Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




É fazer as contas, como dizia outro

por Rui Rocha, em 06.06.16

Fazendo umas contas por alto, um ano tem cerca de 250 dias úteis. Se tivermos em conta que o direito a férias remuneradas corresponde a 22 dias por ano, sobram coisa de 228 dias úteis para trabalhar. A redução do horário de trabalho na função pública para 35 horas semanais corresponde a menos 1 hora de trabalho por dia. Isto é, o empregador Estado acaba de somar aos 22 dias úteis de férias normais mais uma "dispensa" equivalente a cerca de 28 dias por ano (1 hora x 228 dias de trabalho / 8 horas diárias de trabalho = 28,5). Exacto. É o que acabaram de ler e que repito para o caso de não ter ficado claro: é de uma medida equivalente a um acréscimo de 28 (vinte e oito) dias de férias anuais para cada funcionário público que estamos a falar.

Autoria e outros dados (tags, etc)


50 comentários

Sem imagem de perfil

De Justiniano a 06.06.2016 às 14:27

Tudo isso é indiferente, pois, como se sabe, e eu ouvi dizer, nada disso há-de ter influencia na despesa!!
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 06.06.2016 às 16:07

Exacto. Vinte e sete dias a menos x 500.000 ou 700.000 funcionários públicos, enfim é fazer as contas.
Sem imagem de perfil

De jo a 06.06.2016 às 14:40

Também fez essas contas quando se aumentou o horário de trabalho?
Ou só há moralidade para um lado?

Havia uma anedota com esse tipo de contas:
Um ano tem 365 dias.
A trabalhar 1/3 do dia trabalham-se aproximadamente 365:3=122 dias,
108 são fins de semana. 122-108= 14 dias,
com 22 dias úteis de férias ficam 14-22= -6 dias.

Todo o trabalhador deste país deve 6 dias por ano ao patrão.

Sem imagem de perfil

De Jorg a 06.06.2016 às 15:57

O xuxa Costa, Capataz da Geringonça, quer institucionalizar o triunfo dos Porcos - todos iguais, mas uns mais iguais que outros. As excepções serão umas vacas voadoras, que vão poisando de acordo com a taxa dos saneamentos politicos em curso! Os outros, menos iguais, que trabalhem para sustentar o circo da xuxalada e do "Beau Monde" da Capital e Academias....
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 06.06.2016 às 16:09

E como os impostos até estão baixos...
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 06.06.2016 às 16:08

As contas são as mesmas, antes e depois: um funcionário público trabalhava e voltará a trabalhar menos o equivalente a 28 dias por ano do que um do sector privado.
Sem imagem de perfil

De jo a 06.06.2016 às 19:46

Aprenda a fazer contas.
A maioria dos trabalhadores dos serviços no privado não trabalha 40 horas.

De qualquer modo parece que diminuir o tempo de trabalho sem alterar remunerações é imoral porque provoca sobrecustos que todos pagamos, já aumentar o tempo de serviço sem aumentar o vencimento é normal porque são outros que pagam.
Sem imagem de perfil

De José Fernando a 07.06.2016 às 11:33

E qual é o seu fundamento para dizer que a maior parte dos trabalhadores dos serviços no privado não trabalham 40 horas por semana?

Sem imagem de perfil

De ariam a 07.06.2016 às 15:12

Jo deve estar a falar dos que não conseguem arranjar melhor do que um Part Time no privado e, com horário incompleto, acabam por nem receber o ordenado mínimo, ao contrário do trabalho no público, ai de quem lhes baixar o ordenado mas, para poder trabalhar menos horas, estão sempre prontos a voltar aos "good old days" de um país "rico e próspero" ;) No tempo em que, o dinheiro, dava para uns se encherem à conta de estradas, rotundas, muito cimento, alcatrão, derrapagens nos orçamentos mas, onde Nunca se esqueciam das próximas eleições, distribuindo "umas alcagoitas e uns tremoços" aos dependentes do Estado, até ao dia que se chegou ao "fundo do saco" E neste campo gostaram, sempre, de repetir a dose. O rácio sempre foi pior que um Ali Babá para cada quarenta ladrões ;)

