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Men for all seasons

por Diogo Noivo, em 02.02.17

democracia_manda_maioria1.jpg

 Um ano e tal depois:

 

democracia_nao_e_ditadura_maioria1.jpg

 Via O Insurgente

As sumidades que pastam nos verdes campos do komentariado português são dadas a uma desfaçatez lendária. Daniel Oliveira, como bem nota João Cortez n’O Insurgente, é um caso flagrante.

Mas o seu a seu dono: em matéria de mortais encarpados à retaguarda, ninguém bate Nuno Saraiva, antigo jornalista do Diário de Notícias. Foi de A a B em tempo recorde e sem que o víssemos a percorrer o caminho que separa os dois pontos. Parece que se deixou de jornalismo – o que é um desafio ontológico notável, já que não é fácil abandonar o que nunca se fez – e se dedicou à bola. Parafraseando Gore Vidal, foi uma boa mudança de carreira.

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34 comentários

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De Plinio a 02.02.2017 às 12:29

É o que dá escrever a metro, sem se lembrar do que escreveu anteriormente. Em suma em democracia manda a maioria se eu concordar com a maioria, se concordar com a minoria esta é que deve mandar.
Melhor seria dizer que a vontade da maioria na democracia não pode prevalecer contra a minoria se o objectivo da 1ª for inocular a minoria. Neste caso existirão órgãos de soberania para evitar que a tirania da maioria se imponha e viole direitos da minoria.
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De V. a 02.02.2017 às 14:27

Melhor era reformar-se: nunca acertou uma. Mas pior é o colega do lado na SIC: um vira-casacas amiguista de primeira água.
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De lucklucky a 03.02.2017 às 14:01

Não é consequência de escrever a metro é consequência do utilitarismo Marxista do Daniel Oliveira a funcionar.

Quando se não tem Poder convém dizer que há muito direitos para lá do poder do voto. Inclusive direitos inventados.
Já quando se tem Poder a minoria é para abater e a Constituição que se lixe como se vê na Lei do Aborto, no IRS, ADSE etc.. por exemplo.

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De Einstürzende Neubauten a 03.02.2017 às 14:31

Bem gostaria eu de saber a lista dos seus Direitos. Já estou a ver um conjunto de "direitos naturais" do Neodarwinismo social, baseados na lei do mais "selvagem".
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De JSP a 02.02.2017 às 13:30

Um videirinho que faz pela vidinha - com cuidado meticuloso em não ir contra o ar do tempo", em tradução manhosa.
Uma praga muito portuguesa, convenhamos...
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 14:48

"Uma praga muito portuguesa"

Caro Cabeça Redonda, veja se esta, praga, também é a sua:

"Eu gosto desta terra. Nós somos feios, pequenos, estúpidos, mas eu gosto disto"
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De Einzeturzende Neubaten a 02.02.2017 às 13:47

A maioria escolhe sempre o que a Minoria considera aceitável no que respeita ao que a dignidade humana confere. Desde Roma foi uma minoria que apoiava a República. Foi uma Minoria na Roma Imperial que se opunha à escravatura. Foi uma Minoria que criou o século das Luzes. Foi uma Minoria que combateu o Absolutismo mais abjecto em Portugal. em jeito de conclusão o povo, a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Maioria. E nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão. Em nome da maioria não se podem violar princípios básicos, mesmo que defendidos por essa mesma maioria, de cidadania e de direitos humanos.
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 14:38

Correcção:

Foi uma Minoria que combateu o Absolutismo mais abjecto em Portugal. em jeito de conclusão o povo, a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Minoria
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De Luís Lavoura a 02.02.2017 às 14:47

nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão. Em nome da maioria não se podem violar princípios básicos

Exatamente, Daniel Oliveira tem toda a razão. E muito me choca que pessoas como o Diogo Noivo, que é (creio) um cientista político, não entendam isso. É o que dá o ódio político - cega,
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 16:42

Ahhhhhh! Cientista politico. A politica, ou as disciplinas, ditas sociais, Ciências??!!
Ciências são a Biologia, Matemática, Medicina, Genética....

Diga-me, que estou curioso, a politica também se faz "in vitro", e em câmaras de fluxo laminar?

Não acredite, Lavoura. Eles, os cientistas sociais, fazem uso do adjetivo "cientifico" só para tornar a "coisa" mais digna de credibilidade. No fundo os vendedores de banha da cobra
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De Anónimo a 02.02.2017 às 16:56

Sim, é cientista político mas é de direita. Logo defende aquilo em que acredita. Não acho mal. Eu também defendo as minhas ideias (um bocado diferentes).
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 17:53

Eu só ataco as dos outros. Minhas não tenho nenhuma
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De am a 02.02.2017 às 22:56

"minhas não tenho nenhuma"

Tens sim: cagança e pretensiosismo .
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De lucklucky a 03.02.2017 às 13:27

"a maioria, os eleitores, devem ser protegidos da sua ignorância, pela sagacidade da Maioria. E nesta sequência de raciocínio Daniel Oliveira têm razão."

Todos os Ditadores dizem o mesmo. Ou seja você tal como o Daniel Oliveira quer em vez da Ditadura da Maioria a Ditadura da Minoria.

