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Leninismo: um vírus totalitário

por Pedro Correia, em 10.11.17

stalin-1[1][1].jpg

 

Há cem anos, Lenine fundou um dos mais tenebrosos regimes políticos de todos os tempos. Um regime que nasceu da mentira, alimentou-se do terror e mergulhou a Rússia em décadas de opressão.

Um século depois, desfeitos todos os mitos, dissipadas todas as dúvidas, há quem permaneça cego perante esta clamorosa evidência: o comunismo nunca foi a força libertadora que anunciara aos povos nem inaugurou uma página redentora na história da humanidade. Pelo contrário, trouxe novas guerras em prolongamento directo das anteriores - tão velhas como o mundo. Impôs antigas grilhetas em novos escravos. Impulsionou os cavalos do apocalipse, guiados pela máxima de Estaline, o mais pérfido discípulo de Maquiavel: "O homem é o problema. A morte resolve todos os problemas."

Resta, portanto, um último equívoco ainda por esclarecer em definitivo junto de alguns espíritos: o da origem do mal. Alguns persistem em encarar com benevolência o leninismo – pouco mais do que uma técnica de conquista do poder por via insurrecional – enquanto reservam as críticas aos seus derivados de diversos matizes: o estalinismo, o trotskismo e o maoísmo. Supostas perversões do sistema.

 

Acontece que o regime de terror começa com Lenine, nos dias iniciais da chamada Revolução de Outubro de 1917 – que foi um golpe de Estado clássico – e sem camuflagens de qualquer espécie. Basta ler as primeiras proclamações bolchevistas logo após a conquista de Petrogrado. Está lá tudo: o tom intimidatório, os pontos de exclamação sem permitirem contraditório, a linguagem bélica com a meticulosa utilização de verbos como “esmagar” e “liquidar”.

E a mentira, sempre a mentira como senha de identidade de um regime que prometia a paz e trouxe a guerra, que prometia o pão e trouxe a fome, que prometia a liberdade e trouxe uma tirania ainda mais implacável e cruel do que a da dinastia Romanov, derrubada oito meses antes num levantamento popular que instaurou em solo russo uma frágil democracia, cedo varrida pelos batalhões bolchevistas que mandavam dar “todo o poder aos sovietes”.

De tudo isto nos fala Manuel S. Fonseca nesta sua Revolução de Outubro, que nos transporta aos dias fundacionais do “socialismo real”, etapa após etapa, em minuciosa cronologia que acompanha o percurso biográfico de Vladímir Ilítch Uliánov – o verdadeiro nome de Lenine (1870-1924) – desde os primórdios na região do Volga natal até à morte em Gorki, quando já a doença o retirara da vida pública, passando pelo seu atroador percurso como senhor absoluto do Kremlin onde fora entronizado como czar vermelho entre manifestações de indecorosa idolatria que já prefiguravam o culto da personalidade com dimensões demenciais no subsequente reinado de Estaline, herdeiro ungido.

manuel-s-fonseca[1].jpg

 

Manuel Fonseca, editor e um dos melhores colunistas da imprensa portuguesa (imperdíveis, as suas crónicas de sábado em cada edição do Expresso), militou num sector da esquerda extrema nos dias da juventude mas revisita hoje os primórdios da autocracia soviética sem qualquer traço de complacência perante o regime que em Outubro de 1917 “pôs fim ao pluralismo da esquerda e à extraordinária democracia participativa que a Revolução de Fevereiro criou na Rússia”. Porque estava contaminada pelo “vírus totalitário”, autêntico pecado original.

O autor chega ao ponto de se interrogar nesta obra valorizada pelo excelente grafismo e muito enriquecida com dezenas de fotografias centenárias: “E se a vitória bolchevique foi, afinal, a vitória da contra-revolução, esse lobo contra o qual os revolucionários tanto gritaram ao longo de 1917?”

