Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




Fogos são terrorismo ambiental

por Pedro Correia, em 21.08.17

As%20Alterações%20Climáticas%20e%20os%20Fogos%2

 

O País continua a arder: o estado de calamidade pública em vários distritos do norte e do centro decretado pelo Governo como medida preventiva, quinta-feira passada, não evitou que neste domingo se tivessem registado 231 incêndios em Portugal. Neste momento há fogos a consumir áreas florestais e agrícolas nos concelhos da Covilhã, Ribeira de Pena, Alijó, Santa Maria da Feira, Resende, Cabeceiras de Basto, Terras do Bouro, Baião, Sever do Vouga, Porto de Mós, Alcanena, Albergaria-a-Velha e São Pedro do Sul.

No fim de semana arderam parcelas importantes dos concelhos de Sabrosa, Gavião e Felgueiras. Um piloto de helicópteros morreu ontem quando o aparelho se despenhou: ajudava a combater as chamas em Castro Daire e ainda fez duas descargas antes do acidente fatal.

Nos últimos dez dias, os incêndios provocaram 122 feridos - oito dos quais em estado grave. Até sábado, já tinham ardido 165 mil hectares de floresta e área agrícola - mais do que em todo o ano passado.

Também ontem um sujeito foi apanhado em flagrante a tentar atear um incêndio no Parque Natural Sintra-Cascais - tendo sido impedido pela GNR, que vem reforçando as acções de patrulha e vigilância ali existentes. Isto enquanto as emissões de gases com efeito de estufa continuam a aumentar por consequência directa destes fogos.

É tempo de deixarmos de encarar este drama dos fogos como uma típica fatalidade de Verão, passando a equipará-lo a uma ofensiva terrorista. Com múltiplos e por vezes irreparáveis atentados à segurança de pessoas e bens. Com múltiplos atentados à segurança climática e ambiental. O facto de uma percentagem significativa destes incêndios começar de noite, em zonas de difícil acesso e com focos quase simultâneos indicia que estaremos perante redes organizadas de incendiários, a soldo de interesses que as autoridades têm o dever de deslindar. Doa a quem doer, custe a quem custar.

Vermos o País continuar a arder, impotentes e resignados, é que não.

Autoria e outros dados (tags, etc)


54 comentários

Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.08.2017 às 12:33

"Vermos o País continuar a arder, impotentes e resignados, é que não."

Ora aqui está uma bela declaração de princípio!
Mas como fazer?!
Só há uma maneira de acabar com este terrível terrorismo que não seja com outro qualquer terrorismo:
- deixar os políticos a falar sozinhos através de uma abstenção massiva que torne insustentável o atual regime.
Com o atual regime em vigor, o terrorismo dos incêndios também terminará:
- mas quando nada mais houver para arder.
João de Brito
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 12:37

Quando você não vota deixa sempre que sejam outros a votar por si.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.08.2017 às 13:28

Em rigor, ninguém pode votar por mim porque eu nunca deleguei tal coisa.
Mas sei o que quer dizer.
E o que quer dizer é uma falácia que ainda engana muita gente, mas cada vez menos, felizmente.
E o meu apelo consiste precisamente em que cada vez mais cidadãos simplesmente não votem - nem por eles nem pelos outros.
Um abraço!
João de Brito
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 16:06

Em democracia, votar é um direito. A abstenção é uma opção legítima, embora vários sistemas eleitorais contemplem o voto obrigatório.
A verdade é que sem voto não existe democracia. E sem democracia existe ditadura. Pondo as coisas de outra maneira: se forem cada vez menos a votar, a democracia deixa de ser a expressão da vontade da maioria para se tornar a expressão de uma minoria cada vez mais minoritária.
Por isso é que aqueles que não exercem o direito de voto acabam, na prática, por endossar o voto em outros. Que, sendo cada vez menos, mandam paradoxalmente cada vez mais.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.08.2017 às 18:08

