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Dez reflexões sobre o referendo

por Pedro Correia, em 22.06.16

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1

Vai haver um referendo amanhã no Reino Unido, vital para o destino europeu. Ninguém diria, vendo a televisão portuguesa – com destaque para o chamado “serviço público”. A avaliar pelos vários canais que confundem notícias com futebol, e confundem futebol com as mais ocas futilidades, o que importa é o penteado de Ronaldo, o sorriso de Ronaldo, a mãe de Ronaldo, o filho de Ronaldo, o penálti falhado de Ronaldo ao poste.

 

2

Também amanhã a Europa arrisca ver uma bola embater no poste. Há dois anos estava em causa a eventual saída da Grécia, que vale menos de 3% do PIB da União Europeia. A dimensão do problema é agora muito mais vasta: estamos perante a possível retirada do Reino Unido, segunda economia europeia e  terceiro maior contribuinte líquido do orçamento comunitário. Basta isto para se perceber que o problema não é “deles” – é também nosso. E de uma amplitude muito superior à da improvável derrota da selecção portuguesa esta tarde frente à da Hungria.

 

3

Durante décadas habituámo-nos a olhar para a Europa como a solução. Hoje sabemos que a Europa começa por ser o maior dos problemas pela ausência de respostas institucionais face ao tropel dos desafios. Enquanto este dilema não encontrar resposta todos os outros permanecerão em aberto – crise económica, crise demográfica, crise migratória, crise de modelo social, crise de segurança. Porque as dificuldades são de tal forma avassaladoras que exigem soluções à escala continental para encontrar antídoto eficaz. "As grandes questões do nosso tempo transcendem as fronteiras nacionais", lembrou o Guardian no artigo de fundo em que justificava a sua opção editorial eurófila. Nesta matéria todas as bolas têm embatido no poste.

 

4

Arrumemos ideias. É fundamental que o Reino Unido permaneça na União Europeia tal como há dois anos era fundamental que a Escócia permanecesse no Reino Unido. Não tanto porque Londres seja a maior praça financeira mundial, metade das trocas comerciais britânicas tenha como origem ou destino o espaço comunitário, oito dos dez principais parceiros económicos do Reino Unido pertençam à UE e os súbditos de Isabel II contribuam para 17,6% do PIB europeu. Mas sobretudo por motivos políticos: tal como uma suposta Escócia independente instigaria o rastilho nacionalista, inaugurando uma sucessão de reivindicações soberanistas por toda a Europa, também a vitória do Brexit no referendo de amanhã abriria um péssimo precedente, como se a unidade europeia tivesse a consistência de uma porta giratória: não por acaso, Marine le Pen já se apressou a reivindicar um referendo em França para 2017. Hoje os escoceses estão na primeira linha do apoio à manutenção do Reino Unido no espaço comunitário. Eles bem sabem de que lado sopram os ventos da economia: a cada segundo exportam 38 garrafas de scotch - um terço das quais, livres de barreiras alfandegárias, se destinam aos restantes países da UE.

 

5

Tal como sempre estive convencido de que os nacionalistas escoceses perderiam o referendo de 2014 e que a eleição plebiscitária na Catalunha se saldaria num claro recuo do separatismo, julgo que o Brexit será derrotado amanhã nas urnas pelos eleitores, mais racionais nas suas escolhas do que as manchetes do jornalismo tablóide deixam antever ao trocarem o histórico pelo histérico.

 

6

Neste referendo, os eurófilos mobilizam-se por valores – desde logo o da integração europeia, que por estes dias se joga muito para além dos estádios franceses anfitriões do campeonato de futebol. É a concretização do ideal concebido pelos artífices do maior período de paz e prosperidade já conhecido no Velho Continente – homens como Churchill, Adenauer, Spaak, De Gasperi e Monnet. Um ideal em boa parte tornado realidade: com apenas 7% da população do globo, a Europa produz cerca de 25% da riqueza mundial e sustenta 50% das despesas de carácter social do planeta. Os eurofóbicos, pelo contrário, mobilizam-se pela negativa contra os "eurocratas" dispostos a impor-lhes "passaporte e hino", segundo alegou o Sun num texto em que recomendava o sim ao Brexit. Hoje não hesitam em recorrer à mais rançosa retórica xenófoba, insurgindo-se contra a livre circulação de pessoas e bens. Amanhã não tardarão a insurgir-se contra a livre circulação de ideias.