A formulação desta pergunta já contém implícita a resposta, fornecida parágrafos adiante com a lucidez de alguém incapaz de ficar indiferente às lições da História: “Em vez de ser, como Lenine anunciara em O Estado e a Revolução, a pátria do controlo operário da produção e da autogestão, uma pátria sem polícia, exército ou Estado, a Rússia, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, foi, depois de Outubro e por quase meio século, com Estaline, o palco de uma carnificina insensata, aleatória e psicótica. O exercício do poder de Lenine e dos bolcheviques gerou uma das grandes catástrofes do século XX, substituindo a revolução pelo gulag.” 

............................................................... 
 
Revolução de Outubro, de Manuel S. Fonseca (Guerra & Paz, 2017). 159 páginas.
Classificação: ****

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54 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 14:07

"Há cem anos, Lenine fundou um dos mais tenebrosos regimes políticos de todos os tempos."

Lenine não fundou absolutamente nada. Esteve à frente do Governo Russo durante 7 anos.

Quem fundou um regime de terror foi Estaline. Para entender Estaline torna-se fundamental saber quem foi Estaline, o homem. Filho de pai alcoólico, e pertencente a uma família desestruturada:

Testemunhou como o pai alcoólatra agredia a mãe várias vezes sendo ele próprio alvo de violência doméstica. Condição suficiente, mas não obrigatoriamente necessária, para fazer Estaline um ser perturbado/sociopata/psicopata - Estaline, media 1,65cm e era deficiente de um braço - algumas semelhanças com o Kaizer Guilherme II, que tal como este, se considerava "de Ferro"

Estaline, que ao saber da tentativa de suicídio, do seu filho disse-lhe, no hospital:

- Nem o suicídio o fizeste como deve ser.

O mesmo Estaline que matou a mulher.

Estaline não é o comunismo. Nem o Leninismo. Lenine teria preferido Trotsky como seu sucessor, considerando, aquele, Estaline, como um psicopata (mas os psicopatas dão jeito nas Revoluções e nas Guerras - como bem lemos, em Sergey Gennadiyevich Nechayev ; ou como bem sabemos da estória das historias de homens, hoje santos - ex: Santiago; são os psicopatas os que se fazem melhores soldados, e os mais bem sucedidos CEO ).

Perceber o regime inicial da revolução Russa, sem o contextualizar na Guerra Civil contra os Brancos e as potências ocidentais, é não querer entender a causa do Terror. Como para entendermos o Regime de Terror da Revolução Francesa necessitamos de entender o propósito/guerra de agressão da Santa Aliança (posterior, mas formalmente anterior). Como para perceber a tão aclamada Revolução Francesa, "mãe" de todas as revoluções e parideira da Carta dos Direitos dos Cidadãos e do Homem, teremos de percebê-la tendo como referência o Absolutismo e a Revolução industrial.

A Revolução Russa tal como a Revolução Francesa não podem ser resumidas ao Terror.

Tentar perceber o regime saído de 1917, sem entender a abjecta miséria, a violência do Czarismo, é exercício fútil e demagógico. Mais que livros históricos, bastar-nos-ia ler todos os grandes romances de Dostoievsky, onde a miséria do povo russo é pungentemente retratada.

Seria também interessante debruçarem-se, os historiadores do politicamente correcto sobre os "novos" documentos relacionados com Revolução Russa e os seus financiadores - sabíamos que os alemães financiaram e apoiaram Lenine estrategicamente aquando da IGG. Mas quantos de vós sabeis sobre o apoio norte americano ao regime de Terror Vermelho? Ou mesmo ao Nazismo, através da Standar Oil? Quantos de vós sabeis o que foi a Operação Paperclip?

Why did the 1917 American Red Cross Mission to Russia include more financiers than medical doctors? Rather than caring for the victims of war and revolution, its members seemed more intent on negotiating contracts with the Kerensky government, and subsequently the Bolshevik regime

https://www.goodreads.com/book/show/747462.Wall_Street_and_the_Bolshevik_Revolution

Para os interessados, e livres pensadores:

https://www.voltairenet.org/IMG/pdf/Sutton_Wall_Street_and_the_bolshevik_revolution-5.pdf

Estaline não é o Comunismo. Estaline não é o Leninismo. Tal como Pinochet não é o Capitalismo. Tal como Trump não é os Estados Unidos da América. Tal como Jesus Cristo não é a Doutrina da Igreja.

