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Mau jornalismo, bom jornalismo

por Pedro Correia, em 29.07.16

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Atentado de Bruxelas, a 22 de Março: 32 mortos e 300 feridos 

 

Nos dias que correm, qualquer assassino torna-se uma celebridade instantânea. Quanto mais repugnante é o crime praticado - seja o de Orlando, seja o de Nice, seja o de Saint-Etienne-du-Rouvray - mais garantida está a fama mediática dos criminosos.

A besta norueguesa que matou 77 pessoas em 2011 tem honras de wikipédia, o homicida da deputada trabalhista britânica Jo Cox recebe mais espaço na imprensa do que um galardoado com o Nobel, o atirador sanguinário que matou nove seres humanos em Munique é tratado por  "jovem" ou  "rapaz" por parte dos nossos benevolentes órgãos de informação - quase como se a chacina na capital da Baviera fosse uma espécie de rave party.

Começamos a ficar tão indiferentes que a existência de nove cadáveres já nos parece um número irrelevante.

 

O tratamento jornalístico do terrorismo abusa de dois males simétricos: confere projecção global a quem dispara, mata, fere, mutila e viola - favorecendo comportamentos miméticos de um incontável número de potenciais assassinos sequiosos dos seus 15 minutos de fama - enquanto silencia os nomes e esconde os rostos das vítimas. Como se elas nos envergonhassem.

O New York Times procedeu ao contrário: em vez de esmiuçar a biografia dos homicidas, farejar putativos "traumas" que os colocaram na senda do crime ou indagar supostas "questões sociais" como causa justificativa dos morticínios, o excelente diário norte-americano rompeu o tabu, falando dos mortos.

Quem eram, como se chamavam, que sonhos perseguiam, porque estavam à hora errada no local errado. Em paragens tão diversas como Bruxelas, Istambul, Lahore, Ummarari (Nigéria), Iskandaria (Iraque), Grand Bassam (Costa do Marfim), Ancara ou Peshawar.

 

Um total de 247 mortos em três continentes durante duas semanas no passado mês de Março. Pessoas de 26 nacionalidades, vítimas do terrorismo - 17 das quais sem ter sequer ultrapassado uma década de vida. A mais velha contava 84 anos, as mais novas - três - ficaram por nascer.

Outros números trágicos: 1168 pessoas perderam familiares muito próximos na barbárie daquelas duas semanas tão bem documentada no artigo do Times. Duzentas e onze ficaram sem pai ou sem mãe, 78 nunca mais viram o marido ou a mulher.

Pessoas que - estas sim - merecem ver o nome transcrito nos jornais.

Pessoas como nós, você que lê estas linhas ou eu que agora as escrevo. Possíveis vítimas de um acto terrorista num amanhã qualquer.

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38 comentários

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De Maria Dulce Fernandes a 29.07.2016 às 18:59

Sem querer de forma alguma dizer que devemos censurar o jornalismo ou os jornalistas, como já me acusaram, comentei num texto atrás que as atrocidades do Daesh e sicários deveriam sofrer Blackout jornalistíco. Massivo.A nível mundial.
Fazer a apologia dos inocentes que perderam a vida é um dever.
É um dever também enterrar toda a propaganda/ informação que alimente a hidra e todas as suas cabeças.
Um par de feijões só cresce num pé forte e imparável se se regar muito. Retirem-lhe a agua a ver se ele não seca e definha...
Grande texto este Pedro.
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De da Maia a 29.07.2016 às 20:25

Grande texto do Pedro, chapeau ao NY Times.
Concordo por completo com o comentário da Dulce.

Já disse o mesmo, é um total erro estar a dar este protagonismo aos criminosos, só contribui para a fama que eles querem ter.
Toda a gente sabe disso!
Quando ocorreu a vaga de incêndios de carros em Paris, o vandalismo só foi reduzido pela não notícia.

O ISIS que se encarregue de lhes dar a fama e as 70 virgens, porque sendo os órgãos de comunicação ocidentais, estão a fazer parte do problema e não da solução.

