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Marcelo

por Pedro Correia, em 23.10.17

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O poder - o verdadeiro poder, não o que resulta da fugaz espuma da propaganda - exerce-se com êxito quando o seu titular reúne duas condições de base: autoridade natural e prestígio firmado em palavras e actos.

Marcelo Rebelo de Sousa tem dado provas, nestes dias dramáticos para largos milhares de portugueses, de ser o político mais poderoso do País. Não por inerência automática do cargo que exerce, mas pela pedagogia do exemplo de que dá testemunho prático. Se o exercício da política é um plebiscito quotidiano, ele continua a passar com distinção todos os testes.

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36 comentários

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De Anónimo a 23.10.2017 às 11:56

Surpreendentemente feliz... este post!
João de Brito
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 12:29

Julgo ser o que muitos portugueses pensam e sentem.
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De Jorg a 23.10.2017 às 14:24

Permita-me a sugestão: texto igualmente feliz (e complementar) sobre o mesmo tema pode ser lido aqui

http://bomba-inteligente.blogs.sapo.pt/diario-outonal-2-2371688

Tendo a subscrever estes conteúdos - "et pourtant" permanece uma desinquietação de base, um amargo de boca: que tal exercício chegou, não tarde demais, mas bastante atrasado (assim, como o Outono deste ano) ....
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:14

Sugere muito bem. Gosto muito dessa autora e do blogue dela, que recomendo desde há anos aqui no DELITO.
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De Luís Lavoura a 23.10.2017 às 12:12

A pedagogia do exemplo é sempre a melhor de todas.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 12:20

Sem dúvida.
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De Maria Dulce Fernandes a 23.10.2017 às 12:13

Ainda ontem o meu marido perguntava : " Mas o homem não dorme ?"
Diz quem o saber de muitos anos dá doutoramento para tal, que quem tem trabalhos, não dorme... Nem vai de férias, nem a festas fazer capa de revista, sei lá que mais.
O Senhor Presidente da República foi, viu, ouviu, perguntou, coversou, deduziu, compeliu e venceu nesta primeira fase.
Acredito que se manterá vigilante.
Espero que todos os seus detractores tenham a hombridade de escutar aquela vozinha que lhes fala baixinho lá bem no fundo e que lhes diz "touché!"
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 12:39

Os detractores já estão a aparecer. Para já ainda com rodinhas baixas. Mas não tardarão a engrossar a voz. Tenciono voltar muito em breve ao tema.
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De Vlad, o Emborcador a 23.10.2017 às 13:56

Comece por aqueles que agora dizem que a declaração de Marcelo foi jogada política pois já sabia, anteriormente à sua declaração, que a ministra estava demissionária.

Uma vergonha essa corja do BE, PCP, e todos os partidos que se banham na cinza em nome dos oprimidos e dos mais fracos e se têm mantido calados.

A propósito já me desvinculei do BE. TODOS UMA CORJA....
Razão tinha o Zapata e o Marx que viam na cadeira do poder uma doença....Daí ser uma anormalidade estes partidos "marxistas e trotskistas"participarem em democracias parlamentares. ....ficam contagiados pela hipocrisia

Estou pronto para outra. Mas quem? O Arnaldo?
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De Jorg a 23.10.2017 às 14:56

Porque não o "Livre"? Talvez o RT consiga um lugar elegível para voltar ao Parlamento Europeu - e, re-instituindo aquelas "bolsas", o possa co-optar a si!?
http://ruitavares.net/ficheiros/regulamento_bolsas_rt_20100702.pdf

Quando voltarem para PT, podem criar um novo "CES" numa Universidade a abrir no Bairro Alto/Principe Real financiada com os despojos da então já nacionalizada da fundação Manuel dos Santos!
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De Vlad, o Emborcador a 23.10.2017 às 15:23

A Fundação Francisco Manuel dos Santos è aquela que conclui que o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, está minado por interesses públicos e privados de "grupos poderosos" que condicionam o funcionamento dos serviços e a aquisição de material clínico...."A Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersetam a esfera do HSM"....a bolsa do RT deve sair mais baratinha.....

