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Frases de 2016 (34)

por Pedro Correia, em 04.11.16

«A luta é a Fenprof que a determina, não os cretinos da direita.»

Mário Nogueira, 23 de Outubro

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27 comentários

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De M. S. a 04.11.2016 às 14:54

Caro Pedro:
É um bom princípio não serem os cretinos da Direita a determinar a luta.
Mas também não deviam ser os cretinos da Esquerda.
Nem sequer os sectários da Esquerda.
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 15:21

O "professor" Nogueira discrimina cretinos. Os da esquerda passam no exame, só os da direita chumbam. Ele lá saberá porquê.
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De fatima a 04.11.2016 às 15:47

Citando Camões: "estavas linda Inês posta em sossego"... etc e agora acrescento eu "das tuas manigâncias colhendo doce fruito"... Estavas tão sossegadinho... abriste o goelal e, como sempre, saiu asneira. Paciência, não há bem que sempre dure...
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 15:55

Calado, é um poeta. Pode dar até soneto, se o silêncio se prolonga.
Infelizmente não se prolongou.
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De jo a 04.11.2016 às 16:20

O bigodes dá muito jeito.

Se alguém se queixa de uma política em que os ministros de Educação vêm gabar-se no princípio do ano das escolas que conseguiram fechar.
Foi o bigodes que mandou.
Se alguém diz que a política de mega-agrupamentos está a criar escolas ingeríveis.
Foi o bigodes que mandou.
Se alguém insinua que aumentar o número de alunos por turma NÃO promove a qualidade de ensino.
Foi o bigodes que mandou.
Se os mais de 40000 professores que despareceram do quadro vêm dizer que essa poupança tem custos na qualidade da educação.
Foi o bigodes que mandou.
Se alguém pergunta quem ganha quando são fechadas escolas com 30 alunos em aldeias para construírem novas salas nos agrupamentos nas sedes de concelho - não são os alunos certamente, nem o Estado faz poupanças.
Foi o bigodes que mandou.
Quando alguém diz que os cortes no ensino foram uma barbaridade tão grande que nem os bárbaros da Troika queriam tanto corte.
Foi o bigodes que mandou.

Assim em vez de se falarem dos assuntos agita-se um espantalho.

Alguém me explica por que razão estão as estruturas sindicais de professores afetas à anterior maioria caladas?
Não há motivo de queixa?
Se não há, também não há motivo para se zangarem por o bigodes não falar.
Se há, que raio de estruturas são essas?

Por mim estruturas como os TSD e a FNE e a própria UGT habituaram-se tanto a ser a voz do dono que acham que está sempre tudo bem.

A nossa direita parece que quando acha que algo está mal têm de ser os outros a lutarem por isso. E indignam-se se não o fazem.
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 16:26

Eu pensava que Nogueira representava todos os professores. Enganei-me. Só representa os de esquerda.
Porque os de direita são "cretinos".
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De jo a 04.11.2016 às 16:58

Pensa mal.

O bigodes representa quem se deixa representar por ele.
Há gente que pensa pela própria cabeça sem ver no assunto um solteiro contra casados (ou canhotos contra destros).

O que se passa é que a maioria das grandes movimentações de professores dos últimos anos não foram dirigidas pelos sindicatos. Foram protestos mais ou menos espontâneos contra políticas imbecis. Os sindicatos foram de arrasto. Alguns sindicatos não participaram.

De qualquer modo ficam a perguntas para a bancada pafiosa:
Está tudo bem na Educação?
Se não está qual é a queixa em concreto?
Se pensam que devem existir movimentações sindicais porque razão os sindicatos que lhes são afetos estão tão calados?
A unicidade sindical nunca existiu em Portugal. Se pensam que o bigodes está no bolso do PCP, porque não arranjam alguém que represente os trabalhadores, se proponha à classe e veja que apoio tem?

