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Já não há paciência

por Pedro Correia, em 15.05.14

 

Para a palava maldição e para esta tendência tão portuguesa de justificar desaires próprios com a suposta intervenção de forças ocultas. Basta percorrer os olhos pelas capas dos jornais de hoje e lá salta o famigerado lugar-comum que nada explica e dá uma imagem muito pálida do nosso talento jornalístico:

«Maldição» (Record)

«Derrota na maldição dos penáltis» (Correio da Manhã)

«Beto foi maldição que chegue» (O Jogo)

«A maldição de Beto Guttman» (Jornal de Notícias)

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38 comentários

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De rmg a 15.05.2014 às 12:04


Caro Pedro Correia

É típico do nosso lado "fadista" de ver a vida culpar sempre os outros do que corre mal e achar que o que corre bem não só é merecido como é de indiscutível mérito próprio.

E então quando os outros são forças ocultas , como diz , é o ideal .
Assim não estamos a acusar ninguém em concreto , o que nos pode trazer incómodos - o nacional-porreirismo em todo o seu esplendor .
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 12:39

É isso, meu caro. Continuamos a viver no reino das vitórias morais.
"Fomos melhores mas perdemos."
"Nem sempre ganha o melhor."
"O velho austro-húngaro lançou-nos aquela praga."
"A sorte não quer nada connosco."
O problema é que não sucede só no futebol. Sucede-nos com quase tudo.
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De rmg a 15.05.2014 às 14:47


Meu caro

O "quase" na última frase é bem capaz de ser bondade sua .

Aqui vai uma história do quotidiano .
Ainda há dias uma senhora se queixava na tabacaria lá do bairro que não lhe saía nada no Euromilhões e a funcionária lá ía dizendo que um dia havia de ter sorte.
Responde a senhora que por acaso da 1ª vez que tinha jogado , há muitos anos , lhe tinha saído um prémio e até tinha comprado um carro novo , mas depois disso nunca mais ...
Comentei algo do tipo "então não sei do que se queixa" e ía levando uma chapada (bem merecida !) para não me armar em engraçadinho ...

As coisas correm-nos bem e até merecemos a sorte que tivemos e não há que reconhecê-lo .
A inversa não só não é verdade como nem a mera hipótese se deve pôr .


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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:17

Essa história é tão ilustrativa de um certo jeito de ser português, meu caro...
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De Romão a 15.05.2014 às 12:28

O judeu Bella Gutmann ainda vai ser canonizado!
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 12:36

Não há Bela sem senão (desculpe, mas não resisti ao trocadilho).
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De l.rodrigues a 15.05.2014 às 12:45

Não resisitir ao trocadilho foi o que fizeram os seus colegas que censura...
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 12:56

A questão não é o trocadilho. A questão é a tendência tão portuguesa para explicar os desaires em função de 'maldições', de superstições, do sobrenatural. Nunca em função de causas próprias, terrenas, decifráveis.
Andamos há semanas a ler textos e a ouvir teses sobre a suposta 'maldição de Bela Gutman', que nunca existiu.
É uma espécie de sebastianismo às avessas.
Não confunda manchetes de imprensa com a caixa de comentários de um blogue. A imprensa nunca deve descurar a missão pedagógica em vez de alimentar superstições.
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De l.rodrigues a 15.05.2014 às 14:08

Aquilo não é jornalismo, é entretenimento. Se os jornais desportivos fizessem jornalismo, relatar factos e/ou investigá-los, já tinham acabado.

Por outro lado "Beto Gutman" "Maldição dos Penalties", "Beto foi maldição que chegue", dificilmente se podem entender como tentativas de explicar seja o que for com o sobrenatural.
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:10

Mas não há "maldição" alguma. Nunca houve. A "maldição" é uma patranha que nunca existiu.
E contamina muito para além da imprensa desportiva:
http://www.publico.pt/desporto/noticia/aquele-maldito-guiao-de-bela-guttmann-1635999#/0

O Benfica não perde por efeitos exteriores. Perde por culpa própria. Isto é que é muito português: passamos o tempo a inventar pretextos para aliviar as nossas responsabilidades nas mais diversas matérias. Uma espécie de sebastianismo, embora de sinal inverso.
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 15.05.2014 às 13:22

