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Mas afinal ficou com menos

por Pedro Correia, em 28.09.15

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Como escrevi aqui mais de uma vez, não há independências por metade: um processo soberanista ou resulta de um amplo movimento colectivo ou está condenado ao fracasso. Artur Mas, o presidente do Governo catalão, quis transformar as eleições autonómicas de ontem num plebiscito ao corte de laços políticos com o Estado espanhol, rompendo com a Constituição de 1978. Ameaçou até dar esse passo se conseguisse um só boletim acima da metade dos sufrágios expressos neste escrutínio. Alegando que cada voto conta.

Pela segunda vez, falha o objectivo - tal como já sucedera há dez meses, ao convocar um referendo-fantoche, sem validade jurídica, reduzido a escombros pelo Tribunal Constitucional. Os catalães acorreram às urnas, recusando-lhe a maioria que pediu. Apesar de coligada com a Esquerda Republicana, sua rival histórica, a Convergência de Mas desce nove lugares no Parlamento de Barcelona (os dois partidos somavam 71 lugares na legislatura anterior e recuam agora para 62, seis assentos abaixo da maioria absoluta) e fica atrás da soma dos partidos constitucionalistas, que alcançam 63 postos. Sobra a CUP, da extrema-esquerda hipernacionalista, que aspira à independência no minuto seguinte e já deixou claro que não viabilizará um novo mandato de Mas, expoente da burguesia conservadora.

 

Em números e percentagem de votos expressos, a coligação liderada por Mas somada à CUP queda-se nos 47,8% (1,946 milhões de sufrágios), sem conseguir transpor a barreira psicológica dos 50%. Abaixo das forças constitucionalistas, de esquerda e de direita, que somaram 52,2% (1,952 milhões de sufrágios), destacando-se o excelente desempenho eleitoral do partido Cidadãos, que quase triplica o número de parlamentares (subindo de 9 para 25).

Estamos perante um claro "fracasso do soberanismo", como bem sublinha David Jiménez, director do El Mundo. O que não impediu alguns telediários portugueses, com o alarido habitual de quem prefere "noticiar primeiro" em vez de noticiar com rigor, de se apressarem a proclamar o "triunfo independentista" em terras catalãs, com base numa projecção à boca das urnas da oficialista Antena 3, que há muito funciona como mero veículo da propaganda governamental de Mas.

 

"Os independentistas ganham em assentos mas não em votos", sintetiza em manchete outro jornal, El País. Fica quase tudo dito nesta frase. Se as eleições autonómicas fossem o plebiscito que os separatistas queriam, tinham acabado de sofrer uma derrota. Porque cada voto conta.

E, se é ridículo fundar-se um país com 50%+1 das opiniões expressas, pretender fundá-lo com menos de 50% é ainda mais impraticável. Mas queria mais, afinal ficou com menos. Os espanhóis ganharam com isso - a começar pelos espanhóis da Catalunha, que com o seu voto souberam travar um aventureirismo irresponsável.

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48 comentários

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De Tiro ao Alvo a 28.09.2015 às 09:05

Por que será que a nossa comunicação social, sobretudo as TV, só falam da "grande" vitória independentista na Catalunha? Não saberão eles que dentro dos partidos de esquerda há muita gente contra a independência e que não é legítimo contabilizar esses votos pelo sim, quando, num referendo, essas pessoas votariam pelo não?
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 09:49

Se esta eleição tivesse sido o plebiscito que os nacionalistas catalães queriam, a linguagem das urnas foi clara: constitucionalismo sim, ruptura com o Estado espanhol não.
Ao fim de tanta campanha e tanta propaganda anti-Espanha, os separatistas nem chegaram aos 48%. É pouco para a "independência" que pretendiam.
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De Luís Lavoura a 28.09.2015 às 11:52

a linguagem das urnas foi clara: constitucionalismo sim, ruptura com o Estado espanhol não

Parece que as sondagens de opinião pública indicam que, de facto, a maior parte dela não quer nem uma coisa nem a outra - o que deseja é uma modificação da constituição do Estado espanhol que conceda maior autonomia à Catalunha, nomeadamente autonomia fiscal como aquela de que o País Vasco já desfruta.

Há uma terceira via entre o irredentismo de Mas e o de Rajoy, e o Pedro Correia deveria considerá-la.