A direita a queixar-se que os sindicatos não fazem greve. Até onde chega a hipocrisia!
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 18:16

Outra hipótese, tentando interpretar o pensmento de Mário Maniqueu Nogueira, é não haver cretinos à esquerda. Concentram-se todos na direita.
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De Anónimo a 04.11.2016 às 19:37

Também me parece.
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 21:33

O sindicalista Nogueira, com estas palavras, diz aos patrões que podem despedir professores que são de direita - logo, cretinos.
Sindicalistas como este são o sonho de qualquer patrão.
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De jo a 04.11.2016 às 23:07

O bigodes neste momento é um espantalho que só serve para a direita agitar e dizer:
Veem: este tipo tem bigodes como o Estaline, logo é um perigoso comunista. Toda e qualquer pessoa que não concorde com qualquer política de educação, principalmente uma que envolva cortes, está a soldo da encarnação do Pai dos Povos.
Tenham medo!
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 23:14

Há que destacar também a assombrosa elevação cívica e o assinalável sentido pedagógico da frase "os cretinos da direita". Pena que o autor da dita não exerça a profissão há quase um quarto de século: as escolas portuguesas estão a perder o contributo de um notável pedagogo.
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De João Campos a 05.11.2016 às 00:31

Deixa-o lá estar sossegado no sindicato, que os estudantes português já conhecem desastres suficientes durante o percurso escolar...
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De Pedro Correia a 05.11.2016 às 08:54

Tens razão, João. Se os dotes pedagógicos do putativo professor, que deu a última aula quando o primeiro-ministro de Portugal se chamava Cavaco Silva, equivalerem ao seu requinte retórico, coitados dos miúdos.
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De rmg a 04.11.2016 às 19:04


O comentador "jo" não pensa pela própria cabeça e toda esta conversa com que nos brindou não traz nada de novo a quem o lê há anos e portanto poucas dúvidas tinha.

Não vou andar aqui a esgrimir argumentos com pessoas que considero que são menos "comunistas" que eu (que não o sou mas se calhar agi como tal muito mais vezes do que eles).

Mas há uma coisa que ele tem que meter na cabeça quando diz uma asneirada como "Se alguém pergunta quem ganha quando são fechadas escolas com 30 alunos em aldeias para construírem novas salas nos agrupamentos nas sedes de concelho - não são os alunos certamente, nem o Estado faz poupanças."

Não sei se o Estado poupa alguma coisa e até acho que não.
Passo metade do mês em Lisboa e a outra metade numa vila onde existe um agrupamento desses há uns 3 ou 4 anos - isto para além de ter netos variados - pelo que não falo por ouvir dizer.

Mas quem ganha são sem dúvida nenhuma os alunos.

Porque se acha que é bom para uma criança crescer e estudar sempre rodeado das mesmas 30 crianças, todo o dia na escola limitado ao mesmo grupo, grupo restrito com que brinca depois da escola, com que se encontra nos fins-de-semana e que conhece desde que andavam de fraldas é condenar essa criança a nunca passar da cêpa torta, nem conhecer mais do mundo que a limitadíssima comunidade onde se insere no período em que se começa a "acordar" para a vida em sociedade, então é um "reaccionário do caraças".

Não me esqueço que o senhor Issur Danielovitcich conta nas suas memórias que se os seus pais não o tivessem tirado da escola lá da aldeia onde viviam e enviado para a escola da vila mais próxima onde tinha centenas de colegas ele teria passado o resto da vida a cavar batatas ou a fazer biscates manhosos nas redondezas.

O senhor Issur Danielovitcich é mais conhecido hoje como Kirk Douglas.
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De Pedro Correia a 05.11.2016 às 09:02

Os agrupamentos escolares são o complemento natural da expansão da rede viária desenvolvida pelo Estado na última década e meia. Se as distâncias se tornaram muito mais curtas devido às moderníssimas estradas e autoestradas já construídas e que nós - contribuintes - ainda pagamos, é natural que isso tenha reflexos no aumento da capacidade de integração social das crianças e jovens potenciada pela rede escolar.
Que alguns ainda suponham a existência de um país neo-realista, em que para rumar de aldeia em aldeia era preciso ir de burro por estradas rurais, como no tempo em que a minha mãe iniciou a carreira de professora do então chamado "ensino primário", revela até que ponto esse imaginário que lhes serve de suporte ao discurso político anda distante da realidade.
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De rmg a 05.11.2016 às 15:52


Meu caro

O que me confundiria é que "alguns desses alguns" se acham progressistas e não se dão conta que tudo o que dizem o contraria.
Querer manter este "Portugal dos pequeninos" lembra-me alguém...

Confundiria mas claro que não me confunde.
Há muita gente que ainda não percebeu que já nem os partidos que julgam defender pensam hoje necessáriamente aquilo.