 

7

Aqueles que um pouco por todo o território britânico repetem o estribilho de que “a Europa suga-nos dinheiro e manda-nos imigrantes” esquecem que o próprio país é fruto da imigração – começando pelos saxões e pelos normandos que na Idade Média iniciaram a configuração étnica e cultural desse mosaico tão multifacetado que é hoje o Reino Unido da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte. Esquecem também que nunca a soberania de Londres esteve em causa no processo de integração: os britânicos mantêm-se fora do sistema monetário europeu e do Espaço Schengen, conservam a Rainha no trono e no hino, continuam a pagar as contas em libras esterlinas e até têm três selecções a disputar o Euro 2016 (Inglaterra, Gales e Irlanda do Norte), privilégio que não é reconhecido a nenhum outro Estado.

 

8

A campanha referendária que agora termina foi marcada por uma tragédia: o assassínio da jovem deputada trabalhista Jo Cox, firme defensora da manutenção do vínculo europeu do Reino Unido. As cerimónias fúnebres, com a campanha interrompida, constituíram um momento de compreensível consternação nacional, com o primeiro-ministro David Cameron a prestar um comovido tributo à malograda activista eurófila e o líder da oposição trabalhista, Jeremy Corbyn, a expressar um oportuno apelo à decência no espaço comunicacional, conspurcado pelo ódio à solta nas chamadas redes sociais: na política não pode valer tudo.

 

9

A campanha trouxe no entanto algumas notícias positivas. Eis a primeira: a mobilização das gerações mais jovens pela causa europeia. Um eleitor médio britânico com mais de 43 anos tende a ser eurofóbico, enquanto os restantes já se habituaram, em grau crescente, a encarar a UE como casa comum de 500 milhões de pessoas num continente que antes da integração sempre foi devastado pelos demónios da tirania e da guerra. Não deixa de ser irónico que os jovens tenham aprendido esta lição que os mais velhos persistem em ignorar: a Europa é uma construção política demasiado frágil para podermos adormecer confiados em sonhos de paz perpétua. Os ingleses, que combateram Filipe II, Napoleão e Hitler, deviam saber isso melhor que ninguém.

 

10

Outra boa notícia que este referendo no Reino Unido já trouxe: a mobilização dos intelectuais eurófilos, que pareciam ausentes em parte incerta. Figuras tão díspares como o cientista Stephen Hawking, os escritores John Le Carré, Julian Barnes e J. K. Rowling, as actrizes Emma Thompson, Kristin Scott Thomas e Keira Knightley, o cineasta Ken Loach e os historiadores Brendan Simms e Timothy Garton Ash, entre muitas outras, pronunciaram-se a favor do Remain – isto é, querem o reino unido à Europa, não desunido. “O meu receio é que a vitória do Brexit produza uma separação geral e que, com o decorrer do tempo, a Europa volte a deparar-se com os seus velhos e aterradores fantasmas”, observou Ian McEwan, outro escritor eurófilo. Vale a pena reflectir neste testemunho ontem publicado no El País. Para que a Europa deixe de falhar penáltis e de marcar golos na própria baliza: são estes os lances que realmente interessam.

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48 comentários

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De js a 22.06.2016 às 09:48

Características dos jovens, em idade e cultura, transparecem neste "post".
Imagino que o autor o irá reler de aqui a uns anitos. Sentirá um calafrio, ou não. Será tarde ou não.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 11:49

Será tarde para quê? Não percebi: o seu comentário é tão lacónico como a sua assinatura. Calafrios, com este calor, nem pensar.
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De João André a 22.06.2016 às 15:15

Pedro, acho que foste acusado de ser um jovem. Se isso significa ser-se positivo (os aspectos que o comentador) referiu, penso que te deves sentir elogiado. :)
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:16

Ah, ok, João. Sendo assim, claro, sinto-me lisonjeado. E até tem direito a boneco.
(obrigado pela hermenêutica)
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De Carlos Duarte a 22.06.2016 às 10:44

Caro Pedro Correia,

Subscrevo por inteiro e assino por baixo.

E há uma questão adicional pouco falada (então em Portugal, nada falada - e viva a bola): se o Brexit ganhar, é provável que na Escócia perca por uma margem comfortável. O que dá um argumento forte ao SNP para um segundo referendo (não de imediato, mas a médio prazo).
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 11:50

Pois, Carlos. É como digo: quem exporta 38 garrafas de 'scotch' por segundo para a UE só pode sentir-se a jogar em casa (e viva o futebol).
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De Luís Lavoura a 22.06.2016 às 11:35

A "jovem deputada" assassinada tinha, creio, 41 anos de idade, era casada e tinha duas filhas. Classificar-se uma tal pessoa como "jovem" parece-me a modos que um abuso.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 11:55

"Abuso", creio eu, foi ter sido assassinada. Pormenor talvez de somenos para si.
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De Rui a 22.06.2016 às 12:18

