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Esta não era a polícia dele, mas também não é a nossa

por Sérgio de Almeida Correia, em 19.05.15

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Não é de hoje, nem de ontem. A violência, sempre estúpida e sem sentido, tem vindo a impor-se ao desporto em momentos que deviam de ser de festa e de alegria. E tratando-se de um fenómeno que tem décadas, que tem crescido à sombra da tolerância do Estado democrático, não se percebe por que razão as entidades com responsabilidades continuam a ser tão brandas na erradicação desse fenómeno. 

Fruto do desinvestimento na educação, resultado da cultura do boné e smartphone, de uma cultura de laxismo e irresponsabilidade que perpassa por toda a estrutura do Estado e da sociedade portuguesa, dos mais altos cargos aos estratos mais desfavorecidos, onde a violência e as imagens que lhe estão associadas promovem valores que nada têm a ver com aqueles que se pretendem para uma sociedade civilizada, os comportamentos que se têm visto dentro e fora dos estádios não são apenas o resultado da actuação de grupos organizados, de claques de vândalos que aproveitam o fenómeno desportivo para extravasar toda a sua boçalidade, seja sob a forma de verylights, destruição de bombas de gasolina, assaltos na via pública, danos em veículos, provocação de incêndios em recintos desportivos e bens públicos, mas também de actuações policiais próprias de estados autoritários que fazem da violência sobre os seus cidadãos uma marca de lei.

As condições de vida não explicam, ainda menos justificam, o que se tem visto, porque a violência acontece tanto em alturas de crise como de prosperidade, em nações ricas e em velhas democracias como em países pobres onde grassa o espectro da fome e da miséria. As causas e as razões serão certamente mais profundas.

Se é intolerável que os estádios de futebol e as claques estejam recheadas de bandidos, de marginais, de traficantes, de neo-nazis disfarçados, de pulhas ignorantes, de gente xenófoba e racista, menos ainda se pode tolerar que quem tem a obrigação e a responsabilidade de assegurar a ordem e a paz públicas reincida em comportamentos próprios desse tipo de marginais. Infelizmente, tenho tido conhecimento e sido testemunha de algumas actuações por parte de agentes de autoridade que em nada abonam ao bom nome das corporações que representam e que em vez de induzirem a confiança na sua actuação provocam o medo e o receio, levando muitas vezes a que quem necessita de ajuda e protecção não apresente queixa por receio da forma como será recebido e encarado por quem tem a responsabilidade de acolher as participações. As forças de segurança não podem ser o porto de abrigo de marginais, de verdadeiros delinquentes, que à falta de melhores oportunidades procuram ali encontrar a protecção necessária para darem vazão aos seus instintos mais primários.

O que aconteceu em Lisboa e em Guimarães só é objecto de notícia e censura porque foi testemunhado por muita gente, porque foi filmado e visto de muitos ângulos. Não raro nos tribunais há cidadãos indefesos que são confrontados com queixas de energúmenos que fazem uso da farda e do estatuto para fazerem justiça e obterem indemnizações a que sabem não ter direito, sabendo que à falta de outras testemunhas é sempre a sua palavra que se impõe ao Ministério Público e ao juiz. Recordo-me inclusivamente de um caso ocorrido no Algarve, há uns anos, em que um visado depois de saber por um colega que tinha sido apresentada queixa contra si, devido ao seu comportamento de gangster, foi a correr apresentar queixa contra o desgraçado que tinha sido agredido, humilhado e insultado por não lhe ter dado prioridade num cruzamento. Por não ter tido a prioridade que desejava fez uma ultrapassagem perigosa com a sua viatura de uso pessoal, estancou à frente do outro veículo, atravessando-se na via, numa atitude de tão grande prepotência e abuso que alguns colegas referiram ser típica, embora ninguém denunciasse o fulano para não ser acusado de bufaria.   