Soluções ou conclusões simples serão sempre simplificações. Ou pior. Instrumento de Propaganda.

Estaline era um assassino. Um psicopata. Tal como Pol Pot e Mao.
Mas dizer que o comunismo, ou todos os comunistas o são, é o mesmo que afirmar que Jesus Cristo defendia a pedofilia ou matança das Cruzadas.

Espero, como de costume, a primeira ofensa, de breguilha aberta





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De lucklucky a 10.11.2017 às 19:16

There once was a Marxist called Lenin
Who did two or three million men in.
That’s a lot to have done in
But where he did one in
His follower Stalin did ten in.

A culpa claro é da violência doméstica.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:12

Não. Mas todos os monstros tem uma biografia
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De lucklucky a 11.11.2017 às 18:48

Que você quer usar como escudo para os justificar.

Mais de 10 milhões de mortos = violência doméstica.

Então como o Lenine matou menos, a mãe não lhe comprou a consola?

A falta de um Lego dá direito a quantas pessoas mortas? 10000?
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:20

Lenine, tanto quanto se sabe, nunca exerceu violência no âmbito doméstico.
Era homem de vistas largas: a violência que ordenou tinha sempre carácter público, não privado.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:31

Penso que Harry Truman também não:

Did America Have To Drop the Bomb?
Not to End the War, But Truman Wanted To Intimidate Russia

https://www.washingtonpost.com/archive/opinions/1985/08/04/did-america-have-to-drop-the-bombnot-to-end-the-war-but-truman-wanted-to-intimidate-russia/46105dff-8594-4f6c-b6d7-ef1b6cb6530d/?utm_term=.cb36bd5f2f3e

Por jogadas destas morreram 500.000 japoneses.
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De JgMenos a 10.11.2017 às 23:20

As contas são outras:
Quantos americanos morreriam para invadir e derrotar o Japão?
Quantos japoneses morreriam para defender o Japão de uma invasão americana?

Pelo historial da guerra no Pacífico, bem mais que pela bomba atómica.
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De Vlad, o Emborcador a 11.11.2017 às 00:21

By the 1970s, multiple American scholars adopted the dominant Japanese point of view, arguing that the atomic bomb was unnecessary because the Japanese would have surrendered by the end of 1945.

Dwight D. Eisenhower wrote in his memoir:

The White House Years:
In 1945 Secretary of War Stimson, visiting my headquarters in Germany, informed me that our government was preparing to drop an atomic bomb on Japan. I was one of those who felt that there were a number of cogent reasons to question the wisdom of such an act. During his recitation of the relevant facts, I had been conscious of a feeling of depression and so I voiced to him my grave misgivings, first on the basis of my belief that Japan was already defeated and that dropping the bomb was completely unnecessary, and secondly because I thought that our country should avoid shocking world opinion by the use of a weapon whose employment was, I thought, no longer mandatory as a measure to save American lives.
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:21

Já passámos do terror leninista para os Estados Unidos. É a rota do costume, quando a conversa incomoda.
Uma espécie de Bei de Tunes.
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:19

O terror começou com Lenine, está mais que confirmado. E até tem data: 20 de Dezembro de 1917, quando foi criada a Techeka, a temível e tenebrosa polícia política, antecessora do KGB.
O próprio Lenine, valha a verdade, nunca se preocupou em passar por bonzinho.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:23

Okhrana (em russo Охранное отделение, Okhrannoie otdeleniie) foi a polícia secreta do regime do czar Alexandre III da Rússia, criada em 1881 e com sede em São Petersburgo. O seu nome significa Departamento de Segurança.
Surgiu para perseguir os partidos políticos (Narodnik e Partido Social-Democrata Russo) que faziam frente à autocracia do czar. Foi usada para reprimir sectores educacionais, imprensa e tribunais, além da massa popular, descontente com a situação social, política e económica que a Rússia enfrentava no fim do século XIX e princípios do século XX.
Um dos policiais mais conhecidos da Okhrana foi Roman Malinovsky. Tinha nos seus quadros diversos agentes provocadores.

