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E agora, Governo?

por Rui Rocha, em 07.08.17

Vamos esquecer que sabemos quem negociou a compra do Siresp. Vamos admitir que o Lacerda é só um tipo com azar e que o facto de todos os processos que mediou darem asneira é mera coincidência. Vamos acreditar que a agora Ministra Tancinha nao sabia de nada naquela altura. Não é difícil. Não sabe de nada agora, também não saberia então. Vamos dar de barato que o Zé Sócrates estava demasiado ocupado a esconder a massa na gruta e a planear as férias em Formentera. Vamos aceitar que o traidor Passos, incapaz de concretizar o plano diabólico de levar o seu povo à miséria, fechou os olhos na esperança de o ver arder em incêndios. Seja. Mas então, fica uma pergunta: perante a evidência da absoluta imprestabilidade do sistema, o que vai o actual Governo patriótico de esquerda fazer? Denuncia o contrato? Pede indemnização? Tenta renogociar? Sim, é isso: afinal de contas, o que vai fazer agora?

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10 comentários

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De JCC a 07.08.2017 às 22:20

O que vai fazer?

Obvio ... Investir em centenas de antenas - fibra em todas as autoestradas, estradinhas, pontes e pontões....

Dando o Siresp a única garantia de que não cessará de distribuir anualmente altos dividendos aos acionistas...

Tão certo como eu chamar: Jerónimo Catarino da Costa.

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De Vlad, o Emborcador a 07.08.2017 às 22:53

Atribuir um plano a Passos é sobrevalorizar as suas capacidades. O homem só deu de barato as empresas públicas que operavam em monopólios naturais, ao mesmo tempo que tirava para as contas públicas os saldos negativos da Banca. Não se pode chamar a isto um "Plano". Quatos aos outros tudo farelo do mesmo saco. Rotativismo à moda monárquica
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De sampy a 08.08.2017 às 00:54

Vladinho, Vladinho, em tempos miseráveis, e mesmo ficando muito aquém do que teria feito falta fazer, a verdade é que Passos conseguiu aguentar à tona a nossa desgraçada barca. Doeu-te? Doeu a muitos. Continua a doer. Mas não é tudo farinha do mesmo saco, não. Até eu consigo perceber a diferença entre o médico (mesmo que seja um carniceiro) e a gangrena (e os vermes que se alimentam dela).
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De Tiro ao Alvo a 08.08.2017 às 08:25

Este emborcador até parece que anda sempre com os copos, a repetir a mesma cacete.
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De Tiro ao Alvo a 08.08.2017 às 17:36

Cassete é que está bem. O emborcador merece censura, mas com cacete não...
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De JSP a 07.08.2017 às 23:46

"Governo", senhor, "Governo"...
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De Zeus a 08.08.2017 às 03:31

"afinal de contas, o que vai fazer agora?"

Naturalmente farão o que sabem fazer melhor, como Todos os Governos a quem se entregam as "chaves do cofre" e que, assim, nunca aprenderão que são meros funcionários públicos, por nunca precisaram de Referendos como na Suíça para poderem meter as mãozinhas na "massa", nem sequer precisam perguntar, como no exemplo mais radical, se queremos construir mesquitas com o dinheiro dos nossos impostos ou vender o que nunca foi deles e, se não chegar, inventam mais uns impostos (à descarada ou escondidos) assim, continuarão a gastar milhões à conta dos anjinhos que acreditam que os elegem, para velarem pelo seu Bem ou nos interesses do povo e, nunca, nas suas Agendas políticas ou pessoais.

Do Poder Central ao Poder Local, nunca deviam ter acesso ao dinheiro com tanta facilidade, cada obra, teria de ter o consentimento de uma Maioria Real, não virtual, como aquela com que são eleitos (2.413.956 votos não representam 52% dos portugueses e muito menos, um Partido com 549.153 votos, Não representa 10,22% dos portugueses).

Um Sistema que só atrai os piores entre os piores, aliás, se não fosse o ritual político de lhes dar tanto Poder e de os desresponsabilizar individualmente, com tanto "desaparecer" de dinheiro, neste momento e, ao fim de décadas, tínhamos mais uma despesa, com mais políticos "à sombra" do que ao sol. Há algo de muito errado porque, do lado dos contribuintes, cada vez sabem mais, incluindo ao pormenor receitas e despesas, coisa que não se aplica aos "Amos" e, vão passando, rodando e, muitos, enriquecendo, não se sabendo bem como e, muitos, ainda usam o resto do "saco dos truques" para comprovarem que o dinheiro, para eles "cai do céu" ou, apenas, se sustentam, à conta dos grandes amigos. Várias maneiras chiques de nos chamarem trouxas e, como trouxas, continuarão a dar-lhes o Amem, para "derreter" dinheiro que não temos. Mas há alminhas que pensam que, se o dinheiro não chegar, pede-se mais e, depois, ainda têm a lata de se queixar que pagam muitos juros.