Esta sim é uma solução - bastante mais inteligente, e justa.
Mais inteligente porque retiraria protagonismo a quem não o deve ter, e não faz nenhuma censura - porque o acto é conhecido pelas identidades das vítimas, a que teriam direito... "se fossem vítimas importantes"!
Mais justa porque não varre as vítimas para uma estatística, para um número.
Dá-lhes uma cara, uma vida que lhes foi retirada antes de tempo.

Doutra forma as vítimas nem têm direito a nome, e não é por nenhuma reserva familiar, é simplesmente porque dá mais jeito ao jornalismo focar a atenção em poucos do que em muitos. E de forma algo ignóbil acaba por achar que as vítimas não valem a menção, porque só estavam ali por azar.

Até que enfim, vemos inteligência, mas duvido é que faça escola.
Esperemos que sim.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 22:56

Agradeço-lhe, caro daMaia, e remeto-o para a resposta à Dulce que aqui deixei - não sei se mais acima ou mais abaixo, pois a ordem dos comentários ficou muito confusa.
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De Maria Dulce Fernandes a 29.07.2016 às 23:12

Agradeço a ambos a objectividade e a lucidez. Pudera o mundo pensar assim.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:16

É fundamental arrumar ideias. Já bastam os pescadores de águas turvas que andam por aí, viciados na adrenalina do "quanto pior melhor".
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De lucklucky a 29.07.2016 às 21:19

Ou seja é a favor da censura mas está contra a censura. Mais um bom exemplo do estágio civilizacional onde se quer comer o bolo e continuar com o bolo no prato.
Querem divida depois não querem pagá-la, querem crianças mas tornam-nas mais caras que diamantes ou seja raras, falam de liberdade mas querem regras para tudo e mais alguma coisa.

Quer é continuar a viver no casulo da década de 90. Apesar de em 93 ter sido o primeiro ataque contra o World Trade Center.

Talvez preferisse não conhecer o ataque ao WTC em 93 ? E o 9 de Setembro também deveria ser censurado?
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 22:48

Censura, só nos regimes que você defende.
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De zazie a 29.07.2016 às 23:10

Quais são os regimes que sabe que o luck defende? fiquei com curiosidade porque o conheço destas andanças há para aí uma década e nunca reparei em defesa de regimes...

Se reparou pode contar que não há-de ser segredo depois de o ter acusado

Eu sempre o chamei "neotonto" ainda que esteja em sintonia em muita coisa. Um neotonto pode defender muita coisa mas a ditadura ou regime totalitário é que nunca.

O luck não é florinha de estufa e nunca desatou aos gritinhos por isso.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:13

Deixe-o responder. Ele já é crescidinho para dispensar tutelas, julgo eu.
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De lucklucky a 29.07.2016 às 23:30

A pergunta da Zazie tem toda a validade. Mas isto é típico do comportamento do autor, quando não tem resposta dispara para a água para desviar as atenções.
Pode colocar aqui as provas.

Aliás é o autor que parece defender a censura ao elogiar genéricamente o NYT um dos jornais que não deixa de elogiar os métodos Chineses de "conseguir resultados/fazer as coisas", ou os métodos terroristas quando convém ao NYT.

Ou os Le Monde, Le Figaro, Liberation hoje a quererem censurar os nomes dos terroristas.
A ignorância eurocentrista e muito narcisismo ou culpa do jornalista depois de 40 anos apoiar o terrorismo, como se um islamista que mata 10 africanos cristãos ou 10 outros muçulmanos o fizesse porque estava interessado em aparecer no jornais.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:44

Você é especialista em disparar tiros de pólvora seca com as suas nuvens de palavras e o chorrilho de etiquetas que nada significam.
Eu trago-lhe aqui um artigo concreto, de um jornal concreto, e você desata a premir o gatilho de fulminantes contra o jornalismo em geral e o NYT a propósito de tudo e um par de botas.
Eu falo-lhe da auto-regulação jornalística destinada a prevenir efeitos miméticos - questão muito séria - e você surge aos gritinhos a dizer que existe "censura".
Se há censura, foi iniciada pelos 'media' norte-americanos, que a 11 de Setembro de 2001 fizeram um acordo entre eles para evitar reproduções de cadáveres: era o que faltava, premiar a Al-Caida com essas imagens, que só acabariam por "glorificar" o terrorismo...
O mais que se viu foi, bastante à distância, algumas pessoas atirarem-se em desespero das janelas do WTC. E já foi muito.
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De Anónimo a 29.07.2016 às 23:33

