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E agora?

por Helena Sacadura Cabral, em 22.06.17
Terminaram os três dias de luto e o minuto de silêncio. Amanhã ou depois, os fogos terão eventualmente terminado. E ficará apenas a gente indispensável ao rescaldo dos mesmos. As televisões irão progressivamente voltando ao futebol e aos debates de arredonda mês. Por mais dois ou três dias ainda se citará o desastre.
Depois cada uma daquelas povoações ficará submergida num silêncio pesado, trágico, ensurdecedor. Os presidentes das câmaras virão a Lisboa tentar que se não esqueçam deles.
E no que resta de cada aldeia, algumas pessoas ficarão silenciosas à espera de que se lembrem delas. Outras irão, finalmente, cair em si e no drama de terem perdido tudo. Ficarão tristes e sem forças para reagir. Outras, ainda, irão para as Igrejas que restam, rezar ao Senhor.
E pouco mais se saberá desse pequeno mundo que, durante semana e meia, esteve sob os holofotes. Em compensação as "cabecinhas pensadoras", a elite que nos dirige, enfim, os especialistas, dedicar-se-ão a pensar o problema até ao próximo mês de Junho de 2018, porque há autárquicas e é preciso fechá-los num gabinete e calar o assunto.
E agora? Agora, é isto que se vai passar...

 

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20 comentários

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De Vento a 23.06.2017 às 13:36

Sabe, Helena, os nossos pensadores são umas abéculas. Há muto que deviam ter sido colocados sensores de temperatura no solo das florestas para que se saiba o "ponto" em que se dá a ignição espontânea e simultaneamente seja emitido um sinal rádio para as diferentes centrais de bombeiros e protecção civil.
Com estes sensores distribuídos por pontos estratégicos, logo que a temperatura começasse a aproximar do ponto de ignição, e até mesmo revelasse uma área de temperatura mais elevada, que seria indicação de início de incêndio, seriam enviadas viaturas tanques para humidificar os terrenos. Isto devia ser feito preventivamente por todas as corporações de bombeiros e também com a ajuda das forças militares, com os batalhões de engenharia. Também preventivamente deviam ser usados os aviões para largar água sobre locais das florestas em risco de incêndio.

A floresta é como um jardim, não se rega o jardim quando as plantas e flores estão mortas. É previamente que se alimenta o jardim.
Também podem criar pontos de recolha de águas das chuvas para serem usadas nestes períodos.
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De Nebauten a 24.06.2017 às 00:58

Cá para mim era alcatifar a mata toda. Ou por -lhe calçada portuguesa

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