Repare que na Suíça os cantões não são independentes, porém todos eles gozam da possibilidade de ter o seu próprio orçamento, os seus próprios impostos, e os seus próprios cidadãos. E os cantões suíços são bem menos populosos do que a Catalunha!
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:20

O que estava aqui em causa era o separatismo. Que foi desautorizado nas urnas. A soma dos partidos separatistas obteve 47,8%.
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De Luís Lavoura a 28.09.2015 às 14:12

Se aquilo que estava em causa era o separatismo, para que foi você falar de constitucionalismo?
O separatismo foi desutorizado, mas o constitucionalismo não foi aprovado.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 14:22

O constitucionalismo ganhou. A Constituição de 1978 mantém-se em vigor em todas as partes de Espanha. Incluindo a Catalunha.
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De Verguenza a 28.09.2015 às 09:25

Completa falta de vergonha. Um nojo do principio ao fim, este texto.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 09:46

Típico rosnar de anónimo ressabiado. E nem sequer sabe escrever em catalão.
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De V. Trabuco a 28.09.2015 às 11:33

Essa de não saber escrever em catalão não estou a perceber, se está a escrever num blog português, tem a obrigação (e assim o fez e muito bem) de escrever na nossa língua, ou não?
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:21

Verguenza é português legítimo, toda a gente sabe.
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De Makiavel a 28.09.2015 às 10:09

http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2015-09-28-Independentistas-da-Catalunha-vencem-com-maioria-absoluta

Qual a parte da notícia acima mencionada que não percebeu?

Não vale a pena vir com o argumentário de que perderam na contagem de votos embora tenham ganho em mandatos. Esta eleição era para contar mandatos, não para contar votos. Gostarei de o ver a usar este tipo de argumentário nas eleições legislativas do próximo de 4 de Outubro, se o PS tiver mais votos mas menos mandatos (ou o contrário). Não se coiba de revisitar este tema, caso aconteça, mas com a mesma coerência.
Pode não gostar, mas o processo independentista catalão está em marcha. Revisite um pouco a história e compreenderá.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:25

Esta eleição era para contar mandatos, sim. Por isso jamais poderia servir como plebiscito pró-independência. Nos plebiscitos não há mandatos, só há votos.
Quem, pelos vistos, não percebeu o que se passou ontem foi você. Caso contrário não confundiria eleição parlamentar com eleição referendária.
A soma dos partidos pró-independência na Catalunha (da direita conservadora à extrema-esquerda) totaliza 47,8% dos sufrágios.
E já que invoca a SIC Notícias como argumento de autoridade, respondo-lhe com a manchete de hoje desse jornalzinho chamado... El País: "La mayoria de los catalanes dice no a la independencia".
Exactamente o que escrevi aqui ontem à noite. Para a próxima, se quiser, faço-lhe também um desenho.
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De Makiavel a 28.09.2015 às 13:46

Vamos lá a ver se estamos a falar do mesmo. Quem veio com o argumento de que a Catalunha teria dito não à independência numa eleição onde os mandatos dos partidos pró-independência atingiu a maioria absoluta, não fui eu. Quem misturou os assuntos não fui eu. E, numa eleição onde a maioria dos eleitos tem uma posição pró-independência, concluir que foram derrotados é, como dizem os brasileiros, forçar demasiado a barra.
Todo o seu post parte da sua posição pessoal sobre o assunto para ler nos resultados o que não está lá.
A sua citação do El País corresponde à opinião do articulista, realçando a questão do número total de votos em detrimento do número total de mandatos. Relanço-lhe o repto de ter a mesma posição mental na análise das eleições do próximo dia 4. Será que o vou ver a dizer que a coligação perdeu por ter tido menos votos que toda a esquerda?
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:56

Num referendo sobre a suposta independência da Catalunha não haveria contagem de lugares mas de votos. Foi Mas quem tentou transformar esta eleição autonómica num plebiscito pró-separatismo: é caricato que você tente sustentar que fui eu o autor desta tese.
Mas apostou forte e perdeu. A Convergência conservadora, que ele lidera, e a Esquerda Republicana, sua aliada na coligação Juntos Pelo Sim, têm de comum apenas o sim à independência - diferem em tudo o resto. Como acentuo no meu texto, as duas forças somadas recuaram nove lugares. Repito: nove. E ficam a seis lugares da maioria absoluta.
Era isto - nem mais nem menos - que estava em causa nesta eleição. Nem os separatistas ganharam nem Mas venceu: pelo contrário, obteve menos votos e menos lugares no escrutínio catalão mais participado de sempre.
A minha citação do 'El País' não corresponde à opinião de nenhum articulista: é a manchete da edição de hoje. Não é opinião, é notícia. E, se fosse opinião, seria a opinião do maior jornal de Espanha e um dos maiores da Europa.
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De Makiavel a 28.09.2015 às 15:56