Acredita V. Excelência, que se, por hipótese, votassem apenas 5% dos cidadãos (presumo que seja essa a percentagem dos que vivem mais ou menos diretamente da política - da política, não da administração), o regime, que é essencialmente representativo, continuaria impávido e sereno?!
Acredita que, nesse caso, não teria necessariamente de haver uma nova constituição, por força da natureza das coisas?!
Será que não resulta claro que, nesse caso, democracia e ditadura coincidiriam ponto por ponto?!
Pior: seria a mais traiçoeira das ditaduras, porque seria imposta não por qualquer golpe de estado, armado ou não, mas pelo voto!
Alguém acredita nisto?!
Deixemo-nos de chavões reacionários.
Usemos a arma que o regime ainda vai tolerando (o voto obrigatório é um atentado ditatorial contra a liberdade individual, porque transforma um direito num dever em proveito do infrator), para o substituir definitivamente:
Viva a abstenção!
João de Brito
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 19:23

Acredito que nunca devemos endossar a terceiros o nosso voto. Quando nos demitimos do exercício da cidadania levamos o poder de decisão a estreitar-se, em prejuízo de todos.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.08.2017 às 19:51

Do exercício de cidadania demitem-se aqueles que, tendo votado sempre e até de diferentes maneiras, trouxeram o País até ao estado que se vê e que se sente, indiferentes ao facto de que os mesmos procedimentos, no mesmo contexto, conduzem necessariamente aos mesmos resultados (repito mais uma vez).
Não são certamente aqueles que, perante os factos, procuram mudar os procedimentos, os que não exercem a cidadania.
No limite, o que V. Excelência está a dizer é o seguinte: como os resultados são bons, continuemos a votar, porque é ao voto que devemos este paraíso terreal.
Belo exercício de cidadania!
João de Brito
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 21:33

Eu não disse nada disso, como bem sabe.
Disse, e mantenho, que quando decide não votar entrega essa decisão nas mãos de outros.
É como se lhes oferecesse a caneta e o quadradinho.
Se entende que isso é um saudável exercício de cidadania, só posso desejar-lhe boa sorte.
Sem imagem de perfil

De IO a 21.08.2017 às 20:39

..prefiro votar NULO! branco não. porque os camaradas que contam os votam têm sempre uma caneta "à mão"
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 21:30

Digo sempre isso aos meus amigos que insistem em dizer que optam pelo voto em branco. Poderá haver sempre a tentação de alguém preencher aquele quadrado, em dois segundos, quando outros estiverem distraídos.
Sem imagem de perfil

De Alberto a 22.08.2017 às 13:29

Claro que a discussão sobre esta temática é válida. No entanto, há que não esquecer que a democracia, tal como ela é praticada atualmente e nomeadamente no nosso País, não passa de uma ditadura dos espertalholas, dos sem escrúpulos e dos corruptos. Assim sendo, votar, não votar, voto nulo, voto branco... serão questões que não terão grande relevância, porquanto ainda não constituem perigo para o sistema. Os artífices da "democracia" estão atentos.
Imagem de perfil

De Helena Sacadura Cabral a 21.08.2017 às 19:30

Ó Pedro mas Portugal é o exemplo contrário. Ganharam uns, mas governam outros. Assim, neste sistema parlamentar não consignado, mas praticado, o valor do voto ficou muito reduzido.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 21:33

Helena, eu entendo que não votar nunca é solução. Por mais que discordemos da solução adoptada em determinada circunstância.
Sem imagem de perfil

De V. a 21.08.2017 às 12:49

Acho que não se deve chamar terrorismo a nada, nem aos ataques jihadistas. Isso é o que eles pretendem, dá-lhes uma causa. Aquilo é simplesmente brutalidade assassina e deve ser tratada como tal. Acho também que se deve preparar o encerramento definitivo de todas as mesquitas e expulsar todos os muçulmanos do território europeu. Todos. Sem excepções. De outro modo, e num quadro de esquerdismo crónico, em breve não haverá Europa.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 21.08.2017 às 15:01

Os Reis Católicos orgulhar-se-iam de si. Expulsaram todos os judeus (e muçulmanos) de Espanha e depois exigiram a Portugal que os expulsasse de Portugal também. Maravilha.
Sem imagem de perfil