O que começou com Lenine foi a Revolução. E qual a Revolução que não devora os seus filhos?
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De JgMenos a 10.11.2017 às 23:30

Que profundidade!
A bestialidade russa que tinha na democracia uma possibilidade de remissão foi reinstalada e levada a extremos paranóicos por uma ideologia de paranóicos mais o seu 'homem novo' que não passava de um coirão bêbado.
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:22

O "homem novo" era tão ou mais cavernícola do que o homem velho. E teve morte prematura, como sabemos.
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De V. a 11.11.2017 às 12:59

Bela lógica. O Islão também não é uma bosta assassina que transforma tudo num deserto miserável, os terroristas é que são todos muçulmanos.
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De Vlad, o Emborcador a 11.11.2017 às 14:32

Não sua sapiência, sabe o que é o sufismo?

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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 14:12

Sobre outros totalitarismos, estes mais subtis, mas porventura causa do grande mal estar social, que por hoje se vive nas sociedades ocidentais:

O inferno dos trabalhadores ou totalitarismo do mercado?

https://www.publico.pt/2008/02/11/jornal/o-inferno-dos-trabalhadores-ou-totalitarismo-do-mercado-248722

Como é possível que grande parte da população, do chamado mundo desenvolvido, só suporte a vida, drogada? É isto o Progresso?
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De lucklucky a 10.11.2017 às 16:49

Os teus "fratelli in Camicia Nera" pensavam o mesmo que o Publico:

https://it.wikipedia.org/wiki/Socializzazione_dell%27economia´

http://xoomer.virgilio.it/controvoce/doc-appelloaifratelli.htm

http://www.labibliotecadibabele.net/attachments/article/145/Togliatti-in%20camicia%20nera.pdf
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 17:42

Estou hoje de pólo bordeaux.

Sim. Qualquer Socialismo ou Nacional Socialismo , ou Fascismo, ou doutrina romântica/ futurista, ou regime autocrático como o Estado Novo é anti-burguês, anti-capitalista (doutrinariamente ). O demoliberalismo é o regime burguês típico. Seremos capazes de melhor? Até agora não.....embora admire a grandiosidade do fascismo. A emoção, o misticismo, o código moral medievalista - honra, coragem, abnegação - o serviço à comunidade e não o individualismo mesquinho e egoísta....mas depois o razão puxa-me para o regime democrático

https://youtu.be/PxotLDtwT50

Sir. Oswald Mosley:

Brother Blackshirts, my comrades in struggle:

Our fight is for the soul, and in that battle we go
Forward together till victory be won. Our struggle is
Hard, because we are fighting for something great, and
Great things are not lightly or easily gained. We are
Fighting for nothing less than a revolution in the
Spirit of our people. We must be worthy of our mission,
For blackshirts are those who are summoned to lead the
People to a new and a higher civilization.

The Blackshirt is a revolutionary dedicated to the
Service of our country. We must always possess the
Character of the true revolutionary. It is not the
Character that you observe in the little men of the old
Parties, blown hither and thither by every gust of
Convenience opinion, elated by a little success,
Downcast by a little failure, gossiping and chattering
About the prospects of the next five minutes, jostling
For place, but not so forward in service. Without
Loyalty, endurance, or staying power, such a character
Is the hallmark of financial democratic politics.

In the true revolutionary, the first quality is the
Power to endure. Constancy, loyalty to cause and
Comrades, manhood and stability of nature. These are
The qualities of the true revolutionary. In our
Movement that great character is being reborn. And for
That reason we carry within us destiny. We care not
Whether we win tomorrow morning or at the end of a
Lifetime of labour and of struggle. For to us the
Little calculations of the little men mean nothing. All
We care is that win we will because no power on earth
Can hold down the will within us.

