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Isto está a animar

por Sérgio de Almeida Correia, em 22.02.17

Divida_Publica_bruta_em_percentagem_do_PIB_entre_1

 

Pois é, contra factos não há argumentos, diz ele. 

Então e a dívida, que Passos Coelho, Gaspar e Maria Luís Albuquerque andaram durante quatro longos anos a fazer que encolhiam, e que António Costa está aflito para conseguir controlar, isso não interessa?

Já nem falo dos 10 mil milhões que entre 2011 e 2014, a Autoridade Tributária, na altura sujeita aos olhinhos da coligação PSD/CDS-PP, deixou sair de Portugal para paraísos fiscais, porque lá virá o tempo em que também mais essa roupa se lavará. Temo é que haja nódoas e odores que já não saiam e que também não possam ser imputadas aos antecessores.

O melhor mesmo, enquanto não sair o segundo volume da nova edição da sebenta do Prof. Cavaco, é aguardar pelas explicações do Prof. Bambo, personalidade de reconhecido mérito junto dos meios judiciais. Ele deverá ser, neste momento, o único capaz de se pronunciar sobre o que está a acontecer, e sobre o que mais irá acontecer aos portugueses, sem correr o risco de lhe serem chamados nomes feios. Por exemplo, como "burlão". 

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41 comentários

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De Jorg a 22.02.2017 às 09:32


Citação do Blog "Gremlin Literário":
"Anda chateado porque não lhe largam a perna por causa de umas falcatruas que foi apanhado a fazer e umas mentiras que foi apanhado a contar para tentar sair por cima das falcatruas? Não consegue decretar o fim da escandaleira, nem com a ajuda prestável do presidente? Tem receio que, mais dia, menos dia, e depois de já ter havido saídas, acabe mesmo por lhe calhar a vez de ir para o olho da rua?

As suas preocupações acabaram!

Está na hora pôr a render o facto de estar no governo e ter a informação na mão para fazer política partidária, vasculhar os arquivos do ministério à procura de umas falhas estatísticas, chamar os jornalistas do Público, os jornalistas do Público são uns fofos para estas coisas, e encenar uma gigantesca operação de fuga aos impostos de dimensão bíblica orquestrada e tolerada pelo governo anterior.

Chama-se pós-verdade, e é muito boa para deviar as atenções da escandaleira, até porque há muita e boa gente que vai ser tentada a acreditar sem tentar ou ter a capacidade de perceber se os factos sustentam mesmo as conclusões que lhes sugerem que retirem deles. E é o modus operandi dos vigaristas que nos governam, e uma benção quando estão aflitos."
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De Jorg a 22.02.2017 às 09:35

Do Blog "Destreza das Dúvidas", Rita Carreira:

"Se o défice de Mário Centeno fosse a vassoura da casa dele, poderíamos imaginar uma situação em que se ia visitar Mário Centeno a casa e estava tudo sujo.
Ao ver-nos torcer o nariz, Mário Centeno oferecer-nos-ia a prova de que estava tudo bem: a vassoura que tinha comprado há um ano, que raramente usava. A vassoura estava como nova, ou seja, funcionaria perto do limite máximo de eficiência.
A casa estava suja, mas a vassoura bem conservada era prova mais do que suficiente de que havia grande potencial para a casa estar limpa.

Assim é a economia de Centeno: no papel conseguiu "controlar" o défice; mas reduziu a taxa de crescimento do PIB de 1,6% para 1,4%. Diz o Eco que a dívida pública em 2016 estima-se em 130,5% do PIB, um máximo histórico se acabar por ser confirmado, e acima dos 129% de 2015.

Não se preocupem: a vassoura tem potencial; a competência de Mário Centeno para a usar é que não. Deve-lhe faltar uma vassourada... "
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De AntónioF a 22.02.2017 às 09:37

Caro Sérgio,
permita-me que lhe dê os parabéns pelos seus textos, revejo-me em muito do escreve.