O Benfica não perdeu por causa de nenhuma maldição, por causa do árbitro, nem por causa do Beto que "saíu da linha". O Benfica perdeu por culpa própria, porque não foi capaz de marcar nenhum golo nas várias e excelentes oportunidades de que dispôs para isso. O resto são desculpas de mau pagador. E para a próxima, sejam por favor mais humildes, porque os triunfalismos precoces normalmente dão mau resultado: depois das duas Taças dos Campeões que ganharam no principio dos 60s, disputaram nove finais e perderam-nas todas.
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:13

Os benfiquistas voltaram a antecipar festejos antes de haver fosse o que fosse para festejar.
Viu-se no Marquês de Pombal, nas entrevistas de rua e nas horas infindáveis de "directos" televisivos sobre coisa nenhuma.
Como diz, Alexandre, o Benfica perde por culpa própria. Nunca perdeu uma final europeia com uma equipa tão fraca, que rasgava autênticas avenidas naqueles corredores laterais. Nem esse brinde foi aproveitado.
É sempre mais fácil culpar o Bela Guttmann...
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De Liberato a 15.05.2014 às 13:53

E há também o "Deus queira que seja para a próxima".
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:13

Complemento directo do anterior.
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De Fã do Benfica a 15.05.2014 às 15:01

Concordo, e as pessoas nem sequer sabem o que ele disse.

O que é curioso é que as pessoas nem sequer se percebem que Guttman ganhou pelo Benfica, na 1ª passagem, de uma forma estrondosa. A maldição não passa de um auto-elogio daquele grande treinador - "aquilo que eu alcancei foi único no futebol português".

A frase também se estendia ao futebol português, não apenas ao Benfica e apenas se referia à Taça dos Campeões. Já o Porto conseguiu dois títulos de campeão europeu, ainda que não consecutivos, portanto a frase deixou de fazer sentido.

Por mais erros de arbitragem, ontem Jesus provou ser um anti-Guttman: a olhar com demasiada expectativa para o jogo (o oposto do que costuma fazer), muitas vezes encostado à linha das bancadas e de mãos atrás nas costas. Falta-lhe algo para vencer neste tipo de jogos, psicologicamente mais complicados do que uma final da taça da Liga (diga-se que na semana passada o Benfica até fez um jogo medíocre, limitando-se a aproveitar as falhas adversárias).

Também errou na escolha de Cardozo para marcar penalties - não é jogador para aquilo, está mais do que provado.

Isto de ser um grande treinador não se refere apenas a chegar às finais - é preciso ganhá-las, e Guttmann faz um auto-elogio porque conhecia bem o futebol português e sabia bem que tal feito seria muito difícil de repetir por um outro treinador "qualquer".

Vão-lhe dando razão...
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 16:18

Subscrevo a sua tese, no essencial. E destaco esta frase: «Isto de ser um grande treinador não se refere apenas a chegar às finais - é preciso ganhá-las.»
Toca no ponto certo.
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De Eduardo Louro a 15.05.2014 às 15:03

Não há maldição que supere a maldição de acreditarmos na maldição. Mas aquele maldito árbitro deu uma grande ajuda à maldição do Platini... Ou terá sido do amaldiçoado Beto?
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 15:59

Nem só os árbitros portugueses são incompetentes, ao contrário do que muitos pensam por cá, Eduardo. Mas o Beto não accionou maldição alguma: limitou-se a jogar com a competência que lhe era exigida pelo clube e pela massa adepta. Foi o melhor jogador em campo. E merece os parabéns por isso.
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De Eduardo Louro a 15.05.2014 às 16:45

Eu também não falei de qualquer maldição Beto, Pedro. Falei do, agora por nós, benfiquistas, amaldiçoado Beto. Claro que, ao declará-lo amaldiçoado, não pretendo lançar sobre ele qualquer maldição. Até que nem sei como é que isso se faz... O que não me impede de não ter gostado nada que aqueles árbitros todos ali reunidos, sem mais nada à volta para os incomodar, tenham sido cúmplices da batota dele para defender os penaltis... Nem de não gostar de heróis batoteiros!
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:01

