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Leituras

por Pedro Correia, em 03.08.17

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«Morrer não é assim tão terrível: o medo é que estraga tudo.»

H. G.WellsA Guerra dos Mundos (1898), p. 199

Ed. Relógio d' Água, Lisboa, 2017. Tradução de Frederico Pedreira

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16 comentários

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De Vlad, o Emborcador a 03.08.2017 às 22:03

Diria mais : se morrer não custasse, a vida não teria valor algum.
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De Pedro Correia a 03.08.2017 às 22:21

Bem observado. Candidata-se a Comentário da Semana.
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De Vlad, o Emborcador a 03.08.2017 às 23:00

Oponho-me terminantemente a isso! A não ser que o prémio seja uma Barca Velha
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De Pedro Correia a 03.08.2017 às 23:10

Não dê ideias à deputada Mortágua. Ainda se lembra de criar um imposto adicional de consumo vinícola.
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De Vlad, o Emborcador a 03.08.2017 às 23:25

Pedro que tal abolir todos os impostos sobre os rendimentos do trabalho e ficarmos apenas com os do consumo? Sobretudo nos vinícolas e outras drogas recreativas?
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De Pedro Correia a 03.08.2017 às 23:39

Calma lá, meu caro. O imposto sobre o consumo é o mais injusto socialmente. Penaliza da mesma forma pobres e ricos.
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De Costa a 04.08.2017 às 00:10

É aliás um dos expoentes da ilusão geringonçal: como se os impostos ditos indirectos não fossem coisa omnipresente; como se o cidadão tivesse verdadeiras opções perante eles, sem - a exercê-las - regressar às cavernas.

Mas, alegre-se a dita geringonça, o cidadão é largamente mesquinho, estúpido e incapaz de ver além do dia imediato. Fórmula de sucesso, enfim.

Costa
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De Vlad, o Emborcador a 04.08.2017 às 08:07

Meu caro Costa! Mas é claro que existem mais possibilidades de poupança havendo apenas impostos sobre o consumo. Aliás os bens de primeira necessidade são por hoje estupidamente baratos- umas das causas da sobrealimentação e obesidade do presente.
Aumentando os impostos sobre o consumo e acabando os dos rendimentos associados ao TRABALHO protegia-se também o meio ambiente reduzindo-se o hiperconsumismo....e tente não qualificar de estúpidas ideias dos outros..
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De Anónimo a 04.08.2017 às 12:09

Claro que existem mais possibilidades de poupança. Basta que o aforrador em causa possa - ou até deseje - abdicar de muitas das coisas hoje tomadas como naturais, indispensáveis, numa existência mediana. O que se pouparia em impostos se todos fossem ascetas!

Não o sendo, por legítima falta de convicção (a menos que se tome por desenfreado consumismo, qualquer acto de consumo que ultrapasse o limiar da sobrevivência), restará talvez a sua imposição por uma elite (usualmente bem versada nos prazeres da vida) em nome de um qualquer sol do mundo. Já houve a ainda há disso. Os resultados são conhecidos.

Os bens de primeira necessidade são estupidamente baratos, escreve. É a sua opinião (talvez você inclua aí o álcool, de facto barato e certamente um dos elementos capitais do nosso sucesso como destino turístico). Eu vejo com dificuldade que se tenha grande escolha quando os impostos sobre o consumo assaltam insaciavelmente os combustíveis, por exemplo, ou a energia eléctrica está afogada em "rendas", chamemos assim a outro imposto. São bens, como agora se diz, transversais. Mexa-se no seu custo e mexe-se no custo de tudo.

E não é a si que chamo estúpido (terá as suas ideias - está visto que bem diferentes das minhas - mas ainda podemos debatê-las livremente; coisa que me agrada e talvez, talvez, o não incomode especialmente). O que tenho é fundas reservas sobre um povo que quatro décadas depois - atribuindo ao sucedido em 1974 um carácter fundador - deixou o seu país chegar onde chegou. E parece querer mais do mesmo.

O povo, lá por ser (formalmente, pelo menos) soberano, não é necessariamente infalível, dotado de sabedoria a toda a prova. E eu, como não vivo de funções de nomeação eleitoral ou confiança política, ainda o posso dizer.

Costa
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De Vlad, o Emborcador a 04.08.2017 às 12:55

Costa, quanto custa um pacote de leite? Pão? Carne? E mesmo o peixe ( congelado então é por vezes quase dado). E agora ainda mais com as eternas promoções. O mais caro, estupidamente, são os vegetais, que promovem a saúde. Quanto aos combustíveis deveriam ser mais taxados a não ser que não acredite nos efeitos cancerígenos e gases com efeito de estufa. Ande-se mais de bicicleta, a pé, ou mais devagar e verá que poupa. É tipicamente luso levar o carro até para despejar o lixo. Se todos levassem vidas mais saudáveis poupavam-se milhões ao SNS e ao país. Mas custa levantar o rabo do sofá
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De Costa a 04.08.2017 às 15:25

Levar o carro para despejar o lixo, parece-me levar a busca de exemplos, que fundamentem um ponto de vista, para lá do limite do sério. A menos que tomemos como colectivamente relevantes, pontuais casos de excentricidade que conheçamos.