Agora o que parece ninguém notar é que, com os impostos escondidos, não é só meter menos gasolina, porque essa não me aquece nem arrefece, faço o que o "paizinho" manda, ando a pé, o pior é que os bens essenciais, a comidinha, cada vez compramos menos com o mesmo dinheiro.
Olhando para isto e para o aumento do desemprego, cá na santa terrinha, basta um ilusionista otimista que dá com uma mão e tira com a outra e a malta entre meia dúzia de campeonatos, nem tem tempo de fazer contas e como é preciso manter a boa disposição basta ouvir António Costa: "Espero que vinguemos o Europeu de 1984". Pois... "está bem, abelha", até me faz recordar aquela cantiguinha do "a mim não me enganas tu, a panela ao lume e o arroz está cru" ;)
Sem imagem de perfil

De Makiavel a 07.06.2016 às 10:34

Essa lenga-lenga público versus privado é uma falácia.
Há privados a trabalhar 40H, 37,5H, 35H e menos.
Sempre houve diferença entre público e privado.
Sem imagem de perfil

De Norte a 07.06.2016 às 22:40

És funcionário do estado logo se vê , e os trabalhadores privados
não terão esse mesmo direito.
É que somado o tempo que perdem para fumar no exterior mais as idas ao café
as 40 já eram, os privados não podem sair da empresa nem parar para fumar
porque será que os públicos o fazem na hora de trabalho.
Sem imagem de perfil

De jorge a 06.06.2016 às 14:50

Se ainda têm dúvidas existem 2 tipos de portugueses: funcionários públicos e afins (menos horas de trabalho, cálculo de reformas mais benéficas, ADSE, etc)e trabalhadores do sector privado(40 horas de trabalho, cálculo de reformas mais penalizadoras e SNS.).
Como já não acredito no pai Natal, não votarei nunca mais.
Portugal precisa de ser reformado, a começar pelo ESTADO e suas corporações.
Imagem de perfil

De Rui Rocha a 06.06.2016 às 16:09

Pois, é um diagnóstico difícil de contrariar.
Sem imagem de perfil

De ariam a 06.06.2016 às 16:18

Até aqui, o único comentário que acerta a 100%. Se reparar, quanto mais à esquerda, maior a desigualdade entre "filhos e enteados", curiosamente o Estado vai ficando sempre mais "gordo e pesado" para os "enteados" pagarem. O que custa mais é ver a lavagem cerebral em que até se aceita a teoria de que, a redução de horário, não pesa na Despesa, ora se há um trabalho para fazer e se não se fizer por reduzir o tempo de trabalho, no final, lá terão de meter mais funcionários (aumentando a despesa) ou será que, afinal, há pouco trabalho para tantos funcionários públicos?
Quando o Estado, só para funcionar, gasta cada vez mais, terá de aumentar impostos sobre aqueles que realmente produzem a riqueza de um País. O que não entendo é a esquerda acabar por ajudar a elite do 1% que quer os países endividados até "ao tutano" para, através da Dívida, poder controlar a política desses países. No fundo, tem sido a meta da U.E., primeiro era só um espaço para fazer trocas comerciais mas, curiosamente, acabaram, quase todos, por ficar mais endividados do que antes, porquê? Para os poder controlar e, não satisfeitos, ainda querem criar o caos com um êxodo de migrantes para acabar com patriotismos e, de vez, com a Segurança Social que tem de suportar as despesas desses migrantes (onde a maioria nem sequer é refugiada de guerra).