Bem, quando diz "Um eleitor médio britânico com mais de 43 anos tende a ser eurofóbico..." e a deputada, R.I.P., tem 41 anos e e' jovem, esta' realmente no limite. No entanto, devo dizer que concordo em absoluto com o artigo. Talvez os eleitores me'dios com mais de 43 anos sejam os que sao mais dados a actos de hooliganismo e xenofobia porque nao viajaram o suficiente, ou de todo, no continente e tem mentalidade rural.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 19:19

Os eleitores mais velhos são mais sensíveis à campanha eurofóbica porque esta campanha tem como alicerce o medo.
Os mais velhos sentem-se mais frágeis e naturalmente atemorizam-se com mais facilidade.
Quando ouvem dizer que "a Europa faz-nos escancarar as fronteiras e vêm para aí hordas de imigrantes roubar os postos de trabalho dos vossos filhos e violar as vossas filhas e as vossas netas", muitos acabam por acreditar que isto é verdade.
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De Luís Lavoura a 22.06.2016 às 12:22

Claro que há muitos abusos por todo o lado e eu não posso assinalá-los a todos. Assinalo apenas um que aparece na escrita deste post e que é da responsabilidade do seu autor.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 12:25

Não pode assassiná-los?
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De ariam a 22.06.2016 às 12:01

Podia falar da técnica de meter medo, dos interesses (de muitos) por "tachos" e dinheiro que a Liberdade traz responsabilidades mas que os políticos passaram a adorar "sacudir a água do capote", com a desculpa das ordens vindas de Bruxelas mas,
-gostava de lhe fazer uma pergunta, por acaso, gostou de viver na Ditadura antes do 25 de Abril? Penso que não porque, impunham-nos tudo o que queriam e o povo não tinha voto na matéria.
Ora, sabendo que votamos, apenas, para eleger Deputados para o Parlamento Europeu que não podem propor ou vetar Leis e que, quem elegemos, aqui, acaba por obedecer a interesses que até desconfiamos de quem mas que, definitivamente, os cidadãos europeus não elegem, por que raio gostarão tanto de convencer os outros de que aquilo é melhor que uma Ditadura? Só por ser em cima de vários países em simultâneo?
Ainda há pouco, ouvi G.Soros, fazer uma ameaça velada à Libra.
Sabe Quem ele é?
Não é como dizia a cantiga porque, Ele Não é um Bom Rapaz, compra tudo, incluindo as "regras do jogo", "os árbitros" e, por azar, no Clube, há mais como ele.
Portanto, se é um sistema onde os povos não têm voto na matéria, para mim chama-se Ditadura que, apesar da sua localização ser fora dos países, funciona da mesma maneira só que com tentáculos maiores mas, nelas todas, o povo não manda e há sempre quem goste, imenso, de viver nelas.

Curiosamente, já ouvi uma nova adaptação e, apesar dos povos não terem voto na matéria e, um pequeno grupo, não eleito democraticamente, mandar em tudo, até escolhe quem mete no BCE, em vez de Ditadura, chamam-lhe "Democracia avançada"
Agora, ainda se admira da tentativa de estupidificar o pessoal com "o penteado de Ronaldo, o sorriso de Ronaldo, a mãe de Ronaldo, o filho de Ronaldo, o penálti falhado de Ronaldo ao poste"?

Paz na Europa? Entregaram a Ucrânia a um governo sem eleições, andam a "atazanar" a Rússia com sansões económicas e, apoiam os EUA que anda a deslocar material de guerra para zonas que não devia. Será só para ver o que acontece?
Estão a criar um exército europeu, ora exércitos servem para quê? Paz???
Chamam xenófobos a cidadãos comuns que estão apenas preocupados, não com os migrantes mas, com o número elevado de praticantes do islão que têm uma conceção diferente de valores. Casar com várias mulheres, violar uma rapariga em grupo porque além de jogo, ela merece por se vestir de forma indecente, até violar crianças para eles é uma coisa normal, o Maomé casou com uma de 12 anos.

Agora pergunto, se um muçulmano pratica um crime, vêm logo defender que não são todos e, temos de ter paciência porque é um problema cultural. Um doido referenciado que nem conseguiu ter a consulta e foi mandado voltar ao hospital no dia seguinte, matou uma pró-europeísta e, imediatamente, nem sequer tinha sido confirmado o óbito, já andavam a pôr as culpas nos que querem sair da UE? Não consegue ver uma manipulação tão descarada?

Percebo e entendo que quem tenha interesses financeiros e pessoais, apoie a permanência na UE mas isto de andar a meter medo e a usar de todas as formas de manipulação para convencer alguém que, não ganha nada com isso e muitos até são prejudicados, especialmente, a verdadeira maioria do povo, aí, é duma baixeza incomensurável e egoísta.