Espero que o inquérito que foi mandado instaurar pela ministra da Administração Interna seja célere, que o Ministério Público não vacile, ao contrário do que por vezes acontece, e que os senhores juízes tenham mão pesada. Se não podemos tolerar gangues de vândalos nas claques desportivas, menos ainda se pode aceitar que graduados de uma corporação policial actuem da forma que aqueles homens actuaram, contra gente indefesa, que nada tinha feito que justificasse a brutalidade das agressões. E mesmo que tivesse havido um insulto prévio, ou uma "cuspidela", o que eu não acredito, a um agente ou a um graduado da PSP, que estava armado, sempre seria exigível ao "ofendido" outro tipo de actuação. Nada pode servir de atenuante para a actuação de cavalgaduras, seja para com as que ostentam a tatuagem da claque ou as que usam o estatuto ou a farda como carta de alforria para fazerem a "justiça" que entendem, não se coibindo de mentir e inventar histórias para se defenderem daquilo que está à vista de todos e assim justificarem os desmandos que praticam quando apanhados em flagrante.

A violência gera mais violência. A desconfiança gera mais desconfiança. Os cidadãos têm de confiar na sua polícia. Eu quero confiar na polícia do meu país. E tenho o direito e o dever de exigi-lo. A polícia de um Estado de direito democrático não pode ser confundida com a bandidagem fardada dos estados policiais.

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39 comentários

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De Topo-te bem a 19.05.2015 às 10:24

Quanto aos extensíssimos estragos que as claques do SLB provocaram no estádio de Guimarães, nem uma palavra. De quem é, outra coisa não havia a esperar.
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De NDM a 19.05.2015 às 11:02

Eu tambem te topo bem: para ja nao sabes ler, o que e triste e grave.
Depois, misturas clubite com coisas que nada tem a ver com desporto, futebol ou clubes.
Mas como nao percebeste o texto, eu explico: assim, simples, breve e resumidinho para conseguires perceber.

O texto condena TODA E QUALQUER violencia no desporto em geral e no futebol em particular, independentemente da cor desportiva!

Percebeste agora?!

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT77172
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De jabeiteslp a 19.05.2015 às 15:25

Parece que o Juiz da Petição
não terá razão, e na prepotência pouco difere do Sr. Policia.

Boa semana
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De Sérgio de Almeida Correia a 19.05.2015 às 11:22

Lamento tê-lo desiludido, mas penso que deve tentar melhorar a sua literacia.
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De M J CORREIA a 19.05.2015 às 14:48

Caro Sérgio Almeida Correia,
Li o seu texto e posso dizer que, genericamente, concordo com tudo o que nele é dito, isto apesar de mais coisas haver a dizer sobre o tema. Gostei especialmente da expressão "cultura do boné e do smartphone". Bem observado.
De qualquer modo, este seu comentário sobre a iliteracia de quem aqui veio comentar (com razão ou sem ela), além de trair a sua isenção, revela um certo pedantismo da sua parte que, sinceramente, não esperava e que me desiludiu.
Cumprimentos,
MC
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De Sérgio de Almeida Correia a 19.05.2015 às 16:25

Caro MC,

Registei.

Cumprimentos,
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De Topo-te MUITO BEM a 21.05.2015 às 12:42

Então diz lá exactamente em que linha do post fazes referência a esses estragos, e qual a sua natureza e o montante atingido, se é que és capaz.

PS- Tanto se me faz como se me fez que o Benfica seja campeão ou outro clube qualquer, incluindo, obviamente, o Porto e o Sporting (ordem alfabética)... Só para ficares a saber.
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De Porconta a 19.05.2015 às 19:22

Estás mais interessado em acusar os Benfiquistas que a ler o que foi escrito provavelmente fazes parte de Club rival que também fazem porcaria quando deviam ter fair-play, tal como o Sr. Correia sou da mesma opinião e penso que insurrectos há em todo o lado e infelizmente nas varias forças de autoridade incluindo juízes e magistrados também os há e pior de tudo defendem-se uns aos outros com o maior descaramento.
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De Armenio Cintra a 19.05.2015 às 10:36

...já não me espanta nada neste país desde que vi policias do corpo de intervenção fardados a beber shotes num bar em Lagos, Algarve, com miudas de 16 anos e após denunciar a outros colegas, a resposta foi que cada um sabe de si...!?
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De ribas a 19.05.2015 às 10:43

E mesmo que tivesse havido um insulto prévio, ou uma "cuspidela", o que eu não acredito.

Devo aqui esclarecer que não gosto de fardas, mas fui militar, PSP, etc. Porque achei não poder continuar a servir uma instituição que não me respeitou, ou haver agentes que deveriam ser proíbidos de austentar o peso da farda, não posso tulerar o desrespeito perante a autoridade.