Crescidinho? Olhe que não!
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:48

Não reparou que essa palavra aparentemente antitética pode ter uma carga irónica?
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 22:53

A censura é imposta pelo poder político, Dulce. O jornalismo pauta-se por regras de auto-regulação. Que levam, por exemplo, em regra a não noticiar suicídios -quem se atira da ponte sobre o Tejo, quem se atira para a linha do comboio ou do metropolitano - precisamente por estar provado o efeito mimético que a divulgação destas notícias, em detalhe, provoca em pessoas mentalmente desequilibradas.
O mesmo tem vindo a suceder com os actos criminosos cometidos por muitos incendiários - pirómanos, em regra, que adoravam ver as consequências dos seus crimes a abrirem sucessivos telejornais sobretudo nos meses de Verão. Não por acaso, isso não tem sucedido este ano. E muito bem, a meu ver. É um saudável exercício de auto-regulação jornalística para evitar males maiores.
O 'voyeurismo' em torno dos atentados terroristas - com exibição de cadáveres, como ainda há dias sucedeu em Munique, discrição detalhada dos crimes e intermináveis perfis biográficos dos assassinos, quase apresentados como "rebeldes com causa" - é igualmente desaconselhado. Porque suscita outros tarados a fazer o mesmo.
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De zazie a 29.07.2016 às 23:07

É verdade mas isso faz parte do baixo nível geral de todo o jornalismo. Quanto a efeito voyeurista estás-e a esquecer que muito mais que os jornais existe o youtube e tudo é colocado online. Incluindo a forma de arranjar passaporte falso para entrar.

De resto, o efeito pirómano é um tanto diferente porque em todos estes casos acaba por se saber que houve doutrinação e encomenda para a matança (os que não foram, também ninguém os reclamou como tal).

De resto, mesmo sendo mau, sempre é melhor que nada se saber. E saliento que os crimes do nazismo nunca teriam acontecido hoje devido à internet.

Portanto, peço desculpa e não quero ofender, mas a sua lógica parece ser mais do tempo do pombo-correio.
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De zazie a 30.07.2016 às 00:05

Por causa do efeito mimético e porque também pensei nisso, até ler que todos os atentados foram de encomenda e o maluco de Munique não entrava nisso, então sejamos claros:

Nem eu; quanto mais essa canalha, está para gastar um tostão para comprar um jornal.
O que sei, leio online. Portanto, a questão teria mesmo de ser à Coreia do Norte para evitar terrorismo islâmico por "mimetismo de informação".

Não é. Quanto muito há histerismo que banaliza o acto. Quanto ao acto, é bom que se saiba tudo, com nomes, fotos e também as horas em que a pulseira electrónica permitia a passeata para ir ao quiosque comprar o jornal.

Se calhar a igreja é que atrapalhava porque ficava no caminho.
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De Pedro Correia a 30.07.2016 às 10:41

O factor que aponta - "histerismo que banaliza o acto" - também é de considerar. "Directos" de longas horas, em que nada acontece e nada se informa, cheio de tudólogos atirando para o ar as mais divergentes e mirabolantes teorias, concedem glória mediática a quem não a merece.
Nisto de mediatismos ainda há hierarquias estabelecidas. Como bem sabem os responsáveis pelas televisões que estabeleceram acordos de auto-regulação para evitar o excesso de imagens de incêndios no Verão - passíveis, também elas, de banalizar o mal - para prevenir a multiplicação de pirómanos.
Ter vídeos com muitos cliques no youtube ou abrir telejornais vistos por milhões de pessoas à mesma hora ainda não é a mesma coisa.
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De zazie a 30.07.2016 às 10:50

Isso acredito mas há uns anos que nem sei o que é.

Vendi as televisões para não acontecer de um dia irem pela janela fora.
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De zazie a 29.07.2016 às 19:15

Vive-se de chavões que substituem tudo. Nem o Breivik nem o tarado de Munique tinham o que quer que fosse a ver com qualquer organização de espécie alguma.

