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Leituras

por Pedro Correia, em 13.09.15

os_lugar_tenentes_salazar_large[1].jpg

 

«Germanófilo Salazar nunca o foi e o Governo de Sua Majestade nunca deixou de o saber. Verdadeiramente anglófilo também não, mas pressente-se que não mentiu a Theotónio Pereira quando lhe escreveu que convinha a Portugal uma moderada vitória inglesa.

(...) Curiosamente, foi com a Alemanha recuando em toda a linha que as relações entre os governos português e inglês se crisparam seriamente, enquanto se estragavam as de Salazar com o seu embaixador em Londres [Armindo Monteiro]. Em causa estiveram, nos dois casos, os Açores; agravando-se o primeiro com a questão do volfrâmio que, já em Londres, dominou os últimos meses desse ano, transitando para 1944. (...) E então, muito embora já não pudessem invocar o perigo de uma antecipação alemã, [os aliados] encararam seriamente a hipótese de ocupar as ilhas sem darem qualquer pré-aviso a Portugal. Acerca disso, Churchill chegou a acordo com os americanos e a coisa só não terá ido por diante porque [Anthony] Eden, com o Foreign Office, e [Clement] Attlee (ou seja, o Partido Trabalhista) a isso se opuseram.»

Manuel de Lucena, Os Lugares-Tenentes de Salazar, pp. 45-46

Ed. Alêtheia, 2015

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9 comentários

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De Reaça a 13.09.2015 às 23:21

É urgente um Panteão em Santa Comba.

Mas que não demore tanto, como as obras de Santa Engrácia!
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De Costa a 13.09.2015 às 23:44

Um livro interessantíssimo. Um panteão em Santa Comba será exagero (e em todo o caso e por óbvias razões inviável). Mas chame-se-lhes o que se quiser e discorde-se fundamental e visceralmente das suas convicções, foram governantes, políticos e diplomatas que não enriqueceram por conta dessas funções, exerceram-nas no âmbito de um sentido de estado e tinham um currículo universitário sério.

Não é - desgraçadamente para nós e para o regime democrático - pouco, quando comparado com o que hoje se apresenta ao nosso voto.

Costa
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De Anónimo a 14.09.2015 às 00:28

De Costa,

"Não é - desgraçadamente para nós e para o regime democrático - pouco, quando comparado com o que hoje se apresenta ao nosso voto".????

E o que se apresentava ao nosso voto, na 1ª República? não era ainda mais grave do que estas crises?

Haja memória e que se imortalize urgentemente este português.
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De Costa a 14.09.2015 às 07:07

Tenho que lhe pedir o favor de esclarecer o conteúdo do seu comentário.

Grato,
Costa
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De Reaça a 14.09.2015 às 10:44

O meu comentário sobre a 1ª república é simplesmente porque poucos se lembram que foi aquela "baderna" que fez de Salazar um homem imprescindível para segurar um país destruido.

E neste momento, em que todos os aneis já se foram, toda a gente deve ter memória a ver se se cria vergonha na cara.

E a memória só se adquire escrevendo a história e não varre-la para debaixo do tapete.

Como se está fazendo com Salazar, em campa raza.

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De Costa a 14.09.2015 às 16:28

Não só poucos se lembram, como há por cá gradas figuras que chamam a si o alegadamente insigne estatuto de herdeiros desse republicanismo. Enfim...

Mas que tem isso a ver, sob que aspecto terei feito um panegírico à I República, ou infundadamente atacado Salazar ou os seus lugar-tenentes, nessa minha frase que você cita com reiterada interrogação?

Mas adiante...

Costa
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De lucklucky a 14.09.2015 às 01:55

Não consta que Hitler ou Estaline tenham enriquecido.
Essa deformação de base sobre o dinheiro, vinda da formação católica para alguns ou da formação marxista para outros esconde - no ultimo caso de propósito - que o dinheiro não é a única forma de riqueza.
Aliás nem se pode considerar sequer a maior. O Poder n vezes maior e por isso mais perigoso que Dinheiro.
De decidir a vida, de decidir quem perde e quem ganha. Fazer de Deus portanto. E isso só se consegue em grande escala com Política. A herdeira da Religião no Ocidente.
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De Anónimo a 13.09.2015 às 23:51

O Churchill sempre foi um "querido" para Portugal, já desde o séc. XIX. Não sei qual era a panca dele contra nós, mas foi sempre um inimigo do Estado português em mais do que uma situação e em todas as funções que ocupou. Felizmente que outras forças dentro da Grã-Bretanha bloqueram os seus planos maquivélicos contra Portugal.
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De William Wallace a 15.09.2015 às 00:58

Bom destaque !

O 1º parágrafo é elucidativo de que Salazar era de facto um Homem de Estado e que valorava acima de tudo Portugal e os Portugueses.

Já esta 3ª Republica começou mal e irá acabar pior para mal de quase todos nós.

P.S. - Existe aí uma certa esquerda que vive para colar o Paf (as suas politicas e actores) ao Estado Novo, fazia-lhe bem ler alguns livros entre os quais de certeza este.

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