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Elogio a tradutores que resistem

por Pedro Correia, em 23.08.17

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Lembrei ontem que a esmagadora maioria dos escritores portugueses rejeita o impropriamente chamado "acordo ortográfico". É justo mencionar outra categoria de utentes qualificados do nosso idioma que tem estado na primeira linha do justo combate às aberrações ortográficas tão bem enumeradas aqui pelo Nuno Pacheco. Tantas vezes incompreendidos, os tradutores - vários deles aliás também escritores, como Pedro Tamen, Ana Luísa Amaral, Daniel Jonas, José Miguel Silva, Desidério Mucho ou Ernesto Rodrigues, entre outros, podendo todos ser considerados autores, enquanto criadores ou recriadores literários - exercem uma função muito importante na oposição ao AO90, enfrentando por vezes pressões de determinados editores ou de certos "agentes culturais" indiferentes à absurda segmentação de famílias lexicais (quem sofre de epilepsia deixou de ser epiléptico, tornando-se epilético) e à disparatada diversificação ortográfica de palavras anteriormente escritas da mesma forma em Portugal e no Brasil (como decepção e recepção, que perderam a suposta consoante muda na escrita acordística cá da terra).

Aqui expresso portanto a devida homenagem a esses resistentes, que têm sabido remar contra a maré. É uma lista necessariamente incompleta, que irá aumentando à medida que me for lembrando de mais nomes, podendo os próprios leitores fazer-me tais sugestões também.

Uma lista que não poderia esquecer Rui Santana Brito, prolífico e competentíssimo tradutor, infelizmente falecido já este ano.

Com o meu agradecimento, enquanto leitor, a todos eles.

 

