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Lisboa, bandeira do mundo livre

por Rui Rocha, em 10.11.16

medina.jpg 

Leio que anda por aí alguma indignação (não muita, na verdade, que o promotor da coisa é de esquerda e goza da presunção universal da virtude original) contra a iniciativa de Fernando Medina de colocar cartazes anti-Trump na zona onde decorre o Web Summit: Lisboa como bandeira do mundo livre e local onde o cidadão em busca de justiça pode construir o seu futuro. Meia-dúzia de mal intencionados perguntam: "quem é o gajo para estar agora a fazer juízos de valor sobre o resultado das eleições americanas?". Estas vozes, claro, não perceberam nada. Medina tem consigo a legitimidade absoluta do voto livre dos cidadãos que o elegeram a ele, de forma pessoal e intransmissível, para o cargo que ocupa. Quem é que esse tal Trump pensa que é?

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22 comentários

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De Anónimo a 10.11.2016 às 11:29

A única coisa que se constroi em Lisboa é estaleiros e buracos.
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De Luís Lavoura a 10.11.2016 às 11:30

Não sei a que se refere com "cartazes anti-Trump". Eu não vi nenhum (mas acredito que haja, algures - eu não vejo tudo). Aquilo que você exibe no post é um cartaz, mas não faz qualquer referência a Trump. Não é um cartaz anti-Trump.
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De Anónimo a 10.11.2016 às 12:41

O Lavoura tem razão: o cartaz é anti-Hollande.
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De Costa a 10.11.2016 às 12:51

Não, claro que não é. Aquela referência a pontes em lugar de muros, precisamente por estes dias, é mera coincidência. Evidentemente.

De resto tem reminiscências dos tempos (se calhar ainda os há, por aí) em que certas autarquias faziam questão de exibir grandes e heróicos cartazes afirmando-as ZLANs: zonas livres de armas nucleares. Nada, rigorosamente nada, a ver com o facto de Portugal integrar a NATO e com o facto dessas autarquias obedecerem aos ditames de uma organização, digamos, ligeiramente alinhada com potências que integravam certo outro pacto que, seguramente, em matéria de armas não ia além de pistolas de alarme.

Passam os anos, ficam as mesmas manifestações de vibrante irrelevância. Excepto para nós que pagamos, e bem caro, essas excitações de nulidades.

Mas parece que o povo gosta.

Costa

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De Jorg a 10.11.2016 às 14:34

Pois..deve ser homenagem ao Reagan junto ás portas de Brandenburgo
"Mr. Gorbatchov, tear down this wall" acrescentando " I will build a bridge using PPPs...."
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De anónimo a 10.11.2016 às 12:32

A ânsia diária que o Rui Rocha tem em mostrar que é um tipo com piada, por vezes, resvala.
Este post, opinião minha, mostra esse deslize.
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De lucklucky a 10.11.2016 às 16:47

E temos ad hominem. Nem sequer se digna a apontar qual foi o deslize...

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De Marco a 10.11.2016 às 12:36

E o typo em "bridges"? Cartazes públicos, sobretudo para turistas e visitantes de um evento internacional... com erros de palmatória.

Se há coisa que Lisboa está a mostrar com esses cartazes é como somos um país azeiteiro e analfabeto...
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De Anónimo a 10.11.2016 às 13:27

Está visto que o PS não se dá bem com cartazes...
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De JSC a 10.11.2016 às 14:27

Lisboa neste momento está horrível (felizmente já não vivo nem trabalho lá), Transportes maus, já não se sente a cidade agora é apenas mais uma cheia de turistas, obras por todo o lado, poluição cada vez pior e só lá vou mesmo quando é necessário e mesmo assim são vezes a mais.

Sinceramente não sei porque as grandes empresas continua a ter as suas sedes em Lisboa, custos mais elevados em quase todos os aspectos (impostos, propriedades...).
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De Luís Lavoura a 10.11.2016 às 15:18

Lisboa neste momento está horrível

Lisboa neste momento está muitíssimo melhor do que já esteve.

Para já, há muito menos merda nos passeios. Atualmente, a maior parte dos proprietários de cães apanha as cacas dos seus queridinhos. Aqui há uns dez anos, uma pessoa tinha sempre que andar a ver onde punha os pés, agora já não.

Depois, há muito menos carros estacionados nos passeios. Há dez anos, quando eu levava os meus filhos para a creche em carrinhos de bebé, tinha sempre que estar a contornar carros indevidamente estacionados.

Finalmente, a Câmara está finalmente a fazer algumas ótimas interevenções, pedonalizando ruas, diminuindo o número de faixas de rodagem noutras, substituindo a porcaria da calçada por lajes planas em muitos passeios, e outra variedade de obras que torna a vida dos peões muito mais fácil.