"Num referendo sobre a suposta independência da Catalunha não haveria contagem de lugares mas de votos"
Esse tipo de argumento tem duas abordagens: a abordagem "se a minha avó não tivesse morrido ainda agora estava viva" e a abordagem "sol na eira e chuva no nabal".
Esta eleição não foi um referendo, logo, o que se contam são lugares, não número de votos.
Declaram inconstitucional e ilegal um referendo à independência da Catalunha mas depois vêm tirar conclusões como se tivesse sido um referendo. Dualidades costumeiras.
Não sei que contas é que faz. Devem ser muito sectoriais. As manchetes dos media dizem que os pró-independência têm a maoria dos mandatos.
"A Convergência conservadora, que ele lidera, e a Esquerda Republicana, sua aliada na coligação Juntos Pelo Sim, têm de comum apenas o sim à independência" - esse "apenas" é interessante. Eu diria que, apesar das enormes diferenças programáticas e ideológicas entre as duas (e outras) forças catalãs, existe um ponto comum: o desejo de independência. E isso não é pouco. É destas convergências "improváveis" que nascem as nações.
"A minha citação do 'El País' não corresponde à opinião de nenhum articulista: é a manchete da edição de hoje. Não é opinião, é notícia". Ó meu caro blogger, então opinião é contrário de notícia? Terá querido dizer "facto" em vez de "notícia"? Sendo essa a hipótese, reafirmo que se trata da opinião de um articulista (ou da linha editorial do jornal, para o caso é irrelevante). O modo como se relata um facto é sempre uma opinião. Não me diga que não sabia. "Facts are meaningless. They can be used to prove anything", ou ainda "what you read is not a fact, is just an opinion about what happened"
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 17:05

Por mais citações em inglês que aqui traga, a armar ao pingarelho, não evita que continue a recuar em toda a linha.
Veio primeiro com a tese de que "independentistas da Catalunha vencem com maioria absoluta", socorrendo-se para isso de uma notícia da SIC.
Depois procura negar validade à manchete do 'El País' ("A maioria dos catalães diz não à independência") pretendendo que não se trata de notícia mas de opinião. Opinião, para si, é só a da SIC, que citou anteriormente...
A seguir descobre a pólvora: sustenta que "esta eleição não é um referendo". Não haveria, portanto, que somar "votos independentistas".
Sem reparar que isso desfazia a sua tese anterior acerca da suposta vitória separatista na Catalunha. Afinal - brilhante raciocínio - a secessão catalã jamais estivera em causa neste escrutínio. Bem-vindo ao meu encontro: nunca escrevi outra coisa aqui.
Ignora, além do mais, que Mas e aliados republicanos recuam nove lugares no Parlamento de Barcelona: nunca vi ninguém chamar "vitória" a um recuo em toda alinha como este... E soma ainda a CUP da extrema-esquerda (anti-NATO e anti-euro) à direita nacionalista.
De tudo isto resulta uma sopa de pedra que não conduz a lugar algum. Costuma acontecer quando se fala daquilo que mal se conhece.
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De Makiavel a 28.09.2015 às 18:50

Essa do armar ao pingarelho é mesmo de complexadinho. As citações estão no original, como não sou tradutor.
Em matéria de teses, quem avançou com alguma, foi o senhor. Tese aliás bastante retorcida. Perante a maioria absoluta de partidos pró-independência, avança com a tese de que perderam.
Quanto às opiniões da SICN ou do El País ou outro media, considero-os a todos, sendo obviamente sujeitos a um escrutínio básico de coerência interna dos mesmos, interesse ou não na notícia, entre outros mecanismos críticos. Ao contrário do senhor com o El País, eu não endeuso a SICN. Mas há-de convir que o interesse do El País em dar a notícia do modo que dá, tem as suas razões. Porque não cita um jornal catalão?
Diz-me que eu somo a CUP com a direita nacionalista. Algum problema tendo em conta que se trata de uma questão de nacionalismo? Ou é adepto de estados confessionais, onde só cabem as pessoas que pensam da mesma maneira? Em matéria de somas, analise lá os partidos que são contra a independência e fale-me do que os une para além da sopa de pedra que não conduz a lado nenhum.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 21:18

Você é um verdadeiro artista. Entra aqui com citações em inglês e depois pergunta-me por que motivo eu não cito a imprensa catalã.
Verdadeiramente esmagadora, essa sua pose. Fosse eu complexadinho, para usar a sua elegante terminologia, e já tinha ido ao tapete.
Lamento desiludi-lo, mas não fui nem vou. E nada mais tenho a acrescentar porque também você de novo nada disse.
Se me permite um conselho, aqui fica: quando quiser debater questões com alguma profundidade, estude-as melhor antes de entrar em liça.
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De Makiavel a 28.09.2015 às 21:58

