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De bandeirinha sem norte

por Sérgio de Almeida Correia, em 15.03.16

Temos a mesma posição global em toda a discussão do Orçamento: rejeição total de todas as normas, porque a aprovação do orçamento é da inteira responsabilidade deste Governo e dos seus parceiros” - Leitão Amaro, deputado do PSD

 

E como rejeitavam abstiveram-se. Em resultado disso, as alterações foram aprovadas. Se estivesse de acordo o PSD teria votado contra, é evidente. Assim, parece-me lógico e perfeitamente coerente que se abstenham. Com o que deixaram passar as ajudas à Grécia e à Turquia, contra as quais já se tinham manifestado e desafiado a esquerda a aprovar. Se continuarem assim, o Governo não tem com que se preocupar e irá durar quatro mais quatro anos. Depois logo se verá como estaremos.

Enfim, tristezas.

Como diz o povo, entradas de leão para saídas de sendeiro. Compreende-se, pois, que com uma oposição alimentada pela irracionalidade de meia dúzia de zelosos pancrácios, Cristas queira agora descolar do PSD e crescer à custa do seu antigo parceiro de coligação. E que António Costa continue a rir-se enquanto leva a água ao seu moinho.

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16 comentários

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De ali kath a 15.03.2016 às 08:54

Pirro também ganhou aparentemente a batalha

o importante é abanar a geringonça

como manobra de marketing atingiu os objectivos

o resto é «conversa para bói dormir»
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De Luís Lavoura a 15.03.2016 às 09:39

António Costa é o mais hábil político português da atualidade. De longe.
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De T a 15.03.2016 às 13:39

O chamado elogio ao chico-espertismo. Não admira que Portugal esteja como está, é que não há nenhum proto chico-esperto que não se sinta empolgado quando vê um camarada seu a vingar na vida, seja ou não passando por cima dos outros, iludindo, enganado, sobrevivendo de qualquer forma e feitio. Alias, se bem me lembro, foi neste tom de elogios que cavalgou Costa naquela famosa e bonita cena com o Seguro.

Os portugueses queixam-se muito, mas já na altura preferiram apelidar o Seguro de inseguro, choramingas e levar em ombros o "hábil" Costa, noutro país com valores a facada seria facilmente entendida como um falta de carácter enorme e um sério aviso ao que aí poderia vir, aqui não, é até uma característica de salutar, veja-se.

Felizmente quando muitos portugueses julgam que a culpa disto e daquilo, é da EU ou do mundo, lá aparecem uns a mostrar a verdadeira raiz de todos os nossos problemas, como já antes tinha apontado Antero de Quental. Obrigado.
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De João de Brito a 15.03.2016 às 11:28

1. Para mim, este marcar passo "um, dois, esquerda, direita", há muito que passou à história.
2. Com Marcelo, o poder caiu na rua, literalmente.
Para o aproximar do povo, ou para aproximar o povo dele, já não sei bem.
Seria perfeito, se o Professor desse o passo seguinte:
- o PODER não; o SERVIÇO, Professor!
3. Alguém quer cortar vagas nas escolas de medicina, por já haver médicos a mais.
Cá por Trás-os-Montes, quem diria!
Mas mesmo por cá há professores a mais, advogados a mais, engenheiros a mais... e ninguém fala em cortar nas respetivas vagas.
Por que será?!...
4. No Brasil também cansaram de marcar passo.
O povo já não encontra alternativas dentro daquilo a que se tem chamado democracia.
Se o que tem tido é democracia, então quer outra coisa.
À atenção dos senhores feudais dos tempos modernos.
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De Nuno a 15.03.2016 às 11:55

A posição anunciada do PSD foi rejeitar (na generalidade e na especialidade) o orçamento, e abster-se em todas as propostas de alteração.

O PS, para evitar o chumbo do artigo, em vez de o levar a votos, em vez de tentar granjear o apoio dos seus parceiros, propôs uma alteração ao título do artigo, contando com a abstenção do PSD.

Ninguém ficou bem nesta fotografia.