Cumprimentos.
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De Sérgio de Almeida Correia a 22.02.2017 às 10:34

Caro António F.,

Haja alguém. Com a "pancada" que levo de cada vez que aqui apareço, incluindo de quem nem sequer se dá ao trabalho de contrariar os argumentos que invoco em minha defesa, é bom saber que ainda há alguém a ler-me sem me chamar nomes.

Retribuo os cumprimentos.
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De Einstürzende Neubauten a 22.02.2017 às 11:27

Sérgio, nãos se preocupe. Quanto mais eles são, mais nos convencemos que a verdade está do nosso lado. A inteligência, como todas as qualidades naturais, está assimetricamente distribuída (curva em forma de sino, aquelas coisas).
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De V. a 22.02.2017 às 14:08

Obrigado pelo elogio, mas já nem me dou ao trabalho de lhe demonstrar as falácias intelectuais com que nos costuma brindar. Agora é: o PSD não reduziu a dívida porque no fundo são uns bandidos. Como toda a gente sabe, num país completamente enfarilhado pela função pública, só não tentaram reduzir o tamanho do Estado e a despesa pública com o Estado Social porque são uns malvados. Parece a Clara Ferreira Alves. Se for um Ministro das Finanças do PSD é um labrego que sabe fazer contas e a natureza dos labregos é fazer cambalachos quando chegam à política; se for um Ministro das Finanças do PS (com cara de menino de quem arranjou uma cunha para entrar no Conservatório) é apenas um tipo que vem das "contas" e não tem experiência política, coitadinho.
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De Einstürzende Neubauten a 22.02.2017 às 18:10

Parece que quem não percebe de contas é o Núncio, não o do vaticano, o nosso, digo.

Qualquer pessoa que ainda precise de provas de que a austeridade não está a solucionar a crise da dívida na Zona Euro deve visitar Portugal. É assim que começa a análise de Megan Greene, colunista da Bloomberg e economista chefe da Maverick Intelligence.

http://www.jornaldenegocios.pt/economia/ajuda-externa/detalhe/nao_sao_os_sapatos_elegantes_e_a_austeridade_que_vao_salvar_Portugal

08 de março de 2013
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De sampy a 23.02.2017 às 14:01

Como é evidente, é o endividamento que solucionará a crise da dívida.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 19:16

Sim. Pede-se e paga-se o que se pede num ciclo interminável

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De Einstürzende Neubauten a 22.02.2017 às 10:02

Muitos milhares de milhões de euros têm sido desembolsados antecipadamente, sendo que o mais recente foi feito na última semana: 1.700 milhões de euros que permitem ao país liquidar mais de metade do empréstimo total.

http://www.msn.com/pt-pt/financas/negocios/por-que-andamos-a-pagar-tanto-ao-fmi/ar-AAna6ai?li=AA56Yp&ocid=spartandhp

Ganda Centeno!! Bendita Gerigonça, que me tornaram crente
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De Anónimo a 22.02.2017 às 11:03

Tem ideia do trabalho que foi feito, desde o fim do programa de "ajustamento" (eufemismo para "gestão dos calotes da Bancarrota Xuxó-Socretina..".) no reembolso ao FMI?
2015 - reembolsos de 13 mil milhões
2016 (programados) 10 mil milhões
Jan. 2016 (revisão ), redução para 3.3. milhões
Geringonça, Maio 2016 (revisão),
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De Jorg a 22.02.2017 às 13:25

[]
- Geringonça, Março 2016 (revisão, 1o. Orçamento), 4,6 mil milhões (previsão)
- Geringonça, Maio 2016 (nova revisão) +6.6 mil milhões (previsão)
(2 mil milhões já teriam sido pagos em Feb 2016, no quadro do
plano do governo anterior aos geringonços)
- Geringonça, Outubro de 2016 - (nova previsão) nada de novos pagamentos até ao final do ano; para 2017, prevê-se reembolso de 1.5 mil milhões
- Geringonça, Novembro de 2016 - Felix, o primo do "Special One", anuncia ufano que se amortizam (antecipadamente?!) 2 mil milhões - total de 2016 perfaz então 4 mil milhões.
- o xuxa Costa anuncia, como "supresa" para a Oposição, que vai "antecipar" (sic!) reembolsos ao FMI de 1.7 mil milhões [em Outubro tinham anunciado 1.5 para 2017...]