Agora fez-me rir!
Então amofinou-se com o complexadinho, depois de ter bolsado essa pérola literária de "armar ao pingarelho"? É mesmo complexadinho. O que é que a citação em inglês tem a ver com citar a imprensa catalã? Estou a ver que o senhor não tem os mínimos para comentar o que quer que seja. Disfarçar e dar aos pedais é a sua especialidade. Vou esperar pelo seu comentário às eleições de 4 de Outubro, onde o verei dizer que a maioria do povo português rejeitou o actual governo, mesmo que a coligação PàF seja a força política com mais deputados. Isto se for coerente com a linha de raciocínio que o leva a defender tese tão enviesada no que diz respeito aos resultados na Catalunha. Já o vi afirmar, numa resposta a um comentário a este post, que para comentar a realidade espanhola recorre aos órgãos de informação espanhóis (citado de cor, mas pareceu-me essa a ideia veiculada). Foi fruto de alguma falha mental ou subscreve mesmo o que afirmou? É que foi mau de mais!
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 22:08

Eheheh. Você atribui-se uma importância inversamente proporcional à identidade que teima em ocultar atrás desse pseudónimo.
Não se preocupe. Se me "amofinasse" com comentários de leitores, jamais dialogaria com todos vocês com a paciência e a abertura que venho mantendo há quase sete anos. Sem as caixas de comentários do DELITO, nunca este blogue teria alcançado o sucesso que alcançou desde o início - e que tem a ver com o facto de aqui assumirmos opiniões claras, assinadas com os nossos nomes, e de não recusarmos dar réplica a quem nos contesta.
Entretanto, verifico que você já vai metendo os pés pelas mãos de tal maneira nessa sopa da pedra em que se atolou: agora confunde a eleição autonómica catalã do passado domingo com a eleição legislativa portuguesa de domingo próximo.
Haja paciência...

Ainda bem que o fiz rir. Gostei de saber.
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De Makiavel a 29.09.2015 às 10:12

(To cut a long story short) ups, lá estou eu a armar-me ao pingarelho!
Não confundo as duas eleições, apenas lhe lanço o repto de aplicar o mesmo método enviesado que usa na análise das eleições catalãs nas eleições portuguesas.
Quanto ao incómodo que o meu nick parece provocar (assunto recorrente na troca de opiniões e objecto de trocadilhos de pacotilha) não elabore teorias da conspiração: ser ,
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(To cut a long story short) ups, lá estou eu a armar-me ao pingarelho!
Não confundo as duas eleições, apenas lhe lanço o repto de aplicar o mesmo método enviesado que usa na análise das eleições catalãs nas eleições portuguesas.
Quanto ao incómodo que o meu nick parece provocar (assunto recorrente na troca de opiniões e objecto de trocadilhos de pacotilha) não elabore teorias da conspiração: ser <makiavel>, <antónio>, <maria> ou <joana> é igual. Não passo de um anónimo.
Mas voltando ao assunto do seu post (que em matéria de disfarçar e dar aos pedais, o senhor é mestre) ficará para a história do comentário político (risível) a conclusão de que a causa autonómica perdeu quando ganharam as eleições com a maioria dos mandatos. Um verdadeiro flik-flak!
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De Pedro Correia a 29.09.2015 às 10:51

Você não percebe mesmo nada do assunto e continua a confundir eleição parlamentar com plebiscito - agora até já quer estender essa confusão às legislativas portuguesas!
Escusava de fazer uma exibição tão ostensiva da sua ignorância.
Mas enfim, se isso lhe alimenta o ego, sinta-se à vontade...

Vou responder-lhe pela última vez.
Os nacionalistas (Mas+Junqueras) não obtiveram a maioria dos mandatos. Pelo contrário, recuaram em toda a linha: antes tinham maioria absoluta (71, num parlamento de 135 lugares) e agora só tiveram 62.
Em três anos, perderam nove lugares parlamentares e cinco pontos percentuais: tinham 44% e agora têm 39%. Desta vez ficaram abaixo da soma dos votos e dos mandatos do conjunto das forças políticas contrárias ao separatismo.