E quanto a sair ou não sair, "o grupinho" não perde nada, se ficar, continuam a fazer o que querem, se sair, já têm um bode expiatório para a catastrófica situação financeira em que a Europa se encontra e, não só, EUA, Japão, China, Brasil,... são praticamente todos, curiosamente, exceto a Rússia porque, aquilo de não lhes vender nada, estão eles a produzir, deram terras a quem quis investir, um dos únicos países onde o desemprego está a diminuir e onde a Europa já passou a ser mais socialista do que eles...
Porque o socialismo interessa aos super ricos, um Estado controlador, somado a uma nova religião que controla tudo da vida privada, como escreveu David Rockefeller-'Give me control of a nation's wealth and I care not who makes the laws.' só não daria, onde os cidadãos sejam livres e controlem a sua própria vida, aí, o cavalheiro, estava lixado e é por isso que andam a tentar destruir a Constituição americana e o último bastião da liberdade onde, tentam, da mesma maneira, mentir, aldrabar e manipular "as massas".
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:25

1. Não percebo a sua pergunta inicial. O que é que o regime pré-25 de Abril tem a ver com a UE actual? Eu nunca meto ditaduras e democracias no mesmo saco.

2. A Ucrânia, como bem sabe, é um país que se encontra fora das fronteiras da UE. Nada colide portanto com o que escrevi.

3. O que é que o Maomé e a idade com que casou têm a ver com o Brexit? Também não entendo.
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De ariam a 23.06.2016 às 17:36

Não consigo explicar melhor porque, isto é muito parecido com a matemática, muitas vezes, para se voltar a gostar ou a perceber matemática é preciso voltar ao princípio, ou seja, aos conhecimentos básicos.

Neste caso, saber distinguir bem, o que é uma Ditadura, uma Democracia e uma República.
Se começar por pensar que uma democracia funciona, lindamente, dando um voto a cada pessoa onde, baste arranjar uma maioria, para ter direito a mandar nos outros todos, então teria de aceitar, o linchamento de uma pessoa, por uma multidão que decidiu, por maioria democrática fazer o seu linchamento. Seria, apenas, seguir o mesmo princípio.
Se as pessoas "comerem tudo" sem pensarem nos Princípios que estão na base da informação, então, estão a seguir cegamente, só porque ouviram, sem terem pensado muito no assunto, provavelmente, acabarão por viver num mundo de contradições e, nada acabar, como lhes foi prometido.

Como nunca viu, muitos dos links que lhe deixei, acaba por me fazer uma pergunta que poderia ter feito, antes dos, muitos, comentários que aqui deixei e, não estaríamos a voltar, precisamente ao início.

Todas as outras perguntas, sofrem do mesmo problema, não sabe, verdadeiramente, o que se passa na Ucrânia e quanto à Brexit, se ainda não entendeu, tem a ver com Tudo, até com uma Europa que está a ser, propositadamente, islamizada.

Se pensa que ainda controlamos o nosso destino, quando já não temos nenhuma maneira de, como povo, influenciar as decisões de Bruxelas e ainda não ter percebido que esta concentração de poder, onde Bruxelas decide e tem os meios, mais do que suficientes, para poder passar por cima das Constituições dos diferentes países europeus, isto funcionará exatamente como uma Ditadura e, mais, quando "a tal Democracia" não tem o travão de uma Constituição, o que faz parte de todas as Repúblicas, aí, Bruxelas já nem se pode comparar a uma Democracia, sem Constituição mas é bem pior porque, os linchamentos serão decididos por uma minoria.

Resumindo, nem o nosso voto conta para Bruxelas, como lhe expliquei no comentário anterior, já passámos a fase "dos linchamentos por decisão de uma maioria", perdemos o "travão" da Constituição, roubado por Bruxelas, chegámos à fase de, uma minoria, passar a ter o poder de "linchar" quem quiser e lhe apetecer, desde que seja no interesse, dessa minoria. Ou seja, em questões de Direitos e Liberdades, passámos de mal a pior. Mal porque, eram direitos concedidos, sempre dependentes de percentagens.

Provavelmente, agora, ainda ficou a perceber menos mas, deixo outra questão. Nascemos todos iguais, com direitos iguais ou temos que esperar que o Estado nos dê esses direitos?

O que lhe posso dizer é que, no segundo caso, nunca teve, nem terá, direitos nenhuns porque, se depender de um Estado que dá tudo e, um dia, também lhe pode tirar tudo, nunca poderá dizer que tem ou teve, realmente, algum direito.

