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Figura internacional de 2016

por Pedro Correia, em 05.01.17

                  

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DONALD TRUMP 

O magnata novaiorquino surpreendeu tudo e todos. Contrariou sondagens e as sofisticadas análises dos comentadores políticos - não só nos Estados Unidos mas também em Portugal, onde chegou a haver gente a escrever e publicar peças jornalísticas considerando-o antecipadamente derrotado na corrida eleitoral para a sucessão de Barack Obama como inquilino da Casa Branca.

À partida, de facto, quase ninguém dava nada por ele: anteviam-no apenas como animador da campanha com a sua atitude nada diplomática, digna de elefante em loja de porcelanas. Mas Donald Trump foi derrubando sucessivas barreiras, desde logo nas primárias republicanas, em que enfrentou grande parte do establishment do seu partido, incluindo os ex-presidentes George Bush e George W. Bush e os antigos candidatos presidenciais John McCain e Mitt Romney: todos se demarcaram dele desde o primeiro instante.

Apesar disso - ou por causa disso - acabou por emergir vitorioso nas primárias, derrotando antagonistas que comprovaram ser tigres de papel, como Jeb Bush, Marco Rubio e Ted Cruz. Com uma mensagem linear e populista, e uma utilização maciça das redes sociais, centrou o seu discurso contra a oligarquia de Washington, a imigração ilegal e o terrorismo, apelando ao proteccionismo económico e ao apaziguamento com Moscovo.

Linhas discursivas que repetiu na contenda com Hillary Clinton, sua adversária do Partido Democrata, que viria a derrotar nas urnas em Novembro. Conquistando maioria no colégio eleitoral, graças às peculiares regras vigentes nos Estados Unidos, embora tivesse menos cerca de três milhões de votos do que Hillary no voto popular.

Vai tomar posse já no próximo dia 20, entre vaticínios generalizados de uma presidência desastrosa. Paradoxalmente, este é talvez o único ponto que à partida o favorece: as expectativas iniciais para o seu mandato serem tão baixas.

Na votação do DELITO, que mobilizou 27 dos 31 autores deste blogue, o novo Presidente eleito dos EUA ganhou por maioria absoluta: teve 21 votos no escrutínio para Figura Internacional do Ano.

Os restantes seis foram distribuídos pela chanceler alemã Angela Merkel (já aqui vencedora em 2010, 2011 e 2015), com três votos, o Presidente russo Vladimir Putin, o Presidente filipino Rodrigo Duterte e o cantautor Bob Dylan, controverso galardoado com o Nobel da Literatura.

 

Figuras internacionais de 2010: Angela Merkel e Julian Assange

Figura internacional de 2011: Angela Merkel 

Figura internacional de 2013: Papa Francisco

Figura internacional de 2014: Papa Francisco

Figuras internacionais de 2015: Angela Merkel e Aung San Suu Kyi

 

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10 comentários

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De isa a 05.01.2017 às 12:14

Essa informação de que "Trump teve cerca de três milhões de votos, a menos, do que Hillary no voto popular" foi buscá-la aos mesmos que se enganaram em todas as sondagens e sofisticadas análises de comentadores políticos?

Mesmo que fosse irrelevante saber que vários jornalistas recebiam pagamentos da fundação dos Clinton's, mesmo que não saiba que foram detectados erros em várias máquinas, onde se votava Trump e apareciam na Hillary, "por acaso" em Estados cujas máquinas foram fornecidas por uma Companhia pertencente, por portas e travessas, a George Soros que também deu milhões para a Campanha de Hillary (tal e qual como a Arábia Saudita), não esquecendo os Estados que, muito "convenientemente", não exigem identificação e andaram com autocarros cheios de imigrantes ilegais para votarem em várias mesas de voto e, mesmo assim, não tiveram essa maioria de votos como diz e, se quiser mesmo saber a distribuição de lugares para a vitória de Trump, deixo um vídeo onde no final pode ver, exactamente, onde está o vermelho no mapa dos que elegeram Trump.

Por acaso , não fiquei surpreendida porque não seguia as sondagens "tradicionais",
no entanto, como sabia do que se estava a passar nas mesas de voto de certos Estados, só havia o receio de não haver votos suficientes para cobrir aquilo que andavam a fazer "por fora".
A minha filha casou com um americano, há mais de 10 anos, tenho dois netos americanos e ela, há muito tempo que fez o Oath of allegiance (Juramento de Fidelidade) e passou a ser 100% americana, uma das razões por me interessar por tudo o que se passa nos EUA, portanto, surpresa, só para quem acredite nos 90% de informação distribuída por, apenas, 4 Corporações que a controlam.