Mas tem agora 20 dias para conseguir formar executivo minoritário. Tarefa complicada, tanto mais que sai fragilizado das urnas.
Uma hipótese académica é contar com a abstenção da CUP (Candidatura de Unidade Popular), uma organização de extrema-esquerda equivalente em Portugal ao MRPP que defende a independência unilateral imediata, a saída da Catalunha do euro e da UE e da NATO e defende uma "revolução socialista" (possivelmente até a "morte dos traidores", à Garcia Pereira).
Ninguém imagina como a direita conservadora catalã de Mas pode combinar com esta força extremista. Mais: a CUP, que tem 10 lugares no parlamento autonómico, já declarou alto e bom som que não viabilizará um novo executivo de Mas, acusado de praticar a "austeridade" e suspeito de práticas de corrupção. Vários ex-dirigentes do seu partido, a Convergência, estão aliás detidos por esse crime.

Dou-lhe um conselho: leia, informe-se, reflicta e medite antes de voltar a escrever.
Passe bem.
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De Makiavel a 29.09.2015 às 14:47

Passou do "disfarçar e dar aos pedais" para o discurso argumentativo puro e duro, sem pejo de deturpação daquilo que lê. Ou é burro, ou dá-lhe jeito fazer-se de burro ou quer fazer de mim burro. Sejamos claros: não confundo eleições parlamentares com plebiscito (nem sei porque se refere a um plebiscito, não aconteceu na Catalunha, embora a sua interpretação parta convenientemente desse erro) nem confundo as eleições na Catalunha com as próximas em Portugal. Apenas o convido a utilizar a mesma metodologia, nas eleições portuguesas, que usou para chegar à enviesada conclusão de que os pró-independência tiveram uma derrota quando tiveram a maioria dos mandatos (já lá vou!*). Se, por exemplo, o PàF tiver mais deputados mas o total de votos nos outros partidos for superior. Titulará no seu post "A esquerda ganhou!"? Porque foi essa a conclusão que tirou em relação às eleições na Catalunha: as forças pró-independência tiveram mais mandatos mas como não tiveram a maioria dos votos, concluiu que tinham perdido. Está escrito por si, poupar-me-á a fazer citações do seu texto. Pode vir falar agora da dificuldade do partido vencedor das eleições na Catalunha em formar governo, da maioria pró-independência ter poucos pontos em comum, mas não foi esse o assunto do seu post.
*Quanto à sua contabilização dos mandatos: para que as suas contas batam certo com a sua teoria, convenientemente, deixa de fora uma força que elegeu 10 deputados, justificando essa contabilidade selectiva por se tratar de uma força igual ao MRPP e ter posições anti-NATO. Comparar uma força que tem 10 deputados com outra que nunca elegeu nenhum, para desvalorizar a sua importância, é de uma desonestidade intelectual digna de nota. Pode-se considerar um aprimoramento da teoria dos partidos do arco da governação, aplicado à análise de resultados eleitorais na Catalunha.
I rest my case (lá estou eu outra vez a armar ao pingarelho, que mania).
Pode levar o balde de plástico e a bicicleta que a paciência para teimosos esgotou-se.
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De Pedro Correia a 29.09.2015 às 16:38

Quando a incultura galopante se cruza com a inteligência em doses racionadas nascem comentários em catadupa, como esta sua sopa da pedra: você farta-se de esbracejar mas afinal está a nadar em seco desde o início. Cuidado com a mialgia de esforço. E vá pela sombra, que o sol ainda está forte.
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De João Pedro a 29.09.2015 às 00:35

Revisitar a história...qual? aquela que nos mostra que na Catalunha muitos se quiseram unir à França e falharam? Será a história que o governo catalão impõem, com inúmeras falhas? A história que conheço é que a região da Catalunha, que chegou a ser um condado independente na idade média, uniu-se a Castela em virtude do casamento de Fernando de Aragão (à qual pertencia) com Isabel.

E se isto era uma eleição referendária, não se pode comparar com qualquer outra para eleger uma câmara legislativa (e consequentemente um governo). não é isto que está em causa. Pretender declarar uma hipotética independência contra a opinião de mais de metade do eleitorado, qurendo que essa maioria, por pequena que seja, mude de nacionalidade contra a sua vontade, é um absurdo, digno de tiranetes que tomam os outros por estúpidos. Qualquer decisão de maior calibre precisa de uma maioria qualificada, não apenas absoluta, quanto mais uma secessão...
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De Makiavel a 29.09.2015 às 10:23