Em suma, Lisboa está muito melhor.
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De Jorg a 10.11.2016 às 15:47

"Depois, há muito menos carros estacionados nos passeios. Há dez anos, quando eu levava os meus filhos para a creche em carrinhos de bebé, tinha sempre que estar a contornar carros indevidamente estacionados"

Como, por exemplo, nas Av. Novas, Baixa-Chiado, Benfica ou Telheiras vejo é mais carros, e mais mal estacionados, se calhar, já lhe ocorreu que os seus filhos, ao cresceram, contribuiram para substancial redução de tais operações- é que os petizes, especialmente ao se começarem a autonomizar nos movimentos, minimizam muito esforços de contorno perante estacionamentos indevidos, o que nos pode iludir quanto á evolução da profusão de disposição desastrada das viaturas! Aparecem outras exigencias de esforço - mas aí ajuda mais o Mourinho que o sub-rogado queque xuxa que o Costa Capatraz da Geringonça enxertou na Praça do Municipio - pois tais contornos pedem é muito "Mind Game"...

Mas enfim, sempre pode atribuir às Melhorias de Lisboa o merito de meritorio crescimento das suas crianças - mas, nestas escolhas, mesmo que implicando admirável humildade, convem perceber se estamos a receber, do cônjuge, acertado aquiescer - para evitar andar a falar dos Colombos de Pessoa - "(...)com justa auréla dada/por uma luz emprestada... :-))
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De JSC a 10.11.2016 às 15:58

Ahah, Está a falar a sério?

Se calhar sou eu que já estou mal habituado por não viver aí há 5 anos. Mas não tenho ideia que era pior nessa altura.

Já não há merda nos passeios porque já ninguém vive em Lisboa, logo não há pessoas a passear os cães.

Quando as obras pararem, não se preocupe que os carros estacionados em 2ª fila e nos passeios voltam.

Sim é muito agradável neste momento passear em Lisboa aquele pózinho que se infiltra nos pulmões e na garganta é deveras extraordinário.

Lá está, se calhar sou eu que estou mal habituado.

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De Conceição Ramos a 10.11.2016 às 23:14

Tem razão, há muito menos merda e carros estacionados nos passeios, porque não há passeios em metade da cidade!
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De Luís Lavoura a 11.11.2016 às 09:31

Refiro-me aos passeios que há em Lisboa, e que sempre houve. Por exemplo, a rua Dona Estefânia dantes tinha uma caca a cada metro, agora basicamente não tem nenhuma.
Quanto a não haver passeios em metade da cidade, é possível, eu não conheço a cidade toda. Mas, nas partes que frequento, e não são assim tão poucas, vejo diversos passeios alargados, ruas pedonalizadas, ruas onde a calçada portuguesa foi substituída por pavimento mais seguro e agradável, etc. E não vejo passeios eliminados (a não ser para obras temporárias).
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De José António Abreu a 10.11.2016 às 16:58

O Medina deve estar com medo que o Trump não o deixe entrar nos EUA. Afinal, «Medina» tem a ver com muçulmanos, não é?
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De Luís Lavoura a 11.11.2016 às 09:27

"medina" quer dizer "cidade" em árabe. Não tem nada a ver com muçulmanos. Os árabes não muçulmanos também utilizam essa palavra.
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De Anónimo a 10.11.2016 às 17:44

Esta Camara culturalmente é um jardim infantil dirigido por um grupo de marxistas absolutamente simplórios cuja cultura ficou por ali.
Pobres lisboetas.
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De Anónimo a 10.11.2016 às 17:59

Mas desde quando os Presidentes de Câmara são eleitos de forma pessoal e intransmissível? De repente tornou-se moda dizer coisas que não são verdade fazendo-as passar por verdadeiras...
Não me recordo de haver tanta indignação quando Santana Lopes deixou a CML para ir para o governo deixando lá o Carmona Rodrigues que só nas eleições seguintes se apresentou como cabeça de lista (e esta questão da lista é importante porque é a lista que vai a sufrágio e não o Fulano tal, Beltrano ou Sicarano)
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De cristof a 10.11.2016 às 18:08

Bingo. E os seus trolls pelos comentários pouco ligaram do que disse. Gostam mais de se ouvirem a eles proprios?
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De Pedro Correia a 10.11.2016 às 22:15

Do que eu mais gosto é daquele inglês macarrónico, não sujeito a revisão.
Disseram-me que aquilo foi hoje muito fotografado por turistas.
Não admira. Rara é a câmara municipal de uma capital europeia que manda afixar cartazes gralhados.

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