Não ouvi o que foi dito, mas senti que algo de anormal se passou ente o agente fardado e o elemento à civil. Ambas as partes agiram em desfavor uma da outra. Sem defender o agente da PSP, acho que talvez o senhor agredido, teria com certeza desrespeitado a autoridade o que não queira dizer que a atitude do agente fosse a melhor atitude. Se é o que penso e foi sempre a minha atitude enquando vesti a farda, se fosse desrespeitado, agiria de uma outra forma "penso agora", detendo o infrator e só utilizaria a força quando necessária, até porque havia reforços mais do que suficientes para agir. Termino - quantas vezes e nos campos de futebol a policia é enchovalhada e não reage. O que diz a população que assiste?...
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De Sérgio de Almeida Correia a 19.05.2015 às 11:44

A polícia não pode ser enxovalhada, como é evidente. E quem o fizer deverá ser punido. É por isso mesmo que estas coisas não podem acontecer.
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De NDM a 19.05.2015 às 14:02

Não , a policia PODE ser enxovalhada. Não deve e ai e outra questão Se e enxovalhada e crime, punido por lei mas a lei tem que se fazer cumprir dentro das normas e da própria lei. Não foi o que aconteceu aqui.

Assiste-se regularmente ao enxovalho da policia nomeadamente nos estádios de futebol por parte de pseudo adeptos maioritariamente e inexplicavelmente inseridos nas claques de futebol. Mas, com a classe e profissionalismo que se exige da policia, os seus profissionais aguentam a pressão , e intervêm em casos extremos, e bem. O que se viu no caso dos adeptos agredidos em Guimarães e uma situação completamente diferente.

Estamos a falar de um adulto, um idoso e duas crianças , rodeados de pelo menos 5 policias fortemente equipados e armados. Foram enxovalhados ? Proceda-se a detenção , dentro das normas e dentro da lei. O que se assistiu foi um acto de puro abuso de poder.
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De leitor a 19.05.2015 às 19:41

finalmente alguem que diga alguma coisa com sentido.. nao defendo niguem mas o agente que agediu dever ser punido pelo que fez,, selvagem e o nome que tenho para ele.. com tantos reforços 14 conto eu !!!! nao tinha de fazer o que fez muito menos o que fez ao pai do agredido.. agora a maioria das pessoas diz a policia isto a policia aquilo... entao eu faço a mesma pergunta.... e quando a policia e enchovalhada ??? mal tratada e muitas das vezes agredida.. ???? quem os defende?? quem se coloca no lugar deles ??? esses policias que cumprem o dever e actuam conforme as ordens que lhes sao dadas.. TABEM TEM FAMILIA QUANDO CHEGAM A CASA.. e mais uma vez digo nao defendo a policia .. apenas o AGENTE em causa nao é a POLCIA !!!
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De am a 19.05.2015 às 11:56

O problema maior começa na boçalidade dos dirigentes...
" Pinto da Costa foi multado em 232 Euros!" Com uma multa destas até dá para chamar f.d.p. ao Capela! Isto é só um exemplo"...


Primeira medida: Acabar com os jogos à noite e com as claques organizadas.
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De Fernando Jorge a 19.05.2015 às 12:11

Já postei este comentário no video. Na minha opinião, como em tudo, acho que não devemos fazer julgamentos. Basta imaginar que em primeiro, o homem detido, já pudesse estar detido pela PSP e o agente pedir que calmamente se oferece-se para ser ser levado e o filho ser levado dali para não presenciar os fatos. Ou em segundo o próprio adepto insultar um agente de autoridade. Se o primeiro caso, e se com resistência ou insulto, talvez tenha sido essa a razão da reação. Se o segundo caso, independentemente disso, o proprio agente tem de apresentar relatório e justificação, não perante nós, mas perante os superiores que têm mais que razões para analisar este caso.
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De Fernando Jorge a 19.05.2015 às 12:27