Isto de confiar num grupo de pessoas que têm o poder de decidir tudo conforme percentagens (até alterar a Constituição), que se cuidem os que ficam de fora dessa percentagem e, nem que fossem meia dúzia, maiorias sobre minorias, nem com a desculpa dos números, para mim, continua a ser Ditadura e, a igualdade de direitos é zero ou, gostar de andar conforme a direção do "vento" algo catastrófico não só para os direitos mas, também, para a economia de um país que se quer forte e saudável.(Aqui seriam outros quinhentos, para falar sobre os efeitos nefastos de um cata-vento a comandar a economia).

Agora, aqui, pode reclamar e abanar com a Constituição da República Portuguesa e, com "Portugal reconhece o direito dos povos à insurreição contra todas as formas de opressão,...Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão ..."
Pois é, foi muito bonito, até conseguirem amarrotar o papel ;)

Em diversos comentários, tentei explicar por partes, naturalmente com a ajuda de links, por não haver espaço para longas explicações, apesar de ter lido, um outro comentador, dar a "piadinha" sobre quem "tem esta mania" de escrever "comentários mais longos do que os postes", coisa que, se os autores não permitissem, não nos dariam 4300 caracteres. Em vez de comentarem sobre o que está escrito, só veem "a galinha do vizinho é mais gorda do que a minha"
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De WW a 23.06.2016 às 00:28

Como eu a entendo.
Continue que tem o meu apoio.

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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 08:32

"A" entendo?
Está a mudar o sexo a alguém. O melhor é virar esse polegar para baixo.
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De ariam a 23.06.2016 às 19:34

Está a tirar uma conclusão precipitada e, como inúmeras vezes repeti, é a pior coisa em que podemos cair. O WW está, apenas, a tentar "tirar nabos da púcara" porque, houve uns comentários onde, em vez de ariam, saiu airam que é maria escrito ao contrário e, como na altura não conseguiu ficar esclarecido e, como deve ser uma pessoa curiosa e persistente, até conseguir deixar de ter dúvidas, não descansa, suponho que já colocou todas as hipóteses mas, continua com dúvidas. Se não fossem as pessoas curiosas e persistentes nos seus objetivos, ainda hoje estaríamos a viver em cavernas. E isto de persistir, sem a minha intervenção, a ginástica mental só lhe faz bem :)

E aqui, pergunto, se o Pedro Correia tivesse na posse deste novo dado, teria respondido da mesma maneira?

No fundo, serve para exemplificar, muito do que se passa com a informação que nos chega dos políticos. Temos um Problema, onde nos dão um certo número de dados e, com esses dados podemos chegar a uma conclusão mas, não será a mesma, se nos tivessem dado mais informação. Ou seja, conforme os dados, chegaremos a conclusões diferentes, todas elas certas para os respetivos problemas mas, erradas, para problemas com dados, maliciosamente, ocultados. Por isso, nunca devemos confiar, apenas, na informação que nos é dada, às vezes temos que procurar "muitos gatos escondidos, com os rabos de fora".

E, infelizmente, até podemos chegar a conclusões, sem estar na posse de nenhum dado.

Ora vejamos, como e onde, pode ter obtido dados suficientes para ter a certeza de que sou O e não A?

Chegou-me a perguntar a origem do nome ariam que, por sinal, se procurar a explicação que lhe dei nessa altura, pode ser um nome masculino ou feminino e, até isso, nem chegaria para provar nada.
Em que comentário, alguma vez, escrito por mim, pode ter a certeza ou alguma confirmação disso? E, eu sabendo como o Pedro Correia gosta de abreviar os pensamentos (algo que tenho combatido por achar perigoso, para não sermos enganados), posso garantir-lhe que, neste momento, não estou a afirmar que esteja certo ou errado mas, o mais importante, será reconhecer o processo que utilizou para chegar à conclusão de que sou O e aí, lhe garanto, não encontrará dado nenhum.

Fácil de provar porque, como só comunicamos com texto, nem pode fazer como muitos políticos "um diz que disse ou que disseram de outra maneira, num noutro contexto"... qualquer coisa lhes serve, para criar "cortinas de fumo" para ficarem bem na fotografia ou pior, com o propósito de nos fazer chegar a conclusões falsas.

Para mim, o fundamental é alertar: Há aquilo que sabemos, o que julgamos saber e aquilo que ainda não sabemos. Um processo contínuo que nunca deve ser turvado porque, além do nosso próprio cérebro nos poder pregar partidas, chegando a conclusões, com base em coisa nenhuma, ainda há aqueles que, definitivamente, nos querem "embarretar" com pensamentos "prêt-à-porter". Procurar a Verdade, por nós próprios porque, nem todos os factos estão "à mão de semear", isso será cómodo mas, muito debilitante para a percepção do Mundo que nos rodeia e a preguiça só nos pode levar a situações irreversíveis.