Contas feitas, desde a aceitação do pedido feito por Maria Luís Albuquerque para amortizações antecipadas, o governo PSD/CDS amortizou 8,4 mil milhões (2015)+ 2 mil milhões (2016)= 10,6 mil milhões. Os geringonços, com os ziguezagues acima mencionados, adicionaram 2 mil milhões (2016) e 1.7 mil milhões (2017) o que perfaz 14.1 mil milhões...De facto, mais de metade do empréstimo total - esquecem-se, claro, logo mentindo por omissão, de dizer que tal esforço substancial foi feito antes do assalto aos tachos da xuxalada geringonça.

Assim se percepciona, eventualmento com erros mutualzados, uma diferença neste "Tempo Novo" - estamos na era essencialmente de "spin" - transformam pagamentos que orçamentaram e desorçamentaram em "eventos" de bazófia fruto de genialidades paridas nas cabecinhas da trupe fandanga dos xuxas...

Boa Noite e Boa Sorte
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De Einstürzende Neubauten a 22.02.2017 às 18:16

Sei que os fascistas andaram a roubar dinheiro aos portugueses que trabalham, para pagar o desaforo de meia dúzia. E que os xuxas diminuíram os impostos do trabalho.

É que indo diretamente aos salários não há hipóteses para se poupar, ao passo que subir os combustíveis, doces, etc, as pessoas podem fazer escolhas - em vez de andarem a 140km/h , andam a 90. Em vez de beber sumo, bebam água. Percebe a diferença? Aumentar impostos indiretos, em vez de diretos, as pessoas tem mais liberdade de fazerem escolhas


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De sampy a 23.02.2017 às 14:04

E como é evidente, é assim que se estimula o consumo, como o governo deseja.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:50

Sem consumo como obtém crescimento?
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De José a 23.02.2017 às 18:33

Menos, Sr.Einst ... .
Eu, na minha pacata vivência, julgava que o termo fascista estava em desuso tendo em conta que de quando em vez vamos às urnas e num passado recente elegemos democraticamente uma AR. Também vamos comentando livremente aqui e ali as novas do "burgo" sem que ninguém nos vá prender lá a casa na calada da noite ... Assim, e enquanto não surgir nenhuma ditadura, usemos termos menos agressivos e de muito má memória.
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De Einstürzende Neubauten a 24.02.2017 às 09:24

Comissário europeu diz que há "notícias encorajadoras" em Portugal
Valdis Dombrovskis afirma que o país ainda enfrenta "desafios económicos e sociais".

http://www.cmjornal.pt/economia/detalhe/comissario-europeu-diz-que-ha-noticias-encorajadorasem-portugal?ref=economia_outras
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De Fernando S a 22.02.2017 às 12:12

Não percebo porque lançam os foguetes !!...
Por causa da "geringonça" o pais já perdeu pelo menos 2 anos : o ritmo de crescimento da economia, do investimento, do emprego, etc baixou em vez de aumentar, o estado das finanças públicas piorou (divida, taxas de juro, déficit excessivo, etc), as necessárias reformas estruturais de modernização do Estado e da economia foram revertidas ou adiadas,...
Mesmo os resultados menos negativos (déficit orçamental, desemprego, exportações) dependem mais do que foi feito anteriormente pelo governo anterior (consolidação das contas públicas, reformas estruturais com destaque para a flexibilização do mercado de trabalho, etc) e de factores externos favoráveis (politica monetária do BCE, preço do petróleo baixo, crescimento das economias dos parceiros económicos, aumento do turismo na Europa do Sul em resultado da insegurança ligada ao terrorismo, etc) do que da acção do governo actual.
Podemos mesmo dizer que estes resultados aconteceram apesar dos erros de politica e da inacção reformista do governo actual.
O pais está hoje pior do que estava em 2015 e muito pior do que poderia estar se não tivesse tido a "geringonça" : os portugueses vão pagar por isso mais cedo ou mais tarde !!
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De jo a 22.02.2017 às 21:07

O azar que os governos PSD CDS têm!