Struggles we have had and will have. Blows we have
Taken and will again. Victories we have had and will
Have again. Through good and ill we march on, till
Victory be won, for this is the character of the true
Revolutionary. In the great moments of supreme struggle
And decision it is easy to hold that character, even in
Supreme sacrifice. It is not so easy in the hard daily
Task. It is then even more that in the great fights we
Have together that I would like to be the companion of
Every one of you. I would like to be with every action
Team that carries the message of our new faith to new
Streets. I would like to be with every man or woman
During the hard but vital job of giving leadership to
The people in the block of houses for which they are
Responsible.

For these are the jobs that come, by the dedication of
Thousands to that mission of leading the people in
Their own homes and streets, revolution is won. In that
Task I cannot in body be with everyone of you every
Day. But in spirit I am with you always. Together we
Have lit a flame that the atheists shall not
Extinguish. Guard that sacred flame my brother
Blackshirts until it illumines and lights again the
Path of mankind.

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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:21

Há palavras que não devem ser vulgarizadas. Uma delas é a palavra totalitarismo.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:33

Não tenhamos medo de usar as palavras. Falemos de genocídio judio na IIGG e falemos de genocídio índio nas Américas
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De Pedro Correia a 11.11.2017 às 00:51

Genocídio foi o cometido pelos turcos em 1915 na Arménia: mais de um milhão de mortos.
Ou o dos paquistaneses no Bangladeche em 1971: pelo menos meio milhão de mortos.
Genocídio foi o do regime comunista do Khmer Vermelho no Camboja sobre o seu próprio povo, entre 1975 e 1979: cerca de dois milhões de pessoas liquidadas, o equivalente a 25% da população do país.
Genocídio foi o da grande fome na Ucrânia em 1932-1933, provocada pelo totalitarismo soviético: cerca de três milhões de mortos, originando uma regressão dramática da esperança de vida no país que se prolongou pelas décadas seguintes.
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De Vlad, o Emborcador a 11.11.2017 às 01:07

É verdade. E no Uganda. E no Ruanda. E na Guatemala onde uma ditadura militar apoiada pelos EUA, massacrou os maias étnicos. E no Congo....1 em cada 25 pessoas pereceram no séc. XX através de assassinatos em massa. Incrível
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De Vlad, o Emborcador a 11.11.2017 às 01:10

Pedro, muitos ucranianos aliaram-se aos nazis no combate aos russos étnicos. Assim como os croatas contra os sérvios
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:23

Os três milhões de ucranianos mortos à fome em 1932 e 1933 não se aliaram seguramente aos nazis.
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De Weltenbummler a 10.11.2017 às 14:30

por cá temos a tripla seguidora de lenine-estaline
antónio das mortes-sousa-martins

depois do churrasco a legionella
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:22

Estaline foi o legítimo herdeiro de Lenine. Duas faces da mesma moeda.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:46

Lenin's Testament is the name given to a document written by Vladimir Lenin in the last weeks of 1922 and the first week of 1923. In the testament, Lenin proposed changes to the structure of the Soviet governing bodies. Sensing his impending death, he also commented on the leading members of the Soviet Union to ensure its future. He suggested Joseph Stalin be removed from his position as General Secretary of the Russian Communist Party's Central Committee

https://en.wikipedia.org/wiki/Lenin%27s_Testament
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:23

Lai lai lai. Conversa para embalar meninos.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 15:15

O que sabemos do que se passou nas terras negras de África, para falarmos "no mais terrível regime"? Geralmente estamos de olhos bem abertos apenas para o que se passa na Europa, com o homem branco. Mas onde estão os gritos de protesto contra o Fardo do Homem Branco:

Jan Kubas:

Os Alemães não faziam prisioneiros. Matavam milhares de mulheres e crianças indefesas junto à berma das estradas. Desfaziam-lhes os crânios à coronhada, ou abriam-lhes a barriga com as baionetas. Não consigo encontrar palavras para o que aconteceu. Muitos hereros jaziam exaustos ao longo das estradas. Velhos, mulheres e crianças eram deixados a apodrecer para serem pasto dos abutres....

Não foi em 1940.