E fora o futebol, apenas dizer o seguinte e isto... e acho que todos devemos pensar pois penso ser uma hipocrisia e vergonha para nós. Verdade que as pessoas entristecem-se por ver crianças a chorar por causa da violência policial e seu próprio pai ser apreendido. Mas acho isso uma hipocrisia entre nós. Porquê? Porque... e aquelas crianças que choram quando há confrontos entre adeptos de clubes diferentes? E por causa desse tipo de confusões, e porque também os policias são tão humanos e propensos à violência quanto os adeptos de clubes diferentes, a verdade é que depois também são eles que têm de acalmar as hostes nas ruas para impor a ordem. As crianças choram?? Infelizmente choram devido à imaturidade de nós, adultos, de criarmos estas situações que são nada mais nada menos que uma vergonha para nós. Vergonha porque somos nós que criamos estas situações. Achovalhar os erros policiais? Policias que também podem cometer erros dignos de justiça, sim... não em julgamento a este caso, mas algo generalizado? Como nós? Infelizmente resta saber se nós aprendemos também alguma coisa com isto para que no futuro não se repita. Penso que somos uma sociedade com deveres educacionais. Por isso tanto policias como sociedade civil possam contribuir para uma sociedade melhor.
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De da Maia a 19.05.2015 às 13:14


Acrescento umas observações...

Os Regimes modernos tornaram as Polícias em Tropas, equipadas para o combate contra uma população insurrecta. Se o cidadão contesta, levanta o braço, isso pode ser processado como desafio à autoridade.

Não tem que ter lógica ou bom senso, porque se trata de incutir um algoritmo na atitude policial. A última coisa que um Regime moderno tolera é que a Polícia não cumpra o algoritmo das ordens, porque disso depende a eficácia da máquina policial.
O algoritmo inclui diálogo e tolerância, mas apenas como uma estratégia de actuação, para evitar confronto desnecessário. Nesse aspecto, os polícias têm ordens para aguentar e não responder a ofensas.

Ninguém está à espera que o diálogo contrarie as ordens da polícia, é usado no sentido oposto, para a compreensão e desistência do cidadão.

Assim, num Regime militarizado, que disfarça Tropa sob o nome de "Polícia de Intervenção", não há diálogo, não há contestação, espera-se apenas que a Tropa seja eficaz a fazer cumprir ordens superiores.

O limite das Tropas nunca foi o grito dos cidadãos, mas sim a interpretação da sua acção face às ordens que têm.
Por isso é inútil ao cidadão queixar-se da bastonada errada, quando ela se insere dentro de uma ordem de investida. É culpado de estar no lugar errado.

O caso de Guimarães teve o problema de ser televisionado, senão inseria-se numa acção policial de circunscrever adeptos e lidar com contestações à ordem. Excepções justificadas são um incómodo, porque atrapalham o algoritmo simples.

O que atrapalhou a acção do polícia foi a presença de crianças. Tiradas as crianças das imagens, a actuação do polícia não mereceria atenção especial pela corporação.
Tal como não merecerá atenção especial poder ter havido bastonadas ou até detenções injustificadas em Lisboa.

Em Lisboa, ocorre a narrativa habitual - "dos poucos que estragam a festa de muitos". Porém, há problemas de memória, e os poucos que estragam a festa de muitos, também estiveram no Marquês noutros anos.
Uma coisa é a presença de vândalos, outra coisa é potenciar a sua acção.

Medina, o novo autarca, quis inovar face a Costa, e talvez para evitar a profanação da subida da estátua do Marquês Facínora, símbolo máximo do despotismo estatal, decidiu dar espectáculo.
Inconsciente, foi ao ponto de preparar o palco para a festa antes da confirmação do título.

Ora isso implicou uma forte tropa, em redor de um palanque frágil, onde estavam os jogadores. A situação tinha tudo para ser perigosa.
O início do confronto parece resultar de uma pressão dos adeptos sobre o cordão policial que envolvia o palanque, e resposta à bastonada.

É fácil dizer que o problema foi de alguns adeptos, e foi, mas é uma cegueira do palco fazê-lo. Porque é cegueira não querer ver que a diferença, face a anos anteriores, foi também esse palco pretendido pela direcção camarária, e benfiquista.

O que acaba por ser também criminoso é descartar essa responsabilidade de péssimo planeamento. Se houvesse verdadeiramente gente que não estivesse ali para a festa, não tinham sido garrafas, nem pedras, a serem atirados.
E é escusado misturar com o vandalismo em Guimarães, caso de hostilidade descontrolada de claques de futebol (claques que são umas vezes acarinhadas pelas direcções, e outras vezes bestializadas).

