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De Sócrates ao futuro

por José António Abreu, em 12.10.17

1. Há o processo criminal. Esse fica para a Justiça.

2. Há o conluio entre o Estado e grupos privados, quase inevitável num país em que os políticos fazem questão de garantir que o primeiro é indispensável para tudo. As tímidas tentativas de Passos Coelho (que não do PSD) para mudar a situação estão hoje anuladas. Tal como o próprio Passos.

3. Há a cegueira dos compagnons de route, entretanto de regresso ao poder. Ou - acreditando eu não estarmos perante almas ingénuas - os interesses próprios que os levaram a fechar os olhos a todos os indícios. Os mesmos interesses, de resto, que se sobrepuseram aos do país após as eleições de 2015 e levaram à constituição da Geringonça.

4. Há os tiques intervencionistas e autoritários, que António Costa, Augusto Santos Silva, Carlos César, Eduardo Ferro Rodrigues, João Galamba et al - de Catarina Martins, das manas Mortágua ou de Jerónimo de Sousa outra coisa não seria de esperar - mantêm vivos e nem tentam esconder.

Pouco importa; a acreditar nas sondagens, os portugueses apreciam gente oportunista e autoritária. Têm-na tido - e continuarão a tê-la - em abundância. Considerando os resultados de Narciso Miranda, Valentim Loureiro e Isaltino Morais nas últimas eleições autárquicas (16,2%, 19,9% e 41,7%, respectivamente), e a insignificância comparativa dos desvios em que estiveram ou poderão ter estado envolvidos, arrisco-me a extrapolar que o próprio Sócrates ainda poderá ser eleito Presidente da República. Em 2026, talvez. Ou, no máximo, em 2031.

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17 comentários

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De jo a 12.10.2017 às 13:08

Vejo que já reconhece que o povo português não queria Passos Coelho. Um primeiro passo em relação à realidade.

Passos fez três afirmações nas eleições de 2011:
Que conhecia muito bem a realidade portuguesa.
Que lhe bastavam cortes de 1700 ME para resolver o problema económico.
Que o povo português estava a sofrer com os cortes do governo Sócrates e que ia acabar com isso.

Eram todas mentira.

Além disso dirigiu o governo mais trapalhão que tivemos em matéria de orçamento. Não conseguiu levar nenhum orçamento até ao fim porque todos os pressupostos económicos em que se baseava estavam errados.

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De José António Abreu a 12.10.2017 às 13:43

Prefiro um governo trapalhão mas razoavelmente honesto a um de oportunistas autoritários, quando não corruptos. Mas, evidentemente, isso sou eu.

"Vejo que já reconhece que o povo português não queria Passos Coelho."
Não em 2015. Se acreditarmos nas sondagens - e elas têm errado bastante em muitos sítios -, agora talvez. Mas isso também já não importa.
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De Anónimo a 12.10.2017 às 14:22

Governo honesto...essa propaganda já não passa e ainda bem! Pode sempre ir chorar para o colo do Santana que também adora o passismo! Enfim deves ser um dos que viveu nestes anos numa realidade paralela, só pode!
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De jo a 12.10.2017 às 18:14

Ele é submarinos, ele é vistos gold, ele é tecnoforma, ele é a clique do BPN.

Ele é um ministro das finanças a negociar com o FMI e seguidamente ir trabalhar para o FMI - deve ter-lhe dado um peso negocial e peras.

Eles são os 900 ME postos no Banif para adiar a falência por um ano.
Elas foram as profissões de fé na solidez do BES quando era mais que evidente que aquilo estava a cair aos bocados.

O PSD já deu um numero curioso de ministros ao país que acabaram presos:
Oliveira e Costa - bem foi só secretário de estado - a estrela do seu governo.
Isaltino Morais
Duarte Lima
ou acusados de crimes.

Que me lembre houve eleições em 2015 e Passos Coelho não conseguiu formar governo. Ou é o político mais inábil do mundo ou perdeu as eleições.

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