Revisitar a história, por volta do século XVII, quando, para abafar a rebelião na Catalunha, Espanha abriu mão de Portugal, tornando a nossa independência mais fácil.
Revisitar a história mais recentemente, na guerra civil espanhola e no confronto entre monárquicos e republicanos.
Por mais voltas que se dê, o impulso autonómico da Catalunha existe há séculos. É uma questão de tempo (cada vez mais curto).
Quanto ao resto, não inverta o meu raciocínio: quem está a fazer uma leitura referendária destas eleições é o autor do post, concluindo pela derrota das forças pró-independência. Acho que nenhuma força catalã quer declarar a independência na sequência destes resultados eleitorais. Mas que os resultados lhes dão força para prosseguirem, isso é inegável. Aguardemos pelos desenvolvimentos.
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De João Pedro a 29.09.2015 às 13:17

Revisitar a história mostra que a questão autonómica era um meio ou para se ligar a outro país (a França) ou para reclamar de impostos. E na guerra civil, período que conheço bem, eram maiores as pulsões anarquistas do que as independentistas. O que é certo é que nunca tiveram êxito. Porque é que teriam agora, quando têm mais autonomia do que nunca? E é claro que estas eleições tiveram um carácter referendário. Toda a gente o reconhece. Praticamente só se falou disso, as próprias eleições foram antecipadas com esse fim, ou acha que A coligação independentista, um saco de gatos ideológico, existia para quê?
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De Miguel Madeira a 28.09.2015 às 10:15

"Abaixo das forças constitucionalistas, de esquerda e de direita, que somaram 48% (1,952 milhões de sufrágios), "

Não sei se se pode contar a coligação Podemos-Verdes-Esquerda Unida Alternativa nas "forças constitucionalistas"; a ideia que tenho é que a sua posição face à independência é muito "nim": creio que são a favor do direito à independência, mas sem uma posição oficial sobre se esse direito deve ser usado ou não.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:27

Essas forças, Miguel, são pelo "direito a decidir". Não são pró-separatismo, como aliás Pablo Iglesias deixou bem claro durante a campanha.
Se os constitucionalistas não são somáveis, não serei então - pela mesma lógica - como poderá somar-se, no lado oposto, a Convergência do conservador Mas à CUP abertamente "anti-sistema".
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De Makiavel a 28.09.2015 às 10:39

http://www.dn.pt/inicio/globo/interior.aspx?content_id=4802668

Sublinho o nível record de afluência às urnas.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:28

Mais ajuda o meu argumento, essa afluência inédita às urnas na Catalunha.
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De João Pedro Seara a 28.09.2015 às 11:07

Olá, Pedro, bom dia.

Obrigado pelo tempo que dedicou a elaborar e partilhar a sua opinião com o resto da comunidade. Ficam os meus comentários ao seu post:

1. Não consigo entender a lógica que assenta na premissa do seu texto que sugere que, num eventual referendo, uma maioria de 50%+1 não legitima a fundação de um país. Uma maioria, em democracia, não é uma maioria? Penso que a sociedade catalã está dividida, pelo que não me parece justo ou democrático exigir uma legitimação quase universal pelo voto do "sim". Uma maioria é uma maioria, e nenhum dos lados deverá pesar mais que o outro à partida;

2. Não foram só os jornais portugueses que deram a notícia num tom triunfalista do "sim". Acabei de ler uma notícia da CNBC (com 2 horas de vida), que também abre caminho para o início de um eventual processo independentista;

3. Como português, parece-me - de certa forma - hipócrita desejar outra coisa que não a vontade soberana do povo catalão (que está completamente dividida). Se a Catalunha desejar a sua independência, só temos de apoiar. Isto se queremos honrar também a nossa História;

4. Acredito numa Federação na Península Ibérica. Tal conceito apenas poderá surgir assente numa equiparação de poderes entre os países, e nunca na presença de um Estado subjugador, leia-se Espanha.

Cumprimentos e obrigado.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:31

1. Viva, João Pedro. Um "país" assente em 47,8% dos votos expressos não chega sequer a semi-país.
2. CNBC? Ignoro que em Espanha exista um canal com essa sigla. Eu para me informar sobre Espanha recorro aos media espanhóis.
3. A Catalunha acaba de demonstrar que não quer ser "independente", seja lá o que isso for.
4. Eu nem acredito na Federação Europeia, quanto mais na Federação Ibérica. Uma península atomizada e balcanizada seria um caldeirão permanente de conflitos. Além de que não estamos em matéria de fé mas em matéria política. As urnas falaram. As coisas são o que são.
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De Costa a 28.09.2015 às 14:51

"3. Como português, parece-me - de certa forma - hipócrita desejar outra coisa que não a vontade soberana do povo catalão (que está completamente dividida). Se a Catalunha desejar a sua independência, só temos de apoiar. Isto se queremos honrar também a nossa História;"

Como português, desejo em primeiro lugar o melhor para o meu país. Significa isso uma visão prioritariamente pragmática, "interesseira", das relações internacionais? É bem possível, para não já afirmar já, pura e simplesmente, que sim. A fronteira estará no respeito - existente ou não - pelos valores que tomamos como constitutivos de uma democracia de modelo ocidental, nesses outros estados ou territórios sobre que nos debrucemos.

