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Há noites assim

por Diogo Noivo, em 18.05.17

Andei a ruminar os dias de triunfo póstumo de Salazar. Ruminava, mas não chegava a qualquer conclusão. Estava numa espécie de letargia induzida por uma dose cavalar de comprimidos Melhoral. Hoje a coisa aclarou-se graças ao artigo de Paulo Tunhas. Acertou na mouche.


Faltou-lhe, contudo, referir os efeitos nefastos da bebedeira. O problema, como sempre, está nas misturas: Fado (versão redux), futebol, Fátima, e a economia a crescer. Qualquer adulto sabe que, se é para ficar alegre, o melhor é beber sempre do mesmo. Mas não. Bebeu-se de tudo e houve bêbados para todos os gostos: alegres, depressivos, esperançosos, rezingões, quase todos chatos. A coisa é especialmente preocupante porque já andávamos a fazer as figuras tristes que nos levaram a valentes dissabores. Quando passar o efeito etílico, a dor de cabeça será de tal ordem que vão achar que têm anões hiperactivos com picaretas dentro do crânio.

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3 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 18.05.2017 às 15:23

"coisa é especialmente preocupante porque já andávamos a fazer as figuras tristes que nos levaram a valentes dissabores"

Sobre a doutrina económica em voga:

That’s why I was startled to see my fellow Economix blogger Jared Bernstein assert exactly the opposite. In supporting President Obama’s economics speech, Mr. Bernstein (who served in the Obama administration) contends that buying power for the middle class is essential for economic growth, because those people have a high “marginal propensity to consume” rather than invest and save.


https://economix.blogs.nytimes.com/2013/07/26/growth-from-the-middle-out-and-how-it-works/

E vamos "poupar" porquê e para quê?
Pelo que vemos quando poupamos não o fazemos para nós, mas sim para os outros (resgate de bancos, comissões bancárias, impostos, derrapes orçamentais em obras públicas, financiamentos de clientelismos partidários,etc)...e a longo prazo estamos todos ko...Viva la Vida!!

Se quiserem proibir o crédito legislem/fiscalizem sobre isso...que garantias são consideradas na atribuição dos créditos?...acredito que se os créditos são concedidos é porque quem os pede reúne as condições para tal...até parece que forçam as entidades credoras(ex: bancos) a conceder empréstimos...

Se bem me lembro a crise de 2008 nada teve a ver com os devedores, mas sim com as entidades credoras - vendiam crédito a quem não deviam, ou criavam produtos que iria mais tarde ou mais cedo rebentar, quer com os bancos, quer com aquelas que pediam créditos. ex: Goldman

Talvez se aumentassem os salários a quem trabalha não houvesse necessidade de contrair tantos créditos...aqui está a solução, quem sabe?? Para alguém ter uma casa necessita de 30 anos para a pagar...uma bergonha...

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