De V. a 21.08.2017 às 17:56

Os Judeus podem ficar. O erro dos Reis Católicos foi esse. Ainda hoje estamos a pagá-lo. Tal como não sermos Leão.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 21:34

A expulsão dos judeus foi um erro trágico.
Sem imagem de perfil

De Anónimo a 21.08.2017 às 13:24

Ajude-nos a divulgar. Recebemos denúncias laborais. Somos contra o terrorismo laboral.

http://vergonhanacara.blogs.sapo.pt/
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 19:30

Avancem lá com isso.
Sem imagem de perfil

De Tiro ao Alvo a 21.08.2017 às 14:06

Não consigo ouvir as conferências de imprensa da Protecção Civil: aquela gente fala toda pelos cotovelos, mas usa uma linguagem que me aborrece, para não dizer pior.
Ao falarem dos fogos (e a comunicação social foi toda atrás) estão a utilizar uma linguagem de guerra, própria dos militares, que me custa a suportar. Ele é o "Teatro de Operações", o "ataque" , o "combate", a "progressão", os "operacionais", etc., etc.. E nunca dizem que o fogo se extinguiu, como acontece frequentemente, antes que foi "dominado".
Tudo isto resulta, penso eu, da centralização, a nível nacional, do combate aos incêndios, entregando-o à Protecção Civil, que se organizou à moda dos exércitos, numa estrutura com órgãos e mais órgãos, todos com siglas (são mais do que vinte diferentes), difíceis de decorar e que, muito provavelmente, só são reconhecidas pelos próprios.
Em suma, parece-me que esta forma de resolver este problema foi errada, estando eu convencido que se deveria proceder exactamente ao contrário, ou seja, que se deveria descentralizar ao máximo, responsabilizar pelo combate aos incêndios florestais, em primeiro lugar as Juntas de Freguesia, depois as Câmaras Municipais e só quando estas se julgassem incapazes é que deveriam recorrer a um Órgão Central, do tipo Protecção Civil.
A propósito, não compreendo como é que o Presidente da Câmara de Pedrogão Grande, primeiro responsável pela protecção civil ao nível do seu concelho, tenha passado sem grandes censuras, apesar de se saber do descontrole total e da falta de meios no primeiro momento e durante as primeiras horas (fatídicas) em que morreu a maior parte das vítimas, sabendo-se, até, que é presidente de um dos Concelhos sem Plano de Emergência em caso de calamidade, como determinado legalmente.
Colaborar no combate aos incêndios florestais deveria ser uma obrigação de todos e de cada um de nós e não apenas de agentes profissionais, quer eles sejam bombeiros, quer não.
Sem imagem de perfil

De Luís Lavoura a 21.08.2017 às 17:54

estando eu convencido que se deveria [...] responsabilizar pelo combate aos incêndios florestais, em primeiro lugar as Juntas de Freguesia, depois as Câmaras Municipais

Primeiro isso é um disparate, porque muitos incêndios florestais passam de um município para os vizinhos. Se fosse como você sugere, sempre que surgisse um incêndio próximo da fronteira entre dois municípios, o município no qual ele surgisse trataria apenas de limitar a sua progressão para o interior do município, mas não para o município vizinho. Segundo isso é uma impossibilidade, dado que os matos e florestas estão sobremaneira concentrados em municípios muito despovoados (e com população muito idosa), que jamais teriam capacidade humana e financeira para combater todos os incêndios que lá surgissem. Não é por acaso que os bombeiros das grandes cidades andam a pagar fogos por todo o país (com grande prejuízo, diga-se, porque não conhecem o terreno nem os caminhos nem o estado da floresta em cada local e portanto muitas vezes pouco podem fazer).
Sem imagem de perfil

De amendes a 21.08.2017 às 18:11

A culpa é da "morte" da lavoura....
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 19:21

Da morte da lavoura, da silvicultura, da pastorícia, da apicultura e até da caça. Tudo actividades ligadas ao campo - e à sua rentabilidade económica.
Quanto menos lavoura, genericamente, mais os fogos proliferam.
Sem imagem de perfil