Este debate da Inglaterra poder sair, francamente, só se eles forem parvos ou masoquistas, para quererem ficar na UE (a nós nem nos perguntaram se queríamos entrar) e há um filme que os Portugueses deviam ver porque, muitos deles, ainda devem pensar que o Parlamento Europeu serve para alguma coisa "democrática", nem imaginam que escolhem políticos, só para "encher espaço".
YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=UTMxfAkxfQ0
BREXIT THE MOVIE FULL FILM

Suponho que este meu comentário tenha a ver com o nome do Blogue: "Delito" porque, ultimamente, outros postes que, por aqui, tenho lido mais parecem de um blogue chamado "Nostalgia de Opinião" ou "Museu de Tempos Passados" ao contrário do que se passa no Mundo, mais à beira do colapso, Financeiro e de Valores. Curiosamente, do outro lado do Atlântico, há quem não esteja distraído sobre eventos que, por cá, ninguém parece saber ou fingir que não sabe.
YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=qP_5NLiAn4M
World Leaders Attend Demonic Ritual At A Tunnel Ceremony? WTF!!
Sem imagem de perfil

De ariam a 06.06.2016 às 17:25

E, já agora, aproveito para mais um pequenino Delito ;)
deixar algo que nunca passará nas nossas notícias, talvez uma das verdadeiras razões para a Câmara Municipal de Lisboa ir gastar 3 Milhões de euros numa Mesquita talvez, "alguém" que frequenta as reuniões do grupo bilderberg, já saiba mais do que nós, sobre o nosso futuro:
YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=Tv05D3Yeg_k
ISLAM IN EUROPE AND USA SHOCKING MUST WATCH اسلام امریکا و اروپا
Sem imagem de perfil

De Miguel Madeira a 06.06.2016 às 16:40

Por outro lado, se as contas estiverem certas, há dois anos os funcionários públicos também passaram a trabalhar mais 28 (ou 32?) dias do que trabalhavam antes.
Sem imagem de perfil

De Justiniano a 06.06.2016 às 17:35

Sim, exacto, mas, nesse caso, acho que já influenciava a despesa. É diferente, deste caso!!
Sem imagem de perfil

De ariam a 06.06.2016 às 19:22

Justiniano não se canse a explicar coisas a adultos que nunca querem deixar de ser "criancinhas" porque isto de ser adulto, responsável pela sua própria vida, não é para todos, nada como nascer e morrer como mero "recipiente" do Estado e quanto a igualdade, o melhor é esquecer, a moda é outra, quem berrar mais alto ou fizer a birra maior, o papá Estado acaba por lhes fazer todas as vontadinhas ;)
Naturalmente, eu daria a mão à palmatória se visse alguém, como o Sr. Arménio, pedir um empréstimo ao Banco (agora até era bom, os juros estão baixos) montar uma empresa, dar Muitos Empregos, com bons ordenados e todas as regalias que ele agora começou a querer exigir dos privados e depois provar como se consegue pagar impostos, ordenados e num horário, de preferência reduzido e, pensando bem, o melhor é o tal rendimento minino enviado para casa, algo que os Suíços já votaram contra. Querem mesmo transformar-nos em algo parecido com rebanhos, os "donos das quintas" é que sabem o que é melhor para nós, nada de mérito, esforço ou sonhos, somos todos iguais, algo muito apoiado por preguiçosos, encostados e garantidos, sabem lá dar valor ao que é, realmente, a Liberdade de poder escolher o nosso próprio caminho, as nossas regras, os nossos valores. Interessa é nivelar por baixo e, depois, é uma grande admiração sobre o que se passa na Venezuela. Se o risco, o mérito e o esforço não forem recompensados, encostam-se todos à "sombra da bananeira" e, no fim, quando não houver mais sítio onde cobrar impostos, estamos mal, porque nem temos, como a Venezuela, petróleo, nem gatos e cães de rua para comer. Mas já me esquecia temos, pelo menos, direitos e garantias adquiridas que, nem que se continue a gastar por conta dos que ainda não nasceram, "no problemo", essas não podem falhar, até ao dia em que falhar Tudo. Com papas e bolos se enganam os tolos ;)
Sem imagem de perfil

De jo a 06.06.2016 às 19:55

Normalmente o que se tem visto no nossos grandes empresários é um grande empréstimo pedido ao banco com garantias dadas a amigos, um calote ao banco e os contribuintes a pagar a falência do banco.

Entretanto o banqueiro e o empresário mandam escrever nos seus jornais (falidos) que os trabalhadores estão a ganhar demais e que é preciso evitar o défice.