Alberto Gomes

Alberto Osório Fernandes

Alexandre Brandão da Veiga

Alice Rocha

Ana Barradas

Ana Corrêa da Silva

Ana Falcão Bastos

Ana Luísa Amaral

Ana Maciel

Ana Maria Chaves

Ana Maria Pinto da Silva

Ana Santos

Ana Simões

Aníbal Fernandes

António Guerreiro

António Lopes Cardoso

António Pescada

António Rodrigues

Carlos Afonso Lobo

Carlos Mota Cardoso

Carlos Sousa Almeida

Carlos Vaz Marques

Carlos Vieira da Silva

Catarina Mourão

Clara Alvarez

Cláudia J. Fischer

Daniel Jonas

Desidério Murcho

Diana V. Almeida

Diogo Ourique

Eliana Aguiar

Elsa Sertório

Elsa Vieira

Ernesto Rodrigues

Ester Cortegano

Filomena Vasconcelos

Frederico Pedreira

Gilda Lopes Encarnação

Gonçalo Neves

Gustavo Palma

Helder Guégués

Helena Pitta

Inês Dias

Isabel Castro Silva

Isabel Pettermann

Isabel St Aubyn

Isabel Veríssimo

João Barrento

João Bouza da Costa

João Moita

João Reis

João Tiago Proença

João Vala Roberto

Jorge Fallorca

Jorge Lima

Jorge Pereirinha Pires

Jorge Telles de Menezes

Jorge Vaz de Carvalho

José Alfaro

José Bento

José Colaço Barreiros

José Domingos Morais

José Manuel Ferreira

José Miguel Silva

José Miranda Justo

José Paulo Vaz

José Remelhe

José Santana Pereira

José Teixeira de Aguilar

Júlio Henriques

Liliete Martins

Lucília Filipe

Luís de Barros

Luís Leitão

Luís Lima

Luísa Luiz-Gomes

M. Gomes da Torre

Manuel de Freitas

Manuel Resende

Manuel Santos Marques

Manuela Barros

Manuela Gomes

Manuela Torres

Margarida Periquito

Margarida Vale do Gato

Maria Carvalho

Maria das Mercês de Sousa

Maria do Carmo Abreu

Maria Gomes Duarte

Maria João Freire de Andrade

Maria João Lourenço

Maria João Madeira

Maria João Teixeira Moreno

Maria José Figueiredo

Maria Manuel Viana

Maria Pacheco de Amorim

Maria Teresa Guerreiro

Mário Dias Correia

Marta Lança

Miguel Martins

Miguel Nogueira

Miguel Serras Pereira

Miranda das Neves

Mónica Dias

Natália Fortunato

Nuno Camarneiro

Nuno Costa Santos

Nuno Lobo Salgueiro

Patrícia Xavier

Paulo Faria

Paulo Osório de Castro

Paulo Ramos

Pedro Carvalho

Pedro Elói Duarte

Pedro Mochila

Pedro Tamen

Raquel Dutra Lopes

Raquel Mouta

Raquel Ochoa

Rita Almeida Simões

Rita Canas Mendes

Rita Carvalho e Guerra

Rogério Casanova

Rui Lagartinho

Rui Lopo

Rui Pires Cabral

Salvato Telles de Menezes

São Amaral

Sérgio Coelho

Sílvia Valentina

Sofia Castro Rodrigues

Susana Sousa e Silva

Tânia Ganho

Telma Costa

Teresa Casal

Vanda Gomes

Vasco Gato

Virgílio Tenreiro Viseu

 

 

ADENDA: Como bem me lembra Ivo Miguel Barroso na caixa de comentários, a Associação Portuguesa de Tradutores e a actual presidente da Direcção, Odette Collas, são subscritoras da petição Cidadãos contra o "Acordo Ortográfico" de 1990, ainda em fase de recolha de assinaturas.

Lista actualizada

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32 comentários

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De Luís Lavoura a 23.08.2017 às 12:17

Como os tradutores trabalham à linha, é normal que não queiram uma ortografia que suprime letras...
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De Luís Lavoura a 23.08.2017 às 12:19

enfrentando por vezes pressões de determinados editores

Os tradutores que preferem a nova ortografia também sofrerão por vezes pressões de editores... Solidarizo-me com esses tradutores!
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De Luís Lavoura a 23.08.2017 às 12:21

Eu diria (posso estar errado) que quem decide a ortografia com que a tradução de um qualquer livro vai ser publicada é o editor, não o tradutor... O tradutor traduz da forma que lhe apetecer, e o editor depois passa depois o texto do tradutor por um corretor ortográfico ou por um revisor... Não é o tradutor quem decide qual a ortografia com que o livro vai sair.
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De V. a 23.08.2017 às 17:18

Parafusos soltos é sempre à unidade, como diriam no "Mário Mendes" ;)
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De Helena Sacadura Cabral a 23.08.2017 às 12:24

Faltam-te muitos!
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De Pedro Correia a 23.08.2017 às 12:45

Não tenho a menor dúvida, Helena (mas a lista vai sendo ampliada). E é bom saber isso.
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De Luís Lavoura a 23.08.2017 às 12:24

Portanto, o Pedro considera "disparatado" que se faça a "diversificação ortográfica de palavras anteriormente escritas da mesma forma em Portugal e no Brasil", mas já não acha disparatado que se faça o contrário, a unificação ortográfica de palavras anteriormente escritas de forma distinta em Portugal e no Brasil.

Confesso que não entendo a posição do Pedro... É a favor da unificação das ortografias nuns casos, mas contra noutros?
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De Zeus a 23.08.2017 às 18:44

Que interessa resistir se, através das gerações mais novas podem simplesmente Obrigar e, ainda seleccionar os livros que esses alunos vão ler.

O mal está no Sistema onde estamos a ser padronizados, em nome de um colectivo virtual em que o indivíduo passou a ser uma mera peça irrelevante, da grande máquina estatal, cada vez teremos menos voz ou liberdade de escolha, tal qual, como em qualquer ideologia colectivista, seja comunista, socialista ou fascista.
Querem Estados autoritários, gordos e que roubem a uns para dar aos outros, pois têm precisamente as consequências de uma Lei Natural, Causa/Consequência ou queriam Sol na eira e Chuva no nabal?

Tudo por preguiça porque a Liberdade só vem com a Responsabilidade Individual, querem um papá Estado, pois então habituem-se a ser mandados do berço até à cova e, não me venha falar de Democracia ou quer que eu repita as razões, de já não votarmos para coisa nenhuma?