Eram psicopatas. Podiam ter-se inspirado em matanças de pokemons ou de ETs que o resultado seria o mesmo.

Todos os outros foram reivindicados pelo ISIS e estão provadas ligações e preparação das matanças.

Se são todos malucos, para o caso não adianta muito. Só que há sanguinários que sempre arranjam pretexto em seitas e outros completamente tarados que nem para isso têm préstimo.

Sendo que eu penso e até botei post no Cocanha que este jihadismo é a martelo e mais para barbaridade que barbárie.

Podia ser praticado por um macaco com treino que o QI necessário era o mesmo.

Quanto a saber-se e informação só se se fizer como na Coreia do Norte ou na Venezuela- hoje em dia sabe-se mais rapidamente pelo twit e com melhores fontes que nos jornais. E entre os jornais os tablóides publicam mais rápido

Por cá não se faz nada. Copia-se e mal e palra-se demasiado porque agora já não há jornalistas; há comentadores
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De zazie a 29.07.2016 às 19:19

Mas tem razão e até demais. Trata-se tudo como se fosse tudo igual. Nos jornais e na blogo.

Até percebo que tal acontece porque foi uma escalada súbita de atentados e está-se sempre à espera que seja mais um.

Mas depois o Figaro sabe fazer jornalismo e por cá nem o Observador sabe copiar e estou a falar do melhorzinho.

Quanto a "questões sociais" isso é a velha escola behaviorista que já deu o que tinha a dar.

Eu achava bem mais pertinente que se fizessem comparações históricas.

Também não temos um único historiador a escrever sobre estes assuntos- deu tudo em moralista de vão de escada
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De Anónimo a 29.07.2016 às 19:35

Também não temos revistas.
Tenho aqui um bom artigo (que o José do Portadaloja me indicou) acerca do islamismo na boa da revista Marianne, que até é de esquerda. O nº 944 de Maio de 2015 ainda hoje merece bem a pena ler.
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De Anónimo a 29.07.2016 às 19:37

Ah, e para terminar- nesse número da revista Marianne dá-se larga importância aos cúmplices do islamismo.
Eles são de esquerda mas não têm as paranoias de preconceitos que nós temos e também têm intelectuais que nós desconhecemos.

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De lucklucky a 29.07.2016 às 21:40

New York Times é uma das razões do mal, não tem feito outra coisa do que explorar "traumas" , "questões sociais" sempre que há um acto terrorista.
É aliás um dos jornais que mais se dedica ao tema sendo da extrema esquerda.

E quando o terrorismo não é conveniente dedica-se na escondê-lo, a fazer traduções incorrectas...


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De zazie a 29.07.2016 às 22:27

Pois é. Gostam mais de tapar do que contar. Como se fosse possível homenagear vítimas sem se saber de quê.

Os outros comentários eram meus, incluindo o da Marianne, para o qual deixei link.
Não apareceu aqui o link. Não sei se foi por acaso mas a verdade é que mesmo sendo de esquerda os autores desse artigo foram ameaçados por toda a parte.

Não convém muito falar em cúmplices do islamismo e explicar bem quem são e como se organizam também.
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De lucklucky a 29.07.2016 às 21:58

E já agora lembro que se deixou de falar de Guantanamo.
Há uns tempos atrás esta era uma das "causas" do terrorismo. Hoje deixou de ser por razões que o New York Times certamente pode explicar.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 22:47

O que é que Guantánamo tem a ver com o que eu escrevi? Não quer chutar ainda um pouco mais para o lado?
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De lucklucky a 29.07.2016 às 23:46

A política do NYT for sempre procurar as causas do terrorismo ao contrário do que você escreveu.
Guantanamo foi vendido pelo NYT como motivo do terrorismo mas está desaparecido das notícias do dito . De repende quando cresce o terrorismo no Ocidente de Orlando a Nice, Guantanamo já não é factor.
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:51

Devia ser notícia porquê? Passa-se algo de novo em Guantánamo? A base foi abandonada pelos EUA? Foi conquistada pelo regime de Havana? Há lá atentados terroristas? Vão lá construir um 'resort' turístico?
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De zazie a 29.07.2016 às 22:30