Resumindo, um dos dois estará certo, resta saber qual. Há umas quantas "migalhas" que podem ser adicionadas ao quebra cabeças mas, essas, até poderão confundir, ainda mais, uma das partes :)
E posso dar uma ajudinha, aqui, só há essas duas possibilidades ser O ou A, A ou O, nada de Os que querem ser As, As que querem ser Os, metade O com metade A, A com metade O ou OA ou AO em simultâneo... e, isto, nos tempos que correm, já será uma Grande Ajuda
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 20:55

Entenda-se com WW (será macho? será fêmea?).
Já cá não está quem falou...
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De WW a 24.06.2016 às 00:41

Fiquei na dúvida de O ou A, afinei pelo A mas lembro-me de você ter elucidado o Pedro Correia sobre o seu "nick".

Mas o que me interessa é o que escreve e como escreve e eu partilho em larga medida da sua visão dos problemas...

Penso que o Pedro Correia não se terá apercebido que o meu polegar para cima se dirigia a si e não a ele, só isso.

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De Makiavel a 22.06.2016 às 12:13

O referendo no Reino Unido (e nos outros países com pressões anti-EU) já vem tarde. Será útil para clarificar o real peso dos que são anti e pró EU. Espero que seja um aviso para Bruxelas, quer seja na Comissão ou em organismos mais informais mas cada vez com mais poder.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:20

Como é que o referendo já vem tarde? A entrada do Reino Unido na comunidade europeia, em 1973, foi sufragada em referendo nacional a 5 de Junho de 1975. Com 67,5% de votos favoráveis.
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De js a 23.06.2016 às 01:16

Qualquer semelhança entre o que era a "comunidade" em 1975 e o que é hoje ...

The proof of the pudding is in the tasting.

Mais logo veremos quantos gostam e quantos nem por isso.
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De Makiavel a 23.06.2016 às 07:57

Portanto, foi sufragada em referendo nacional há 41 anos e nada mais se passou desde esse dia... para não falar nos países onde nem sequer foi feito.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 08:24

Foi sufragada a entrada: mais de dois terços dos eleitores britânicos aprovaram. Vai ser sufragado agora. Há dois anos houve um referendo sobre a independência da Escócia.
Parece-lhe suficientemente democrático ou só merecerá esse rótulo se houver referendos todos os anos? Na segunda hipótese aconselho-o a rumar à Suíça: é o país ideal para si.
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De Makiavel a 23.06.2016 às 13:24

Está a melhorar, já não dá o cabotino conselho para ir viver para a Venezuela, Cuba ou Coreia do Norte. Se calhar, se o tema fosse outro, o conselho lá apareceria.

Entre sufragar há 40 anos e sufragar todos os anos há todo um mundo de hipóteses.

São evidentes as tensões internas anti-UE. Nada melhor que um referendo para avaliar o real valor dessas posições.

Quem tem medo do referendo?

No caso do UK, com as excepções contempladas (e recentemente renegociadas) na sua adesão, falar em saída ou permanência é quase o mesmo.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 13:50

Entre sufragar há 40 anos e sufragar todos os anos há todo um mundo de hipóteses."
Os seus amigos cubanos já resolveram isso há 57 anos. Nem eleições nem referendos nem multipartidarismo nem greves nem imprensa livre. Sufrágios? Ni hablar. Nós temos o bacalhau à Brás, eles têm a democracia à Castro. Castrada.
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De Makiavel a 23.06.2016 às 17:13

Eu desconfiava que o senhor era um cabotino. Confirmei-o agora.

Os seus amigos cubanos?

Grau (abaixo de) zero do comentário.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 18:32

Como bem sabe, foi você que - cabotinamente - puxou o assunto. Estava mesmo a pedi-las.
Cuba libre!
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De Makiavel a 23.06.2016 às 19:09

Cabotino e capcioso.

Então quem foi que utilizou o argumento pífio de aconselhar a rumar à Suíça, à falta de argumentos válidos?

Isto da azia tem mais efeitos secundários do que os inicialmente declarados.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 19:13

Tenho mais que fazer que aturar leitores que amuam e fazem birrinha. É o que você me faz lembrar: um puto birrento. Parece aquele da anedota, que matou os pais e depois pediu clemência ao tribunal alegando ser órfão.
Passe bem.
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De Eduardo Louro a 22.06.2016 às 12:19

Excelente reflexão, Pedro. Como sempre. Não deixa de ser irónico que o espectro da vitória do "leave" - que também não espero - traga de volta o da independência da Escócia, pelo "remain" que deseja. É a desagregação contra a desagregação à volta de um "scotch". Se calhar é por isso que eu gosto tanto dele... Velho, e de preferência de malte.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:18

Continuo a pensar que os eleitores são muito mais racionais do que o tabloidismo dominante dá a entender, Eduardo.
Obrigado pelas suas palavras. Um abraço.
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De lucklucky a 22.06.2016 às 13:28

O que passa pelo texto é mais uma vez a intolerância com outros seguirem outros caminhos. Não se tolera a diferença apesar das juras constantes de "tolerância".

