fragilidade das folhas de papel assinadas à porta fechada entre o PS e três partidos à sua esquerda.

São palavras que merecem ser destacadas por nelas se vislumbrar a velha semente do divisionismo identitário que impediu durante décadas entendimentos duradouros à esquerda. Superado o obstáculo que congregava pela negativa, neste caso o Executivo PSD-CDS entretanto derrubado na Assembleia da República, logo emergem as dificuldades de sempre em construir alternativas de governo.

Repare-se no argumento invocado ao jornal espanhol pela porta-voz do BE, justificando assim o facto de o seu partido ter recusado participar no elenco ministerial: "A convergência permite um apoio parlamentar, mas não a [nossa] entrada no Governo, devido às profundas divergências que mantemos, por exemplo, quando ao Tratado Orçamental ou à reestruturação da dívida, que continuamos a defender." (Tradução minha, sublinhados também meus).

 

Noutro trecho da entrevista, Catarina Martins faz questão de acentuar que existe "uma grande divergência entre nós [BE] e o PS sobre a dívida", confessando "não gostar do cenário macroeconómico" dos socialistas. "Não será um Governo de ruptura com os compromissos europeus. O Bloco está contra eles, mas o PS exigiu mantê-los."

Deixa ainda uma palavra nada amena contra o programa eleitoral de António Costa, que "descapitalizava a segurança social", e o lamento pelo travão socialista ao aumento imediato do salário mínimo para 600 euros.

Talvez pelo entusiasmo proporcionado pela "histórica" assinatura das folhas de papel que menciono no parágrafo de abertura deste texto, Catarina Martins insiste em falar não só pelo BE mas também pelo PCP: "El Bloco y el PC nunca respaldarán a un Gobierno que corte los rendimientos del trabajo. Nuestra matriz ideológica es la reposición de rendimientos y derechos de trabajo, la salvaguarda  del Estado Social y parar las privatizaciones." (Desta vez mantenho o castelhano, que tem mais salero.)

 

Não admira que os comunistas se distanciem do voluntarismo desta "actriz profissional" (assim é apresentada pelo El País). Ao ponto de a Comissão Política do Comité Central do PCP ter sentido a necessidade de sublinhar isto: "Face ao muito que tem sido dito neste período e ao muito que se continuará a ouvir e a ler, quase sempre sem fundamento, reafirma-se que pelo PCP fala o PCP, pela sua própria voz e palavras, com as suas posições e o rigor das suas formulações."

A coisa promete.

Autoria e outros dados (tags, etc)


44 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.11.2015 às 13:51

Todos fizeram um acordo de governação, com o programa do PS, mudado aqui ou ali, de acordo com todos. Foram bem claros e nunca iludiram ninguém. O CDS também era a favor dos velhos, aposentados, reformados..., mas no dia em que se aliou, esqueceu-se de tudo e fez aquilo que sempre disse ser contra. Nesses três partidos há honestidade, pois dizem não abdicar das suas ideias, por isso mesmo não quererem governar, mas prometem, estar ao lado PS para que os portugueses possam ter uma vida mais digna. Onde está a democracia aqui? Há ou não maldade política? Estamos sob vigilância europeia ou não? Aqui, Bruxelas, já não tem pressa e não diz nada, do país poder ficar sob um governo de gestão e tudo voltar à estaca zero? Tudo muito estranho e mais grave é que parece haver aqui uma conspiração contra tudo o que não seja um governo de direita. Também aqui, parece estarmos em terrorismo político, em que aqueles que foram massacrados vivem dias de desespero, a pensarem que já estavam libertos dum governo que tudo lhes tirou e nada lhes deu e um presidente da República a ajudar a tudo isso, pois tudo faz, para que esse governo continue.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 16:05

"Foram bem claros e nunca iludiram ninguém"
"Nesses três partidos há honestidade"
Cuidado: não consuma doses excessivas de propaganda. Tem contra-indicações óbvias.