Há muitos, agarrados aos seus Direitos adquiridos e garantidos, quando outra parte da população já não tem ou nunca terá esses direitos mas, com papas e bolos se enganam os tolos e, se alguém pensa que neste Mundo há alguma coisa garantida é só esperar, até não haver mais saída e aí, tarde demais e, mais uma vez, vão agarrar-se ao... papel de vítimas, quando são moralmente responsáveis em colaborar com o Sistema onde vivem e, ainda, obrigam a viver da mesma maneira quem não quer.

O Papel do Estado devia ser minimalista, só para garantir as liberdades individuais, não para tirar Liberdade e direitos ao indivíduo, nem andar a roubar a uns para dar a outros e, isto, seja em que grau for, é e será sempre fascismo, socialismo ou comunismo, onde quem manda é sempre um grupo que elege, entre eles, o ou os, chefes da "Banda".
Como há vários grupos, cada um promete umas quantas migalhas e até dão brindes mas, a melhor, quem paga essas migalhas e brindes?
Os que, apenas e só, servem para pagar milhões, sustentar burros a pão-de-ló, incompetentes e todo o tipo de mordomias a irresponsáveis mas, sempre à espera de uma migalha mais gorda ou brinde em época de eleições, quando lhes saía muito mais barato, poupando milhões, se fossem a uma loja chinesa, comprar uma esferográfica, um boné ou uma bandeirinha.

Vai para lá um grupo e serve os do grupo, vai outro e faz a mesma coisa, obviamente, a Nação, temos o que está à vista, esfarrapada, vendida e de rastos.
Veja a diferença com a Suíça onde nada é resolvido sem Referendo, não há pão-de-ló para "gosmas" (indivíduos que procuram, sem escrúpulos, viver à custa de outrem) e, Referendo, é sempre uma maioria Real, não a treta de dizer que com 2.413.956 votos, representa 52% de portugueses... Democracia? ou Conto do Vigário para Patos?

No caminho que isto vai, os portugueses já nem precisam saber escrever de maneira nenhuma, basta aprenderem a grasnar ou balir e, no entretanto, enquanto se pode e, deve estar por pouco, prefiro rugir ou uivar.
Parece que a grande maioria virou médico da tanga, identificam todos os sintomas, descrevem cada chaga, ferimento, lesão ou úlcera mas, nunca, identificam a Doença. Neste caso, obviamente, já se sabe o que acontecerá aos pacientes... vão lentamente sucumbindo... passando de seres humanos a couves, não tronchas mas Trouxas.

Isto não é uma queixa, apenas e, como de costume, um comentário delituoso
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De Pedro Correia a 23.08.2017 às 20:36

"Que interessa resistir"?
Claro que interessa. Você prefere o quê? Amochar?
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De Zeus a 23.08.2017 às 23:23

Querer mudar o Sistema não é amochar mas, se resistir, for só não escrever da nova maneira, quando nas escolas estão a obrigar as gerações mais novas, futuros leitores que, depois de bem "formatados", vão ler e querer ler como lhes ensinaram, essa de resistir, basta o tempo para perder a batalha.
Para resistir é preciso estratégia, há alguma resistência em relação ao que ensinam aos mais novos?
Se não há, quem quiser impôr o acordo nem precisa fazer nada, basta esperar sentado.
Sabe que há livros de leitura obrigatória nas escolas?
Quem selecciona esses livros?

Santa ingenuidade mas, é bonito dizer estar a resistir, mesmo que a maneira escolhida de resistir não vá alterar nada.
No entretanto nas escolas, miúdo que não cumpra o novo acordo nos exames, cada erro, cada desconto na pontuação final, basta isto para os pais não comprarem aos filhos livros dos "resistentes".
Dos Problemas todos sabem falar mas, a maneira de os resolver é como terem um barco cheio de buracos, estar prestes a afundar mas, vamos resistir, tapando os buracos com bolinhas de algodão.

Mas percebo-o muito bem, vamos só mudar isto e aquilo porque, o que está a saber bem não se muda. Por esta e por outras é que vamos todos num barco, cada um agarradinho à sua trave do casco, num barco podre, sem leme e completamente à deriva. Só falta no intervalo de tanta "resistência", servir uns martinis secos brancos.
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De Pedro Correia a 23.08.2017 às 23:44

"Vamos num barco podre"?!
Deixe lá o plural. Fale por si.
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De Zeus a 24.08.2017 às 06:54

Niemand ist mehr Sklave, als der sich für frei hält, ohne es zu sein.