É preciso sermos todos iguais porque senão...

O mais extraordinário do texto é o argumento de como os "desafios" requerem uma política única.

Como sempre quem defende isto é quem tem medo que alguém descubra uma solução.

A redundância própria dos sistemas distribuídos claro que já não conta, apesar mais uma vez das juras habituais.

O que está por trás disto tudo é a visão totalitária, absolutista de que ninguém pode escolher um caminho diferente.
A defesa que imenso poder deve estar centralizado e à disposição.

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De ariam a 22.06.2016 às 15:35


"A defesa que imenso poder deve estar centralizado e à disposição"... de uma minoria muito específica

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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:27

Convocar um referendo para o eleitorado se pronunciar sobre o vínculo à Europa é uma "visão totalitária". Extraordinário. Pela mesma lógica a Coreia do Norte é uma democracia modelar.
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De Anónimo a 23.06.2016 às 00:26

O Pedro Correia obviamente não cita aqui as condições excepcionais que o Reino-Unido sempre teve dentro da UE (CEE) fora as que lhe foram concedidas in-extremis para que o establishment local aceitasse apoiar este referendo e o PM inglês fizesse campanha pelo ficar na UE.

A UE não serve os propósitos dos cidadãos dos países da Europa, o EURO destruiu economias que apesar de fracas ainda subsistiam e agora foram obliteradas como a Portuguesa...

A UE não é reformável, tem de ser extinta pois é uma fachada para o velho jogo das potências europeias em que poucas (as do costume) ganham e os outros países fazem figura de corpo presente e acenam com com a cabeça...
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De lucklucky a 23.06.2016 às 01:44

??O que é que tem que ver o referendo com o que eu disse? Eu disse que é preciso de ter uma cultura totalitária para defender que todos os países na Europa pertençam a uma União com os poderes da União Europeia cada vez mais abrangentes e totalitários.

É preciso ter uma cultura totalitária para defender que a paz na Europa só pode existir se forem todos iguais. É isso que significa estar num mesmo projecto político. Mesmas leis, mesma moral, mesmas ideias. Iguais.
A negação da tolerância.
É o mesmo que dizer que a solução para não existir violação(guerra) é casar o potencial violador e as potenciais violadas. Nos tempos medievais e na mafia fazia-se isso casava-se os filhos e as filhas para ter paz. É reconhecer que não saímos de lá?

Ter um único projecto político Europa implica que não há concorrência a esse Estado.
Mais tarde ou mais cedo acabaremos na Guerra Civil tipo Jugoslávia porque a visão totalitária do jornalistas assegura que a política entrará em todo o lado.
É inexorável. Kafka está ao virar da esquina basta ver o nível insano de regulação e controlo da vida das pessoas já hoje. E depois de Kafka...

Note que não tenho ilusões sobre o Estado Nação, é a mesma coisa à sua escala, mas enquanto existirem vários há sempre escolha, alternativa e evolução diferenciada. Competição. Vão para sítios diferentes. Uns serão melhores outros piores. Numa União não há escape, tudo explodirá em todo o lado.

Tudo se resume a quantos mais países melhor. Pois é isso o mercado livre.

A União Europeia é a prazo a destruição da competição entre países, ou seja destruição do mercado dos países, comunidades , sociedades diferentes e a implementação da sociedade única, necessariamente totalitária.

Nos próximos tempos vamos assistir à abolição do dinheiro físico excepto para pequeníssimas quantidades, proibição de conduzir carros quando os veículos autónomos estiverem disponíveis, proibição de comer carne, qualquer acto sexual entre duas pessoas terá de ser registado, seremos obviamente todos chipados desde a nascença. E claro programas de reeducação para os recalcitrantes - passará claro por lhes tirar os filhos e/ou aplicar as leis que todos violam todos os dias tal a sua quantidade, de maneira direccionada a alvos específicos.

A sociedade "perfeita" desenhada por políticos e os seus padres(jornalistas). Sem alternativa, porque emigrar é ir para o mesmo. O Igual.


