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Noite eleitoral (2)

por Pedro Correia, em 25.05.14

1. Rui Tavares surgiu em defesa aberta da quadratura do círculo: fracturou ainda mais a esquerda em nome da unidade da esquerda. No entanto, a última coisa de que a esquerda necessita é de mais um partido: pelo menos nove que se reclamam desta área política concorreram à eleição de hoje. Não admira, portanto, que a Livre papoila tivesse murchado nesta sua noite de estreia eleitoral.

 

2. O Bloco apela, como mais ninguém, à ética da responsabilidade. Mas esta lógica só parece funcionar para os outros. Intramuros, os bloquistas continuam sem retirar as devidas ilações das sucessivas derrotas que vêm sofrendo nas urnas. Será que o farão agora, quando foram a única força política de esquerda a recuar nas urnas, com menos de metade da votação conseguida em 2009 e só com um terço do número de eleitos nesse ano?

 

3. É evidente que a CDU capitalizou o essencial do voto de protesto. Que só surpreende por ficar aquém do que quase todos previam após três anos de duríssimas medidas de austeridade impostas pelo memorando de entendimento. Falta aos comunistas dar o passo seguinte: como transformar o protesto em contributo para uma futura maioria governamental? Basta perguntarem aos camaradas espanhóis, que já puseram isso em prática na Andaluzia.

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2 comentários

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De da Maia a 26.05.2014 às 00:14

Rui Tavares falou?
Uma da característica das TVs nacionais é que podem usar pessoas para fazer factos, notícias, comentários, sem nunca lhes dar a oportunidade de falar.

Se há coisa que me mete um profundo enjoo na vida nacional é esta capacidade de se "fazer democracia" ignorando pura e simplesmente as mínimas regras de equidade. Nem sequer se dá aos partidos minúsculos uma frase final, como se dá aos condenados...
A única equidade é no silêncio completo.

Adiante, Rui Tavares portou-se como um puto mais mimado que Daniel Oliveira.
Se tinha divergências com o BE, colocava-as lá na estrutura trotskista gay que eles pariram e que lhe permitiu ser eleito da 1ª vez.
Não correu bem, nem para uns nem para outros.
Continuam umas prima-donas da intelectualidade vazia, que acredita que é intelectual porque a professora primária lhes disse que tinham jeito para redacções ou para o desenho. Repetem isso uns aos outros, e acreditam mesmo.

Sim, a CDU canta vitória com um pesado sentimento de derrota.
Dificilmente haveria melhores condições para progredir.
Qualquer Marinho Pinto capitaliza mais votos de descontentamento do que a CDU, e isso deveria fazer aumentar as lentes dos míopes do Comité Central.

Numa altura em que o declínio europeu se manifestou em eleições extremadas, um pouco por toda a Europa, é significativo que o arco de governação em Portugal continue a ter mais de 50% dos votos. Isso diz muito do status quo que está instalado.
Quem está descontente, que emigre.
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De Pedro Correia a 27.05.2014 às 00:35

Também contesto a elementar falta de cumprimento dos mais elementares princípios de equidade - que estão ausentes até durante o período oficial de campanha eleitoral.
E até órgãos de informação que adoram entrevistar Marinho Pinto noutras ocasiões fizeram questão de o ignorar deliberadamente nesta campanha. Isto faz pensar que, noutras circunstâncias, ele poderia ter duplicado os 7% agora obtidos nas urnas.
De caminho, vai-se pervertendo alegremente uma das regras basilares da democracia. Concedendo todo o palco a uns e quase nada a outros.

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