Foram 10 anos antes da Revolução Russa, na Namíbia, colónia alemã (100.000 hereros foram massacrados, por uma colonia de 4000 alemães).

Onde estão os livros sobre isto? Os filmes?

Os civilizados europeus, esses democratas capitalistas, cometeram, em Africa, em pleno século da Revolução Russa, verdadeiros Genocídios. Onde estão os livros? As vozes?

Apenas olham para a Rússia, para as suas vitimas, como forma de propaganda do seu Ideal capitalista. E assim fazem das vitimas, dos mortos russos, instrumentos dessa sua ideologia. Humilham-nos novamente. E nem disso se dão conta.


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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:23

Não adianta tentar absolver Lenine. A história já o condenou.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:40

Procuro na historia entendimento. Não juízos! Isso é trabalho de deuses
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:24

Sem juízos, a história perde a inicial. Fica estória. Às vezes, da carochinha.
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De lucklucky a 10.11.2017 às 16:43

Vladimir Lenine

March 1922:
“It is precisely now and only now, when in the starving regions people are eating human flesh, and hundreds if not thousands of corpses are littering the roads, that we can (and therefore must)carry out the confiscation of church valuables with the most savage and merciless energy. Precisely at this moment we must give battle to [the clergy] in the most decisive and merciless manner and crush its resistance with such brutality that it will not forget it for decades to come. The greater the number of representatives of the reactionary clergy and reactionary bourgeoisie we succeed in executing for this reason, the better.”

https://www.amazon.com/Lenin-Secret-Archive-Annals-Communism/dp/0300076622/

O Comunismo, uma das serpentes da hidra Marxista tal como Fascismo e o Politicamente Correcto.

Todo o Marxista quer o Poder Total do Estado sobre a Sociedade.
Não há limites ao Poder.
Por isso tal como o Islamismo Radical farta-se de matar e destruir não só as vidas dos outros como dos próprios correligionários. Milhões de Comunistas foram mortos por outros Comunistas, tal como os Islamistas matam outros Muçulmanos.

É parte da natureza do ADN Marxista. Tudo controlar. A começar pelos seus pares.

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Em 1925 navios de Guerra Italianos - 3 contra torpedeiros - visitaram Leninegrado. E foi reconhecida diplomaticamente a URSS.

Quem chegou ao Poder em 1925 em Itália?



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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 17:48

Já leu os discursos políticos dos republicanos da I República portuguesa, ou mesmo os dos liberais do séc XIX? Os de Joaquim António de Aguiar, o Mata frades?

Deve enquadrar historicamente essa proclamação. A Igreja estava do lado do despotismo czarista.

Igual, excepto a parte do canibalismo

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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 17:52

O Totalitarismo teve o seu início na Revolução Francesa.

Livro, Os Cidadãos de Simon Schama

Já agora fale do BIS:

The BIS is the most obscure arm of the Bretton-Woods International Financial architecture but its role is central. John Maynard Keynes wanted it closed down as it was used to launder money for the Nazis in World War II. Run by an inner elite representing the world's major central banks it controls most of the transferable money in the world. It uses that money to draw national governments into debt for the IMF.

https://www.bis.org/bcbs/

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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:26

O primeiro sistema político realmente totalitário é o comunismo soviético, que prometia suprimir o Estado mas afinal reforçou-o até ao máximo concebível. No sentido de suprimir a própria noção de vida privada. Invertendo o paradigma de Lincoln, é o sistema do Estado, pelo Estado e para o Estado.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:39

Pedro, existem outros que não são dessa opinião, incluído historiadores de "direita":

For Schama, the Terror completes the transformation of the idealized citizens of the "Declaration of the Rights of Man" into bloodthirsty brothers of a State Family. He accuses most Anglo-American historians of moral cowardice--for not facing up to the true horrors that begin with the Fall of the Bastille, continue into the September Massacres of 1792, the Vendee massacres, and the mechanization of the "police state" of France, the first example of modern totalitarianism

http://articles.latimes.com/1989-05-21/books/bk-1028_1_french-revolution-o7-simon-schama-18th-century