"Também aqui, parece estarmos em terrorismo político, em que aqueles que foram massacrados vivem dias de desespero, a pensarem que já estavam libertos dum governo que tudo lhes tirou e nada lhes deu."
Esta sua frase em que procura equiparar a presente situação portuguesa ao massacre de Paris é das coisas mais obscenas que tenho lido. Só reforça os meus alertas quanto à 'overdose' de propaganda.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 17.11.2015 às 20:51

Não comparo nada porque nada é comparável ao acto de matança de seres humanos. É desonesto, da sua parte estar aqui a comparar coisas incomparáveis. Não desvie a conversa para onde quer, coisa em que é perito, mas não é sério. Lamento que use e abuse no maldizer dos partidos que querem fazer algo de diferente. Deixe-os mostrarem o que valem e depois manifeste-se, até lá, tudo o que disser, não passa de picardia pura. O terrorismo há-o, de palavras, quando as pessoas ficam aterradas com o não poderem pagar a casa e com isso, serem despejados, o não terem de comer, o terem filhos e não lhes poder dar de comer, viver na rua ao relento... Se isto não é viver aterrado, com o hoje e sem esperança no amanhã, é o quê? Paz podre, talvez!...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 23:42

Não gaste energias a tentar dar o dito por não dito.
Palavras suas:
"Também aqui, parece estarmos em terrorismo político, em que aqueles que foram massacrados vivem dias de desespero, a pensarem que já estavam libertos dum governo que tudo lhes tirou e nada lhes deu."

Compara portanto Portugal com o morticínio ocorrido na sexta-feira em Paris como se estivéssemos à mercê dos jiadistas assassinos.
Algo totalmente descabido. Há limites para a demagogia política.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 18.11.2015 às 00:55

Não faça das suas palavras as palavras dos outros. Não se ponha a insinuar aquilo que quer. É perito em distorcer os comentários. Pelos vistos quem o quer comparar é você que não entende, nada de nada que os outros escrevem. Só entende o que lhe interessa e isso é maldade pura e grave. Há limites para a sua demagogia política de extrema direita.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 08:15

Não pense que toma os outros por parvos a balir como cordeiro após ter uivado como lobo.
A memória das vítimas de Paris devia merecer-lhe mais respeito.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 18.11.2015 às 12:50

"Não pense que toma os outros por parvos a balir como cordeiro após ter uivado como lobo". Com certeza refere-se a si mesmo. Merecem-me todo o respeito do mundo, essas e todas as outras, "Nigéria" é uma delas que não lhe merecem a si, qualquer respeito porque esqueceu-se de as mencionar aqui. Não aponte o dedo aos outros, aponte-o a si, porque ou estão consigo e dizem amém a tudo que diz ou se não estão, estão contra si e é isto, distorce tudo a seu belo prazer. Lamento que a sua dislexia continue e não consiga ler o que os outros escrevem.
Sem imagem de perfil

De queima beatas a 17.11.2015 às 14:12

Para abrilhantar cá temos Costa cada vez mais na mesma: "Eu respondo pelo programa do governo PS, não me peça para responder pelos programas do PC e do BE ". Esta pérola é só por si mais que suficiente para Cavaco o mandar pastar caracóis.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 16:07

Vem na linha do solene aviso feito pela Comissão Política do PCP e reproduzido no editorial do 'Avante'.
Tudo tendo Catarina Martins como destinatária.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 17.11.2015 às 15:47

Eu não vejo nada de muito extraordinário nesta entrevista. A Catarina mais não faz do que reiterar aquilo que é de todos sabido, e que ela sempre afirmou: que há grandes divergências ideológicas entre o BE e o PS.
Aliás, ainda há uma semana ela deu uma entrevista a um órgão português (salvo erro à Antena 1) em que disse exatamente o mesmo: que o BE não participará no governo dado que não lhe seria permitido implementar algumas das suas políticas queridas, devido aos constrangimentos orçamentais e à insistência do PS em obedecer a eles.
Enfim, nada de novo.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 16:01

De novo há pelo menos a evidência de a fragilidade deste "acordo" ter já transposto fronteiras.
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 16:21

" Portugal não é diferente de outras democracias na União Europeia. Há eleições e depois os governos são formados. Portugal foi tão bem sucedido ao longo dos últimos anos que estou completamente convencido de que prosseguirá por este caminho de sucesso", disse.
O ministro alemão desdramatizou ainda uma eventual mudança de governo afirmando que - acrescenta a Lusa - "a vida é sempre cheia de incertezas, e essa é a beleza da vida", tendo observando que tal faz parte do processo democrático "
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 16:37