Durante o governo deles não conseguem cumprir um único dos objetivos que se propuseram por causa dos governos anteriores e, após saírem do governo, deixam tudo tão bem que os governos seguintes fazem um brilharete.

Uma injustiça! São os únicos governos que se seguem a outros governos e são seguidos por governos.
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De Fernando S a 23.02.2017 às 10:53

O governo PSD-CDS de Passos Coelho conseguiu cumprir o objectivo principal a que se propôs : tirar o pais da emergência financeira ("resgate") e da recessão herdadas dos governo PS de José Sócrates (com António Costa como n°2).

E se não tivesse sido substituido pela "geringonça" (ou seja, o mesmo PS da bancarrota agora aliado à extrema-esquerda) teria continuado a melhorar a situação, com contas públicas mais consolidadas (o déficit orçamental sem Banif teria certamente ficado abaixo dos 3% em 2015 e seria em 2016 certamente ainda mais baixo ; a divida pública, que tinha começado a descer em % do Pib, estaria hoje certamente abaixo dos 130% ; o pais teria saido do "lixo" e as taxas de juro estariam hoje muito mais baixas ; etc, etc) e com um crescimento da economia muito mais forte, provávelmente ao nivel dos paises que, como a Irlanda, sofreram processos de ajustamento semelhantes e que não foram interrompidos e revertidos abruptamente (a taxa de crescimento da economia no primeiro semestre de 2015, isto é, antes dos receios de um impasse e de uma mudança de politica em resultado das eleições legislativas, já tinha atingido os 2% anualizados e tudo apontava para que continuasse a aumentar ainda mais nos anos seguintes).

Com o governo da "geringonça", e apesar deste ter herdado contas públicas mais consolidadas e uma economia ajustada e em franca recuperação, esta dinâmica já foi perdida (mesmo as evoluções mais positivas como o emprego e as exportações perderam ritmo e poderiam ser hoje ainda mais favoráveis se o governo actual não tivesse parado completamente e mesmo revertido as reformas estruturais), o pais voltou a estar na primeira linha dos paises problemáticos e em risco de falência (pior só mesmo a Grécia).

Ou seja, o nosso pais (ou melhor, uma parte dos portugueses suficientemente inconsciente ou interessada para permitir a actual maioria de governo) não aprendeu ainda a lição da bancarrota e voltou a pôr o pau nas mãos do bandido !!
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De am a 22.02.2017 às 12:44

O (s) milagres de Fátima são uma ninharia comparados com o milagre das rosas geringonças...

Por este andar, imaginem o que será Portugal daqui a 4 anos!

Volta-se o "bico ao prego", será a Alemanha a vir pedir carcalhol ao Centeno.

Bendito sejas!



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De Vento a 22.02.2017 às 12:50

O meu caro Sérgio vai levar muita pancada, e merece. Pois quem escreve sobre a verdade tem de ter costas largas para levar com a malha.
Eu também levei algumas por aqui ao preconizar o modelo económico que veio a acontecer, o actual. Felizmente.
Também afirmei que a solução implementada em Portugal entraria para a história europeia. Está acontecer, não só pela voz dos que se ouvem como também por parte daqueles que se calam: Merkel e Schauble entre outros.
Continuo a afirmar que em matéria de défice seria preferível um défice superior com investimento público. Eu disse investimento e não gasto público. Mas como os dinheiros vindos de Bruxelas para os investimentos autárquicos estão correndo talvez se equilibre a situação lá para 2019. Sempre de olho no crescimento pela via interna. Este faz muita falta.