Se gostam de um estado mínimo mudem-se para a Somália ou para a Síria, lá não há Estado nenhum.

Mas os nossos liberais querem serviço público de qualidade feito por escravos.
Sem imagem de perfil

De ariam a 06.06.2016 às 21:11

Primeiro tente informar-se, antes de repetir coisas como "os papagaios" e isso já são argumentos velhos porque, o que vem por aí, para uma grande maioria é quase inimaginável.
Por exemplo, outro assunto, sabe quantos empregos vão ser perdidos na Europa, EUA e Canada, na próxima década, só com a tecnologia e a IA (inteligência artificial)? Provavelmente não sabe e nem lhe interessa, portanto, de nada lhe adianta, tentar matar o "mensageiro", porque factos são factos e estão cada vez mais perto, quase ao virar da esquina. Sabe que mais? Estou-me completamente a borrifar para argumentos desses. Isso de virar o assunto e mandar-me para a Somália é o que fazem os Sofistas, mas isso, já expliquei por aqui, há muito tempo atrás mas, posso repetir "Sofismo ou sofisma significa um pensamento ou retórica que procura induzir ao erro, apresentada com aparente lógica e sentido, mas com fundamentos contraditórios e com a intenção de enganar".
E até aposto que não viu nada dos links que deixei, eu sei... são coisas muito cansativas... melhor serão, umas novelas ou uns joguinhos de futebol.
Sem imagem de perfil

De Tiro ao Alvo a 06.06.2016 às 21:00

Ariam, o JO aceitou o seu desafio e vai criar uma empresa e pagar bem aos seus colaboradores, que terão horário reduzido.
Sem imagem de perfil

De ariam a 07.06.2016 às 09:22

Os ou As Jo nem sequer se questionam sobre nada, falam de corrupção e, não percebem que quanto maior for o Estado e mais Poder tiver sobre Tudo e sobre Todos, maior será a corrupção. A política tem de ter em conta a Natureza Humana, basta ver, a quem saia a Lotaria, a quantidade de "amigos" que lhes aparece à porta e é só dinheiro, juntando isso ao Poder de controlar um país, já sabemos quem acaba sempre por pagar os desatinos.

Não é por acaso que, na Suíça, os cidadãos têm um bom nível de vida, primeiro, não entraram na UE o que lhes roubaria o poder de decidir porque, por lá, o Estado não manda nada, tem sempre de fazer referendos. Gere mas não toma grandes decisões (onde não há Poder não há incentivo à corrupção). Claro que a Suíça continua na mira dos que querem destruir esse poder dos cidadãos para os poder amalgamar "no rebanho". Começa sempre tudo, com ideias aparentemente boas, como esta última, de dar um rendimento base igual a toda a gente (mesmo não trabalhando) mas, como os suíços não são estúpidos e Veem o que se passa na Europa, votaram Não. Era o caminho mais curto para criar "encostados", fomentar a preguiça e terem uma invasão de migrantes a consumir-lhes os impostos. Claro que, agora, correm o risco da tal elite do 1% que quer controlar o Mundo, lhes fazer a vida negra e atacar a sua própria moeda, como já foi feito noutros países. Soros, outro do grupo dos que nos quer transformar em escravos, desde atacar moedas de quem não se submeta, até financiar grupos que incitem à estupidez, usará, como de costume, todos os truques sujos.

Estes Jos ainda não perceberam que se passa muito mais "debaixo do pano" do que aquilo que lhes é mostrado. Não é por acaso que a elite pensa que somos todos uns retardados, uns incapazes de controlar e decidir sobre o nosso próprio destino e que Eles é que sabem o que é melhor para nós, pudera, uma grande maioria cai em todas as armadilhas do facilitismo e ainda não entendeu que está a criar a sua própria prisão onde tudo é legislado, regulado, taxado, multado, já só falta, mesmo, regular o tamanho da ração diária e qual o lado do papel higiénico que se pode usar.