A Revolutionary Romance With Violence : CITIZENS A Chronicle of the French Revolution by Simon Schama
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:26

O totalitarismo, para o ser de facto, precisa de tempo de sedimentação -- algo que o terror da Revolução Francesa não chegou a ter. Desde logo, todos os protagonistas do terror foram engolidos por ele, sinal inequívoco de que a maré totalitária estava apenas em embrião.
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De Maria Dulce Fernandes a 10.11.2017 às 17:32

Não vou perder está leitura.
Acredito que possa fundamentar aquilo que vi, apesar de ter presenciado o campo já muito depois da ceifa.
Um dos trabalho que fiz no liceu foi sobre o Leninismo-Estalinismo, a ideia é o corpo de uma das maiores catástrofes do século 20, com acima menciona.
Tive que pesquisar muito e a ligação estava lá. Foi quase há 44 anos, quando milita na nas fileiras do PS e as palavras socialismo e comunismo se confundiam bastante em aparência.
Durante a vigência do czar Estaline procedu-me ao maior e mais brutal progrom da história dos homens. Nem o holocausto nazi o superou em extinção e erradicação da grande doença social, a grande purga de 1934/1939.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 17:54

Vale o que vale. Mas Hitler chacinou com os seus programas de eugenia 20 milhões. Pior que Estaline , só Mao
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De Maria Dulce Fernandes a 10.11.2017 às 18:25

Falo do que li, do que pesquisei, do que aprendi na na filisofia da máquina partidária do PS e do que gente livre não teve medo de contar. Lá.
Há em todas as culturas muita história quê e se transmite oralmente, Vlad. Históruas da vuda de cada um. Sem monstros estranhíssimos mas com pessoas terríveis de aparência normal.
Em Sr. Petersburg, numa noite clara e fria à beira do Neva, com lenha a arder, uma espécie de salame, pão escuro e vodka a rodos.
Uma experiência que não se leu, com gente que viveu e sobreviveu horrores.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:15

Dulce, todo o monstro tem uma biografia. A melhor forma de combater o mal é conhecendo-o. É espreita-lo sem medo do que se possa encontrar.
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De Inocencio a 10.11.2017 às 18:01

Pois. Se os russos não derrotassem os nazis, que belas coisas que por aqui escreveriam.....
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De lucklucky a 10.11.2017 às 19:05

Os "russos"?

Sem a industria americana não existiam "russos"

A mesma URSS que fazia propaganda pacifista pró-nazi contra a Inglaterra na Batalha de Inglaterra? Que mandava os sindicatos Comunistas sabotar as fábricas de armamento Francesas?

PC-EUA que lançava álbuns de musica contra a entrada dos EUA na guerra e se manifestava contra a ajuda à Inglaterra e França?

https://en.wikipedia.org/wiki/Songs_for_John_Doe




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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:20

Jacob Schiff was head of the New York investment firm Kuhn, Loeb and Co. He
was one of the principal backers of the Bolshevik revolution and personally financed Trotsky's trip from New York to Russia

On March 23, 1917 a mass meeting was held at Carnegie Hall to celebrate the abdication of Nicolas II, which meant the overthrow of Tsarist rule in Russia. Thousands of socialists, Marxists, nihilists nand anarchists attended to cheer the event. The following day there was published on page two of the New York Times a telegram from Jacob Schiff, which had been read to this audience. He expressed regrets, that he could not attend and then described the successful Russian revolution as "...what we had hoped and striven for these long years". (Mayor Calls Pacifists Traitors, The New York Times, March 24, 1917, p. 2)

In the February 3, 1949 issue of the New York Journal American Schiff's grandson, John, was quoted by columnist Cholly Knickerbocker as saying that his grandfather had given about $20 million for the triumph of Communism in Russia

etc.......

http://www.wildboar.net/multilingual/easterneuropean/russian/literature/articles/whofinanced/whofinancedleninandtrotsky.html

-------------------------------------------

How Bush's grandfather helped Hitler's rise to power

https://www.theguardian.com/world/2004/sep/25/usa.secondworldwar

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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:33