Deixe-me repetir o que afirmei várias vezes: o BREXIT nunca será EXIT.
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De V. a 22.02.2017 às 19:04

O único modelo económico viável é acabar com a função pública e liberalizar profundamente a economia - ao ponto de se equacionar a existência de apenas 1 imposto IVA e acabar com os "rumos socialistas" na Constituição. Metam isto na porra da cachimónia* de uma vez por todas.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 11:07

V, vou mais longe. Acabe-se com o Estado
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De V. a 23.02.2017 às 11:14

No plano ideal, numa civilização avançada, o Estado é desnecessário. Mas isso é outra conversa. Já me daria por satisfeito se fosse mínimo.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:52

V, numa sociedade avançada, ou numa sociedade "desavançada" (o Estado surge penso eu no séc. XVI, mais ano menos ano)
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De Vento a 23.02.2017 às 12:26

Já reparei que detesta a tal ponto o Estado que não se importa que tudo fique em mau estado.
Tem exemplos de alguma sociedade ultraliberal onde o Estado não exista? Se até os ultraliberais apreciam as virtudes do Estado, quando para lá vão fazer que governam, para deixar em bom estado os amigos, o meu caro V. ainda não nos indicou em que estado pretende deixar a nação.
Já percebi que pretender substituir a função pública por funcionários privados. Mas tome atenção que em matéria privada, que eu bem conheço, há muita porra pelas cachimónias que não entram na cabeça de quem bem pensa. Aqui não há funcionários públicos, mas lá se vai encontrando capatazes que é espécie bem pior. As panelinhas e os amiguismos emperram a produtividade no privado. E é assim mesmo, pois quando querem aumentar a competitividade só pensam em salários baixos e aumento da carga horária, com excepção para os familiares e/ou um ou outro amigo que seja capaz de se manter vergado por muito tempo, como burritos ou burritas dos deuses. Se assim não for a rotatividade é um foguete.

Todavia, aceito que seja necessário limpar também a função pública, em particular ao nível superior, pois os exemplos correm por aí abaixo com rapidez. Os gajos e as gajas, em regra, pensam que são donos disto tudo e que ao invés de servir os utentes são estes últimos que os devem servir. Há excepções, claro, para confirmar a regra.
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De V. a 23.02.2017 às 13:33

Tivémos as cidades-estado como Veneza, que se aproximaram de um modelo bastante eficiente — no fundo um consórcio de mercadores mas destruído pela política. Creio que a organização medieval das cidades era superior (talvez apenas pecando por não ter centros avançados de conhecimento universidades e laboratórios que estimulem a tecnologia e o conhecimento). Isto por oposição a cidades especializadas (como Detroit). Nisso, talvez a Califórnia seja o modelo mais sofisticado que existe.
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De Vento a 23.02.2017 às 21:55

Não respondeu à minha pergunta. Mas as cidades-estado na península itálica são uma variante das da antiga Grécia.
Mas a Mesopotâmia também possuía tal estrutura. E há mais exemplos de cidades-estado: no México, nas Honduras e a Liga Hansiática.
Actualmente possuímos 2 na Europa com o sistema de governo semelhante: Mónaco e Vaticano. E 3 na Ásia: Singapura, Hong Kong e Macau.
As pólis, criadas pelos gregos no século VIII AC, também eram cidades-estado, com governo e leis próprias.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:55

Economia e politica andam de mãos dadas. Não existe politica sem mercados. Quanto às virtudes venezianas lembro apenas a 4ºcruzada.
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De V. a 23.02.2017 às 13:38

"As panelinhas e os amiguismos emperram a produtividade no privado." Admito que sim, mas uma empresa que funcione mal (com maus gestores, etc) tenderá por natureza a fracassar e a ser suplantada por negócios eficientes. Um Estado "mau" pode funcionar indefinidamente se sacrificar a população e funcionar como máquina de extorquir dinheiro às pessoas (como acontece cá). A coabitação de um estado mau com más empresas permite a existência de países como o nosso: em que boas pessoas (bons empregados) são espezinhadas e mal tratadas a vida toda e morrem sem nunca ter despertado ou aproveitado a sua criatividade e o seu talento. Ou pelo menos tentado.
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De Einstürzende Neubauten a 23.02.2017 às 21:56

"Admito que sim, mas uma empresa que funcione mal (com maus gestores, etc) tenderá por natureza a fracassar e a ser suplantada por negócios eficientes"

Veja o caso da cartelização das empresas de telecomunicações a operaram em Portugal. Já não falo do banca
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De V. a 24.02.2017 às 17:34