Que enternecedor. O mesmo ministro alemão das finanças que ainda há pouco era diabolizado serve agora de autor de referência aos mesmos que não queriam vê-lo nem pintado.
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 18:34

A minha citação serve só para alertar os leitores mais incautos que não é preciso Catarina Martins dar entrevistas "lá fora" para que se saiba o que está em marcha.
Quem manda (a Alemanha) já sabe e não parece muito incomodada.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 23:32

A entrevista de Catarina Martins ao 'El País' deixa bem claro o seguinte:
- BE e PS mantêm sérias divergências sobre os compromissos europeus de Portugal;
- BE e PS mantêm sérias divergências sobre o cumprimento das metas indicadas no Tratado Orçamental;
- BE e PS mantêm sérias divergências sobre a questão da reestruturação da dívida;
- O BE persiste em falar em nome do PCP, o que manifestamente desagrada aos comunistas.

E ainda o novo Governo não tomou posse...
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 16:03

Sim , sim bla, bla, wiskas saquetas...

Já sobre factos realmente relevantes os Pafs estão caladinhos :

http://economico.sapo.pt/noticias/assinatura-da-venda-da-tap-decorre-hoje-a-porta-fechada-governo-estara-presente_234553.html

http://observador.pt/2015/11/16/recapitalizacao-do-novo-banco-traz-pressao-ao-sistema-financeiro/

http://economico.sapo.pt/noticias/numero-de-funcionarios-publicos-sobe-pela-primeira-vez-desde-a-chegada-da-troika_234915.html

http://economico.sapo.pt/noticias/triumph-poe-fabrica-de-sacavem-a-venda_225540.html

A Triumph é a 5ª empresa de grande envergadura que após as eleições declara que vai encerrar actividade em Portugal.

Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 18:52

A diferença é que os meus cromos geram mais desemprego, mais divida mas sobretudo ilustram perfeitamente o facto de o nevoeiro anterior ás eleições se ter dissipado.
A sorte dos Pafs é que têm um PR que não é isento nem pensa nos interesses da Nação pois deveria ter convocado eleições mais cedo para possibilitar a formação de um governo em tempo útil capaz de cumprir com as EXIGÊNCIAS de Bruxelas e evitar este imbróglio em que quem foi corrido se agarra a tudo e mais alguma coisa para permanecer no poder nem que seja em gestão.

Não cauciono as manobras de Costa mas as mesmas não ferem nenhuma Lei, já os Pafs querem alterar a Lei para ver se com isso beneficiam no entanto tenho cá para mim que aconteça o que acontecer os Pafs não sairão beneficiados.
Por mais propaganda, comentários nas noticias e perfis falsos nas redes sociais que criem existem cada vez mais pessoas que já não vão em cantigas.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 23:33

Vai para aí uma baralhação tão grande que não há réplica possível. A começar pelo "aumento do desemprego" a que alude. Quando uma das notícias que menciona até indica que se registou mais contratação de trabalhadores da administração pública - pela primeira vez em quatro anos. Se isto é "desemprego" vou ali e volto já.
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 23:53

Como habitualmente o Pedro Correia a rodear o assunto, eu não falei em aumento do desemprego, eu disse geram mais desemprego, são conceitos diferentes.
E sobre desemprego muito haverá para escalpelizar se o governo que entrar assim quiser.
Quanto ao resto verifico que pelo menos não discorda.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 00:10

Você usa a lógica argumentativa de qualquer demagogo de terceira linha, procurando lançar poeira nos olhos dos incautos. Essa de tentar fazer uma distinção entre "aumento de desemprego" e "gerar mais desemprego" é bem reveladora disso.
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 18.11.2015 às 00:32

Quem sabe INTERPRETAR textos decerto percebeu.