Ora não me parece que a Catalunha viva sob uma anacrónica e indefensável ditadura Espanhola, despojando-a, humilhando-a e violando intoleravelmente a identidade cultural dos Catalães e da sua terra. Terá sido assim, em resultado da guerra civil, mas parece-me, sem receio de arriscar cair num erro crasso, que esse tempo inquestionavelmente passou (mas talvez não, na mente de alguns catalães).

"Se a Catalunha desejar a sua independência, só temos", isso sim, que o respeitar. Respeitar como desejo de parte significativa dos catalães (mas, parece, de discutível maioria; você próprio os dá como completamente divididos) ou como concretização de um desígnio se e quando ocorrer uma clara, indiscutível, formulação de vontade nesse sentido. Respeitar, mas não apoiar. Ou deixar de apoiar.

Porque apoiar, mais não fosse por isso, seria potencialmente colidir com a posição até ver manifestada pelo estado espanhol. Como nós um estado democrático, membro da democrática - acreditamos nós, apesar de tudo - UE, nossa única fronteira terrestre e nosso importantíssimo - na linguagem por estes dias aplicada - "parceiro comercial". Quer você isso, como português?

Costa

Ps.: bem sei, e já o li por aqui, que à posição segundo a qual um estado espanhol, como o conhecemos, nos convém bem mais do que uma Península Ibérica fragmentada num generoso número de novos países, se pode contrapor, com argumentação atendível, aquela precisamente oposta: a de que Portugal só teria a ganhar, perante a pulverização de Espanha.

Uma vez mais teria a ganhar em termos bem pragmáticos e materiais, bem mais no que no plano das ideias e dos ideais. Resta saber, desde logo, é se Portugal, frágil como está - e está para ficar... - aguentaria o embate inicial dessa radical transformação do nosso vizinho, para depois com ela beneficiar alguma coisa, ou se com ela se afundaria de vez em (mais uma) irrelevância económica e social.

Costa

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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 15:06

A estabilidade em Espanha é do estrito interesse de Portugal. Como acentua, trata-se da nossa única fronteira terrestre actual. É a quarta maior economia da zona euro e de longe o nosso maior parceiro económico. Uma tempestade em Espanha, seja de que natureza for, produz efeitos desastrosos para Portugal. Em nada nos interessa uma Península atomizada e balcanizada, cheia de mini-estados regionais, insolventes, pseudo-independentes e ultranacionalistas. Interessa-nos manter um parceiro forte, estável e prestigiado. A última coisa que nos interessa é envolvimentos nas guerras de Alecrim e Manjerona das autonomias espanholas, que quase sempre servem de disfarce e cobertura a conflitos de outro tipo.
Curiosamente, os noticiários televisivos de ontem à noite que abriram por cá com "notícias" da "vitória categórica dos independentistas" dão hoje ênfase à supremacia eleitoral dos não-independentistas na Catalunha e à possível demissão do líder regional separatista, Artur Mas.
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De Costa a 28.09.2015 às 15:33

De facto. E essa atomização e balcanização decerto traria - quanto mais insolventes, ultranacionalistas, potencialmente (ou mais do isso) falhados fossem esses mini-estados - coisas como o facto da nossa única ligação terrestre à União Europeia ter que ser feita, atravessada, mediante a apresentação de passaporte (em si mesma nada do outro mundo, aceite-se), da obtenção de visto (requisito já bem mais complicado), de apertados controlos aduaneiros(provavelmente sem fito verdadeiramente útil ou defensável, mas apenas demonstrativos de uma "soberania" conquistada), de circulação de capitais, de moedas diversas.

Coisas de que nos fomos desabituando e que, num país que fez da sua marinha mercante o que se sabe e que depende tão assustadoramente do transporte rodoviário nas sua trocas com o exterior (o ferroviário - esse praticamente assassinado - sofreria do mesmo), não seriam certamente as melhores notícias.