Medina quis dar show, e a principal lição que deveria tirar é que não se meta.
A festa é espontânea e faz-se sem ele, e pelo que sabemos antes, sem problemas.

Quanto ao Marquês e ao seu leãozinho, pois só espero é que algum dia seja dali tirado. Enquanto lá estiver, os pedestais estão cheios de facínoras e seus lacaios.
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De T a 19.05.2015 às 13:45

"Espero que o inquérito que foi mandado instaurar pela ministra da Administração Interna seja célere, que o Ministério Público não vacile, ao contrário do que por vezes acontece, e que os senhores juízes tenham mão pesada."

O que não falta são juízes a minar a acção policial, ora libertam este, ora apresentações semanais... O que não falta são exemplos contrários, o que não falta são militares e PSPs condenados e ameaçados. Quantos não prendem X, Y declara-se culpado em tribunal. X sai do tribunal a ameaçar a família e o agente que o prendeu. Que tudo fosse tão linear... Que diga o outro que deu um tiro no carro e que por "azar" tinha uma criança lá dentro. Se fosse bruxo não teria acontecido, aposto.
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De Teodoro a 19.05.2015 às 14:59

Parabens esta´tudo muito bom! apenas um ligeiro reparo (na minha opinião), qd refere "As condições de vida não explicam ainda menos justificam, o que se tem visto, porque a violência acontece tanto em alturas de crise como de prosperidade" de facto não deveriam explicar, mas que explicam é inegavel que explicam, veja os inumeros exemplos de agressões que existem em diversas classes, dou-lhe um exemplo as agressões aos médicos subiram vertiginosamente, e não consegue convencer ninguem que não é devido ás condições de "vida", ie condições de acesso à saúde ou falta dela. Portanto as condições de vida não deveriam explicar a coisa agora que explicam, explicam. O pessoal anda stressado, pela falta de emprego, falta de condições de acesso a boa educação, falta de acesso à saúde, quando não é com o próprio é com alguem da familia, esta muitas vezes está desestruturada com imigrações feitas à pressa, porque se aguentou até ao limite....estamos perto do caos, só não vê quem não quer, ou está comodamente a disfrutar o tacho, é vergonhoso o que se passa, portanto além de explicar, começa a justificar.
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De Vento a 19.05.2015 às 15:07

Não sou um fundamentalista da não violência. E não o sou porque além de estar estudado também tenho comprovado pessoalmente que para se alcançar alguma paz há um certo tipo de gente que só conhece a linguagem da violência. Fui educado, e continuo a seguir esta regra, que a violência deve ser evitada e prevenida até ao limite do impossível, e só deveria responder nesta linguagem in extremis, quando agredido e/ou perseguido.
Há várias formas de violência refinada na sociedade que geram outras violências brutais que, associadas ao descrédito na justiça, quem as pratica julga estar a oferecer um contributo cívico.

Também fui militar, e nesta situação, assim como em outras de natureza civil, sei que existe uma ordem de comando. Mas não confundo e nunca me deixei confundir sobre o que é o comando e o mando.
Significa isto que nunca permiti que numa escala de comando militar e civil a minha situação de SUBALTERNIDADE fosse confundida com SUBORDINAÇÃO.
Quero com isto dizer que o facto de me considerar um subalterno e NÃO um SUBORDINADO me conduziu a dizer NÃO quando devia dizer NÃO e até mesmo a bloquear ordens de MANDO.
Sei que a sociedade não está preparada para distinguir o conceito. E que as pessoas, em regra, quando em função de comando transformam aquilo que é uma responsabilidade em mando.

Pretendo chegar ao ponto de dizer que em qualquer cadeia de comando militar e/ou civil, onde se inclui a actividade empresarial, o subalterno tem o dever de contrariar ordens e atitudes de puro mando; e evitar, por exemplo, a cena que se viu em Guimarães que certamente terá deixado uma marca muito negativa aquela criança que até à data dessa ocorrência provavelmente pensava que a polícia era uma força amiga.

Aquela unidade de polícia deve oferecer um lanchinho ao menino, com outros meninos e meninas, e mostrar-lhes que existiu um erro da parte deles, mas que continuam a ser protectores das crianças e dos cidadãos.

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