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Insanável

por Pedro Correia, em 12.07.17

António Costa tem um problema insanável no Ministério da Administração Interna: não pode exonerar o titular da pasta, que no fundo é ele próprio.
Constança de Sousa nunca passou de uma ajudante.

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24 comentários

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De rão arques a 12.07.2017 às 12:21

O problema de Costa é ele mesmo.
Depois da reunião com as chefias militares fartou-se de dizer asneiras, umas que lhe venderam ao desbarato e outras que ele próprio arredondou.
O impacto que existiu recai avassalador na sua menoridade política quando valida garantias absurdas soltando mais umas bojardas sem nexo.
O risco existe sempre, mesmo a acender um fósforo lá em casa, ou na natural abertura da boca onde existe a quase infalível hipótese de entrada de mosca. O risco deve ser sempre prevenido o que no caso em apreço foi de alto a baixo descurado. Esta regra básica tanto se aplica na obras, onde o senhor era desde logo chumbado como técnico de prevenção, como na política onde não passou no enxovalhante exame. Só foi lá com passagem administrativa e ainda por cima na sombra dos corredores.
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De Anónimo a 12.07.2017 às 14:05

Não sabia que A. Costa era tão ruim. Mas sendo assim como se explica que o primeiro ministro não seja Passos Coelho?
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De Pedro Correia a 12.07.2017 às 14:09

Passos já foi avaliado. Agora é tempo de avaliar Costa. A menos que isso seja delito de lesa-majestade.
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De rão arques a 12.07.2017 às 14:46

Leia outra vez para ver se percebe. Explicações extras cobro 150 éreos por hora, bem mais que os 34 da sucata.
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De João Sousa a 12.07.2017 às 15:50

Passos e Costa foram a eleições: mais pessoas preferiram Passos como primeiro-ministro do que Costa, e mais pessoas não quiseram Costa como primeiro-ministro do que Passos.
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De Anónimo a 12.07.2017 às 18:20

As contas estão um bocado forçadas. Porque de certeza que o número de pessoas que preferem um governo com base nos quatro partidos PS, PC, PEV, BE é muito maior do que as que preferem um governo com base nos dois PSD, CDS. Portanto estamos mais próximos da vontade dos eleitores. Os que se abstêm, a esses não podemos (nem devemos) obrigá-los a votar e pode-se pensar que se estão mais ou menos nas tintas para o tipo de governo.
Depois há as leis (excepto se nos borrifarmos para estas o que nos leva para outras conclusões): o governo não é eleito directamente, é aprovado, ou não, pela Assembleia da República. Como nos Estado Unidos: muito mais eleitores preferiram a Clinton a Trump. O problema é a lei, a rule of law (como eles dizem). Claro, podemos borrifar-nos para as leis e iniciar uma luta armada por exemplo. Acho que não venceria. Mas quem está descontente pode sempre (se tiver coragem para mais do que bocas) pegar em armas.
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De Tiro ao Alvo a 13.07.2017 às 07:47

"(...) de certeza que o número de pessoas que preferem um governo com base nos quatro partidos PS, PC, PEV, BE é muito maior do que as que preferem um governo com base nos dois PSD, CDS."
Onde foi o anónimo buscar essa certeza? Aos votos dos portugueses é que não.
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De Anónimo a 13.07.2017 às 22:36

"Onde foi o anónimo buscar essa certeza? " Aos votos dos portugueses, contando.
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De V. a 12.07.2017 às 18:31

Explica-se pelo facto de AC ter feito uma coligação pós-eleitoral sem que os eleitores tivessem considerado essa opção. O que é batota e o que torna o país refém do poder parlamento que nem as suas próprias tradições respeita, e torna o país refém não da vontade popular mas das jogadas e interpretações falacciosas de resultados eleitorais. E só grandes fdpês se comportam assim.
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De Anónimo a 12.07.2017 às 22:24

Discordo em absoluto. Costa admitiu, antes das eleições, todas as hipóteses de coligações e acordos. Mas mesmo que não avisasse, eu acho que os dirigentes devem ter hipótese de resolver problemas em face dos resultados eleitorais, ou seja, não é obrigatório prever todos os cenários. Nem acho apropriado chamar nomes ou insultar. Eu nunca chamaria fdpê (nem tenho a certeza do que isto significa) a quem discordasse de mim. Nem a você (que discorda de mim) eu chamaria tal nome.
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De V. a 13.07.2017 às 01:30

Não admitiu nada, isso foi inventado depois. Quem falava nisso baixinho nas reuniões era o pró-bloquista do Porto, Nuno não sei quantos, e por isso agora é ministro do não sei quê e do raio que o parta. E por isso é que vocês agora têm de integrar os precários todos à pressa, com retroactivos e tudo, para ver se alargam a base eleitoral para as eleições porque sabem que o povo que trabalha, quando puder, corrige a martingala manhosa que vocês prepararam. (E fdpê não era V. Exª mas os bandoleiros a quem me estava a referir. A atitude, a forma de falar, a arrogância —de uma gente que copia tudo o que vê lá fora com deslumbramento saloio—, a maneira como desfazem o trabalho anterior de um governo legitimado pelo voto — tudo isso merece não só um tratamento excepcional, como que lhe façam o mesmo quando os pratos da balança penderem para o outro lado. Chamar nomes é pouco.)
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De Costa a 13.07.2017 às 16:42

