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E andam preocupados com as aparições de um ex-governante fracassado

por Sérgio de Almeida Correia, em 24.05.14

(Foto: Rui Gaudêncio, Público)

O líder do grupo está habituado a fazer recomendações à classe política, a dar opiniões sobre a forma como o país deve ser governado, sobre o descalabro das finanças públicas e o que podia ser feito para corrigir sucessivos défices. Para além disso, do seio do seu grupo, da sua escola, saíram muitos deputados, administradores de empresas participadas pelo Estado, membros do Governo, dirigentes dos partidos políticos. Quem o ouvisse e lesse as suas entrevistas e de outros dirigentes do grupo pensaria ser aquele o domínio da gestão exemplar, inatacável, e que os investidores e depositantes podiam estar sempre tranquilos. Agora, uma auditoria mostrou que "irregularidades materialmente relevantes" esconderam 1200 milhões de dívidas nas contas de 2012. Parte da dívida, diz a notícia, foi contraída por empresas do próprio grupo em situação económica difícil. E agora a holding do grupo está em situação de "falência técnica". Brilhante. De nada serviram os generosos benefícios fiscais que receberam, para criar riqueza, diziam eles, à custa de todos nós. Pois sim...

Registando que o líder do grupo foi o primeiro a assumir os erros, pergunto qual a autoridade que pessoas como ele têm para amanhã criticarem a forma como são geridas as contas públicas, os gastos na saúde e na educação dos portugueses ou os direitos sociais da generalidade das pessoas que trabalham, se nem em sua casa sabem gerir e controlar os gastos?

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9 comentários

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De Rui Rocha a 24.05.2014 às 15:07

E volto a subscrever.
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De Luís Lavoura a 24.05.2014 às 15:14

O linque não funciona. Diz que a página foi retirada.
(Se calhar é o sapo que faz censura a páginas que são consideradas incómodas ou caluniosas por certas pessoas.)
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De Sérgio de Almeida Correia a 24.05.2014 às 17:29

Não me parece que seja o Sapo. É mais falta de jeito do "blogger". Agradeço o aviso; penso que agora já funciona.
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De Luís Lavoura a 24.05.2014 às 15:15

Eu o que me admira é como é que há pessoas que têm o seu dinheiro nestes bancos. Como é que, havendo tantos bancos no mercado, vão logo escolher estes.
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De da Maia a 24.05.2014 às 15:23

A ideia de que aumentar a parada vai permitir aguentar o bluff, é sempre uma ideia do jogador de poker. A pose de óculos à professor liceal é apenas um adereço adaptado ao Casino nacional.
Em Vegas é mais fácil ver como adereço o chapéu de cowboy.
Note-se, no entanto, que estes jogadores patuscos são usados pelo casino para chamar curiosos, e jogadores menores. Por isso, as contas de perdas e ganhos são mais internas ao folclore do casino, e o patusco pode ser mantido em funções.
Recuperações de perdas são também histórias de encantar, que mantêm viva toda a mitologia do casino.
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De Paulo a 24.05.2014 às 18:17

O que me admira é que se arranjem paralelos entre quem gere o dinheiro dos seus accionistas e quem gere o dinheiro público...
Se os accionistas do BES não perderem dinheiro pela incompetência da gestão que elegeram, o problema é deles e eu não tenho nada a ver com isso.
Quando um bando de irresponsáveis esbanja o dinheiro dos portugueses (não é do Estado, porque o Estado não tem dinheiro) e compromete o futuro de várias gerações, esse sim, é um problema meu e dos meus filhos.
E já agora, que eu saiba, o Ricardo Salgado não é português de segunda, pelo que, tal como eu ou o autor do post, tem toda a legitimidade para se pronunciar sobre a forma como Portugal é gerido
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De Sérgio de Almeida Correia a 24.05.2014 às 18:23

Legitimidade tem, tem ele e temos todos. E ainda bem.
Autoridade ética e moral é que nem todos temos a mesma. Aí a conversa pia mais fino. Espero ter sido claro.
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De William Wallace a 25.05.2014 às 04:11

Tem de aguentar !

Irá de certeza conseguir arranjar mais uns negócios com o Estado com boas rendas garantidas além obviamente de uma almofada do Estado (tipo Banif) para continuar a jogar no casino arriscando o dinheiro dos outros sem nenhum risco correr.
Estes senhores "empreendedores" têm a escola toda, só que como vestem bem, falam bem e conhecem ou são empregadores das pessoas certas nos momentos certos no passa nada.
E depois nos últimos 15 anos este banco através dos seus administradores está ligados a todos os escândalos mais relevantes que se passaram em Portugal :

Submarinos

Portucale

Operação Furacão que já agora não deu em nada, o pessoal pagou umas multas e safou-se de bater com os costados na cadeia que era o que devia ter acontecido, pagavam o que tinham a pagar , mais as multas e custas processuais e ainda iam para a cadeia que é o que acontece ao Zé Povinho.

Mensalão

além de algumas multas internacionais (Espanha e USA) por inside trading e lavagem de dinheiro.

Mas é a vida como diria o outro que está para chegar como salvador e redentor embora nos bolsos dos de sempre e a sorte destes é quem têm muitos escribas que lhes lambem as botas e amparam os golpes e lá vão contribuindo para a destruição Moral de Portugal.
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De JS a 24.05.2014 às 18:49

Não é de crer que o Sr. Salgado, ele mesmo, esteja falido. Nem é de imaginar que algum vez, por desventura administrativa sua, vá passar maus bocados. Pelo contrário. Na pior das hipóteses seria admitido no elitista clube dos prescritos.

Quanto a bancos, empresas e/o accionistas a história é outra. Um pouco de contabilidade criativa, uns fuminhos, uns espelhos e zás ! . O contribuinte "salva" !.
Eficiente mas já se está a tornar um pouco monótono.

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