Quanto à Fundações prefiro esta :
Fundação Ilídio Pinho tinha conta no HSBC. A fundação do Porto está na lista da Swissleaks.

Quanto ao resto , vá bugiar!
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De Jorg a 23.10.2017 às 18:55

...vou, não bugiar, mas comprar o "Negócios" - ver se já há algum anúncio emanado pelo Largo do Rato de OPA (amigável, desde que haja o tal lugar "elegível" para o PE) ao "Livre" - ou, para ficar no mesmo dominio, se aquela coisa da Santa Casa ao Montepio também está em "pugresso"!!
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De Vlad, o Emborcador a 23.10.2017 às 21:44

Jorg agora a sério! Indique-me os jornais que possa ler!
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De Vlad, o Emborcador a 23.10.2017 às 15:47

Colombia arrests local director of Portugal's J.Martins on corruption charges....

Plausible deniability is the ability of people (typically senior officials in a formal or informal chain of command) to deny knowledge of or responsibility for any damnable actions committed by others in an organizational hierarchy .......
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De V. a 23.10.2017 às 19:14

Um ab.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:15

Vou pegar nesse tema e desenvolvê-lo muito em breve.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:16

O tema das críticas de uma certa esquerda ao PR, quero dizer.
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De Vlad, o Emborcador a 23.10.2017 às 22:53

Pumba neles, Pedro! Portaram -se mal. E nunca sofri de partidarite. O meu problema é na tireoide
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De jo a 23.10.2017 às 12:21

No "Principezinho" de Sain-Exupery há um rei que é tão poderoso que até ordena ao Sol que se levante e que se deite, mas só quando for a altura própria.

Isto os anos de comentador ajudam muito.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 13:08

Uma obra imortal. Certamente Marcelo a leu com proveito. E muitos de nós também.
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De Rão Arques a 23.10.2017 às 16:19

Nesse levanta e deita até houve um largo momento em que Marcelo se deu ao desplante de mandar calar os críticos madrugadores.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:18

Pouco me interessa o que ficou para trás. Interessa-me a forma como nestes dias o PR - e só ele - tem conferido dignidade ao Estado, tratando os habitantes de Portugal como cidadãos de corpo inteiro. Mesmo aqueles que vivem no interior mais pobre, mais esquecido e mais desprotegido.
O Governo, em regra, só se lembra deles - e de todos nós - enquanto contribuintes.
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De Rão Arques a 23.10.2017 às 16:14

Só é de lamentar que Marcelo tenha feito a descoberta quando muita gente já tinha reparado na pantomina.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:19

Ainda estamos na fase do tiro ao Marcelo?
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De Rão Arques a 23.10.2017 às 22:40

Tudo dependerá das até agora conhecidas metamorfoses quase instantâneas de Marcelo.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:49

Quem anda agora a exercitar tiro ao Marcelo são pessoas como Fernando Rosas e Pedro Silva Pereira. Não por acaso.
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De Rão Arques a 23.10.2017 às 23:36

Há quem não tenha começado agora.
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De jerry khan a 23.10.2017 às 16:54

Marcelo esperou pacientemente pela oportunidade de matar a hidra das 7 cabeças

sabia quo o antónio das mortes acabava por fazer cagada mal cheirosa
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:19

Saber esperar é uma enorme virtude. Na política também.
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De Justiniano a 23.10.2017 às 16:57

