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Enviei para o Panteão

por Rui Rocha, em 11.11.17

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19 comentários

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De Rui Henrique Levira a 12.11.2017 às 21:53

Um cadáver, meu caro Vlad, seja nas aulas de anatomia ou fora delas, é algo que já nada é. Já o respeito à memória daqueles que nos são caros é coisa que perdendo-se com ela nos perde: é a sua definitiva morte e é a nossa morte ética e cultural em vida. E manter vivo o respeito a essa memória não é celebrar ou sacralizar a morte, mas sim celebrar a lição de vida que eles nos legaram. Ninguém está verdadeiramente vivo se não tiver anteriores referentes éticos e culturais. Serve isto para todas as culturas em todas as partes do mundo. Que nós, gostando ou não gostando de quem repousa no Panteão, tenhamos chegado a este estado de idiotia nacional e de nihilismo ético diz alguma coisa acerca daquilo que somos (ou não somos) atualmente.
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De Vlad, o Emborcador a 13.11.2017 às 08:56

Mas porque é que não se honram os mortos através de um banquete? Nos cemitérios protestantes são frequentes o piqueniques, com os miúdos a correr. A brincar.

Relembro os meus mortos com a certeza de enquanto vivos os ter feito rir. Honremos os mortos como se estivessem vivos.

Se os imaginamos num qualquer Paraíso, não há paraíso que não se faça acompanhar de boa comida e bebida. Aliás os holocaustos eram e são feitos com as melhores partes da carne e as gorduras . Os altares judeus são aspergidos com vinho.....no Valahala os heróis bebem e comem com os deuses....Porque é que o respeito tem de ser acompanhado com as mãos cruzadas e não de braços abertos?

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De Rui Henrique Levira a 13.11.2017 às 12:19

Pois, meu caro Vlad, mas nesse honrar dos mortos com um banquete (feito pelas suas famílias, não o esqueçamos) por si referido não entram transações monetárias mais ou menos mercenárias nem o aluguer de espaços de memória que de todos são a quem os arrebatar pela soma mais alta.
O caro Vlad perdoar-me-á a franqueza, mas creio que o senhor está a confundir duas coisas bem distintas: o honrar da memória de referências (para uns positivas, para uns negativas e para outros - receio que para não poucos - indiferentes, não o ocultemos) da nossa História e da nossa Cultura com a miserável venda da dignidade dessa memória.
Uma coisa é a abordagem distinta que cada cultura e cada grei tem ao fenómeno da morte e ao culto da memória dos defuntos, outra coisa bem diferente é o inaceitável achincalhamento dessa memória ao arrepio das tradições mais arreigadas numa determinada cultura e numa determinada comunidade.

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