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Convidado: RODRIGO MOITA DE DEUS

por Pedro Correia, em 30.06.17

 

Os independentes

 

Vamos ter uma “comissão técnica independente” para perceber o que correu mal nos incêndios. A ideia é boa. A iniciativa, por si, diz muito mais do que parece. Demonstra que os deputados perderam a fé em comissões parlamentares de inquérito. E demonstra que os deputados não confiam nos deputados para fiscalizar o governo e garantir o bom funcionamento do Estado. Mas vamos ter técnicos. O que é bom. Seis nomeados pela Assembleia da República. Seis nomeados pelo Conselho de Reitores. Ainda não conheço os nomes. Mas o perfil e a forma de nomeação explicam que serão doze funcionários públicos. Portanto… Estado a fiscalizar o Estado. Gente certamente dotada e respeitável. Mas a receber do Orçamento do Estado. Com chefes a receberem do Estado e propostos para fiscalizar o Estado. Mas desta vez com aquela nuance… como são professores em universidades do Estado são “independentes”.

 

 

Rodrigo Moita de Deus

(blogue 31 DA ARMADA)

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10 comentários

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De Luís Lavoura a 30.06.2017 às 11:47

Se não fossem professores universitários ou funcionários públicos, quem seriam? Funcionários de empresas de celulose? Proprietários florestais? Ambientalistas profissionais? Qualquer dessas possibilidades pareceria ainda pior do que professores universitários e funcionários públicos.
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De Javardoura a 30.06.2017 às 13:34

Para si, nem inquérito deveria haver. Afinal a sua conclusão há muito que está tirada. Morreram porque foram estúpidos e forretas.

Quanto à Comissão, ela para ser independente não deve depender, em absoluto, do Estado. Pois o que está em causa foi a inoperacionalidade dos Serviços dependentes do Estado.

O que não faltam são profissionais, independentes do Estado. Até poderia recorrer-se a técnicos estrangeiros.





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De Luís Lavoura a 30.06.2017 às 16:21

O que não faltam são profissionais, independentes do Estado.

Se são independentes do Estado, são dependentes de quem lhes paga o salário. Pode ser, por exemplo, uma empresa de celulose. Ou uma associação ambientalista. Ou uma cooperativa de produtores florestais. Ou...

As pessoas são sempre dependentes de quem lhes paga o salário.
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De Javardoura a 30.06.2017 às 18:12

Essa pode ser a visão de quem pouco fez no trabalho. Ou de quem pouco faz do trabalho. Quanto melhor for o trabalho do assalariado mais independente se torna de quem lhe paga.
Talvez não o entenda se fez do tempo a única progressão conhecida (como sucede com todo o bom sindicalista do tempo livre).
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De rão arques a 30.06.2017 às 12:00

Haverá alguém independente a averiguar poder tratar-se de um caso de policia?
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De Jo a 30.06.2017 às 12:32

Podem sempre pagar a privados para fazer o papel do Estado.
Basta olhar para o SIRESP para ver que é uma boa opção.
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De Pedro Correia a 30.06.2017 às 12:57

Viva, Rodrigo. É um gosto ver-te (novamente) por cá. Grande abraço.
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De Jorg a 30.06.2017 às 14:00

...formado desta maneira -sem, por exemplo, se ter indicado uma liderança forte na sua distância e independência - parece que se vai tornar em mais um daqueles "focus group"que informam os Geringonços se estão a sair-se bem no cenário...

Pegando na frase da semana deste blog (excelente acerto!) "onde há fogo, há fumo", isto assim feito está bem na fase do fumo, que se vai misturar com o pivete da densa fumarada instalada onde ministros não mandam, antes choram, as hierarquias regateiam culpas entre elas, e o capataz dos ministros publicita "perguntas" talvez porque contumaz incapaz de dar respostas- é que Pedrogão é tão longe dos percursos das "Web Summits" ou de outras incubadoras de demasiados frequentes falidos funcionais...
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De jj.amarante a 30.06.2017 às 16:00

Talvez o ideal fossem elementos de firmas de consultores que concorrem para ganhar concursos muito bem pagos pelo Estado. Esses consultores focados no cliente Estado e que naturalmente gostam de deixar o seu cliente satisfeito não sendo contudo funcionários do Estado serão os verdadeiramente independentes?
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De Anónimo a 30.06.2017 às 19:08

O Senhor Deus tem razão nalgumas coisas. Mas pensar que um funcionário do Estado (um professor universitário) não vai criticar o Estado não tem ponta por onde se lhe pegue. Eu fui toda a vida funcionário do Estado e sempre fui muito crítico para o Estado. Mas muito mesmo. Antes do 25 de Abril tive problemas graves, depois não, nem percebo por que havia de ter. Cheguei (por pouco tempo) a fazer trabalho para privados. Aí sim, compreendi que tinha de ter cuidado não só com o que dizia como, por exemplo, com a actividade sindical que, mesmo reduzida a quase nada, dava problemas. O meu exemplo é único? Não!! Não disponho de inquéritos científicos mas sei que há muitos casos como o meu. Muitos mesmo.

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