Nota-se que este processo está a acelerar porque muita gente está a "acordar" e isso não lhes convém e, estamos praticamente no ponto da irreversibilidade, o Mundo será a grande quintarola controlada pelo 1% e se, como se tem ouvido, acharem que somos demasiados portanto, descartáveis e facilmente substituídos pela tecnologia como já está a acontecer, se alguém pensa que estamos mal e que bastam "uns paninhos quentes e uns caldinhos de galinha" não sabem mesmo nada sobre o Mundo onde vivem.

Entretanto, estou só a aproveitar para "queimar os últimos cartuchos" da liberdade de expressão porque, um dos próximos alvos que até já está na "agenda do dia" da UE será o que se diz ou escreve na net. Os "dorminhocos" acordem e parem de acreditar em falsos profetas e em ilusões porque "o verdadeiro Inferno vem a galope" e entre muitos sites onde se fala sobre este assunto deixo dois:
Google:
http://www.spiked-online.com/newsite/article/the-eus-relentless-attack-on-free-speech/18417#.V1Z8Vjf2bcc
New plans to tackle online hate speech pose a threat to us all.

YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=dnCHDyiJpd0
EU, Facebook, YouTube, Twitter, Microsoft Threaten Free Speech
Sem imagem de perfil

De Carlos Alberto a 07.06.2016 às 12:37

Tudo o que se consome na Suiça é facturado e/ou registado. Não há praticamente fugas ao fisco. Se for beber um simples café, se for comer a um restaurante, tem o direito de não pagar enquanto na tiver o talão ou a factura. Não existe mercado paralelo. Se todos tivéssemos essa prática, seguramente as finanças públicas estariam equilibradas.
Sem imagem de perfil

De ariam a 07.06.2016 às 15:34

E como pensa que isso acontece? Vem inscrito no ADN? O Exemplo tem sempre que vir de cima e, por acaso, temos tido uns políticos exemplares? Quer que alguém se sinta culpado por não pedir a fatura de um café enquanto vai lendo ou ouvindo, repetidamente, nas notícias sobre "eclipses" de milhões ?

É tal e qual como na educação das crianças e dos adolescentes, não basta dizer para fazer assim ou assado, temos que praticar o que apregoamos. Sei de uma Diretora de Turma que obriga a pôr os telemóveis num saco e depois, enquanto os miúdos fazem uns exercícios, faz telefonemas e passa a vida a olhar para o smartphone. Isto ensina o quê? Se tiveres mais Poder podes abusar à vontade e acabam por estragar o trabalho de quem tenta educar. Neste campo, podia-lhe dar uma dezena de maus exemplos e, nem quero imaginar, quantos serão os que desconheço.
Sem imagem de perfil

De BELIAL a 06.06.2016 às 18:57

Admn. pública é um valhacouto de calões.

O costa devia ter mantido fp à rédea curta, salário com cortes, nada de progressões ou promoções.
Como fez ppc/pp.

Afinal, somos nós todos a alimentar essa cãozoada que não merece o chão que pisa.

A começar pelos gajos da AT, SSocial e todos os demais comedores públicos de taxas, licenças e emolumentos: rua com os gajos! É corrê-los à pedrada...

Podem ficar lixeiros polícias médicos e enfermeiros (estes até estão mais baratuchos).

Não me farto de dizer aos meus filhos: "quando fordes grandes sejam privados - ninguém gosta de parasitas privilegiados".
Sem imagem de perfil