A verdade é que se o Cardozo não tivesse batido aquele penálti como quem está a tomar chá em Setais a conversa poderia ter sido outra.
Mas que raio de ideia teve o treinador em destacá-lo para essa missão quando é público e notório que o paraguaio já não "está" no SLB há largos meses?
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De Alexandre Carvalho da Silveira a 15.05.2014 às 17:01

Se nos pusermos aqui a falar do árbitro, temos de falar do lance em que o Luisão derrubou o Bacca na área do Benfica ainda na 1ª parte. É preciso ver os eventuais erros do árbitro para os dois lados. E com a pontaria que os jogadores do Benfica ontem mostraram para os penáltis, se calhar o árbitro até podia marcar cinco ou seis, que o Beto defendia-os todos.
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:02

Não podemos pôr-nos a falar dos árbitros porque isso é passatempo de "calimeros".
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De Maldições a 15.05.2014 às 15:14

A maldição era a da Bela Napoli.

Está tudo aqui explicado:

http://www.youtube.com/watch?v=8cfA8EGIz34
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De da Maia a 15.05.2014 às 18:18

Má dicção associou-se sim, mas foi a Jesus.
Todo o ano gozam com o mal-dito.
O maldizer sobre o mal dizer, é maldição sobre a má dicção.
Bem fica esta mal dicção?

Se não a estragarem mais, a língua portuguesa explica os assuntos.
Por exemplo, o Beto até podia estar em Sevilha, mas era no Bétis!
Mas esta gente anda a dormir?

Depois, no fim, o Benfica falhou dois penaltis, porque pensava que ainda podia marcar os não assinalados durante o jogo. Ora, assim não vale!
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:04

É de elementar justiça dar os parabéns à equipa vencedora. Onde jogaram três portugueses (o Carriço correu 16km ao longo dos 120 e tal minutos).
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De da Maia a 16.05.2014 às 13:12

A questão no confronto de penaltis, é que não há propriamente jogo de equipa, é um confronto individual.
Ali tivemos Beto, português a jogar por clube espanhol, contra Rodrigo, espanhol a jogar por clube português.
Apesar de ser benfiquista, não me desagrada o sucesso de um conterrâneo.
Espero que Paulo Bento tenha visto o jogo.
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 13:48

Cumprimento-o pelo 'fair play'. Ou desportivismo, como prefiro dizer em homenagem à nossa língua portuguesa.
É uma virtude cada vez mais rara. Ao ponto de chegar a ser considerada um defeito.
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De Romão a 15.05.2014 às 15:16

Ups ! O Srº Pedro Correia está enganado. Não pretendi justificar a derrota dos lampiões com "maldição" alguma. Apenas deviam canonizar o Gutmann já que a profecia se mantém. Só isso.
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De Pedro Correia a 15.05.2014 às 15:57

Não me refiro a si mas às manchetes dos jornais, meu caro. Não há trocadilho que valha a tanta "maldição" à solta.
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De Mário Pereira a 15.05.2014 às 16:30

Mas há alguma racionalidade no futebol?
Sobretudo, neste futebol/indústria/espectáculo em que as equipas portuguesas (e as outras) estão cheias de jogadores estrangeiros pagos a peso de ouro, que nem a língua portuguesa se dão ao trabalho de aprender?
De maneira que o "jornalismo" desportivo não só segue como promove essa irracionalidade...
Muito haveria, aliás, a dizer acerca do "jornalismo" desportivo, que se está pura e simplesmente nas tintas para investigar, denunciar e debater os verdadeiros problemas do futebol (excesso de jogadores estrangeiros, ganhos excessivos de alguns jogadores, agentes e dirigentes desportivos, a par com a falência dos clubes, corrupção...), preocupando-se apenas em exacerbar o fanatismo dos adeptos e em agradar à maioria para melhor vender o produto...
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De Pedro Correia a 16.05.2014 às 01:05

'A Bola' é o ópio do povo.
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De Piorquemao a 16.05.2014 às 20:40

