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Facto internacional de 2015

por Pedro Correia, em 04.01.16

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A CRISE DOS REFUGIADOS

Mais de um milhão de desalojados de guerra ou emigrantes impulsionados pela crise económica - oriundos do continente africano, do Médio Oriente e até de paragens mais longínquas como o Bangladeche e o Afeganistão - acorreram em 2015 à Europa, procurando neste continente santuário e asilo. O país mais desejado, na rota da esmagadora maioria destas pessoas, todas contempladas com o duvidoso rótulo mediático de "migrantes", foi a Alemanha, o que tem suscitado ampla polémica no país. Com o aparecimento de movimentos como o Pégida e contestação aberta, nas próprias fileiras democratas-cristãs, à chanceler Angela Merkel, que proclamou Berlim e outras urbes germânicas como "cidades abertas" ao fluxo de refugiados.

A maioria destas pessoas foge da sangrenta guerra civil da Síria, que já provocou mais de 250 mil mortos em quatro anos e pelo menos quatro milhões de exilados, em grande parte concentrados em campos improvisados nos países limítrofes - Líbano, Jordânia e Turquia. A somar-se à guerra ocorreu em 2015 a ocupação de cerca de um terço de território sírio pelas hordas do Daesh, que ali impõem a lei do terror - que visa sobretudo a forte minoria cristã da Síria, avaliada em cerca de 10% da população.

A crise dos refugiados, presente em todos os debates políticos europeus, foi o facto internacional do ano, segundo o critério do DELITO DE OPINIÃO. Na eleição, em que participaram 23 autores deste blogue (que podiam votar em mais de um tema), este recebeu 17 votos, seguindo-se o fundamentalismo do chamado "Estado Islâmico" (já eleito facto internacional de 2014), com sete votos. 

Apenas dois outros acontecimentos de 2015 receberam votos solitários: o restabelecimento das relações diplomáticas entre Cuba e os Estados Unidos e a possível cura contra o cancro realizada por investigadores da Universidade de Copenhaga. Boas notícias que infelizmente não bastaram para ofuscar as más.

 

Facto internacional de 2010: revelações da Wikileaks

Facto internacional de 2011: revoltas no mundo árabe

Facto internacional de 2013: guerra civil na Síria

Facto internacional de 2014: o terror do "Estado Islâmico"

 

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6 comentários

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De Ali Kath a 04.01.2016 às 19:47

''derepentemente'' deixá-mos de ter 20% de pobres (+ 30% da esmola da seg soc), cantinas escolar nas férias, sem-abrigo
felismente temos um esmoler-mor: tó monhé, o novo Wimpy ou comedor de hamburguers
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De Pedro Correia a 04.01.2016 às 21:26

Olhe que não...
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De lucklucky a 05.01.2016 às 06:41

Invasão da Europa por comunidades anti-mulher e anti-semitas com índices de violência muito superiores aos habitantes locais.

O que poderá correr bem...?

Cá teremos ainda mais censura das rádios, tv's e jornais de referência, afinal é esse o papel da profissão mais desonesta que existe.

Tudo o que é inconveniente é para censurar pelo jornalismo como este exemplo abaixo, teve ser um "feio, porco e mau" tablóide a escrever:

"O silêncio que se abateu sobre a vinda a Portugal do dissidente cubano Guillermo Fariñas, Prémio Sakharov em 2010, foi ruidoso o suficiente para relembrar a conivência dos intelectuais com o regime cubano e o fascínio que a ditadura castrista exerceu sobre eles – e sobre a esquerda que gosta de retratos de Guevara e que fechou os olhos ao Gulag. Que o governo tenha recusado recebê-lo são minudências diplomáticas; que o presidente do Parlamento tenha mantido igual recusa é uma vergonha. Que os intelectuais não tenham tido uma palavra é o normal, fascinados que são pelas ditaduras dos trópicos. A prova é a mordaça em redor da Venezuela, onde uma ditadura neurótica mantém na prisão o líder da oposição e se dá ao luxo de nomear um parlamento próprio para substituir o eleito. Calados, imunes e sem vergonha. "

Ler mais em: http://www.cmjornal.xl.pt/opiniao/colunistas/francisco_jose_viegas/detalhe/20160104_0031_blog.html
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De lucklucky a 05.01.2016 às 09:51

http://www.thelocal.de/20160104/refugees-blamed-for-mass-sexual-assault-in-cologne

Around 60 complaints have been made to the police in Cologne after a group of around 1,000 men attacked revellers in the city centre in a brutal and “completely unheard of” way, Wolfgang Albers, Chief of Police in the Rhineland city said at a press conference on Monday afternoon.

Around a third of the complaints were of sexual assault, regional paper Express reported.

“There was a very large number of sexual assaults there - and in a massive way. Women were grabbed and attacked,” said Albers, adding that in one case the alleged crime fitted the legal definition of rape.

“The crimes were committed by a group of people who from appearance were largely from the north African or Arab world,” the police chief added.

"Many people accused the national media of engaging in a cover-up due to the ethnic background of the criminals, with many pointing to the fact that it took days before the details of the story reached national attention.

One commentator wrote sarcastically that “it is fascinating that the event in Cologne on New Year made it through the media censorship.”
(...)

É assim que os jornalistas são cada vez mais vistos.
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De Maria Dulce Fernandes a 05.01.2016 às 10:42

E de repente, deixou de ser A notícia.
Deixámos de ser bombardeados com imagens doídas e doidas de desespero tristeza e morte.
E de repente todas a vozes que gritavam vergonha se calaram.
E de repente todas as campanhas e activistas se viram num limbo de animação suspensa, aguardando uma ocasião mais propícia para voltarem às diligências costumeiras do papel de indignados que adoptaram , mas não praticam...
Pobres dos que sofrem mesmo. Deram-lhes toda esperança de bandeja e tiraram-lhes o tapete com a mesma facilidade.
Pobres dos que precisam... porque não vão ter. Só ilusões e promessas vãs.
Porque com eles vêm os outros, os cucos, os que nada criam e tudo destroem.
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De lucklucky a 06.01.2016 às 08:12

E a culpa é obviamente das mulheres :

http://www.telegraph.co.uk/news/worldnews/europe/germany/12083921/Mayor-of-Cologne-urges-code-of-conduct-for-young-women-to-prevent-future-assaults.html

Mayor of Cologne urges code of conduct for young women to prevent future assaults.

Veja-se o que a brilhante cabeça produziu:

The proposed code of conduct includes staying an arm's length away from strangers, remaining within your own group, and asking bystanders for intervene or to help as a witness.

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