De Tiro ao Alvo a 21.08.2017 às 19:26

Saiba que hesitei antes de responder: o Lavoura é sempre do contra e, a meu ver, não merece que se lhe preste grande atenção. Todavia, hoje estou bem-disposto e aqui vai a minha “defesa”.
1- É evidente que se um fogo florestal estivesse a passar da área de um concelho para outro, o "operação", como eles dizem, teria que ser coordenada a um nível superior; e quem diz entre concelhos, diz entre freguesias;
2- É certo que muitas freguesias e muitos concelhos do interior têm perdido população, mas também é verdade que são os autarcas, porque ali residentes, quem melhor conhece os terrenos, os caminhos, etc.;
3- As autarquias locais não têm os meios financeiros necessários para combater incêndios, mas deviam ter, digo eu. A propósito, a melhor maneira de "combater" os incêndios florestais é fazendo prevenção, e esse encargo estava e está em grande medida entregue às Câmaras Municipais (CM); o que me parece é que as CM pouco se têm preocupado com essa questão – os bons exemplos são meras excepções; e também me parece que as Juntas de Freguesia poderiam desempenhar, neste particular, um papel importantíssimo, sobretudo na limpeza de caminhos e aceiros;
4- Todavia, raras são as Câmaras que possuem corpos de sapadores florestais e muitas desviam os subsídios que recebem para esse efeito para gastos de outra natureza, muitas vezes supérfluos;
5- Sem desprimor para os bombeiros na generalidade, quase acho criminoso envolver bombeiros citadinos no combate aos fogos florestais, não raras vezes transformando-os em vítimas inocentes, perdendo alguns a própria vida;
6- E saiba que considero uma tontice querer apagar fogos florestais que atingem uma grande dimensão. Esses fogos apenas podem ser controlados, normalmente com recurso a equipamento pesado, e coordenados por que sabe do ofício e não por agentes bem-avontadados, alguns meros curiosos. Neste capítulo, Portugal está a desperdiçar energias em demasia, que seriam muito melhor aplicadas na prevenção.
E disse.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 21.08.2017 às 19:32

Disse bem.
Tão bem que o seu texto se "arrisca" a ser promovido a comentário da semana.
Imagem de perfil

De José da Xã a 22.08.2017 às 09:07

Pedro,

o abandono das terras é cada vez mais um problema das aldeias. O próprio Colégio de S. Fiel estava abandonado pelo Estado.
Mas com tanto preso e tanta gente a receber rendimentos sem trabalhar, não seria bom pô-los a fazer alguma coisa?
A replantar as matas, a criar caminhos...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.08.2017 às 09:37

O combate à desertificação das terras resolve-se reabilitando a agricultura, a silvicultura, a apicultura, a pastorícia, até a caça - sem nunca esquecermos que esta reabilitação nunca poderá estar dissociada da capacidade que estas actividades tenham em gerar receitas e gerar riqueza.
Ou seja, fazendo-se tudo ao contrário do que se tem feito.
No tempo em que as aldeias eram ocupadas, e não estavam desertas como hoje sucede em largas parcelas do território português, os fogos na actual escala eram inexistentes.
A devastadora progressão dos incêndios sucede na razão inversa à da fuga e abandono dos campos e à contínua desvalorização económica da agricultura e das florestas. Enquanto isto não for encarado como séria prioridade nacional, Portugal continuará a arder.
Imagem de perfil