A URSS e os seus filhotes ideológicos (PCP incluído) fizeram tudo, durante dois anos, para sabotar o esforço de guerra, nomeadamente nas fábricas de armamento. Não apenas na Europa, deixando Churchill isolado no combate à besta nazi, mas nos próprios EUA, em que os simpatizantes e militantes do partido foram isolacionistas até 21 de Junho de 1941, quando Hitler mandou os tanques avançar pela Rússia adentro. Desde Agosto de 1939 os diversos partidos comunistas funcionaram como "apóstolos da paz", apregoando a neutralidade face ao Eixo nazi-fascista. O próprio Álvaro Cunhal tem um célebre artigo, publicado em Março de 1940 no jornal 'O Diabo', intitulado 'Nem Maginot nem Siegfried', dando nota desta tese.
«Haverá alguma diferença entre a Alemanha do sr. Hitler e a França do sr. Daladier ou mesmo a Inglaterra do sr. Chamberlain?», questionava o futuro líder do PCP nessa prosa.
É um artigo infame, à luz dos acontecimentos subsequentes e de tudo quanto sabemos hoje. Um artigo que devia cobrir de vergonha os comunistas portugueses.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 22:44

Também muitos "traidores" o fizeram aquando da nossa guerra colonial.

E esta?

How the Allied multinationals supplied Nazi Germany throughout World War II

"Here is the extraordinary true story of the American businessmen and government officials who dealt with the Nazis for profit or through conviction throughout the Second World War: Ford. Standard Oil, Chase Bank and members of the State Department were among those who shared in the spoils. Meticulously documented and dispassionately told, this is an alarming story. At its centre is 'The Fraternity', an influential international group associated with the Rockefeller or Morgan banks and linked by the ideology of Business as Usual."

Trading With the Enemy: An Exposé of The Nazi-American Money-Plot 1933-1949" by Charles Higham; Hale, London, 1983.
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De Pedro Correia a 12.11.2017 às 09:28

Que tem isso a ver com o infame artigo do Cunhal?
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De João Pedro Pimenta a 10.11.2017 às 23:21

Se os russos não se tivessem aliado aos nazis no início da guerra e ajudado a invadir a Polónia talvez se pudesse ter escrito um pouco mais cedo.
Vai-me faltando a paciência para toda esta ignorância ou má-fé que transformou Estaline num herói (quando ele se limitou a usar carne para canhão) e finge que as praias da Normandia e o sul de Itália nunca viram cenas de guerra.
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 23:39

Essa foi a tese propalada quarta-feira pelo secretário-geral do PCP no DN e repetida no dia seguinte no editorial do 'Avante!': o Estaline, coitadinho, enfrentou o Hitler isolado durante três anos.
Estas mentiras são espalhadas como verdades no espaço mediático. A mentira, aliás, é uma componente essencial do projecto leninista.
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De Vlad, o Emborcador a 10.11.2017 às 19:33

Pedro, peço desculpa. Mas não sabendo onde o pôr, fica com o Lenine

Na mesma publicação, Bruno de Carvalho também ataca o diretor do Correio da Manhã, Octávio Ribeiro, a propósito das alegadas irregularidades no caso da transferência de Tanaka. "Ribeiro... cresce e aparece! Deram-te um brinquedo que foi o Correio da Manhã, e tu que tens cara de quem sofreu bulyling toda a infância, julgas que és um grande homem. Já dizia o meu treinador sobre alguns jogadores e eu digo de ti: tens de nascer 10 vezes para um dia seres um homem a sério. Até lá és, e serás sempre, um verme que dirige um conjunto organizado de folhas que nem para fazer um rolo de papel higiénico serve", atirou.

Ganda Bruno de Carvalho!!! Viva o Leão!!
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:34

Do Lenine ao Tanaka: que sopa da pedra.
Demasiado indigesto para o meu gosto.
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De José Coimbra a 10.11.2017 às 21:02

Porra. Que troll
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De Pedro Correia a 10.11.2017 às 22:36

Um trolliteiro.

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