De bicicleta, nas nossas cidades, em grande medida longe de planas, morando o ciclista em longínquo subúrbio e/ou recorrendo a transportes públicos que com raras excepções não consideram o transporte da bicicleta??

Emborcará você, suponho, numa pacata aldeia ou tranquila vila. Ou num país com uma eficientíssima rede de transportes públicos e um urbanismo digno desse nome.

Felicito-o (mais, invejo-o).

Costa

Ps.: e para si, parece, os males dos combustíveis fósseis tornam-se virtuosos, desde que fonte de acrescido rendimento para o estado. Eu diria que se algo é assim tão mau, deveria ser interdito, pura e simplesmente, sendo imoral que a administração pública encha à conta dessa maldade os seus cofres. Se tal não é possível - e em boa medida porque se promoveu o actual estado de coisas, acarinhando uma economia assente no petróleo (seja por não haver alternativa realista, ao tempo, seja por razão pior) -, então prepare-se o futuro sem esmagar o presente.

Esse futuro, creio, deveria ter começado a ser preparado há muito e sem se basear em vistosas regras, imposições e proibições que excitarão o ego ecologista de quem as emana; que quase lançam o opróbrio sobre o pacato cidadão que procura uma existência decente; sobre que parecem assentar curiosos negócios e ainda mais taxas e rendas; que permitem ou incentivam contraditoriamente obras de grande porte e que são demonstrado atentado ecológico, além de fundamentalmente inúteis para o fim que afirmam visar; e que arrogantemente parecem ignorar a realidade em que o cidadão vive.

É fácil clamar pela superior opção pelos transportes públicos e pelos males intoleráveis do transporte individual. Quem e porquê esteve e parece estar obcecado com o fim do caminho de ferro em Portugal? Quem e porquê promoveu esta tremenda concentração em torno de duas ou três grandes cidades? Quem e porquê permitiu esse crescimento desvairado, sem o paralelo crescimento de uma rede de transportes públicos à altura? Quem e porquê estimulou décadas e décadas a fio a opção pelo gasóleo (que de repente, sobretudo desde o escândalo da VW, passou de bestial a besta)? Quem e porquê lança a maldição sobre o cidadão que compra e procura manter um automóvel, fonte, afirma-se, das piores emissões, e permite que o país viva sob uma tirania de veículos pesados - de que até se importam exemplares já com décadas de serviço - cujas emissões são muitíssimo mais gravosas e que invadem impunemente até as mais estreitas ruelas?

De repente há que mudar radicalmente de direcção. Mas, na forma do costume não há responsáveis pelo estado de coisas a que se chegou e pretende-se impor ao cidadão - seguramente bem mais do que ao decisor - um comportamento para que nada à sua volta parece ainda estar preparado. Mas que parece ser a breve trecho, senão mesmo já, profundamente lucrativo para alguns.

Uma vez mais, fortes com os fracos...

Costa
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De Costa a 04.08.2017 às 16:18

Esse imposto e um confiscozito patriótico e de esquerda às "grandes famílias do Douro Vinhateiro"! É preciso ir buscar o dinheiro onde ele está, certo?

Costa
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De Maria Dulce Fernandes a 04.08.2017 às 12:06

Grande verdade Vlad. Não acredito que quem diz que não tem medo de morrer tenha vivido a sério.
Conforme esse carrasco chamado tempo vai passando, o pensamento do fim sssalta-nos cada vez com mais frequência. Queremos não pensar nisso hoje, nem amanhã, nem... a verdade é que não há preparação prévia nem ensaio geral e não saber é absolutamente assustador. Então, à vida ! ( pode ser Pera Manca?)

PS. Reli este livro em Abril. Reler livros que gostámos de ler é " confort food for the spirit"
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De Vlad, o Emborcador a 04.08.2017 às 12:58

Dulce, o Pêra Manca é uma fantástica pomada. Uma das minhas preferidas. Essa e o Branco da Cartuxa
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De glu glu a 04.08.2017 às 02:14

tanta velharia.
Blindsight. é gratuito.
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De Carlos Faria a 04.08.2017 às 10:58

Pois a frase mostra algo que distingue o Homem que tem consciência da morte e se deixa ensombrar por isso dos outros animais que vivem a vida despreocupada sem vislumbrarem que são mortais.
Li o livro há muitos anos, numa época que olhava mais ao conteúdo da excitação provocada pela narrativa do que pelas mensagens subliminares contidas no texto, na altura gostei muito, mas lembro me que a vitória da Humanidade não resultou de nenhum heroísmo desta mas duma circunstância fatal de modo natural à ameaça.

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