Costa
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 21:23

Pode crer que não. É essa também a minha perspectiva, segundo o meu entendimento do interesse nacional nesta matéria.
Declarações unilaterais de independência, no quadro da União Europeia, são totalmente inaceitáveis. A democracia, que assenta em grandes pactos políticos e sociais, é indissociável do império da lei. Não houve nenhum pacto tão alargado em toda a secular história de Espanha, como a Constituição de 1978, elaborada por todas as forças políticas e sufragada nesse mesmo ano em referendo (algo que não sucedeu com a nossa Constituição de 1976).
A Península Ibérica não deve transformar-se numa réplica da península balcânica. Alguma coisa devemos aprender das lições da História.
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De William Wallace a 29.09.2015 às 00:14

Partilho inteiramente da sua opinião Costa !

Espero que os idiotas de turno estejam calados sobre este assunto e compreendam que é um problema espanhol e cabe aos espanhóis resolve-lo e nós (Portugueses) não queremos ter nada a ver com isso.
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De Vento a 28.09.2015 às 11:12

Vem você dizer que a Catalunha afinal está Mas o menos, e que ter uma maioria parlamentar pró-independência não reflecte nada. É uma mera soma só para inglês ver. Acontece que nem os ingleses acreditam nisso:

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/spain/11894762/Catalan-election-Record-breaking-turnout-expected-in-most-important-ballot-in-generations.html

Vai ver que tudo ficará na mesma.

São as gincanas à moda do Pedro.
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De Luís Lavoura a 28.09.2015 às 11:46

É interessante que o Pedro Correia, que protesta por a nova ortografia portuguesa confundir na palavra "para" entre a preposição e o modo do verbo "parar", utilize neste seu post, deliberadamente, uma confusão no "Mas" entre a preposição e o apelido do dirigente catalão. Pelos vistos o Pedro desgosta certas confusões mas deleita-se com outras.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:33

Mas é o nome do senhor. Quer que eu invente acentos que não existem na certidão de baptismo do cavalheiro?
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De Luís Lavoura a 28.09.2015 às 14:13

Não. Quero apenas que não faça nos seus textos trocadilhos que dificultam desnecessariamente a leitura.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 14:24

Estou-me nas tintas para aquilo que você quer ou deixa de querer. Os textos são meus, escrevo como me apetece.
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De Costa a 28.09.2015 às 14:14

Tudo é possível, ou passou a ser possível, no argumentário de algumas pessoas. Possivelmente o Lavoura pretende isso mesmo, talvez o ache mais que devido. Afinal neste nosso modernaço país já tive a reveladora experiência de ver, em manuais escolares, a transcrição de textos em língua inglesa mutilada pela genial aplicação do AO90.

Já demos novos mundos ao Mundo, consta. Porque não, de facto, iluminar a ortografia - e não só - de outras línguas com o génio de Casteleiro, Carlos Reis (um queirosiano vendido ao AO; nunca pensemos, de facto, que já vimos tudo...), Bechara e associados?

Costa
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De Luís R. Valente a 28.09.2015 às 13:47

A aceitarem-se os termos - enviesados - propostos por Artur Mas, teríamos 47,8% de votos a favor da constituição de um Estado independente. Fora isto, haveria que juntar mais de 20 % de abstencionistas (portanto, não mobilizados pela causa soberanista). Alguém julga que com isto se forma um novo país?
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 13:58

Pois, Luís. A minha tese é precisamente essa.
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De queima beatas a 28.09.2015 às 15:55

Só uma pitada. Quando se trata de um tímido arremedo referendário o numero de votos contabilizados tem prevalência inequívoca em relação ás quantidades de deputados eleitos. Só no primeiro caso é directamente linear porque no segundo depende de método que só tem validade para esse efeito especifico.
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De Pedro Correia a 28.09.2015 às 17:17

Na eleição legislativa contam os mandatos. Essa é a lógica desta eleição - a da conversão de votos em mandatos.
Nos escrutínios referendários não há lugar a mandatos. Interessam apenas os votos.
Esta eleição nunca foi referendária: só a coligação Juntos Pelo Sim pretendeu dar-lhe essas características. Se o fosse, como toda a imprensa espanhola assinala hoje, o "não" à independência teria ganho (52,2% contra 47,8%).

O tiro aos separatistas saiu pela culatra: é o que costuma acontecer quando se quer dar o passo maior que a perna.
Além de verem rejeitadas as suas teses independentistas, que preencheram 95% da campanha, recuaram nove lugares no Parlamento autonómico. Estão em minoria no hemiciclo.
Na anterior eleição, em 2012, a Convergência e a Esquerda Republica concorreram em separado e tiveram 44,4%. Agora, em coligação, ficaram-se pelos 39,6%.

As urnas falaram. Com toda a clareza.

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