De Peregrino a Meca a 07.06.2016 às 10:01

Mas que boa ideia. Despidam-se todos os outros funcionários públicos (eu sendo um tipo pacífico, trocava as pedras por uns marshmellows ou no mínimo esponjas da louça, mas vá la). Comecemos pelo ministério da educação. Tudo para o olho da rua. Enfim, depois não haveria programa, calendário, aulas, escolas que cairiam aos bocados por não ser mantidas (algumas privadas viriam suprir as necessidades em Lisboa a Porto para quem pudesse pagar, mas duvido que em Seixo de Manhoses, Trigaches ou no Sardoal haja muitas escolas públicas...)
No ministério da Saúde, corre-se com tudo menos com os médicos e os enfermeiros. Claro está que não vai haver ninguém para organizar os hospitais, elaborar os orçamentos e pagar aos funcionários (bom, já me tinha esquecido, não haverá funcionários para serem pagos). Também não se pode negociar e comprar medicamentos nem equipamento médico.
O melhor será no ministério das Finanças. Um antro de chulos e chupistas. Todos à andar. Claro que como não há escolas, nem hospitais, nem transportes, nem bandeiras azuis na praia, também não há necessidade recolher impostos, pagar salários, manter edifícios públicos, dotar a polícia de armas, etc.
Ah, já me esquecia do ministério do interior. Para que policia de segurança pública, fiscal, GNR... tudo supérfluo.
Bem-vindo ao admirável mundo novo da patetice. Bem vistas as coisas, não é assim tão novo...
Sem imagem de perfil

De JgMenos a 06.06.2016 às 19:02

Todo o esquerdalho tem duas ambições:
- Ser funcionário público de um Estado que cresça de modo a que o mesmo venha a ocorrer com a família.
- Que quem não é funcionário público aceite que deve não só pagar a sua existência como conformar-se a não viver melhor que ele, uma vez que o funcionário é por definição um altruísta que serve o público, quando os outros são impenitentes egoístas, que desavergonhadamente servem, não só o seu interesse, como são objectivamente lacaios do capital monopolista, e por tudo isso é justo que se lhes controle o rendimento!

Importa notar que o dinheiro não é todo para eles: ocupam-se também em o distribuir por modo a que haja votos que os sustentem na sua noblíssima missão.
Sem imagem de perfil

De lucklucky a 06.06.2016 às 21:05

Isto acontece porque já deveriam saber que o Tribunal Constitucional existe para dizer que normas da Constituição se podem violar, e por quem e quando.

Há uns privados mais iguais que outros privados.



Sem imagem de perfil

De Ssalgueiro a 07.06.2016 às 07:03

Não é preciso ser Prémio Nobel da Economia para fazer bem contas. Um Prémio Nobel da Literatura também as fez.

José Saramago – Apontamentos
50 milhões de diferença
14 de Maio de 1975

"Imaginemos um português dos nossos, sem característica especial, pessoa comum. Ganha ele um ordenado que, por comodidade, suporemos ter um valor de 100. Por diversas razões, todas explicáveis, embora nem todas aceitáveis, as suas despesaa montam a uma importância cujo valor representaremos por 120. É claro como água que este homem é um homem endividado. Vai porém vivendo sem dar muita atenção ao que lhe acontece, porque ao canto da arca ou na conta do banco tem uma reserva de dinheiro que começou por ser confortável e hoje o é menos, Se este português é inconsciente, todos os meses irá buscar 20 ao mealheiro para pagar tudo aquilo para que os 100 não chegaram. Quando a reserva se acaba, é possível que o nosso homem se decida a pedir emprestado: resta saber se encontrará um ingénuo que a tal se preste, se lhe aparecerá um usurário para quem ainda haja perspectiva de usura, ou se, muito simplesmente, a solução não estará em um tiro na cabeça.
Dirão os leitores que este quadro, tão explícito não traz qualquer novidade, pois é exatamente desta maneira que vive a maior parte dos portugueses. Será, ou melhor, bem sabemos que é. E também sabemos que um português maior, chamado Portugal, se encontra em situação muito semelhante, para não dizermos igual. Na verdade, conforme tem vindo a ser abundantemente explicado, o cidadão Portugal, entre o que produz e o que come, encontra, ao fazer as suas contas anuais, uma diferença de 50 milhões de contos, Bonita soma temos de concordar!
Este distraído ( não ousamos chamar-lhe inconsciente) Portugal produz, com o seu trabalho, um valor a que chamamos 100. Muito ou pouco, seria bastante se não consumisse 150. O pior é que consome mesmo. E então que faz ele? Vai às reservas, claro. Com elas paga a divida que está entalada entre a produção e consumo, e assim vai vivendo.
Pergunta-se porém: até quando viverá? Até ao momento de partir o mealheiro e não sair um tostão. Resta-lhe o recurso de pedir emprestado, naturalmente. Pedir emprestado não é vergonha nenhuma, sobretudo quando se pede para produzir. Mas este Portugal, se chegar ao tal ponto, não pedirá para produzir, uma vez que também não conseguia produzir aquilo que precisava: pedirá para sobreviver, e basta. E onde estará o ingénuo para emprestar? Desenganemo-nos: em questões de dinheiro não há ingénuos internacionais. Quanto aos usurários livre-nos deles quem puder. Que fica pois de sobra? O tiro na cabeça.
Conclua-se daqui o que deve ser concluído. Ou carecemos do essencial, ou desperdiçamos no supérfluo. Se é o essencial que falta, trabalhemos mais para produzir mais. Se é o supérfluo que nos esgana, corte-se no supérfluo. O mais certo, contudo, é que tenhamos de produzir mais e de cortar nas bagatelas e no luxo. Por que se espera? Irá o país suicidar-se, gastando os últimos centavos em perfumarias machas ou fêmeas? Ou enfim acordamos deste sono ambulante?"
Sem imagem de perfil