Um abraço
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De jo a 05.11.2016 às 10:44

rmg
Quanto tempo anda o seu filho de transportes para chegar à escola?
Todos os outros alunos andam pouco tempo de transportes?
O riscos do transporte desnecessário por automóveis são nulos?
Os riscos de se acentuar a desertificação das aldeias do interior, aumentam ou diminuem com esta magnífica política?
Todos os pais concordaram com o fecho das escolas?
Se não há vantagens económicas, porque é que se fecharam escolas em que os pais se opuseram declaradamente?
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De rmg a 05.11.2016 às 15:18


Exmo Senhor

Espécie de "disclaimer":
1) Sempre votei P.S. e nunca o escondi aqui;
2) Vivo metade do mês num concelho do interior com cerca de 10 mil habitantes e, apesar de não votar lá, contribuí à minha maneira para que agora seja uma autarquia "de esquerda" (como é moda dizer), o que nunca tinha sido;
3) Os pontos anteriores não me tornaram nem cego nem burro, acho eu.

Na sua ânsia de debitar os chavões habitualmente usados quando se fala destas coisas nem leu o que eu escrevi (o que seria o mínimo) nem comenta o que eu disse (isso já era expectável).

Portanto vamos com ordem:

"Quanto tempo anda o seu filho de transportes para chegar à escola?"

Os meus filhos não andam tempo nenhum até à escola porque um tem 45 anos, o outro 43 anos e o mais novo 41 anos.
Aliàs está lá bem escarrapachado que tenho netos variados, mas V. nem lê, só saca das pistolas (e acaba a dar tiros nos pés com a precipitação).

Os meus netos têem entre os 10 e os 16 anos e eu ainda vou fazer 70 um dia destes, portanto sou tri-pai desde muito novo e até sou multi-avô desde bastante novo.
Não me parece que o "jo" esteja nessas circunstâncias e tenha idêntica "experiência dos factos" tendo como base o que escreve aqui e ali...

Os meus netos demoram entre 10 minutos e 20 minutos na zona de Lisboa, cada caso é um caso (vão a pé).


"Todos os outros alunos andam pouco tempo de transportes?"

Mais uma prova de que não sabe do que fala e não está de boa fé quando faz uma pergunta de tal modo genérica que ou tem milhares de respostas ou não tem nenhuma: especifique se quiser resposta.

Se essa sua "pancada" com os transportes se refere à proximidade de casa devo dizer que ser apanhado e deixado à porta por um autocarro no calor do Verão ou no frio e chuva do Inverno é algo que muita miudagem dos grandes centros não se importaria muito.
De resto os "ritmos de vida" nos pequenos meios não têem nada a ver com os dos grandes meios, mas isso é capaz de não saber ou já ter esquecido.


"O riscos do transporte desnecessário por automóveis são nulos?"

A pegunta mais disparatada de todas.
Nulos não são mas são infinitamente inferiores aos riscos que os meus netos correm todos os dias, ainda meio a dormir, ao atravessarem ruas e avenidas cheias de malta que vai atrasada para o emprego e se está cagando para peões e passagens de peões.
Vejo que não tem as mesmas preocupações que eu.

"Os riscos de se acentuar a desertificação das aldeias do interior, aumentam ou diminuem com esta magnífica política?"

A desertificação do interior começou há muito tempo porque as pessoas queriam melhorar a sua vida e as oportunidades nunca estiveram própriamente nas aldeias.
Eu sou de Lisboa há 3 gerações mas não sei se o "jo" não terá vindo do interior e portanto tenha contribuído para pessoalmente para essa desertificação.

já a sua preocupação com o acentuar da tal desertificação por causa do fecho de escolas com menos de 30 crianças é mesmo de quem não faz ideia do que diz.
Mas V. acha mesmo que as pessoas mudam toda a sua vida por causa dos filhos írem nos primeiros 4 anos de escolaridade para a sede de concelho (pois a partir daí teriam que ír sempre)?

Ou o seu problema é mesmo o primarismo de querer aí espalhados pelo país uns locais atrasados e sem futuro que nem o salazarismo defendia (no tal concelho onde passo metade do mês moro na rua do "agrupamento escolar" da época, princípio dos anos 60, agora afecto a actividades culturais)?


"Todos os pais concordaram com o fecho das escolas?"

