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Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha. O Senhor Presidente afirma peremptoriamente que era impossível ter feito mais. Ora, numa situação destas o que é impossível é saber já se podia, ou não, ter sido feito mais. Dizer o que o Senhor Presidente diz tem o único objectivo de paralisar qualquer investigação séria. E o que um país sério faria numa circunstância destas seria apurar integralmente as responsabilidades, se existem, e promover um plano estratégico de prevenção e combate a situações futuras. As palavras do Presidente deveriam ser neste sentido e não no de encerrar apressadamente o tema. Mais tarde ou mais cedo há um preço de irresponsabilidade a pagar por ter um país dirigido por pantomineiros.

 

Leitura complementar: este post lapidar do Henrique Pereira dos Santos.

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81 comentários

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De Einzturzende nebauten a 18.06.2017 às 10:44

Também eu! Uma vergonha. A maior vergonha a que assisti. Desculpe-me o DO mas Marcelo para mim tem-se revelado um palhaço demagogo com laivos de um paternalismo bafiento. Confesso que lhe dei o voto, mas não o voltarei a fazer. Imagino os familiares das vítimas perante estes comentários do PR.
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De Anónimo a 18.06.2017 às 10:50

"Ouvi as palavras do Presidente da República sobre a tragédia de Pedrógão Grande. São uma vergonha." Esta frase é que é uma vergonha neste contexto. Penso que se precipitou, ainda pode apagar e pedir desculpa.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:44

Meu caro, obriga a previdência que balanços só depois de um inquérito. Ou julga que morrem 70 pessoas e culpa-se a trovoada seca?

Que pachorra!
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De Anónimo a 18.06.2017 às 15:11

A trovoada seca? Claro que não. Nem o incêndio teve culpa. A culpa foi do Presidente da República e do comandante dos Bombeiros. Que se deviam demitir como fez Jorge Coelho no caso de Entre os Rios. Já no caso do incêndio do Funchal, Alberto João Jardim não teve qualquer responsabilidade. E ai de quem dissesse o contrário. Por isso (quase) todos se calaram.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 15:22

"A culpa foi do Presidente da República e do comandante dos Bombeiros"

Bebeu Sumol? Quem diabo culpou alguém?
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De Anónimo a 25.06.2017 às 07:45

O que é lamentável é que a vida é real, e os milagres são poucos e multidões creem que culpabilizando outros é que é bom... Sei que os familiares com estas palavras ou resultados do inquérito nunca estarão/ficarão satisfeitas, como é óbvio. Pelo livre arbítrio cada um resolveu-se no que considerou a melhor maneira de fugir do fogo, o que acontece é que muitos se enganaram, pois ninguém adivinha tal coisa. Depois, o vento era colossal, fugia-se e certamente tentava-se, mas as certezas da opção foram malogradas pela Natureza. E agora? Arranjam-se bodes expiatórios e fica tudo feliz, culpabilizando outros seres humanos que, na sua medida, fizeram o que puderam em tão difíceis circunstâncias??? Só mesmo de cérebros meio tolos, egoístas e descuidados com o que fazem sobre quem culpam... Espera-se que a vida vos ensine, numa das suas curvas bem fechadas...
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De JPT a 18.06.2017 às 15:05

Comentário tão esclarecido e oportuno que quem o fez teve vergonha de o assinar. O PR teria tido razão se tivesse dito que não era (ontem à noite) o momento de assacar responsabilidades, mas, sim, de resolver problemas. Todavia, não foi isso que ele disse, pois não? O que ele afirmou foi, de facto, uma vergonha. Uma vergonha que muito tuginha já não sente desde que em pequenito o ensinaram a dizer "partiu-se" em vez de "parti", e em que os papás e mamãs "dão tau-tau" nas paredes e nos móveis em que os seus petizes esbarram.
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De Anónimo a 18.06.2017 às 15:18

"ez teve vergonha de o assinar." Não foi por vergonha, foi por medo. Já tive muito más experiências com o pessoal do politicamente correcto. A partir daí, nome nunca mais. É uma questão de prudência.
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De rão arques a 18.06.2017 às 18:36