De José da Xã a 22.08.2017 às 23:05

Amigo Pedro,

já escrevi sobre este problema. Que é muito antigo e com as soluções sempre a serem empurradas com a barriga. Como sempre aliás se fez e faz no nosso País. Por exemplo estamos no Verão e as sarjetas estão repletas de terra, a maioria até entupidas.
Se começa a chover de um momento para o outro, é certo que vão surgir grandes inundações. Claro e depois aparecerão as costumadas acusações. Só que neste momento não se vê ninguém a tratar disso. Ah pois estão de férias...
Ora no Outono e Inverno deveríamos preocupar com as matas. Pois... mas é muito caro. E não há mão de obra.
Eu sei do que falo. Seja na aldeia onde cresci, seja na aldeia que a semana passada foi vitima (mais uma!!!) das chamas no concelho de Castelo Branco, não há ninguém que queira trabalhar na agricultura.
Pior... quando apareço para fazer alguma coisa, ainda me criticam.
Por isso não me admiro que as minhas fazendas não arderam porque estavam lavradas e as do lado arderam todas.
O nosso povo habituou-se a ter tudo sem grande esforço.
Sabes... todos os anos vou à azeitona. Curiosamente gasto muito mais dinheiro quando lá vou do que se fosse a um qualquer supermercado comprar o azeite.
Mas gosto de comer do que é meu.
As pessoas que vivem na aldeia também já não estão predispostas a trabalhar no campo.
Bom.. desculpa o longo comentário, mas um destes dias hei-de falar com mais propriedade do que sei.
Abraço.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.09.2017 às 07:39

O teu testemunho é precioso. Pois tu bem sabes, de conhecimento directo, como as coisas são. Ao contrário dos palradores de sofá, bem instalados no conforto alfacinha, que adoram mandar bitaites sobre o país real que não conhecem nem querem conhecer.
Abraço.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 22.08.2017 às 10:29

Tantas considerações generalistas sobre o regime parlamentar, o valor do voto, o islamismo e outras tiradas a propósito de uma questão concreta que é a persistência, ano após ano e com crescente violência, dos fogos florestais.

A solução mais ridícula que vi aqui escrita para solucionar este problema foi dizer para não se votar.

Não é preciso ser especialista para ver que perto da totalidade dos fogos tem origem criminosa e aproveita-se da desertificação do interior e do abandono produtivo dos terrenos. Combater a desertificação do interior levará décadas e com resultados de eficácia duvidosa.

Dado que é impossível que TODOS os proprietários façam a limpeza regular dos seus terrenos (quantos dos que o fazem não vêem os seus terrenos arderem?) talvez fique mais barato ao estado português (e aos contribuintes, por maioria de razão) investir na limpeza e vigilância do seu território. E quando digo investir na limpeza e vigilância não estou a falar em simplesmente aumentar as dotações orçamentais da protecção civil, como se isso resolvesse por si só, o problema.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.08.2017 às 21:39

Totalmente de acordo consigo.
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 23.08.2017 às 21:47

A propósito deste assunto, saiu hoje no DN um artigo de opinião de Viriato Soromenho Marques que me parece lapidar.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 23.08.2017 às 22:39

Ando a concordar muito consigo...
Pareceu-me também lapidar. De tal maneira que já o citei aqui, ao fim da tarde de hoje:
http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/reflexao-do-dia-9506046
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 24.08.2017 às 10:12

Há dias assim...
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 24.08.2017 às 10:26

Mas um dia não são dias...
Sem imagem de perfil

De Maria Lopes a 22.08.2017 às 11:47

Na minha modesta opinião, acho que deviam acabar com os pirilampos, pois eles são os culpados dos fogos (criminosos) que surgem durante a noite.
Todos sabemos que os pirilampos são bichos que falam com luzes e estas não estão enquadrados no plano diretor ambiental (não existe, eu sei).
Assim, devemos culpar os pirilampos e a sua falta de cooperação com a proteção civil, camaras municipais, ou seja com toda a gente, para os lembrar que este inverno vai ser seco e que depois eles não vão ter nada para comer e vão ficar irritados.
Mas podem aproveitar e ouvis os especialistas em tudo e mais um par de botas, a opinarem sobre o que se deve fazer quando há incêndios provocados pelas luzinhas do vossos rabiosques (pode-se escrever rabiosque ou a malta do politicamente correto, vai-se passar?!) e que as mesmas não podem ser usadas, uma vez que existe uma lei ou um qualquer papel escrito sobre as dimensões da luz e da incandescência da mesma e que não está a ser cumprida.
Caso algum pirilampo seja apanhado em flagrante, eu acho, na minha modesta opinião, que uma especialista em traumas de infância (sim, os pirilampos sofrem com as separações), deve refletir em voz baixa e compassada sobre a falta de acompanhamento (os pirilampos por vezes perdem-se entre a folhagem e ficam desesperados) e as vantagens de serem soltos na natureza em dias de maior calor, para se sentirem parte integrante da sociedade.
Devem rodar a/o especialista pelos canais por forma a que a mensagem seja difundida de mais eficaz pelos pirilampos,
Nunca, mas nunca usar a máxima do “mais vale prevenir que remediar”, pois pelos vistos os pirilampos não podem sentir que são criminosos e que a sociedade deve ser tolerante com este tipo de ser.
Devemos também ser tolerantes com a ignorância, a estupidez, a tacanhez e deixar arder. Porquê? Porque se ninguém se mexer, a coisa acaba por passar despercebida e voilá! Os pirilampos sentem-se integrados e o pessoal idem.