Essas empresas não são muito diferentes do sector empresarial do Estado: vivem debaixo do manto protector da política, quase em monopólios promovido pela dificuldade em obter licenças. Eu falo de uma sociedade civil mais activa, de um mapa de pequenas e médias empresas que corresponde ao mapa da sociedade. Os exemplos que vcs estão a dar (Vento e Neubauten) provêm de uma sociedade paralisada pelo estatismo, excesso de regulação e pelo predomínio e controlo do Estado em todos os sectores de actividade: fatalmente, é a nossa. Sabiam, por exemplo, que se você quiser fazer um parque de campismo de luxo (mais caro do que as espeluncas imundas da Federação de Campismo) a Câmara pode vetá-lo se os seus preços que você quer fazer não lhe agradarem (ou a FPCC, que são um bando de comunas e gostam é de carroças cheias de garrafões de vinho, tiver amigos lá dentro)? Isto são manobras que se pagam caro e normalmente pagam-se com inactividade e desinvestimento.
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De Vento a 24.02.2017 às 22:01

Não, não. Não se trata de excesso de regulação que preconizo, mas de arbitragem. Repare que o tecido que refere, naturalmente com excepções, gravita em torno desse monopólios que refere. Em particular no que respeita aos serviços. São os primeiros que detêm a massa crítica em termos de monopólio dos mercados a ponto de influenciarem toda a economia.
Quando em tempos referi aqui que o problema para as pequenas e médias empresas era o custo do crédito e o acesso ao mesmo quase que me afogavam.
E é isso mesmo que acontece:
http://www.jornaldenegocios.pt/mercados/credito/detalhe/carlos_tavares_preocupado_com_acesso_ao_financiamento_pelas_pme

http://observador.pt/2016/10/18/grandes-empresas-competem-com-as-pme-pelo-credito-bancario-critica-antonio-costa/
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De Vento a 23.02.2017 às 22:04

Há outras que por natureza não fracassam, quando têm o tal Estado nas mãos de quem as faz permanecer nesse estado. Podia buscar muitos exemplos em toda a parte. Mas a ideia não é acusar, mas, isto sim, denunciar situações.
Verifico que concorda comigo.

A questão não pode ser colocada somente em termos de debate ideológico, mas de competências e eficiência na gestão. Sendo que a gestão não é somente um acto de deuses, mas de todos os que fazem parte da organização.
Quando o paternalismo e o marialvismo terminarem em Portugal certamente que produziremos muito mais, e bem melhor.
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De jj.amarante a 22.02.2017 às 13:05

Infelizmente a Pordata ainda não tem os valores para o ano de 2016, para o qual a contribuição do actual governo já foi mais significativa, em 2015 só estiveram no último trimestre. Conhece mais dados sobre este último ano?
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De J.S.M.suave e nas tintas a 22.02.2017 às 13:47

Com que então ainda não aprendeu a interpretar um gráfico tão simples como este? significa tão-somente que o país teve que se endividar para se manter à tona e pagar a bancarrota!

Se entretanto ainda tiver duvidas, consulte os manuais de Iniciação ao Estudo da Economia do ensino secundário; ou, em alternativa, as explicações para principiantes do dr. Medina Carreira
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De Einstürzende Neubauten a 22.02.2017 às 18:18

Mas isso não o que andamos a fazer há anos? Décadas?
Afinal as dividas são para se gerirem, não para serem pagas. Tem experiência empresarial?
O Medina é bom para as donas de casa, não para quem gere uma empresa/país.
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De Tiro ao Alvo a 22.02.2017 às 17:24

O Sérgio podia esperar mais um bocadinho e falar conhecendo números mais actualizados. E não embandeirar em arco com essas estórias de atribuir culpas ao governo anterior na fuga aos impostos, com transferências megalómanas para paraísos fiscais, que mais parecem invenções para desviar os olhares dos relatórios das entidades estrangeiras que seguem o comportamento das nossas finanças e da nossa economia. Para já, podia debruçar-se sobre o relatório da Comissão Europeia - ver aqui http://expresso.sapo.pt/economia/2017-02-22-Portugal-continua-com-desequilibrios-macroeconomicos-excessivos-1.
E se assim fizesse não apanharia tanta porrada, alguma merecida.

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    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D