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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 08:32

Chiça. Você é uma mistura de Nick Farage com Marine Le Pen, seus mestres-pensadores.
Como não há coincidências, escreve as frase mais absurdas.
Esta, por exemplo: "A União Europeia é a prazo a destruição da competição entre países, ou seja destruição do mercado dos países, comunidades , sociedades diferentes e a implementação da sociedade única, necessariamente totalitária."
Mas esta merece um galardão especial: "Mais tarde ou mais cedo acabaremos na Guerra Civil tipo Jugoslávia porque a visão totalitária do jornalistas assegura que a política entrará em todo o lado."
Um dia há-de explicar-me o que quer dizer com isto. Mas não se apresse. Pode demorar um ano. Ou mesmo dois.
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De lucklucky a 23.06.2016 às 15:06

"Um dia há-de explicar-me o que quer dizer com isto."

O jornalismo tem possibilidade de politizar todos os aspectos da vida humana.
Atrai os marxistas e socialistas por isso mesmo.
O objectivo natural de qualquer dessas ideologias é reforçar o poder da política sobre as pessoas a níveis nunca vistos, pois conta com a ajuda do estágio actual da tecnologia que o permite.


"Você é uma mistura de Nick Farage com Marine Le Pen"

Estranho pois o que Nigel Farage e a Marine Le Pen defendem é o que você defende. Simplesmente para si é para 400 milhões em vez de 70 milhões.
Quem defenda um Governo Mundial dirá de si o mesmo que você diz de Farage e Le Pen...
Qualquer dos dois não tolera um estado variável onde as pessoas podem escolher o nível da sua relação com o Estado.
O Farage e a Le Pen não tolera a partição da França ou da Inglaterra, para mim tanto me faz se o Sul da França se quiser separar do Norte que seja bem vindo. Como já disse mas parece não ter sido entendido "quantos mais países melhor".

Farage, Le Pen, você, querem Escola Publica que só existe por violência , RTP's , CGD's , muito e muito Estado a tratar de tudo.

Já criar, inventar, enriquecer sendo social isto é criando produtos e serviços que interessam livremente aos outros é o que menos interessa.
Nem sequer faz parte do discurso. Pois isso tira protagonismo à Política.
Não admira que o Ocidente definhe.
Com as 2GG mundiais todas causadas pelo excessivo poder da Política.
Não por falta dela.

A Marine Le Pen até quer bancos como o PCP e arranjará maneira de ter a sua CGD se alguma vez chegar ao poder como o Regime Socialista Português. É uma conquista da "Revolução" . São bem parecidos.

Parafraseando: "Nada contra a União Europeia, tudo dentro da União Europeia."
Regras únicas acabam com a redundância. Quando falham o descalabro é geral. Será continental neste caso.
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De Pedro Correia a 23.06.2016 às 19:15

O outro disparava antes da própria sombra. Você dispara (ou disparata) antes de pensar. O problema é que alinhar palavras não é sinónimo de escrever, longe disso.
Por isso lhe sugeri um período de reflexão. Um ano talvez. Ou dois.
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De João André a 22.06.2016 às 15:17

«Os ingleses, que combateram Filipe II, Napoleão e Hitler, deviam saber isso melhor que ninguém»

Aqui há dias vi um cartaz onde se comentava que os soldados que combateram na II GUerra Mundial devem sentir-se traídos. Afinal de contas, combateram também pela liberdade e paz no resto do continente.
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De lucklucky a 22.06.2016 às 17:27

É preciso já não ter um resquício de vergonha para conseguir dizer que os soldados que combateram na 2GG que são parte dos "mais velhos favoráveis ao Brexit" devem sentir-se traídos.

Newspeak.
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De João André a 23.06.2016 às 09:19

A sua cabeça está cada vez mais delirante.
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De lucklucky a 23.06.2016 às 15:11

Você é que se arroga de interpretar o sentimento dos combatentes da 2ªGM mas sou eu que estou em delírio.
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De João André a 23.06.2016 às 22:43

A sua estupidez começa a não ter limites. Não sabe ler, aprenda. Não sabe pensar, peça que lho ensinem.

Tempos houve em que discordávamos mas era apenas uma questão política e ideológica. Eu discordava de si e você de mim. Isso já não se passa hoje. Não há qualquer discordância. Você é actualmente simplesmente estúpido ou parvo e ainda por cima mal-educado.

Dos meus posts você já está banido. Nos outros não mexo, mas deixarei de me dar ao trabalho de responder. Aos maluquinhos, deixamo-os a falar sozinhos.
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De Sr. Solitário a 22.06.2016 às 17:13

A televisão portuguesa só transmite aquilo que lhe apetece! Vejo muito pouco dos canais generalistas.
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De Pedro Correia a 22.06.2016 às 23:17

Faz muito bem. Só perde horas e horas e horas de irrelevâncias sobre futebol.

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