E alguma vez todos os envolvidos concordam com a medida A ou B de qualquer governo que seja?
Estará V. a gozar?

Faz porventura a mais pequena ideia que muitos dos pais que não estavam entusiasmados com a ideia já mudaram radicalmente de posição?
Presumo que não faça ideia aí sentado no sofá, é preciso viver mesmo nos sítios.


"Se não há vantagens económicas, porque é que se fecharam escolas em que os pais se opuseram declaradamente?"

Isso acontece porque estas coisas não se fazem "à la carte".
Eu não sei se os pais se opuseram declaradamente ou se não terão sido os pais que se opunham que tiveram honras mediáticas pois isso "vendia" bem.
Nunca tive feitio para pensar pela cabeça dos outros ainda que isso seja cómodo para muita gente.

(Continua)
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De rmg a 05.11.2016 às 15:33


(breve continuação)

O que eu sei (eu e toda a gente) é que V. se limitou a apresentar o cardápio das "idées-reçues" e não dedicou uma palavra que fôsse a comentar o que eu lhe disse.

Ora eu expliquei o meu ponto de vista e era só rebatê-lo (ou não, mas isso eu sei que é pedir muito).
Tão simples como isso.

Para mim continua claro, até pelo que agora escreveu, que o "jo" quer que continuem a haver crianças que até aos 10 anos "não vejam mais longe" que a aldeia onde nasceram e partam assim com limitações evidentes para com aquelas que cresceram na sede de concelho (as quais por sua vez já estão bem atrás das que cresceram nos grandes centros urbanos).

É como lhe digo: faça como eu, vá viver para uma, almoce num dia com o presidente da câmara e no dia seguinte com o único varredor de ruas local.
Fale com toda a gente, como eu faço.
E depois comente o que eu lhe escrevi com base na "vida vivida".

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De jo a 08.11.2016 às 12:28

O orgulhoso autarca da província que presta o serviço mais inestimável de todos aos seus munícipes:

Arranjar-lhes maneira de irem viver longe dali.

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De Maria a 04.11.2016 às 19:29

E os que não são de direita nem de esquerda?
E que moral tem o sr. M. Nogueira para apelidar de "cretinos" quem quer que seja?
E a um sindicalista que enxovalha os seus colegas chamamos exactamente como?
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 21:31

O sindicalista Nogueira, ao rotular de "cretinos" os professores de direita - que claramente não representa - abre assim a porta ao despedimento desses professores por manifesta incompetência. Pois se são "cretinos" não estão habilitados a ensinar.
É para isto que um sindicalista serve?
Convém meditar bem nestas palavras. São muito menos inócuas do que possam parecer.
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De Anónimo a 04.11.2016 às 23:20

Acho que todos (ou quase) os comentadores interpretaram mal as palavras de M.Nogueira. Ora releiam. Ele não exclui que haja cretinos na esquerda. Nem exclui que haja na direita pessoas que não são cretinos.
Ele diz que os cretinos da direita não determinam a luta. Fica sem se saber se os que não são cretinos na direita têm ou não influência na luta. E fica sem se saber se os cretinos da esquerda influenciam ou não.
É claro que os comentadores interpretam de acordo com o que lhes interessa, isto é, de acordo com os seus interesses ideológicos. Quem não gosta de Nogueira nem da Fenprof tem de arranjar maneira de os atacar interpretando convenientemente o que eles dizem. E percebo pois eu faço o mesmo!!
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De Pedro Correia a 04.11.2016 às 23:53

Camarada, faça então o favor de perguntar ao ex-professor Nogueira se ele admite haver na direita alguém que não mereça ser apelidado de cretino.
E já agora que nos esclareça quem são esses dois ou três.
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De Anónimo a 05.11.2016 às 00:13

Eu dedico-me à lógica e gosto de interpretar frases e deduzir o que elas dizem e não o que alguém quer que elas digam, independentemente do autor. Portanto não vou fazer perguntas ao Senhor Mário Nogueira, aliás eu quero que ele se foda e não me interessa para nada que tenha sido ele o autor da tal frase.

P.S. É claro que estou a aldrabar, sou um perigoso esquerdista disfarçado de estudioso de Lógica.
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De Pedro Correia a 05.11.2016 às 09:04

Eu vou mesmo mais longe: para mim, o senhor ex-professor Nogueira é um cretino. Não querendo com isto sequer insinuar que seja de direita.

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