De BELIAL a 07.06.2016 às 09:04

JGMenos:

Tem uma certa razão.

Só que não é só a esquerdlha que pensa assim.
Os meia-direita, também queriam ser fp.

A verdade, verdadinha - é que cada qual olha o seu umbigo.
O que até tem uma certa graça...

Imagem de perfil

De Maria vai com todos a 07.06.2016 às 10:34

Ufff e já viu os empregadores/Estado que dão também o horário de almoço? Melhor pôr as pessoas a trabalhar durante esta hora também.

Extremismos à parte, eu até entendo que este possa não ser o melhor momento para uma medida destas, mas verdade seja dita, Portugal sempre esteve em crise. Portugal estará em crise, porque os anos que perdeu jamais serão recuperados e não é fácil alcançar os restantes países.
Aceitemos isto. Aceitemos também que trabalhar 35 horas está mais do que bem. Vivo na Alemanha e apesar do horários ser de 40 horas (mas há mais férias), muitos alemães trabalham bem menos - opções do empregador. Eu acho bem.
Chega de usar a crise para não evoluir!

Comentar post


Pág. 1/3





Links

Blogue da Semana

  •  
  • Afinidades

  •  
  • Lá fora cá dentro

  •  
  • Mais ligações

  •  
  • Informações úteis


    Arquivo

    1. 2017
    2. J
    3. F
    4. M
    5. A
    6. M
    7. J
    8. J
    9. A
    10. S
    11. O
    12. N
    13. D
    14. 2016
    15. J
    16. F
    17. M
    18. A
    19. M
    20. J
    21. J
    22. A
    23. S
    24. O
    25. N
    26. D
    27. 2015
    28. J
    29. F
    30. M
    31. A
    32. M
    33. J
    34. J
    35. A
    36. S
    37. O
    38. N
    39. D
    40. 2014
    41. J
    42. F
    43. M
    44. A
    45. M
    46. J
    47. J
    48. A
    49. S
    50. O
    51. N
    52. D
    53. 2013
    54. J
    55. F
    56. M
    57. A
    58. M
    59. J
    60. J
    61. A
    62. S
    63. O
    64. N
    65. D
    66. 2012
    67. J
    68. F
    69. M
    70. A
    71. M
    72. J
    73. J
    74. A
    75. S
    76. O
    77. N
    78. D
    79. 2011
    80. J
    81. F
    82. M
    83. A
    84. M
    85. J
    86. J
    87. A
    88. S
    89. O
    90. N
    91. D
    92. 2010
    93. J
    94. F
    95. M
    96. A
    97. M
    98. J
    99. J
    100. A
    101. S
    102. O
    103. N
    104. D
    105. 2009
    106. J
    107. F
    108. M
    109. A
    110. M
    111. J
    112. J
    113. A
    114. S
    115. O
    116. N
    117. D