Entre muitos Milhões, mais 500 Milhões desperdiçados, pagos por 10 Milhões de portugueses e, futuras gerações que, todos os dias, têm a Dívida a aumentar (138,39% do PIB) dívida em nome dos que não terão reformas e, ainda, dos que nem sequer nasceram.
A maior sacanice de qualquer geração, gastar por conta do Futuro de outras.

Resumindo: Governos que continuarão a Ordenhar a Riqueza dos Povos, neste caso dos portugueses, já nascidos ou por nascer e, nem décadas do mesmo, fazem acordar os idiotas que continuam a ir votar, numa espécie de acto de fé, à espera que, um dia, por milagre, apareçam competentes, quando o Sistema está feito para "secar" quem é responsável e competente, num "terreno" mais propício para atrair todo o tipo de incompetentes, espertalhões, pandilheiros, mamões e, destes, os que sabem "palrar" melhor, prometendo, apenas, mais umas "migalhas" são os preferidos portanto, em vez de vítimas, temos uma maioria, não de néscios porque já tiveram tempo de aprender mas, neste caso já passaram de nível, ao de ignorantes.

Não é preciso muitos neurônios para ver o porquê da Suíça só ter uma Dívida em relação ao PIB de 33,43% e, gastou 30 biliões na sua parte do túnel por baixo dos Alpes e, quando tiveram de aumentar a verba, por terem encontrado um problema na obra, teve de voltar a haver Referendo, sem contar que os suíços receberiam indemnização por atraso na obra, bastava isto, para nestas últimas décadas, os portugueses terem ficado ricos, não deve ter havido uma única obra sem derrapagens em que, várias vezes, o custo orçamentado foi aumentado vezes sem conta.
Portanto, temos o resultado das escolhas da maioria (virtual).
De 9.682.553 inscritos, tinha muita graça que, uma maioria real votasse Branco mas, povos que não aprendem ou têm medo de perder "migalhas", acabam por perder Tudo, incluindo a Liberdade que está a ser vendida em tranches, a credores externos.
Quem continua a colaborar no ritual, escolhendo males menores, nem sequer tem o direito de se considerar vítima, digamos que, lhes está a "saber bem", a borrifar para o País e restantes cidadãos ou com tanto químico, comida geneticamente modificada e tanto plástico, em vez de os ter Grandes, passaram a minúsculos "Solanum pimpinellifolium".
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De Tiro ao Alvo a 08.08.2017 às 17:57

Acha, então, que a solução é votar branco? Olhe que está enganado: são muitos os que vão votar como carneiros e, se os outros se abstiverem, vamos ficar entregues aos "bichos".
O que faz falta é gente séria que se dedique à política, reformando os Partidos por dentro. E não se diga que é impossível alterar este estado de coisas. Até me parece que, ao nível autárquico, é muito fácil. Ao nível das freguesias, os grupos de cidadãos que se candidatam, vencem por regra - basta encontrar um líder que não tenha rabos-de-palha e uma equipe descomprometida com os Partidos.
Desistir é que não.
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De Zeus a 08.08.2017 às 21:26

Ainda não percebeu que, até a nível autárquico, estão a vir normas vindas "de fora" ou pensa que a ideia de uma mesquita foi ideia "caseira"?

E como referi em cima no resumindo:
..."o Sistema está feito para "secar" quem é responsável e competente, num "terreno" mais propício para atrair todo o tipo de incompetentes, espertalhões, pandilheiros, mamões e, destes, os que sabem "palrar" melhor, prometendo, apenas, mais umas "migalhas" são os preferidos"...

Primeiro tem que entender como funciona o Sistema com as interferências externas, só depois pode encontrar soluções...
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De Tiro ao Alvo a 08.08.2017 às 22:18

Reconheço que ao nível de Município será mais difícil contrariar o "sistema", mas que é possível é. Veja o que aconteceu no Porto, coisa que também se vai repetir brevemente, tanto no Porto como em muitos municípios onde se candidatam grupos de cidadãos independentes.
Desistir é erro, acredite.

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