Caro Pedro Correia, não apontaria tanto à tal pedagogia. Vivemos um tempo em que ninguém tem paciência para prelecções persuasivas e muito menos para modelos pedagógicos sobre o que quer que seja.
Marcelo, sobretudo, intui e pressente! Não tenho dúvidas da genuinidade dos afectos e da empatia! Há um elemento de catarse que não devemos nem podemos desvalorizar! Há, em Marcelo um enorme valor, nesse sentido!
Mas creio que nem Marcelo compreendeu a extensão da indignação que grassa no interior do País.
Aquando de Pedrógão assistimos a prelecções analíticas, travestidas de ciência consolidada, dedos em riste, que substancialmente apontavam as vítimas dos fogos como causadores da sua própria desgraça, porque, diziam, motivados pela ignorância e pela cupidez. Recordemos o eucalipto no pelourinho e, juntamente com o eucalipto, todos os que o produziam (atiçados contra a poderosa industria da celulose, nem cuidavam de ver as centenas de pequenos produtores que as fornecem e que, por efeito do oficio, lambiam com o mesmo opróbrio. Uma estocada de ferrete a centenas de pessoas que, não fora a madeira de eucalipto, depois da doença do pinheiro, haviam de viver, ou morrer, com o que mais lhes desse aquela terra)! Sentença, sem apelo nem agravo, que tomou meio país como uma chusma de rapinantes movidos pela ganância indigente e que não merecem, sequer, ser ouvidos. Os bem pensantes sabem melhor! (lembram-se de Passos Coelho o do seu incrivelmente deslumbrado e estúpido, emigrem, façam-se à vida e outras recomendações igualmente aleijadas!?) Agora isto!! Ardeu de tudo, sem distinção de vício ou virtude.
E todos sabemos que a outra parte do país bem quereria que o interior fosse uma espécie de reserva etnográfica e ecológica, com o seu folclore, as suas tradições e produtos locais de grande valor. E, sobretudo, que fosse transformado num magnífico jardim pintado a carvalhos de todos os tipos, à prova de fogo. Se o povo poderia ou não viver disso e prosperar, pouco lhes importa!!
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:23

Meu caro: se alguém sabe o que pensam e o que sentem as populações do interior é precisamente o Presidente da República, que há vários dias tem contactado todo o tempo com esses nossos compatriotas. Mais do que todos os outros políticos juntos.
Quanto ao eucalipto, e concordando consigo no essencial, permito-me recordar-lhe o que já escrevi aqui:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/o-eucalipto-e-a-luta-de-classes-9416777
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De Justiniano a 24.10.2017 às 10:11

Sim, caro Pedro Correia, precisamente o que lhe disse! O que sentem!! Por isso louvei o Presidente Marcelo, importantíssimo!! E acrescentei, nem sequer Marcelo, creio eu! É a fronteira do talvez Marcelo!! (confesso que o Marcelo dos últimos dias tem derrotado as minhas reservas quanto ao historial especulativo, festivo e histriónico do Marcelo de até então! E neste sentido, sim, tem-se revelado um mastro como estadista que segura a bússola)
E sim, recordo bem as discussões aqui tidas sobre o emergente síndrome do eucalipto e a mais recente tendência jacobina eucaliptofóbica!!
Um bem haja,
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De João Marques a 23.10.2017 às 19:30

Não chega tarde, e após uma vergonhosa e sistemática colagem a um governo de incompetentes, por puro desprezo de terceiros igualmente incompetentes?

Voz firme na catástrofe ou mera impudência?
Com Marcelo nunca se sabe.

Foi, no entanto, o melhor do seu acervo de inanes discursos.
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De Pedro Correia a 23.10.2017 às 22:24

O melhor discurso deste Presidente. E o melhor de há vários presidentes a esta parte.
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De Hikarry a 24.10.2017 às 08:17

Ora nem mais
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De Anónimo a 24.10.2017 às 17:00

Parabéns, Pedro!
Um excelente post e, também como a pessoa referida, em poucas e firmas palavras.
É verdade, os seus actos tão céleres quanto silenciosos, apanharam os mais incautos. No momento certo, depois de esgotadas as alternativas, sem ninguém poder pôr defeito.
E a música passou a ser outra.
Brilhante!

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