Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Leituras

por Pedro Correia, em 05.02.17

unnamed7[1].jpg

 

«A presença da Caixa nos mais variados negócios é o espelho das escolhas de sucessivos governos. "O Governo mandava e a Caixa fazia, não tinha outro remédio", diz quem acompanhou o caso. Os negócios mais ruinosos aconteceram no consulado de José Sócrates, que levou os níveis de utilização da Caixa pelo Governo até ao limite. Porque a história do uso e abuso do banco público começa antes.

Além de participações em grandes empresas, que depois eram dadas como sendo privadas, a CGD financiou guerras entre accionistas no BCP, entrou na promoção imobiliária e nas parcerias público-privadas (PPP), lançou-se sozinha no projecto industrial de La Seda, agora falido, e enveredou - na sua área de negócio - por uma expansão ruinosa em Espanha. Isto se os números do banco no país vizinho reflectirem apenas o que lá se passa, o que não merece consenso.

Os empresários e banqueiros tinham na CGD a ferramenta para serem "donos" de empresas quase sem dinheiro. O dinheiro dos depositantes da Caixa entrava nas empresas como capital e como crédito. Para os governos, era uma maneira de controlar os empresários e banqueiros e de prosseguirem as suas estratégias de poder.»

Helena GarridoA Vida e a Morte dos Nossos Bancos, p. 159

Ed. Contraponto, Lisboa, 2016

Autoria e outros dados (tags, etc)


4 comentários

Sem imagem de perfil

De Einstürzende Neubauten a 05.02.2017 às 21:29

A nossa sorte é a banca privada.

Os bancos controlados por investidores de Angola ou em que o capital angolano é preponderante representam uma quota de 30% da banca portuguesa - Veja mais em: https://www.dinheirovivo.pt/banca/capitais-angolanos-controlam-30-da-banca-nacional/#sthash.z7rnqDCE.dpuf

https://www.dinheirovivo.pt/banca/capitais-angolanos-controlam-30-da-banca-nacional/

Do New York Times, para Angola, full of love

https://www.youtube.com/watch?v=BLAAkKOXZGM
Sem imagem de perfil

De Einstürzende Neubauten a 05.02.2017 às 21:33

Helena Garrido ainda é directora do Jornal de Negócios?
Os angolanos ainda detêm participação na Cofina?

Imagem de perfil

De Pedro Correia a 05.02.2017 às 22:04

Primeira pergunta: não.
Segunda pergunta: faça-a ao contrário. Melhor questionar em quantos órgãos de informação não há participação angolana - directa ou indirecta.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 05.02.2017 às 23:25

No meu tempo muitos meios de comunicação social de referência tinham directa ou indirectamente participação de homens do presidente. Sr. Sobrinho, Sr. Mosquito e general Kopelipa. Mas se as coisas mudaram, ainda bem. Cumprimentos

Comentar post





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D