Em termo de demagogia e respectiva classificação reconheço que dificilmente chego ao seu nível.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 10:28

Vá tentando, vá tentando. Ainda se habilita ao grande prémio de 2015.
Mestre Emérito da Refinada Demagogia Alambicada.
Sem imagem de perfil

De jo a 17.11.2015 às 17:12

Saber a profissão que as pessoa seguiram fora da política é interessante, embora possam ter seguido mais que uma:


Catarina Martins é atriz profissional

Jerónimo Martins é operário profissional

Costa é advogado profissional

Portas é jornalista profissional

Passos é Tecnoforma profissional
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 18:37

Essa do tecnoforma profissional tá bem apanhada...
Sem imagem de perfil

De Bonito, bonito! a 17.11.2015 às 17:36

Se Cavaco não der posse ao agrupamento estranho, depressa vêm por aí abaixo e acima os autocarros com excursionista abancar em pic-nic nas escadas do parlamento.
Até os miúdos se vão negar a fazer provas do 4º ano e pichar escolas.
E como os feriados correm perigo, substituem-se pelos grevistas habituais dos maquinistas.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 23:38

Vai dar posse, verá. Embora os insultos dirigidos ao PR por parte de quem quer ser Executivo só confirmem a fragilidade da solução governativa que está em marcha e acabem portanto, de algum modo, por dar razão às dúvidas que Cavaco possa ter.
Imagem de perfil

De cristof a 17.11.2015 às 19:34

Coerente com todo o historial e pratica diária no passado interno do BE- que mais parece um saco de gatos.
Temos é que reconhecer que conseguiram real, ter 10% dos votos, que se olharmos para os 0,5% de muitas das agremiações (PSR,ES, UDP...) foi um facto a ter em conta e mais, continuarem unidos, um paradoxo.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 17.11.2015 às 23:38

Paradoxo parece-me uma boa palavra-chave para o breve ciclo político que vai iniciar-se.
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 17.11.2015 às 23:57

É a "democracia" a funcionar, gera muitos paradoxos, inclusive criminais, irrevogáveis e cousas parecidas.
Quem não gosta come menos.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 00:08

Você tem a mania de se meter nas conversas alheias. A sua mamã não lhe ensinou que isso é muito feio?
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 18.11.2015 às 00:36

A minha Mãe e o meu Pai ensinaram-me valores muito mais importantes e que em muitos momentos da nossa vida têm-se de se sobrepor a regras de etiquetas meio manhosas usadas como expedientes dilatórios.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 10:30

Ora muito bem. Gostei de saber.
Sem imagem de perfil

De Nuno Pereira a 17.11.2015 às 20:09

Num país com um governo de gestão. Onde todos mandam e ninguém tem razão.
Vivemos do terror instalado e de um presidente mumificado.

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 00:11

"O horrror! O horrrrrror!" Já gritava o coronel Kurtz.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 17.11.2015 às 23:55

O autor usa termos bizarros, parece que as convicções e as ideias são algo maleável que tudo e o seu contrário pode coexistir para obter o Poder.
O BE pensa de uma maneira. Acusar alguém que pensa de uma maneira diferente de divisionista é não aceitar que essa pessoa/grupo pense de maneira diferente.
É claro irónico aplicar as receita Estalinista, Trotskista aos próprios mas não demonstra entender o pensar.

PS: considero que o BE só está um degrau abaixo do PCP no potencial genocida caso alguma vez tenha todo o poder em Portugal.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 18.11.2015 às 00:15

Um chega aqui a falar em "massacre" e "assassínio" a propósito do Governo e do Presidente.
Outro chega aqui a falar em "genocídio" a propósito do BE e do PCP.
Um deputado socialista chama 'gangster' ao Chefe do Estado.
Neste Outono deve andar alguém por aí a meter coisas esquisitas nas castanhas assadas...
Sem imagem de perfil

De William Wallace a 18.11.2015 às 00:25

Deve ser do tempo...
Mas lá que dei uma gargalhada, dei...
Sem imagem de perfil

De miadosantos1 a 18.11.2015 às 09:39

Bom dia,
"eu vi, tu viste, ele viu, nós vimos..." no modo indicativo, diz a gramática que exprime um facto, uma certeza. A mim, o que me parece, é que anda por aí uma grande balbúrdia, protagonizada por pseudoindíviduos que, fingindo perceber do ofício que se tornou emprego permanente, - bem remunerado,por sinal - mais não fazem do que se entreterem em redações de acordos, cujo conteúdo lhes há de permitir entendê-los como aqueles exercícios de pontuação "simpáticos", do género : " 'Deixo meus bens a minha irmã não a meu sobrinho jamais será paga a conta do padeiro nada dou aos pobres'-, que nos impingiam na escola. Depois, cada um o pontua à sua maneira, e lhe encomenda a interpretação que melhor lhe convier.

Comentar post


Pág. 1/2





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D