Se fosse antes Costa arranjava outros sócios para a desgraça e nem se lembrava de trovoadas secas.
ISTO:
As televisões anunciam em rodapé que Marcelo Rebelo de Sousa já se encontra no
local.
Não demorou muito ver o Presidente agarrar-se aos microfones
para um discurso não só despropositado mas abusivo enquanto ainda se vivia o
drama intensamente.
Uma distinção entre festas e tragédias é o mínimo que se exige
aos responsáveis da nação.
Sem uma postura que atenue a febre de se mostrarem, mais que
ajudar atrapalham quem está no terreno em nobre missão que lhes cabe..
Para exibições mórbidas já chegam os jornalistas

E MAIS ISTO (já pedi autorização para transcrever):
"As TVs estão desfocados na cobertura da
tragédia. Em vez de darem indicações e ouvirem as pessoas vitimas da tragédia,
e o que sabe a polícia e os hospitais, passam o tempo a dizer: "Está a
chegar fulado de tal"! "Está a chegar a senhora Ministra"!
"Está a chegar o primeiro-ministro"!, "Está a chegar o
Presidente!". Depois, mostra-os a dar beijinhos uns aos outros! Isto é
alguma informação útil para aquelas comunidades atingidas e em perigo e para o
país?? Agora, um tragédia como esta dimensão está transformada numa espécie de
reportagem de passarelle de estrelas políticas a dizerem generalidades??! E não
se ouve as pessoas, as comunidades, o povo!?"
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De ilda pontes a 18.06.2017 às 11:20

Ajudem ou Calem-se!!
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:46

Ó Ilda e a indignação não é permitida? Os que morreram já não carecem de ajuda
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De Anónimo a 18.06.2017 às 17:09

Qual indignação? Quanta falta de sensibilidade, meu Deus! E os que morreram carecem de tudo!, do nosso respeito, do nosso Amor, carecem de um cantinho no nosso coração! O meu pai, tem 85 anos, está muito doentinho, está atento às notícias, chamou-me e perguntou, Filha, que podemos fazer por este povo? Como podemos ajudar? Estou tão aflito!, mas o nosso Presidente já está lá! - E deixou cair uma lágrima ...
Vou deixar-lhe mais umas letras que copiei, não pedi autorização ao próprio, é um testemunho público que me alagou o coração de Esperança!, afinal temos gente, do melhor que há! Força Pedrógão!

"Rui Bebiano
7 h ·

62 VÍTIMAS
(E TENTO NA LÍNGUA, ESTUPORES!)

O número de vítimas mortais do incêndio da região de Pedrógão, Figueiró e Castanheira já vai em 62, para não falar dos feridos, incluindo bombeiros, e do grande número de desalojados que ainda está por conhecer. No meio desta desgraça colossal, é odioso o trabalho, por parte de algumas pessoas - a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados». Claro que existe muita coisa a funcionar menos bem, mas há na região bombeiros treinados e bastantes meios.

Só que um fogo desta dimensão, num terreno irregular como aquele, cheio de covas onde existem casas, não tem hipótese alguma de ser enquadrado por infalíveis mecanismos de prevenção. Já agora, para as pessoas que deveriam estar caladas ou ter tento na língua, pois não sabem do que falam: para interditar uma estrada são precisas pessoas e discernimento para o fazer, mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação.

Já me encontrei cercado pelo fogo, quando apoiei bombeiros em alguns incêndios florestais nesta região, onde nasci e vivi e que conheço muito bem, e sei que nesses momentos é quase impossível ser-se racional. Habituei-me a isso em situações de catástrofe, embora nenhuma delas com esta dimensão, ou algo que se pareça. Aliás, em alguns casos, «ser-se racional» é mesmo perceber que o mais provável é que aconteça o pior. E ser-se suficientemente forte para o enfrentar."
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De ilda pontes a 18.06.2017 às 18:00

esqueci-me de "assinar" :) estava muito emocionada ...
Sabe, Sr. Einstürzende Neubauten , com poucas letras, por vezes diz-se tudo:

Sobre ser humano
Sendo humanos, todos almejamos o mesmo. Poucos, se é que alguns, sabemos o quê.

Xilre

(eu, "iluminava" este sentimento, com uma imagem. Cinco, mais cinco dedos, entrelaçados ...)
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 18:38

Cinco, mais cinco dedos entrelaçados ...