(None are more hopelessly enslaved than those who falsely believe they are free)
Johann Wolfgang von Goethe
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De Pedro Correia a 24.08.2017 às 08:08

Goethe era tradutor de alemão para inglês?
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De Zeus a 24.08.2017 às 16:24

O problema das traduções, acabam sempre por destruir a ideia original do autor mas, posso tentar estragar mais um bocadinho passando para português

"Ninguém consegue ser mais escravo, do que quem é livre sem o ser"
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De Pedro Correia a 24.08.2017 às 16:37

Passar para português é "estragar"?
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De Zeus a 24.08.2017 às 20:14

Pensar poder traduzir sem alterar o sentido ou sem adulterar pensamentos do autor, basta o simples facto de quando se quer escrever noutra língua, se quiser um trabalho bem feito, tem que Pensar nessa língua ou sai tolice porque não é só trocar vocabulário mas, manter o sentido que não se pode perder, nem entrar em ambiguidades.
Aliás, não é por acaso que estrangeiros tenham tanta dificuldade em aprender português, com tantas palavras que até pensam significar o mesmo.
Para quem não seja exigente, até pode traduzir "ao metro", nos tempos que correm, já qualquer coisa parece servir, até palha, desde que os críticos, façam parte do círculo de compinchas.
Mais alguma dúvida sobre que "estragar" estou a falar?
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De Pedro Correia a 24.08.2017 às 21:37

A dúvida parece-me ser sua, não minha. Eu não duvido que qualquer destes 136 tradutores que menciono no meu artigo é capaz de exercer com toda a competência essa importante função.
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De Zeus a 24.08.2017 às 22:59

Por acaso já reparou como argumenta?
Sem qualquer sucessão lógica de pensamento, salta de um assunto para outro completamente diferente. Por acaso estávamos a avaliar alguém?
Respondo à sua questão e explico aquilo que eu queria dizer com "estragar", pergunto se percebeu essa minha explicação e responde como se eu tivesse feito alguma avaliação sobre alguém.

"A dúvida parece-me ser sua, não minha"
Qual dúvida?
Deve estar habituado a dizer qualquer coisa que sirva para responder a qualquer coisa e, pronto, nem interessa se faz sentido.
Discurso e respostas a metro? Para despachar serviço?
Nem preciso que me responda porque até pode sair que estou contra a caldeirada ou as sardinhas fritas.

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De Pedro Correia a 24.08.2017 às 23:30

Discurso a metro.
Saltar de um assunto para outro.
Duas frases que se encaixam na perfeição no seu auto-retrato.
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De Zeus a 25.08.2017 às 05:47


Confesso que este seu, não argumento, teve graça.
Tipo Argumento "Old School"
"quem diz é quem é"!
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De Pedro Correia a 26.08.2017 às 07:50

Cumprimento-O pela rara concisão, Zeus.
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De glu glu a 26.08.2017 às 21:34

só aqui a "pensar para o ar", o Zeus não me arranja essa tradução para de português para mandarim, e correspondência aproximada IPA. tenho aqui uma colega de trabalho que gostaria de impressionar.
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De Pedro Correia a 08.09.2017 às 17:37

Zeus também tem direito a férias.
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De ivo Miguel Barroso a 26.08.2017 às 02:32

A Associação Portuguesa de Tradutores e a actual Presidente de Direcção, ODETTE COLLAS, são Subscritores da Petição "Cidadãos contra o "Acordo Ortográfico" de 1990".
A Petição pode e deve continuar a ser assinada.
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De Pedro Correia a 26.08.2017 às 07:36

Obrigado, caro Ivo Barroso. Aproveitarei a sua oportuna adenda para uma referência no meu texto.
Um abraço.
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De (Exmo.) Diogo Ourique a 08.09.2017 às 17:23

Contra os canhões, marchar, marchar!
Obrigado ao autor e sempre amigo.

Abraço.
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De Pedro Correia a 08.09.2017 às 17:36

Forte abraço, Diogo. E parabéns pela excelente tradução do 'Orgulho e Preconceito' - um dos melhores romances de todos os tempos - para a Guerra & Paz.

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