E haverá correcção, antes de mais um descalabro? Costa governa à medida de um povo mais esperto do que inteligente; que tudo espera do estado e aceita deslumbrado receber mais dez, mesmo pagando para isso mais vinte e permitindo impunes traficâncias de milhões (que percebe mal e, desde que receba a sua esmola - ainda que disfarçada de direito tenazmente conquistado e defendido -, integra pacificamente na mítica esfera inatingível onde estão "eles" que são todos iguais: "todos roubam"); que é fundamentalmente egoísta, mesquinho, ainda que em alguns momentos aparente o oposto; que não vê, nem quer ver, mais longe do que o dia-a-dia imediato e olha o mundo com a complexa profundidade de uma (má) revista cor de rosa ou de um sorteio de equipas para um jogo de futebol.

Costa está certo para esta gente, até que tudo desabe (esta gente só aprende espatifando-se; e rapidamente esquece). Como esteve Sócrates que mais não fez, até tudo desabar, - e à sua majestática e até deslumbrante escala - do que aquilo que qualquer portuguesito, podendo, reiteradamente faria - fará - à pequena escala do medíocre, ou pior, universo da sua vidinha.

Costa a governar assim, apoiado em quem parece gostar de parecer uma espécie de dona Branca dos afectos e com um rapaz que joga futebol, colecciona mulheres vistosas, flutua no luxo mais ostentatório e encomenda filhos, a funcionar como modelo para todo um povo: com a devida vénia, "é disto que o meu povo gosta!"

Até que caia. Muitas vezes que caia.

Costa (nada a ver com esse)
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De Maria Dulce Fernandes a 12.07.2017 às 14:16

No tetris político que A. Costa construiu, a MAI nunca encaixou bem. Foi por isso que continuou a cair e em termos de popularidade e competência, está em equilíbrio instável. Mesmo que a consiga manter em linha, o seu lugar vai mais tarde ou mais cedo desintegrar-se, sem ter ganho quaisquer pontos com isso.
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De Pedro Correia a 12.07.2017 às 23:26

Dir-se-ia que se tornou uma não-ministra. Mas isso implicaria reconhecer que alguma vez o foi.
A propósito, leitura recomendada:
https://www.publico.pt/2017/07/12/politica/noticia/constanca-a-boa-pessoa-e-a-ministra-que-nao-faz-nada-1778720
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De Maria Dulce Fernandes a 12.07.2017 às 23:53

"É axiomático o uso da lógica formal aristotélica na compreensão das contradições, afinal, assim como o ser deixa de ser, primeiramente ser, é uma condição sine qua non para que ele venha a não ser, ou seja, para que ocorra o pensamento dialético, o ser que é e que deixa de ser, há de haver um ser que é propriamente apriori."

... o ser e o não ser, eis a questão.
Pode ser, mas nunca foi.
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De Jorg a 12.07.2017 às 17:32

Ao ler o que o Xuxa Costa e sus muchachos andam dizer hoje na Assembleia (que, lembremos, é a sua única base de legitimação depois da surra eleitoral..) a ajudante do MAI é bem capaz de ser "pequeno" problema...
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De Anónimo a 12.07.2017 às 18:25

Pois, governam com base, como diz, na legitimação da Assembleia da República que, de facto, é a única. Mas quem pretende que houvesse mais que uma legitimação?
A "surra eleitoral.." que a PAF sofreu agora não interessa para nada.
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De Manuel a 12.07.2017 às 20:17

Uma pessoa desconhecida, que passou por mim, disse outro dia : _ Sabe pensei que aquela senhora tristinha, que andava nos incêndios ... andava a distribuir a sopa aos valorosos bombeiros e mesmo aos "boys" da "protecção civil" ...
Eu fiquei furibundo e retorqui, perdão ... mas o senhor não seja desrespeitoso ... era Sua Excelência a Senhora Ministra da Administração Interna !
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De Tiro ao Alvo a 12.07.2017 às 20:24

Insanável ou insaneável?
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De Pedro Correia a 14.07.2017 às 00:04

Insondável.
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De Anónimo a 12.07.2017 às 21:12

