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Convidado: JOÃO ESPINHO

por Pedro Correia, em 05.06.17

 

Beja merece +

 

Ora cá estou a aceitar o repto do Pedro Correia para pisar a passadeira vermelha do DELITO.

É com agrado que aqui regresso.

Espero que os habituais leitores do D.O. não saiam defraudados.

Quem há muito frequenta a blogosfera já deve ter passado pela minha Praça, a da República, em Beja.

Sim, quem diria que a província, nesse Alentejo profundo, para além de bom vinho, pão de categoria superior e um dos melhores azeites do planeta, para além de um sol ardente, poetas e cantores – e muito principalmente cantadores, de gentes afáveis com aparência por vezes rude e ar entristecido, quem diria que esta terra que tem quase tudo, também em tempos pariu um blog que persiste em sobreviver e em viver lá no seu cantinho resguardado numa terra que há quem queira mandar para o abandono.

Disse-vos atrás que nós, aqui os de Beja, temos quase tudo. O que nos falta então?

Talvez gente aguerrida, destemida, sem receios de lutar pela sua terra.

 

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Isto vem a propósito do quê?

Bem, quem queira vir a Beja tem várias alternativas. Por terra, onde as estradas estão velhas e onde as auto-estradas são uma miragem que tem dificuldade em concretizar-se. Iniciadas as obras, a troika e quem manda neste país logo decidiram suspender as mesmas. São viadutos e quilómetros de terra esventrada, à espera de anos eleitorais para que as obras possam avançar mais um ou dois quilómetros.

Por via aérea também seria uma possibilidade, mas o aeroporto – sim, temos um aeroporto – teima em não descolar. Ora por isto, ora por aquilo, o facto é que o Aeroporto Internacional de Beja (como eu gosto deste pomposo nome) não recebe passageiros. Estavam previstos milhares, muitos milhares, de pessoas a aterrar e a descolar na planície, mas… plof! Nesta terra quase tudo não passa de um grande plof.

 

Mas a via mais aconselhável é a ferroviária. É uma aventura, um passeio turístico inigualável. Se sair de Lisboa, pode contar com uma paragem obrigatória em Casa Branca. A nossa, a alentejana, onde deverá mudar de comboio. Isto é, abandona o Intercidades (linha electrificada) e entra para uma composição dos anos 50 – a CP tem uma atracção pelo vintage – pois a linha até Beja não comporta comboios e carruagens de geração recente e em bom estado. Antes de vos contar como são as diesel onde embarcamos para a capital de Distrito, convém realçar que o transbordo do IC para a carroça pode demorar algum tempo, muito tempo, pois a carroça está, normalmente, avariada, e temos que esperar que venha outra automotora que, também ela, pode avariar. A espera faz-se numa estação sem condições, onde os passageiros ficam à mercê de ventos, chuvas e frios (no Inverno) ou de temperaturas escaldantes, como só o Alentejo conhece no Verão.

Embarcados na automotora, tudo pode acontecer. É uma aventura digna de um filme de Lynch. Carruagens climatizadas? É mentira! Um serviço de mini-bar para tentar matar a fome ou a sede, é uma miragem. Os vidros, por estarem todos grafitados, não permitem que se aprecie a paisagem. As luzes estão em constante intermitência. Há ruídos que ninguém sabe identificar. A qualquer momento espera-se o pior. Sugiro que vejam os 20 segundos deste vídeo. Estou quase a terminar, até porque a viagem está a chegar ao fim. Invariavelmente com atraso significativo, o que acontece quase diariamente. E nos dois sentidos.

 

Perguntam os leitores: e por que razão não apresentam queixa? Pois é, julgo que largas centenas de reclamações foram já feitas à CP, REFER, DECO, etc…

Respostas? Nada, zero!

Termino com o lema que nos une num movimento: #bejamerece +

Oxalá alguém nos dê atenção. Beja merece!

 

 

João Espinho

(blogue PRAÇA DA REPÚBLICA)

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15 comentários

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De Luís Lavoura a 05.06.2017 às 11:55

Alentejo profundo, bom vinho, pão de categoria superior e um dos melhores azeites do planeta

O Alentejo tem alguns excelentes vinhos, mas muitos outros que têm mais marketing que qualidade, e muitos vinhos "fáceis" de mais.

O pão alentejano é saboroso, mas hoje em dia é praticamente todo ele feito com trigo importado. O Alentejo já quase não produz trigo.

Não gosto do azeite alentejano (casta galega), é fino de mais para o meu gosto. Gosto do azeite transmontano e beirão, que é feito com outras castas.
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De Einstürzende Neubauten a 05.06.2017 às 12:58

"O Alentejo tem alguns excelentes vinhos, mas muitos outros que têm mais marketing que qualidade, e muitos vinhos "fáceis" de mais."