Aqui, para download

http://www.torrentandebook.com/magazines/46026-marianne-n-944-22-au-28-mai-2015.html

zazie
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 22:55

Gostaria de responder individualmente às pessoas que aqui deixaram comentários.
Mas os comentários estão já de tal maneira encadeados uns nos outros que deixou de haver possibilidade de se perceber quem responde a quem e quem dialoga com quem.
Se cada comentador abrir o seu próprio espaço de comentário em vez de se pendurar em comentários alheios tudo fica mais fácil.
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De Anónimo a 29.07.2016 às 23:17

Ok. Deve ser problema do site porque tem escrito "responder" e eu pensei que era aí que se respondia directamente a uma questão e não precisava de anunciar mais abaixo que o ia fazer.

Para o caso, também acho que não tenho mais nada a dizer. Pensei no efeito mimético e até pensei noutra coisa mais apalermada- no calor
ehehe

Alguns destes crimes que se misturaram, incluindo o da matança do centro comercial pelo muçulmano chateado com outros imigrantes da escola, tiveram ar de "esquentamento da moleirinha" (à Spike Lee, como v. é cinéfilo)
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:20

O que você agora me foi lembrar... Adorava rever esse filme do Spike Lee, que vi na estreia e de que tanto gostei.
Tenho a certeza de que hoje ainda haveria de gostar mais.
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De zazie a 29.07.2016 às 23:27

Olhe, também eu.

Tudo fica bem, quando acaba bem.
Pelo menos em matéria de filmes sei que nos entendemos

";O)
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De Pedro Correia a 29.07.2016 às 23:30

Não tenho dúvida quanto a isso.
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De zazie a 29.07.2016 às 23:18

E esqueci-em novamente de assinar.

Inté

zazie (Summer of Sam)
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De Pedro Correia a 30.07.2016 às 10:36

'Summer of Sam'. Isso mesmo. Um dos melhores filmes da década de 90. Vou tentar rever. Até porque o calor convida a isso.
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De Justiniano a 30.07.2016 às 09:25

Caro Pedro Correia, apesar de chegar tarde, aqui vai, permita-me.
Tenho algumas reservas quanto a este proposto consenso de auto censura na exposição ou nomeação de algozes!! Expor e nomear a autoria de um crime serve um propósito social de reafirmação contra fáctica, nem que seja o de lançar um nome à infâmia!! Não creio que sobreviva aos familiares e afins de qualquer sicário um qualquer tipo de orgulho que se sobreponha ao opróbrio daquela exposição!! Também não creio que a não exposição cumpra qualquer das utilidades apontadas. Não estou em crer que se tratem de simples tontos imberbes que se lançam numa empresa que sabem, previamente, destinada ao termo das suas vidas, assim à laia de macaquinho de imitação. A condescendência tem limites!! A tese do mimetismo passa ao lado da determinação apocalíptica e do misticismo que a anima!!
Um bem haja a todos,
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De Pedro Correia a 30.07.2016 às 10:35

Meu caro Justiniano, Você nunca chega tarde. Nisto divergimos, o que não tem mal.
Há sempre um poderoso efeito mimético, como sociólogos e comunicólogos já estudaram amplamente. Isto levou à auto-regulação dos 'media' americanos no 11 de Setembro: apesar de ter havido mais de três mil mortos, praticamente não foi divulgada uma só imagem com cadáveres nem grandes planos das vítimas. Sucede o mesmo, noutro âmbito, com os suicídios (pontes, vias férreas, linhas de metropolitano) e começa a acontecer com os incêndios, felizmente. Umas coisas puxam as outras. Para o bem e para o mal. A responsabilidade social dos 'media' também passa por isto.

Claro que este princípio vale não naturalmente para os "soldados" fanáticos treinados pelo Daesh na Síria ou no Iraque: vale para os chamados 'lobos solitários'. Todos querem morrer envoltos em glória mediática. É bom não lhes conceder esse último desejo, transformando-os em figuras dignas de filmes. Já basta o que basta.

Comente à vontade, sempre que quiser. Bom fim de semana.

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