E um terço?
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De ilda pontes a 18.06.2017 às 20:33

Se o tem, guarde-o! Pode fazer-lhe falta! E sabe do que precisa mais? O Sr. e nós todos, de SORTE! Que nunca lhe falte! É o meu mais sincero desejo, caso contrário, vai precisar muuuiito do carinho, do Amor, da bondade dos outros, dos que estiverem disponíveis, garanto-lhe que não são tantos assim ...
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De Afrodite a 18.06.2017 às 18:43


Deixo um beijo e a manifestação de uma admiração profunda a Ilda Gomes.
Obrigada pelas suas palavras.

Hoje DEIXO DE SEGUIR este Blogue.
O que aqui li indignou-me e doeu-me tanto quanto me doem as mortes deste dia fatídico.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 18:58

"O que aqui li indignou-me e doeu-me tanto quanto me doem as mortes deste dia fatídico."

Condói-se com pouco e pouco...como pode comparar?!!
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De Anónimo a 18.06.2017 às 21:02

"Hoje DEIXO DE SEGUIR este Blogue." Boa, quando não se gosta da mensagem mata-se o mensageiro.
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De ilda pontes a 19.06.2017 às 08:13

Um Abraço apertado, daqueles que se dão com muita força!
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 18:37

"a começar por certos idiotas, repórteres no terreno -, para encontrar e apontar «culpados»."

Não se preocupe com a idiotice da atribuição de culpas pela morte de quase 80 pessoas. Foi a trovoada. Negligência, na limpeza dos terrenos e na evacuação das populações, não houve, nem haverá. São os imponderáveis, o mato acumula-se, os caminhos descuidam-se e depois vem a maldita trovoada...afinal os blindados só em situações de guerra.

Em Leiria:
Regimento de Artilharia 4

Cooperar, nos termos da lei, com as forças de segurança.
Cooperar em missões de proteção civil.
Colaborar em tarefas relacionadas com a satisfação das necessidades básicas e a melhoria da qualidade de vida das populações.

Viaturas Blindadas Rodas PANDUR II 8x8 - capacidade para transportar 10 pessoas. Estacionadas em Leiria. Existem em Portugal cerca de 200 viaturas destas

Maiores são os idiotas que se satisfazem como umas rezas e com a vontade de Deus, ou da Anateresa. Exijo culpados, pois é injustificável terem morrido 80 pessoas num fogo, com os meios técnicos e operacionais que existem em Portugal.

"mas em aldeias recônditas, cercadas pelo fogo, a prioridade de quem lá mora é salvar-se, é fugir dê lá por onde der, não é cortar estradas que podem ser a sua única salvação."

As pessoas devem ser retiradas antes do fogo lá chegar. Nem que seja com recurso a blindados.

"quase impossível ser-se racional"

Um profissional é treinado para lidar com situações limite. Stresse e pânico podem ter os civis, não os profissionais treinados, daí as formações que esta gente faz ao longo do ano. Não vai para bombeiro ou para militar quem quer, mas quem pode.
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De ilda pontes a 18.06.2017 às 21:01

"Um assombro antigo
(...) o fulgor do fogo / Que nenhum ser humano pode olhar sem um assombro antigo (...)

[Jorge Luis Borges]

Assombro, horror, comoção: antigos sim, mas atuais, presentes, imediatos, como facas finas cravadas na nossa consciência coletiva."

Novamente Xilre. Cobertinho de razão.


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De rão arques a 18.06.2017 às 19:07

A mim ninguém me cala.
Presidente da Republica Bombeiro e 1º Ministro Meteorologista a exercer funções de Estado fora do lastro das respectivas competências profissionais.






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De ilda pontes a 18.06.2017 às 21:20

Que falta de respeito !
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De rão arques a 19.06.2017 às 07:37

Que falta de respeito do mais alto magistrado da nação quando descaradamente nos vem dizer que "devemos guardar as interrogações". Contem comigo para promover a sua destituição por grosseira afronta a um dever e direito de exercício de cidadania consagrado na constituição. Imperdoável!
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De ilda pontes a 19.06.2017 às 08:04

O meu coração ainda chora. Eu preciso de paz, de consolo, para conseguir aliviar de algum jeito, quem sofre, quem muito sofre! E eu não sei o que fazer ...
Por favor, DESAPAREÇA do meu ângulo de visão!
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De rão arques a 19.06.2017 às 11:25

Proponho um sorteio para qual de nós deve desaparecer. Se lhe calhar sumir-se carregue com o seu lápis da censura. Em todo o caso deixo-lhe o simples conselho de não estabelecer regras numa casa que não é sua.
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De JS a 18.06.2017 às 11:39