Ora, quando a informação sai através de meios de comunicação subsidiados por uma das partes, não são precisas muitas análises para se saber o porquê dos enganos e, o mesmo, se passa na Europa, ainda me lembro de uma notícia de "Feb 1, 2012 - The BBC received millions of pounds from the European Union and local authorities over the past four years..." e, nem é preciso recuar tanto tempo, se recordar o Brexit, também foi "inesperada" a vitória do Referendo. Quem não procurar toda a informação, por outros meios, haverá muitas outras coisas com as quais se irá surpreender, até num Futuro próximo.

A percepção que se tem do Mundo que nos rodeia, pode ser facilmente manipulada através de notícias incompletas, meias verdades ou até mesmo totalmente fictícias. Já não podemos confiar em "resumos" nem "especialistas", temos mesmo que fazer muita investigação pessoal, tirada de muitas fontes, portanto, "muito trabalhinho de casa" ;)

https://www.youtube.com/watch?v=9s1nbRQ77hQ
THEY WHINING ABOUT POPULAR VOTE? SHOW 'EM THIS VIDEO
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De Pedro Correia a 05.01.2017 às 13:06

A sua filha, se me permite, não passou a ser "100 por cento americana". Passou a ter dupla nacionalidade.
Portugal não retira a nacionalidade aos seus cidadãos pelo facto de adquirirem outra.
Só é possível abdicar da nacionalidade portuguesa por renúncia expressa do cidadão em causa.
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De isa a 05.01.2017 às 16:29

Só, mesmo, se for à força, ela já nem sequer tem passaporte português, apenas americano. Aqui, como tinha conhecimentos em 3 áreas da informática, servia para substituir três mas, só para receber o ordenado equivalente a um deles. Surgiu o convite e quase a empurrei "do país para fora", felizmente, muito antes da crise de 2008, "tenho um dedinho que adivinha" lol

A verdadeira nacionalidade é onde nos tratam bem e somos reconhecidos pelo nosso mérito e, como o marido e os filhos fazem parte do seu Futuro, isto aqui, não fará parte desse Futuro. Por lá, ainda dão valor à competência e, quanto mais competente, mais receiam perder quem trabalha bem, aqui, até podem ser substituídos por incompetentes desde que tenham o "padrinho" certo.
Tenho outro, por cá, no 10º ano, aluno sempre com notas máximas que também quer seguir o mesmo, mais um que não me importo (nada) que possa escolher outra nacionalidade, onde deem valor ao que se deve dar valor.
Vemos a esquerda preocupada com os ordenados mínimos mas, pouco se ralam com os impostos sobre quem pode, realmente, acrescentar valor real ao país.
Portanto, bem podem dizer e, escrever em papel que podem ter dupla nacionalidade que, a verdadeira escolha, será sempre feita por outros motivos, muito mais relevantes.
Estão a pagar casa e terreno lá e, não cá, o marido depois de estar na Guerra do Golfo como electricista dos aviões do exército, passou a trabalhar por conta própria e, ela, está sempre a ter convites de trabalho, até para outros Estados.

E, como eu, aos 59 anos, já me preparei, mentalmente, para nem vir a receber reforma do "papá" Estado, espero que Trump seja real, não seja "comprado" ou assassinado porque, ainda não excluí a hipótese de também acabar "noutro lugar", mesmo que não tenha a sorte de poder vir a escolher outra nacionalidade e, nem percebo essa preocupação com a nacionalidade porque, por aquilo que estamos a ver, nacionalismo não está na Agenda europeia e, quase passou a ser pecado capital pensar, em se voltar a ser um País independente.
Com a quantidade de migrantes, refugiados ou não, incluindo ilegais, mais os previstos para entrar na Europa (500.000.000) e, presentemente, já existirem escolas europeias, onde as crianças locais estão em minoria, se nada retroceder nesta Agenda "Globalista", talvez até tenhamos passado o ponto de não retorno, na Suécia já o passaram. Quem quererá viver numa Europa que ficará completamente irreconhecível? Não se esqueça da programada Mesquita em Lisboa.

