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Leituras

por Pedro Correia, em 22.08.15

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«Um raciocínio fundamentado pode fazer-nos chegar à conclusão de que os milagres são impossíveis, que "é muito mais provável que o testemunho humano possa errar do que as leis da natureza possam ser violadas"; e, ao mesmo tempo, nada nos impede de rejubilar quando lemos que Cristo transformou a água em vinho em Canaã da Galileia, que caminhou sobre as águas ou ressuscitou de entre os mortos. O cérebro humano é incapaz de compreender a noção de infinito, mas a descoberta da matemática permite que se lide muito facilmente com ele. A ideia de que só aquilo que compreendemos é verdadeiro é uma coisa disparatada e pensar que as ideias que a nossa mente não consegue conciliar são mutuamente destrutivas é algo de mais disparatado ainda. Não acredito que possa haver algo de mais repugnante tanto para a nossa mente como para os nossos sentimentos do que o espectáculo de biliões de universos - pois é o que hoje em dia se reconhece já ser verdadeiro -, todos eles aos encontrões uns nos outros por toda a eternidade sem que qualquer propósito racional exista por detrás de tudo isso. Assim sendo, adoptei bem cedo na vida um sistema de acreditar em tudo aquilo em que queria acreditar, deixando simultaneamente caminho aberto para aprofundar as vias, quaisquer que elas fossem, que me apetecesse explorar.»

Winston Churchill, Os Meus Primeiros Anos, p. 124. Ed. Guerra & Paz, Lisboa, 2008. Tradução de Rui Santana Brito

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2 comentários

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De lucklucky a 22.08.2015 às 15:13

Sim. O problema é muitos terem a necessidade de explicar tudo, e como corolário controlar tudo.



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De Pedro Correia a 23.08.2015 às 17:33

Churchill estava nos antípodas disso. Como se percebe pela sua biografia, logo desde os anos da juventude.

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