Em 4 anos estaremos como devemos estar: como o governo em funções nos deixar. O Costa, a Catarina, o Jerónimo e a Heloísa que se governem.
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De Sérgio de Almeida Correia a 15.03.2016 às 13:32

Também me parece que ninguém ficou bem na fotografia. Uns de boca aberta, outros de olhos fechados, a fazerem caretas e corninhos, e ainda outros tão desfocados que ninguém sabe quem são.
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De William Wallace a 15.03.2016 às 13:23

Tudo corre sobre rodas, o PSD não mata mas amolenta, o PS faz o melhor que sabe fazer que é fugir em frente, o BE continua delirante e nem percebe que cada proposta que faz tira peso ás anteriores por mais delirantes que sejam, o PC é o PC, velho, matreiro, parece abanar mas não deve cair.
O CDS é um conjunto de amigos e amigas que já nem nas questões "fracturantes" tem peso.
No fim acabará por vir a factura (mais uma) (ou pior) para os mesmos de sempre.

" A lealdade é a verdade do sentimento: é impossível ser desleal sem mentir à consciência, sem ludibriar a consciência alheia."
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De Jorg a 15.03.2016 às 14:49

Meu Deus! Meu Deus! Que gente é esta que se opõe ao governo tão bom, belo e gay-friendly, amigo nos animais, e tão composto de pessoas lindas cosmopolitas + o João Soares para dar um 'flair de 'shabby chic' tipo "caterpillar truck"?

Defendo uma moção de censura à oposição, e é já!!!
Esta oposição não serve, opõe-se ao governo!!!!
Queremos uma oposição que seja a favor deste governo 'tã lindo!!!
O povo tem de exigir uma oposição que deixe trabalhar o governo com maioria do parlamento!!!

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De Vento a 15.03.2016 às 15:27

O PSD, que não fica só nesta matéria, necessita que continuem a pensar por eles. Foi o que Costa fez, à semelhança do que fez o governo de Bruxelas na governação dos partidos que dizem ter governado Portugal nos últimos 4 anos.

Porém, há quem viva bastante ressabiado sem saber suas origens, isto é, a paternidade, e destile sua própria aridez sempre que a ocasião surge. Questões existências! Compreende-se, o pretexto surge por Tudo. Representando o nada Tudo.
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De João de Brito a 15.03.2016 às 15:59

Nicolau Brayner.
Outros houve ainda mais mediáticos.
Raúl Solnado, por exemplo.
Mas não me lembro de alguma vez ter visto o que está a acontecer.
Tanta gente que chora, literal e sinceramente!
Mais que o artista, chora o Homem.
O João Semana.
O arquétipo do português profundo e genuíno.
O Papa Francisco laico.
Mais que quase sempre, somos uma nação, um país, um povo.
E não choramos de tristeza.
Cantamos mais este fado, de olhos cerrados e coração sentido.
Pessoalmente e porque não creio na outra vida, conforta-me uma certeza:
- Lembrar-me-ei de que, um dia, escrevi isto.
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De Diogo Noivo a 15.03.2016 às 16:11

Este teu post, Sérgio, bem como o post de hoje do Luís Menezes Leitão, acerta no tom. Parece-me que o PSD se deixou tourear, para felicidade de uns e desespero de outros. Seja qual for o ânimo de cada observador, estaremos quase todos de acordo que com este tipo de oposição PPC não irá longe.
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De Sérgio de Almeida Correia a 16.03.2016 às 15:24

Que ele não vá longe será problema dele, Diogo. Pior será para o PSD, para o país e para o (des)crédito dos partidos em geral. Não é bom para ninguém que haja governos sem oposição.
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De Tiro ao Alvo a 15.03.2016 às 16:43

O Sérgio diz que todos ficaram mal na fotografia, mas acha que uns ficaram mais mal que outros. Dá bem para entender que o seu post é um passar a mão pelo lombo do governo, não de aprovação, mas de compreensão, e uma chamada de atenção ao PSD pela atitude que tomaram, a seu ver reprovável.
Penso que não demorará muito tempo (nunca anos) para vermos a geringonça partir-se.
Nessa altura, espero que não venha exigir ao PSD que aprove os orçamentos do PS...
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De Nuno a 15.03.2016 às 18:16

Mas é exactamente isso que virão pedir. E quando cairmos na bancarrota, será falta de oposição. Porque segurou o governo, ou porque o fez cair.

O governo não tem maioria? Pois que se governe, os anos que entender. Quando acabar, logo se fará o balanço.

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