Há diferença de estilo entre o PR português e o PR dos EUA. Um comenta, comenta, comenta na TV, o outro tuita, tuita, tuita na Net.
Tentativas de persuasão com efeitos positivos ou negativos consoante a fé política.
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De Flor a 18.06.2017 às 11:46

Senti o mesmo. Que falta de respeito e importância para com os que morreram. Sinto me numa espécie de ditadura política positiva, como se a vida não fosse mais do que uma comédia.
Para salvar vidas pode e deve fazer se sempre mais. Mas já nem isso eles dizem.
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De Reaça a 18.06.2017 às 11:48

A nossa cultura eucaliptal criminosa e abrilista que substitui a agricultura salazarista "medieval" segundo os filósofos tugas modernos, é a principal responsável por este crime.

Digo eu super-reaccionário!

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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:47

Meu caro pior que ser engraçado é pretende-lo ser sem piada alguma.
Mas afinal o que quer dizer com esse emaranhado de ironia nauseante?
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De JSP a 18.06.2017 às 11:51

Um reles charlatão, praticante da" hipocrisia caritativa".
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De António Mendes a 18.06.2017 às 11:57

O Presidente devia ter dito: podia fazer-se muito mais mas, infelizmente, os nossos bombeiros são uns nabos (assim como toda a população em geral e, principalmente os 60% que votaram numa anedota como eu em vez de votarem no Senhor Rui Rocha que nunca diria estes disparates).
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:52

Tóni, perante uma tragédia deste calibre não seria sensato esperar por um inquérito? O PR deveria mostrar solidariedade com os familiares mas manter bico calado quanto às causas do morticínio. Não falo das causas do incêndio, pois pelo que se ouve foi uma trovoada seca. Bem gostaria eu de saber como se pode já aventar uma causa, quando ainda não houve tempo para uma investigação dos bombeiros/PJ do local....
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De V. a 18.06.2017 às 12:04

Miserável. O próprio secretário de estado a que Marcelo se abraçava ontem tão consternado está na televisão a dizer que "são fenómenos", "não venham cá dizer que são os bombeiros ou isto ou aquilo". Com esta atitude (o tipo será socialista?) percebemos logo o que temos pela frente.

Quem mora nestes sítios observa todos os anos que a forma como estão a combater os fogos na montanha é ineficaz — quer nas regras de povoamento florestal e prevenção sazonal, quer na própria "metodologia" de atacar o fogo (que é deixar arder entre pontos de ataque em vez fazerem contra-fogos) e deixam fogos pequenos atingir dimensões incontroláveis. Vejam a história da progressão do incêndio em Segade (Miranda do Corvo) há 2 anos e vão perceber. Há falta de meios e sobretudo há falta de inteligência. Podem usar o jargão da polícia em toda a sua maravilhosa extensão lexical e contar "meios aéreos" aéreos à vontade (um substantivo de grupo não é um substantivo singular, seus estúpidos) mas as desgraças vão continuar a acontecer porque quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais.
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De José M. Santos a 18.06.2017 às 12:25

" quem manda não sabe o que está a fazer e não têm espírito de investigação para solucionar problemas adequadamente: são só políticos sazonais."
Há algo de estranho neste país (na Inglaterra é pior): quem manda não sabe o que está a fazer e os que sabem o que fazer abraçam sempre a profissão de comentadores. Por que é que estes, que sabem e têm espírito de investigação, não tomam o comando das operações (aqui ou na Inglaterra, o mal é universal) em vez de comentarem?
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De V. a 18.06.2017 às 12:40

Eu sempre achei que era um bocado inglês. Mas dos ingleses brancos.
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De V. a 18.06.2017 às 14:02

2 problemas diferentes:

1. Falta de cultura institucional e instituições "amadoras": A onda de calor estava prevista há uma semana, as condições atmosféricas prefiguravam uma situação potencialmente explosiva. Avisos e monitorização? Reforço de vigilância? Meios de prevenção no terreno (não é nos armazéns, é no terreno) ANTES dos fogos começarem? Pre-antecipação das emergências?

