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De D. Dinis a Capoulas Santos

por Pedro Correia, em 16.10.17

A tragédia de Pedrógão fez aumentar o caudal de disparates proferidos por certos governantes. Entre eles destacou-se o ministro da Agricultura, que a 13 de Agosto se apressou a proclamar ao País que o Executivo tinha acabado de aprovar a "maior revolução na floresta desde o reinado de D. Dinis".

Estava equivocado. D. Dinis destacou-se por mandar plantar árvores, não por vê-las arder. Com destaque para uma das maiores manchas de pinheiro bravo da Europa, reunida no vasto pinhal de Leiria, com cerca de 15 milhões de árvores. Acabo de saber que 80% desta mata nacional foi consumida pelas chamas - no dia em que no País inteiro ardeu uma extensão equivalente a seis cidades de Lisboa. Presumo que não se tratava de "floresta desorganizada", na medida em que é propriedade do Estado. A menos que cheguemos à conclusão que afinal o Estado imita os piores procedimentos dos privados.

Capoulas Santos, o revolucionário da treta, desta vez tem-nos poupado à sua ridícula verborreia. Resta ver por quanto tempo conseguirá permanecer calado.

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17 comentários

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De Maria Araújo a 16.10.2017 às 20:32

Há dias, e não é nada que se compare ao Pinhal de Leiria, fui a Ofir, praia cá do norte, dar uma volta.
O carro ficou estacionado na rua principal.
Quando vinha da praia em direcção ao carro, do lado do passeio onde os pinheiros têm o seu habitat, o lixo dos banhistas do verão passado acumulava-se ali à vista de todas as pessoas... excepto dos responsáveis, GNR, Câmara, e dos próprios utentes que desrespeitam o que de melhor temos em Portugal.Tentei encontrar um aviso proibitivo num qualquer pinheiro mas não vi nenhum.
Boa noite.
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De Pedro Correia a 16.10.2017 às 20:59

Desleixo criminoso. Multiplicado por milhares ou por milhões.
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De Luís Lavoura a 17.10.2017 às 09:27

Se o lixo dos banhistas se acumulava ali, a culpa principal era, evidentemente, dos banhistas.
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De Javardoura a 17.10.2017 às 15:16

Conclua, por favor....
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De Luís Lavoura a 17.10.2017 às 15:54

Não há mais nada a concluir, já está concluído.
Da mesma forma, se Lisboa (pelo menos, as partes dela por onde costumo circular) hoje em dia está cheia de garrafas de cerveja vazias, abandonadas pelas ruas, a culpa principal desse facto é, evidentemente, das pessoas que andam a beber cerveja pela rua e que, depois de acabar de beber, em vez de deitarem a garrafa num vidrão (e quase sempre há um por perto), decidem abandonar a garrafa algures num canto.
A culpa principal não é das autoridades por não limparem. É de quem suja.
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De Javardoura a 17.10.2017 às 16:39

Meu caro, concordando em parte, permita-me. Os serviços do Estado servem para colmatar a imperfeição de comportamento dos seus cidadãos. Aliás se todos nascessemos civilizados não existiria Estado.

Se existe acumulação de lixo pode também dever-se a uma insuficiente recolha...
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De Luís Lavoura a 17.10.2017 às 17:34

Sem pôr isso em causa, repito que a principal culpa é dos cidadãos que se portam mal.
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De jerry khan a 16.10.2017 às 21:36

conheço bem a zona
vi na tv o pinhal e as bermas da estrada cheias de mato e ervas

neste governo só existe gente fina
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De Pedro Correia a 16.10.2017 às 21:53

Então o ministro Capoulas não mandava limpar aquilo? Pensava que só os particulares é que contribuíam para a "desorganização da floresta".
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De Maria Dulce Fernandes a 16.10.2017 às 22:02

Do Lavrador ao ladrador vai um mundo de inexactidão.
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De Pedro Correia a 16.10.2017 às 22:15

Ai fogo de quente pinho...
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De Maria Dulce Fernandes a 16.10.2017 às 22:19

Aí a primeira pergunta que me vem ideia é:

Ai Deus, e u é?

(E u é Deus ?)
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De Pedro Correia a 17.10.2017 às 08:39

É uma pergunta que bem se compreende, nos dias que vão passando.
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De Anónimo a 17.10.2017 às 08:46

Proprietários que não limpem as deverão ser expropriados... e que fazemos com o Pinhal de Leiria?
Este governo já se gabou de ter feito a maior revolução florestal desde Dom Dinis... espero que não voltem a repetir essa barbaridade.
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De Pedro Correia a 17.10.2017 às 08:57

O Governo, proprietário e péssimo gestor do pinhal de Leiria, tem de ser expropriado. A bem da segurança e da saúde pública, ameaçadas pelos incêndios florestais.
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De Luís Lavoura a 17.10.2017 às 09:28

Presumo que não se tratava de "floresta desorganizada", na medida em que é propriedade do Estado.

O próprio artigo lincado diz que a floresta estava toda maltratada.
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De Pedro Correia a 17.10.2017 às 10:16

Sim? Então exproprie-se o Estado. Já!

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