Crónicas PPTAO: Carimbada Terça-feira, 12 de Julho de 2011.
Piorou antes de melhorar??
EST(R)ADO DA NAÇÃO
Até quando corja??
-Sociedade Portuguesa hoje:
Analfabetismo funcional; in(cultura)/ignorância; apatia cívica/irresponsabilidade; ilusão/aparato/ostentação; irracionalidade/inversão de valores; indigência mental/anestesia colectiva; ensino postiço e inconsequente; autoridade tolhida e envergonhada; justiça sinuosa e selectiva; responsabilidades diluídas e baralhadas; mediocridades perfiladas e promovidas; capacidades trituradas e proscritas; sofisma institucionalizado.
-Quês e porquês:
Maleita atávica e condicionamento manipulado pelos poderes instalados; negligência paralisante no dever de participação; vício embriagante na desculpa cómoda do dedo acusador sempre em riste. Culpar D. Sebastião, o padeiro da esquina ou dirigentes de ocasião é nossa mestria e sina nossa. Culpados somos todos nós, acomodados na obsessão estéril de celestiais direitos. Também é com a nossa apatia pelos valores de intervenção e cidadania, que somos conduzidos repetidamente para o conhecido pantanal. Os nossos governantes são o reflexo e extensão da gente que somos, mas valha a verdade em escala cujo grau de refinamento, incapacidade e subversão de interesses colectivos ultrapassa os limites da decência. Que o actual 1º ministro em vez de esbracejar governe e em vez de iludir assente, invertendo essa carga em desequilíbrio e remetendo para as calendas a política de feirola de contrafeitos.
-Receituário extraviado:
Cabe cultivar que ao cidadão comum não deve competir apenas votar ciclicamente em deputados acorrentados pela disciplina partidária. Na sociedade como nos bancos da escola, acautelar conceitos/aulas de civismo e cidadania, o que é liberdade, democracia, educação e compostura. A televisão pública como veículo que molda, não pode servir só para futebol, novelas e propaganda oficial. Não basta compor a rama, é preciso cavar a terra e aconchegar os tomates. Por hora o circo ameaça continuar, mas que o tempo (grande mestre) se encarregue de nos despertar enquanto é tempo. A nós, suporte colectivo de tragédias e façanhas, competirá sobretudo intervir responsável e interessadamente no que a todos diz respeito, não concedendo carta branca ao desbarato para o traçado do caminho, ao círculo restrito de políticos abengalados.
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De rão arques a 12.07.2017 às 21:37

Mais uma vez por distração disparei anónimo. Sou o "rão arques". Obrigado
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De JG a 13.07.2017 às 10:17

Ao contrário da maior parte dos leitores deste e da maioria dos blogs e redes sociais, eu tenho mais dúvidas do que certezas. Assiste-me a esperança de que a consciência da minha ignorância me sirva para aprender alguma coisa.

A ministra, ou é competente para o cargo, ou não é. E concordo por inteiro que as responsabilidades não podem ficar a pairar até se dissiparem. Porém, questiono - e não no sentido retórico, entenda-se - para que servirá a demissão da senhora. É para dar lugar a alguém mais competente? Muito bem, nada a opor, que venha alguém melhor. É para fazer dela bode expiatório e continuar tudo na mesma? Aí, como é óbvio, tenho dúvidas sobre a eficácia do gesto.

Não é de agora o problema (flagelo, tragédia, o que se prefira) dos incêndios. Quantos ministros se demitiram ou foram demitidos ao longo destes anos? As comparações com o Jorge Coelho valem o que valem. Em Entre-os-Rios, colapsou uma estrutura cuja conservação era da responsabilidade do Estado. Nos incêndios de Pedrógão Grande e concelhos vizinhos, o problema é muito mais complexo; as culpas estão muito repartidas (nem por isso deixando de existir). Que deuses seriam apaziguados com o sacrifício da actual ministra?

Mas bem, podemos adoptar o princípio de demitir o responsável máximo pela tutela de organismos públicos que falham. E com que critério? A existência de mortos? Qual o número mínimo? Sempre que morre alguém por negligência médica ou infecção hospitalar numa instituição pública corre-se com o ministro da saúde? E as mortes nos cursos de comandos (as mais recentes e as outras, lá mais atrás), deveriam ter dado lugar à demissão do ministro da defesa? Quantas mortes em acidentes rodoviários ou quantos hectares de floresta ardida dão direito à demissão do ministro da administração interna?

Pergunto, apenas.
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De sampy a 13.07.2017 às 23:00

Não, não perguntas apenas.

Se fosses honesto nas tuas interrogações, terias equacionado o outro lado da moeda: qual é o número máximo de mortos a partir do qual se torna inaceitável e completamente abjecto continuar preso ao cargo político? Quantas mortes seriam precisas para alguém perder a autoridade e o respeito perante os seus subalternos? Até onde pode ir a táctica política que leva a manter ministros zombies nos seus postos, na esperança de nada mais acontecer até às autárquicas?

Mas tens razão: nada se ganharia com as suas demissões. Um mínimo de decência, de dignidade? Nada que tenha significado para socialistas. A possibilidade de fazer entrar alguém mais competente? Pura anedota: os próprios socialistas são os primeiros a reconhecer que continuaria tudo na mesma.

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