Realmente, só se for, por não se poder escolher ou por se ser obrigado a ficar.
A nível Global, há muitos Se's e muita coisa irá acontecer e, a partir daí, a ordem de prioridades, tem de ser bem pesada, 1º apostar na diversificação das competências pessoais para, em qualquer altura, se poder fazer uso delas, 2º adaptabilidade, estar sempre preparado para fazer qualquer mudança, por mais radical que ela seja e, depois destas duas prioridades, o nome do lugar, onde se esteja ou para onde se vá, será completamente irrelevante e, se for preciso renunciar a alguma coisa, só prova adaptabilidade, pensando sempre de forma racional e nunca de forma emocional (a nova moda e, a melhor maneira, de destruir a economia e a cultura dos países europeus e, isto, para não falar de outra consequência previsível, um retrocesso civilizacional, basta ver como em certos países europeus, começam a "aconselhar" as mulheres a vestirem-se de determinada maneira).
Só quem viva sem saber o que, verdadeiramente, se passa por essa Europa para não ver como ela, em breve, ficará irreconhecível. Se já nem nos podem dar segurança física (há países a "perder" o rasto de centenas de migrantes) que importância terá, aquilo que dão, escrito em mero papel?
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De Pedro Correia a 05.01.2017 às 17:57

Ela pode não ter passaporte português actualizado, mas nem por isso deixa de ser cidadã portuguesa de pleno direito.
Só deixaria de o ser se renunciasse à nacionalidade portuguesa - algo que quase ninguém fez até hoje.
Segundo a nossa Constituição, nenhum cidadão português pode ser privado da nacionalidade excepto por renúncia voluntária do titular, na condição expressa de que tenha outra cidadania. Impedindo assim que se tornasse apátrida.
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De isa a 06.01.2017 às 00:09

A maioria dos países não quer que ninguém seja apátrida, o negócio da cobrança de impostos ia por água abaixo, seria a perda de muitos postos de trabalho, daqueles "muito produtivos à sombra da bananeira"
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De Pedro Correia a 06.01.2017 às 00:11

Mesmo assim, ainda há cerca de 12 milhões de indivíduos apátridas no mundo, o que não deixa de ser impressionante.
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De JSC a 06.01.2017 às 20:03

Penso que a Europa vai seguir o exemplo dos USA (vamos ver isso até ao final do ano nas eleições que se aproximam, a única coisa que está a começar a cheirar mal é o brexit, o problema destes politicos não respeitarem o povo, pode levar a atentados terroristas não só pelos "mesmos", já começou na Hungria, cada vez mais me convenço que é necessária a revolução), portanto penso que esses números são apenas ilusões.
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De Pedro Correia a 06.01.2017 às 21:32

EUA e Europa são casos muito diferentes, com eleitores muito diferentes e regras eleitorais muito diferentes.
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De isa a 07.01.2017 às 11:21

São realmente diferentes, os eleitores europeus já estavam, praticamente, domesticados e subjugados, pelos que sempre desejaram ser os novos latifundiários a nível global, tanto que, muitos, ainda votam imaginando que ainda têm algum voto na matéria. Apesar do Brexit e do Não no Referendo italiano (porque o próximo passo seria mudar as Constituições), pelo menos, começam a mostrar que estão a começar a "acordar". Nem percebo a dúvida, Parlamentos que obedecem a uma "entidade" externa, eurodeputados que não podem propor nem vetar leis... a ideia primordial sempre foi tirar, completamente, o poder das mãos dos cidadãos.
Podemos ter caído na esparrela mas, começa a ficar demasiado óbvio, para se continuar a imaginar que foi tudo feito com boas intenções.
Por aqui, nem se dignaram fazer o Referendo para nos perguntar se queríamos entrar na UE, não que o povo, saído de uma Ditadura de décadas, percebesse alguma coisa sobre Liberdade, o receio estava nos debates, ainda se podia "destapar a careca" e a maioria perceber que íamos perder a nossa soberania e todas as ferramentas para controlar ou poder reparar os nossos problemas económicos e financeiros. Venderam bem a ilusão, não só de almoços grátis como a de dinheiro eterno e infinito.
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De Pedro Correia a 07.01.2017 às 11:59

Sucede que nos Estados Unidos existe uma cultura referendária, inexistente na Europa (excepto na Suíça e na Noruega, que em 1973 recusou por referendo entrar na CEE).
A ausência dessa cultura tem levado países como a Dinamarca e a França a fazer remendos atrás de remendos com os referendos já realizados, cobrindo-se de ridículo e fazendo tábua rasa da vontade popular. Temos igualmente o referendo grego de 2015, que serviu rigorosamente para coisa nenhuma. Resta ver o que sucederá com o Brexit, na ausência de regras constitucionais estabelecidas no Reino Unido para esse efeito.
Por cá, é um facto que os partidos portugueses prometeram "referendar a Europa". A promessa caiu em saco roto sem que ninguém tenha penalizado quem incumpriu o que prometera. O que não deixa de ser extraordinário.

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