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Frases de 2017 (18)

por Pedro Correia, em 21.05.17

«Música não é fogo-de-artifício, é sentimento.»

Salvador Sobral, em Kiev, momentos após ter ganho o Festival da Eurovisão

(13 de Maio)

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16 comentários

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De Einstürzende Neubauten a 21.05.2017 às 15:51

A música, sendo arte, é artificio que visa sublimar ou, alimentar, conforme a fome do artificie, o fogo primevo que escondido, dentro, jaz esquecido.

Para bem do artista, deve o sentimento ser uma explosão de fogo de artificio. É nesse fogo que se forja e ganha vida a obra que fica. Mal do sentimento que faz por dentro o caminho e esboroa a vontade do querer e do olhar.





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De V. a 21.05.2017 às 17:24

Típico. Ficar em primeiro e insultar os outros.
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De Pedro Correia a 21.05.2017 às 21:15

Insulto? Onde é que você vê aqui um insulto?!!
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De V. a 22.05.2017 às 11:16

Nas palavras dele estava implícito que as outras músicas não prestavam — porque eram "fogo de artifício" e a música (a verdadeira, a dele) é sentimento. E por que é que a música tem de ser sentimento?
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De Einstürzende Neubauten a 22.05.2017 às 13:50

"E por que é que a música tem de ser sentimento?"

Porque senão não é música e sim ruído, batuque....É o sentimento que gera a necessidade de compor e é o sentimento que traz a necessidade de ouvir.

O que ouve, quando escuta V,?
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De V. a 23.05.2017 às 03:18

Nem toda a música expressa emoções. Há música experimental, música descritiva ou paisagística como a de John Cage ou que expressa fórmulas e padrões matemáticos como as "phases" de Steve Reich. A música clássica expressa temas filosóficos e temas literários. O Jazz tem uma componente que utiliza refrões e texturas e improvisação sobre temas clássicos (e ninguém lhes chama velhos do restelo num acesso de fúria desconstructivo, com c e tudo à maneira de Camilo). Dizer que a música expressa emoções é uma banalidade. É limitar-se à superfície da pele sem ir mais fundo — é como ir ao supermercado e trazer só o saco de plástico.
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De Pedro Correia a 21.05.2017 às 22:55

Bem apanhada a expressão, Inês. Julgo que vai pegar.
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De Inês Pedrosa a 22.05.2017 às 04:25

Bem apanhada é, Pedro; mas não é exactamente inédita nem inventada pelo Salvador.
Fiquei muito feliz com este sucesso, claro, mas preferia que o discurso do Salvador Sobral tivesse sido mais educado e menos arrogante; concorreu à Eurovisão (não nos interessa se por intercessão da mana ou da Virgem Maria, se temeu estar a "prostituir-se", como disse, ou não; ninguém lhe apontou uma pistola para o coagir a ir), fica-lhe mal desancar, na vitória, o concurso a que ele próprio concorreu. E não é muito inteligente essa atitude, porque desmerece também a vitória.
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De Anónimo a 21.05.2017 às 20:45

Mais um que quer subsídio.
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De Pedro Correia a 21.05.2017 às 21:17

Mais um anónimo com dor de cotovelo. Gente invejosa é coisa que nunca faltou neste país.
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De Anónimo a 21.05.2017 às 21:40

pa pa pa ... pe pe pe ... pi pi pi ... po po po ... pu pu pu ...
mas eu até nem sei cantar. ou será jazz ?
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De Pedro Correia a 21.05.2017 às 22:10

É água do chuveiro a entrar-lhe na boca.
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De V. a 22.05.2017 às 11:19

Gente invejosa é coisa que nunca faltou neste país

É bem verdade. Por isso é que temos tanta gente que acha que é de esquerda.
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De Einstürzende Neubauten a 22.05.2017 às 13:36

Ah...ah...ah!!!

Bem lá no fundo qualquer reivindicação de justiça, por mais justa que seja, é-o apenas na aparência, pois o que nos move, para o V, é sempre a inveja. Sendo a inveja tantas vezes apregoada, como o sentimento mais comum entre os mortais, é curioso que cada um de nós nunca tenha sentido a sua. Apenas e sempre a dos outros...ou então dizemos invejar dos outros, apenas aquilo que não damos realmente nenhuma importância. A partir desta lógica viciosa convence-mo-nos da nossa própria humanidade, pois também invejamos. Mas fazemo-lo falsamente. E pior que a inveja, é invejar hipocritamente.

V, o que inveja, realmente? Há sempre uma ponta de fel naquilo que escreve. Como se mitigasse um qualquer azedume existencial, derramando, sobre os outros, vinagre e sal. Como se para analgésico da sua dor, procura-se o castigo do outro, vilipendiando-o, desumanizando-o.

- O Trabalhador que, mal ganha para se sustentar, se encoleriza - fá-lo por inveja do patrão.
- O Escravo inveja apenas materialmente o amo e não a Liberdade.
- A Mulher que leva do marido e protesta apenas o faz em virtude da incapacidade da sua violência.

No fundo quem reivindica Justiça é movido apenas pela sua incapacidade de Poder, e não por idealismos transcendentais, fora da materialidade. E assim o V, assemelha-se a um marxista.
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De V. a 23.05.2017 às 03:32

A inveja está expressa na vontade comunista de se apropriarem e dominarem uma coisa que não foram capazes de criar. É só isso. Eu tenho uma ideia e monto um negócio: passado dois segundos tenho o Estado a castigar-me por ser um patrão malvado e a dizer-me o que tenho de fazer e quanto tenho de pagar às pessoas e passado duas semanas a empresa já não é minha. Bom proveito, já está estragada, who cares.

Na mesma ordem de ideias, se não houvesse ordenado mínimo provavelmente havia ordenados melhores porque uma empresa para conservar bons trabalhadores teria de lhes pagar o necessário para não fugirem para uma empresa melhor. Assim os empresários têm uma boa desculpa para não pagar mais, porque alguém com medo decidiu que todos têm de pagar o mesmo e seguir uma tabelinha que os notáveis parlamentares do burgo definiram com o zelozinho pequenino dos secretários.

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