2. Falta de talento na administração do território: 1. povoamento urbano de má-qualidade (e mau gosto); barracas, barracões de alfaias e de animais sem regras mínimas de segurança ou salvaguarda de meios de socorro; povoamento selvagem da floresta com plantação de árvores de marco a marco sem espaço de guarda nem espécies para barreira; mau gosto e rebaldaria nas próprias instituições (J. de freguesia e CMs) que não impõe modelos físicos de habitações (como fazem em Inglaterra, por sinal) e povoamento do espaço urbano e agrícola. É tudo feito à balda, tipo acampamento de saltimbancos mas com cimento que é para durar. Enquanto não meterem isto no fundo dos vossos cornos não vamos a lado nenhum. Já estou irritado. Só legislam para a merda das taxas e dos impostos, não para termos um país bonito, com bom-gosto e bem organizado. Legislam para a corporação, para se safarem, para o vosso próprio ordenado — sem realmente terem talento para os cargos que ocupam e que, ocupando-os, impedem outros melhores de lá chegar porque quem os ocupa são sempre os mesmos, das mesmas famílias, com a mesma cultura. Uma cultura de merda. Quem vive nestes sítios, como eu vivo, sabe bem o abandono a que estas regiões estão votadas ou como estão na mãe de meia dúzia de tipos que berram mais alto — e que os programinhas das associações municipais para gerir fundos de desenvolvimento foram um logro e foram aproveitados por doutores (de Coimbra e não só) para as mesmas coisas de sempre. Tomara que fosse só vox populi e treinadores de bancada. Mas não é. As pessoas queixam-se e com razão. Outras (as que fazem os barracões) queixam-se sem razão. Queixam-se mas tem culpa, porque são desleixadas e a natureza não é: são forças físicas, com causa e efeito, e nunca falham.
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De Anónimo a 18.06.2017 às 15:16

"Uma cultura de merda." Pois, na Inglaterra é que é bom.
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De V. a 18.06.2017 às 18:24

Estou a falar de cultura paisagística e arquitectónica. Se os ingleses não são um bom exemplo nesse campo, então não sei quem poderá ser. Alguns minhotos também, mas são muito poucos (e devem estar todos concentradinhos em Vila Nova de Cerveira, empurrados pelo Pugresso para uma curva do rio)
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 15:11

Ó Zé, mas quem diabo o obriga a ler e a responder aos comentários.

E no "Há algo de estranho neste país (na Inglaterra é pior): quem manda não sabe o que está a fazer e os que sabem o que fazer abraçam sempre a profissão de comentadores." Por que é que estes, que sabem e têm espírito de investigação, não tomam o comando das operações (aqui ou na Inglaterra, o mal é universal) em vez de comentarem?

Permita-me, mas não é o supracitado, uma opinião? A sua? Abdique-se então de o fazer. Não se torne também um comentador rasca.


Há pouco ouvi um boneco da RTP especialista em politica nacional, internacional e fogos....que cabeça, um Da Vinci do comentário
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De Anónimo a 18.06.2017 às 12:27

o tipo será socialista? Claro que é. Se fosse do seu partido caro V., só diria coisas acertadas.
Ana
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De V. a 18.06.2017 às 12:39

Pois é. Pensávamos que era alguém que percebia daquilo: afinal é só mais um bull dog.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 14:55

V, pela Maia, juro-lhe, que dia sim, dia não, são largados foguetes às santinhas e aos santinhos....miseráveis ignorantes...miserável poveco borracho...até queimadas tenho visto sem ninguém por perto...
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De V. a 18.06.2017 às 18:31

Há muito descuido, tenho a certeza. Basta ir a fogos.pt para ver que o número de ocorrências é perfeitamente surreal — mesmo quando não está assim tanto calor. Normalmente os tipos das festas chamam os bombeiros na altura da morteirada, acho que de outro modo é proibido lançar "fodetes" p'ró ar.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 18:55

Isto dos fogos é como os acidentes de viação. Nunca é o excesso de velocidade ou o não cumprimento da distância de segurança do carro da frente. É do piso! Ou do traçado.
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De Einstürzende Neubauten a 18.06.2017 às 15:04

V:
País da merda

https://www.youtube.com/watch?v=2GgBEwPlXfY

Todos os anos a mesma vergonha, filhos da p....

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De Mal por mal a 18.06.2017 às 12:54

Bibó Rui Rocha,caraças! Tal como o Marcelo, nem ensaia ao espelho, antes de abrir a boca!

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