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Freedom is not free.

por Luís Menezes Leitão, em 15.11.15

Hoje a França bombardeou territórios do Estado Islâmico, dando assim uma resposta militar ao que foi um verdadeiro acto de guerra contra civis inocentes. Essa resposta só faz, no entanto, sentido se for para preparar uma invasão terrestre. Por muito que evolua a tecnologia, uma guerra só se ganha colocando tropas no terreno e ocupando o território do inimigo.

 

Neste momento, a guerra é de facto a única defesa possível, perante uma horda de bárbaros, que atacou brutalmente o coração da Europa. E não vale a pena sonhar com uma resposta política ou lamentar estarmos a perder tudo o que tínhamos garantido na Europa. Não é a política que vai paralisar os futuros ataques, a não ser que essa política seja a rendição pura e simples, caso em que, aí sim, perderíamos de facto tudo o que temos. E só temos garantido aquilo que estamos dispostos a defender, por muito que isso nos custe. 

 

Há muito que os americanos sabem isso, que exprimem numa frase que diz tudo: "Freedom is not free". É bom que os europeus também o aprendam.

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10 comentários

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De JS a 15.11.2015 às 22:55

Hollande, ao contrário de Obama,ousou usar o termo "terroristas" e "guerra". Parabéns.

"Remover" o ainda Presidente sírio, tal como Sadam Hussein ou Kadafi, se importante como caminho para a paz entre os povos da "Siria" não dá, como se viu, "soma zero".
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De Pedro Correia a 16.11.2015 às 09:50

A Síria, como já se viu, deixou de existir. Acontecerá lá o que já sucedeu no Iraque ou na Líbia, que se fragmentaram. Não basta ter uma ditadura a servir de argamassa nestes países cujas fronteiras foram desenhadas de forma artificial pelas antigas potências coloniais.
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De JS a 16.11.2015 às 11:57

Exactamente. Países criados artificialmente no tempo em que o "dividir para reinar" dos Impérios Anglo-Francês resultava.

Planos para redefinir estes "Países" em zonas homogéneas, eticas e/ou religiosas, curiosamente têm encontrado oposição aos mais altos níveis da administração política !.
A PAZ é um perigo , para uns.
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De Pedro F a 15.11.2015 às 22:59

Os europeus não vão aprender nada porque o seu pensamento já é anacrónico, completamente desfasado das reais necessidades atuais.
A guerra é horrível e os europeus não estão preparados para o horror cometido por eles e/ou contra eles.
Se for em Ancara, Líbano ou no Egipto, no pasa nada.
Entretanto, o inimigo vai-se fortalecendo.
Kurtz: The horror... the horror...

Kurtz: We must kill them. We must incinerate them. Pig after pig... cow after cow... village after village... army after army...

Kurtz: [intercepted radio message] I watched a snail crawl along the edge of a straight razor. That's my dream; that's my nightmare. Crawling, slithering, along the edge of a straight razor... and surviving.

Kurtz: I've seen horrors... horrors that you've seen. But you have no right to call me a murderer. You have a right to kill me. You have a right to do that... but you have no right to judge me. It's impossible for words to describe what is necessary to those who do not know what horror means. Horror... Horror has a face... and you must make a friend of horror. Horror and moral terror are your friends. If they are not, then they are enemies to be feared. They are truly enemies! I remember when I was with Special Forces... seems a thousand centuries ago. We went into a camp to inoculate some children. We left the camp after we had inoculated the children for polio, and this old man came running after us and he was crying. He couldn't see. We went back there, and they had come and hacked off every inoculated arm. There they were in a pile. A pile of little arms. And I remember... I... I... I cried, I wept like some grandmother. I wanted to tear my teeth out; I didn't know what I wanted to do! And I want to remember it. I never want to forget it... I never want to forget. And then I realized... like I was shot... like I was shot with a diamond... a diamond bullet right through my forehead. And I thought, my God... the genius of that! The genius! The will to do that! Perfect, genuine, complete, crystalline, pure. And then I realized they were stronger than we, because they could stand that these were not monsters, these were men... trained cadres. These men who fought with their hearts, who had families, who had children, who were filled with love... but they had the strength... the strength... to do that. If I had ten divisions of those men, our troubles here would be over very quickly. You have to have men who are moral... and at the same time who are able to utilize their primordial instincts to kill without feeling... without passion... without judgment... without judgment! Because it's judgment that defeats us.
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De Pedro Correia a 16.11.2015 às 09:52

A questão está muito longe de afectar apenas os países europeus. As populações árabes têm sido as principais vítimas do terrorismo do Daesh.
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De Pedro F. a 16.11.2015 às 13:34

Certo mas como o Luís Menezes Leitão se referia à Europa e aos europeus, comentei com efeito de túnel....
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De Luís Lavoura a 16.11.2015 às 09:35

Dois comentários:

(1) Atacar o Estado Islâmico na Síria pouco tem a ver com o combate ao terrorismo em França. O terrorismo em França provavelmente continuará a existir mesmo que o Estado Islâmico deixe de ter território sob seu poder na Síria. O terrorismo é obra de alguns homens que vivem na Europa, não é obra dos sírios que vivem em Raqqa.

(2) Se, como muito bem dia, para vencer o Estado Islâmico é necessário pôr homens no terreno, esses homens não têm que ser franceses. Basta apoiar o exército sírio e, sobretudo, o exército curdo. Se os apoiarem, eles de bom grado irão lá dar cabo do Estado Islâmico.
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De jo a 16.11.2015 às 11:38

Faz-me sempre muita impressão ver gente que nunca será combatente numa guerra e que não espera que ela atinja o sítio onde vive, pôr-se em bicos dos pés a mandar os outros matar e morrer.
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De Luís Menezes Leitão a 16.11.2015 às 20:05

A guerra já atingiu o sítio onde vivemos. Paris é o coração da Europa. Acha que só quando Lisboa for massacrada se deve reagir? Que grande ilusão.
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De William Wallace a 16.11.2015 às 22:20

Berlim é o coração da Europa.

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