E se pessoas morrem e se as casas ardem, se o gado vai perecer por falta de comida, se a água vai faltar, devemos continuar a apontar o dedo aos pirilampos, mas sempre com cuidados e caldos de galinha. Não é impotência e resignação. É cobardia. Infelizmente. E com isso os pirilampos vencem.

M.Lopes


Sem imagem de perfil

De Alberto a 22.08.2017 às 13:43

Permita-me discordar do seu comentário apenas num ponto: não tem nada de modesto. No resto, brilhante!
Acrescentaria que a cobardia é apenas uma das "virtudes" da casta de políticos que nos têm sugado nas últimas décadas.

Cmpts
Sem imagem de perfil

De Vigia Coelhos a 22.08.2017 às 12:32

Se esta praga incendiária é uma ofensiva terrorista, há que tratar o problema conforme se exige.
Tropa no terreno a atirar a matar e penas máximas aos culpados!
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 22.08.2017 às 12:39

Só os betos refastelados nos sofás citadinos olham para esta tragédia como se fosse coisa menor. Lá das "berças", do povo (que horror...)
Imagem de perfil

De Ventania a 22.08.2017 às 12:50

"É tempo de deixarmos de encarar este drama dos fogos como uma típica fatalidade de Verão, passando a equipará-lo a uma ofensiva terrorista." Na mouche, caro Pedro. Nem como uma típica fatalidade de Verão nem como o resultado apenas e só da "mãe Natureza" como tanto tenho lido, como se fosse por mero desígnio natural o predomínio das monoculturas de eucalipto e pinheiro, para começo de conversa - fora tudo o mais, desde falta de prevenção à ineficácia e escassez de meios de combate.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.09.2017 às 07:38

Vemos, ouvimos e lemos - não podemos ignorar.
Sem imagem de perfil

De Alberto a 22.08.2017 às 13:10

Será possível afirmar que Portugal tem tido a sorte de escapar aos atentados terroristas que assolam a Europa? Claro que não! Portugal encontra-se nos primeiros lugares das estatísticas sobre atentados terroristas. Basta verificar o número de mortos, feridos e os prejuízos materiais, sociais e psicológicos, para perceber a enorme catástrofe que se abateu nas ultimas décadas sobre este pobre País! E que tem feito a casta de políticos para resolver esta tragédia? Pelos vistos, nada! Ano após ano, continua a despejar rios de dinheiro dos contribuintes no "reforço de meios", alimentando escandalosamente esta indústria do fogo que nos tem consumido. Muitas comissões chorudas devem ser pagas aos decisores políticos para que esta situação se mantenha, dando no entanto a entender que tudo está a ser feito para acabar com o problema: "estamos a reforçar os meios de combate e para o ano estamos mais preparados blá, blá, blá, ...." Bastaria alocar uma ínfima parte do dinheiro gasto nos "meios" e canaliza-lo para a investigação (PJ, SIS, PSP, GNR) das causas. Temos profissionais capazes de descobrir quem, de uma forma coordenada, sistemática e profissional continua a pegar fogo e a destruir as nossas florestas.
Imagem de perfil

De Pedro Correia a 01.09.2017 às 07:41

Pois. Mas falta vontade política, como já se viu. Há poucos votos no interior do país.
O problema é capaz de ser esse, precisamente.

Comentar post


Pág. 1/2





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D