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Dois erros de Seguro

por Helena Sacadura Cabral, em 28.05.14


Seguro cometeu, a meu ver, dois erros lapidares. O mais recente foi prometer que iria repor pensões e não aumentar os impostos.  O segundo, há pouco menos de um ano, foi o de não aceitar a proposta de Cavaco Silva para subscrever um acordo com o PSD, que tinha como contrapartida a antecipação das legislativas para 2014. Se assim  não tivesse acontecido, António José Seguro podia estar neste momento em São Bento como primeiro-ministro. E não no Largo do Rato a viver uma dificílima crise interna.                                       

A hostilização de Cavaco só se explica pela vontade de agradar aos seus detractores no partido. Ora é precisamente esta ala interna - que teve de tolerar Seguro mas nunca, de facto, o aceitou - que, agora, julga ter chegado o momento do PS e do seu líder cumprirem o seu destino.  O primeiro, sob outra batuta, de alcançar uma maioria absoluta nas próximas legislativas. O segundo, de ir viver a sua vida!

 

Em tempo: um comentador referiu, com muita razão, o terceiro erro, mais recente ainda, que foi o discurso de Domingo, empolando a magra vitória alcançada.

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8 comentários

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De Carlos Duarte a 28.05.2014 às 16:25

Cara Helena,

Fez um terceiro, mais recente, no Domingo. Ao fazer de uma vitória manifestamente pífia uma celebração absolutamente delirante e desenquadrada deu o empurrão final a Costa. Tivesse Seguro sido contido na celebração e assumido os resultados como um "cartão amarelo" ao PS, indicando logo no discurso uma afinação de rumo (por exemplo, explicando o pacote de medidas recentemente anunciado), não teria agora que lutar pelo seu lugar.
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De Helena Sacadura Cabral a 28.05.2014 às 17:24

Tem toda a razão. Devia tê-lo referido.
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De Apartidário a 28.05.2014 às 16:52

Em meu entender, a Seguro basta abrir a boca (ou mesmo simplesmente aparecer) para se notar que não tem carisma nem peso político, não se impõe no seu partido (a não ser, eventualmente, nos aparelhos distritais e concelhios), não tem ideias nem propostas estruturadas/articuladas/coerentes/fundamentadas, não convence, NÃO CONVENCE de todo.

E isto é tão flagrante que os militantes socialistas deviam ficar chateados, claro que deviam ficar chateados.
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De Coitado dele a 28.05.2014 às 17:46

Então e quando não foi capaz de estar presente na posse do Costa ou no lançamento de um certo livro traduzido directamente do francês pelo seu antecessor?
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De lucklucky a 29.05.2014 às 13:25

Seguro não cometeu erro algum que lhe tenha causado problemas num país em que todos podem dizer tudo e o seu contrário e ganham eleições.

Seguro tem apenas aparência que o não o beneficia e não tem jeito para falar.
Por isso num país onde a aparência conta muito Seguro estaria sempre condenado.
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De Rui Sousa Pinto a 30.05.2014 às 10:37

Ora...
Seguro não comete erros, Seguro não se engana, Seguro não tem dúvidas, Seguro não existe, Seguro é um Social Democrata que está no partido errado. Seria melhor Seguro deixar o PS amuado e alistar-se no PSD.
Não é possível fazer oposição a algo com que nos identificamos e até temos vontade de apoiar.
Pois se Seguro aceitasse o convite de Cavaco hoje tínhamos uma Aliança PP/PSD/PS e muito provavelmente uma maioria absoluta de 60% a representar 20% dos Portugueses, ou seja, uma minoria de privilegiados, patrocinados pelos amigos da finança e o país a caminhar para um cenário 3.º Mundista.
Enquanto o "Arco da Governação" estiver vendido como uma qualquer mercadoria barata, todos estes episódios são uma telenovela de mau gosto.
Portas, Coelho, Seguro e Costa são todos farinha do mesmo saco...
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De Helena Sacadura Cabral a 31.05.2014 às 03:13

Rui Sousa Pinto
Pelos vistos, conhece-os muito bem...
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De rui.Sousa.Pinto a 31.05.2014 às 09:28

Hà dois ditados que se aplicam muito bem neste caso." Quem não quer ser lobo não lhe veste a pele", e "...não basta parece-lo". Numa altura em que os "comentadeiros" proliferam. a minha opinião è tão válida como qualquer outra. Todos sabemos como funciona i financiamento dos partidos...

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