Pois você como DO não tolera o que seria a consequência do respeito da Liberdade: a Secessão

Ou seja a Maioria não pode votar pelo Direito ao Aborto pois ataca a vida de um ser humano que não ameaça ninguém.

Ou seja não podem obrigar pessoas a sustentar outras pessoas por quem não têm responsabilidade.

Claro que nada disto conta para você.
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De Einstürzende Neubauten a 03.02.2017 às 14:35

Sim, Luck. Sou um aristocrático, adepto do despotismo iluminado à la Frederico da Prússia.

Sim prefiro a Ditadura da minoria porque estatisticamente os estultos são em maior número que os iluminados.

A Liberdade não é um valor absoluto. Uma liberdade assim encontra-se, apenas, na Selva.

Quanto ao Aborto, um embrião não é um ser humano, tal como a semente não é um fruto
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De Diogo Noivo a 03.02.2017 às 16:39

É com alguma ternura que vejo o Luís Lavoura acusar terceiros de cegueira política. Mas vamos lá ver: quando defendo ideias que o Luís partilha sou um tipo recomendável; quando defendo outras já sou um tendencioso. Está claro que o tendencioso sou eu.
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De João Sousa a 02.02.2017 às 13:51

Tenho a certeza de que, quando alguém lhe apontar a inconsistência argumentativa, o rapaz Oliveira responderá que "as circunstâncias são diferentes". Esta desculpa é muito popular entre a rapaziada de esquerda.
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 14:44

"Nada é mais repugnante do que a maioria, pois ela compõe-se de uns poucos antecessores enérgicos; velhacos que se acomodam; de fracos, que se assimilam, e da massa que vai atrás de rastros, sem nem de longe saber o que quer."
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De Anónimo a 02.02.2017 às 17:53

"Esta desculpa é muito popular entre a rapaziada de esquerda [os maus]." Os da direita (isto é, os bons) costumam argumentar "as circunstâncias são as mesmas mas..."
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De Luís Lavoura a 02.02.2017 às 14:45

Daniel Oliveira tem toda a razão em ambos os artigos, tal como qualquer pessoa sabe. A democracia em que vivemos é uma democracia liberal. A palavra "liberal" significa que as pessoas têm certas liberdades e direitos inalienáveis, os quais não lhes podem ser retirados. Há portanto democracia, mas essa democracia tem certos limites: a maioria não pode retirar direitos a uma pessoa.
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De V. a 02.02.2017 às 18:02

Não. Liberal quer dizer que tem iniciativa privada (onde aliás vão buscar o dinheiro para alimentar os sobas da FP e o Estado).
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De Julianna a 02.02.2017 às 15:17

A democracia seria mais útil se, ao invés de eleger os połíticos, pudéssemos recusá-los. ( Georges Najjar Jr)
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De Einstürzende Neubauten a 02.02.2017 às 16:46

Esse Jorge era facho?
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De Clara a 02.02.2017 às 15:40

Já Oscar Wilde dizia, "Consistency is the last resort of the unimaginative."
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De Diogo Noivo a 03.02.2017 às 16:41

"Those are my principles, and if you don't like them... well, I have others", Groucho Marx.
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De JSC a 02.02.2017 às 17:18

Sem comentar este caso em particular, não vejo qual o problema em dizer o contrário do que se disse há 1 dia atrás ou 1 semana atrás etc, caso haja novos dados que mudem a maneira como pensamos.

Direi até que ficar parado no tempo é bem pior.

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De Diogo Noivo a 03.02.2017 às 16:47

De acordo. O que não pode acontecer é defender sempre o mesmo, seleccionando argumentos segundo a conveniência. Ou melhor, até pode acontecer isto, mas não podem esperar que o leve a sério.
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De jj.amarante a 02.02.2017 às 17:48

Não vejo qualquer contradição entre os dois textos do Daniel Oliveira. E tem razão em ambos.
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De Anónimo a 02.02.2017 às 19:42

Que não há contradição é óbvio. O problema é ideológico.
Se houvesse contradição, uma das frases seria falsa. Qual? Quem se atreve a dizer que uma das frases é falsa? Só o Senhor Noivo pode (e deve) responder.
Por mim concordo com o Senhor amarante.
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De Diogo Noivo a 03.02.2017 às 16:45

Não, não tem. O problema é que, para variar, os assuntos são discutidos pela rama - seja por incapacidade de ir a mais, seja por conveniência.

Mais do que discutir maiorias ou minorias, o que deveria ser discutido é a adesão dos diferentes intervenientes políticos aos valores e aos procedimentos do Estado de Direito Democrático (respeito pelas liberdades individuais, pela separação de poderes, etc). DO, de forma muito conviniente, esqueceu-se de abordar este tema no primeiro artigo, que versa sobre uma maioria que lhe é querida. Mas no segundo texto já se lembrou. Tivesse sido sério e veria que as conclusões num caso e no outro não são assim tão diferentes.
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De Einzeturzende Neubaten a 02.02.2017 às 20:15

V o que vossa excelência chama Estado Liberal, eu designo por Anarquia. Quanto a sobas procure - os para além dos sátrapas dos políticos ( deixe lá a malta do guiche) a banca e os banksters.

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