Na Inprensa,... imagine-se,... Espanhola,...

http://youtu.be/RXSkLyHxc94

É a diferença entre quem quer viver na verdade e quem está habituado e foi formado a viver da mentira e da corrupção. Os media tugas, os chamados jornalistas desportivos, seja lá isso, o que for, elevam a herói um batoteiro mal formado que os Espanhóis se encarregaram de desmascarar, assim como o corrupto alemão do apito e as suas porcas acções, foi um absoluto roubo, um crime lesa desporto, como os que têm lugar por cá às mãos do corrupto do porto, talvez por isso os esferográficas desportivos tugas, nada tenham achado de anormal,...Agora parvos,...
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De Pedro Correia a 17.05.2014 às 12:48

Você deve estar a gozar. Então aponta o jornalismo desportivo espanhol - que é talvez o mais sectário e faccioso do planeta - como exemplo de "isenção" na análise desta final que o Benfica perdeu??? Como se de Badajoz para cá não tivéssemos olhos na cara e não soubéssemos ver e "ler" um jogo sem o auxílio de 'nuestros hermanos'...
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De Piorquemao a 17.05.2014 às 15:04

Julgo que as imagens, se as viu, falam por si, mais factual seria difícil, terá ainda razão no que afirma sobre o jornalismo espanhol, agora, neste em particular que aponto a razão por muito que não se queira, subsiste. De resto um pouco por todo o lado, menos por aqui, o jornalismo indignou-se, o francês, o italiano etc ,... deixo-lhe outro exemplo, apenas uma frase introductória , e o link , se a curiosidade o mover,...

Is there any excuse for this ? That the Europa League cup -- one of soccer's major trophies -- has just been won by Sevilla thanks to absolutely blatant cheating by its goalkeeper ?"
Paul Gardner
http :/ www.socceramerica.com article ...win-europ.html

O problema é que em muitos sectores deste nosso triste país onde se incluí em larga escala a "classe" dos esferográficas desportivas, a batota, nas suas variadas formas mais ou menos criminosas, já não é um meio de vida,... tornou-se a própria vida,...
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De Pedro Correia a 18.05.2014 às 00:32

Deduzo portanto que dará razão ao Sporting nas críticas feitas durante a época às arbitragens incompetentes que adulteraram resultados durante a época que agora termina. Nomeadamente a arbitragem do Benfica-Sporting, que pôs o meu clube fora da Taça de Portugal. Num flagrante atentado à verdade desportiva.
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De Piorquemao a 19.05.2014 às 18:32

Deduz bem, em parte, sabe que nunca ouvi do seu presidente que no empate com o Benfica e noutras cinco vitórias, houve seis golos em lances de fora de jogo sem qualquer dúvida, todos a beneficiar os seus. Todavia, o mal do Sporting, direcções e muitos adeptos é andarem durante os trinta anos da vigência da maior organização mafiosa, alguma vez existente neste país, vulgo futebol corrupto do porto, virados na direcção errada, seja, quem manda nisto tudo, quem tem esbirros em todos os lugares chave, quem "governa" pela gula ou pelo terror imposto, não é o vizinho, são aqueles em quem os verdinhos, se apoiaram para amizade, enquanto os mesmos quase vos levaram ao desaparecimento. O problema não está em Lisboa e parece-me que pela primeira vez há um presidente verde que abriu os olhos, muito embora e sempre incompreensivelmente, vá ainda disparando uns tiros aos vizinhos. Nunca me esquecerei do vosso presidente, Bettencourt que ficou de mão a abanar ao tentar cumprimentar il georgio di bufa, ouviu, como todo o país ouviu, os nomes que lhe chamou nas escutas e pasme-se, logo na primeira oportunidade, no primeiro jogo no ladrão, sentou-se ao lado. Só é possível dividir para reinar, se Lisboa deixar, infelizmente o Sporting já vai com trinta anos na demora em perceber,...
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De Pedro Correia a 19.05.2014 às 23:52

Isso são histórias antigas. Agora, como bem sabe, o Sporting até está de relações cortadas com esse clube.

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