Isso pode ser dito sobre os vinhos de qualquer região demarcada ex: Douro, Lisboa, etc

Vinhos - Prove o Monte das Servas Reserva, Tapada das Lebres, ou os do Enólogo Luís Leão.

"O pão alentejano é saboroso, mas hoje em dia é praticamente todo ele feito com trigo importado. O Alentejo já quase não produz trigo"

Ali para os lados de Beja ainda há muita seara e excelente pão - ex: Vidigueira

"Não gosto do azeite alentejano (casta galega), é fino de mais para o meu gosto. Gosto do azeite transmontano e beirão, que é feito com outras castas."

Existe um azeite beirão, de cor verde - Vila Velha de Rodão - que me dá volta à tripa. Quanto ao transmontano, para mim, quando comparado com o alentejano, nem lhe noto a diferença...misturado nas carnes sabe-me todo igual...não sou muita dessas paneleir... de molhar a ponta do pão



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De Einstürzende Neubauten a 05.06.2017 às 12:49

Vivi em Beja na década de 80.
Lembro-me do desperdício gerado pelos fundos europeus da PAC. E dos marcos da Luftwaffe.
A Belle Epoque alentejana, esses saudosos anos 80.

Em jipes, barcos, e montes alentejanos, foram parar os dinheiros europeus. Não na modernização do tecido produtivo.

Fala em mais Estradas? Ou em acabar as projectadas? Fala na locomotiva? No avião?
Vá a Trás os Montes e veja o que por lá se passa, ou que deveria passar não com a pressa alentejana. Beja e o Baixo Alentejo já estão mais que servidos. Na Primavera-Inverno quando por lá vou, nem um carro vejo na Autoestrada que a serve, antes de entrar no IP-8. E nesta mesma estrada circula-se velozmente. Para quê então mais estradas? Tapem-se antes algumas.

Fale antes nos Serviços de Saúde medíocres que Beja oferece aos seus cidadãos (O Hospital Distrital até há pouco tempo teve a sua maquineta de TAC avariada durante semanas. Cardiologistas até há bem pouco tempo era um ou dois, etc - Quem lucra com isso? As clinicas privadas e os consultórios que abundam nessa vila despida?)

Beja....
O latifundiário, de peito aberto mostrava o pelo com que era feito. Do bordão, junto à cruz do peito, mostrava o santinho em que não acreditava, mas que lhe dava jeito. A sua oração era a do pito. A mulher, tida ou mantida, aprimorada e vestida à espanhola, fazia da loja, no centro da cidade, não um negócio, mas uma sala de chá, onde se bebericava laudações à maledicência. E se mostrava, da montra fez lema de vida.

Os grandes beneficiários? As mesmas famílias que fizeram e fazem (?) de Beja, há décadas, a sua herdade murada - Em Beja a ascensão social é inexistente. Call centers, manicuras, ou cafés são as suas Novas Oportunidades. Até os Serviços, Beja tem perdido para Évora....em Beja é o apelido e não a mão que marca o destino.

Beja definhou desidratada de vontades e abandonada de valores...

Uma cidade que fez da sombra e dos cantos, a sua mesa de operações. Pelos Partidos, pelo "conhecimento" do apelido, e pela informação privilegiada traficaram-se sinecuras- ex: EDIA/PSD, Câmara Municipal/PS/PCP,etc

Quem chupou Beja até ao osso? Os mesmos que nesses anos olhavam para o lado quando se falava em voz baixa, num misto de indignação e ironia, ao som de um fado árabe a tinto, as indignidades que por lá se pavoneavam - durante muito tempo Beja teve no pavão do jardim publico o seu totem.

Mas era a Belle Epoque, e todos, de uma ou outra forma lucraram com o roubo concedido. Mataram a terra e as suas gentes. Mas ninguém os pode levar a mal. Era a Belle Epoque.


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De João Espinho a 05.06.2017 às 23:33

Esse é um dos retratos possíveis da minha cidade. Há outros, muito mais coloridos e igualmente bem contrastados. A cidade (e já agora toda a região alentejana) padece de várias maleitas. As culpas podem ser apontadas aos que cá vivem ou viveram. Aos que cá nasceram e fugiram. Mas há algo de muito verdadeiro: existe um propositado "desviar de olhos" por parte de quem deveria ter uma noção do que é o território nacional, sempre que se fala do Alentejo. Não falo do aeroporto, cujo projecto (ou a sua falta) sempre me pareceu muito duvidoso. Mas os comboios? Transmito o que um amigo escreveu: " Depois de termos tido durante décadas um comboio directo e rápido, que depois em Casa Branca se ligava ao de Évora, formando uma composição única, vimo-nos com a linha fechada durante dois anos, com a promessa da modernização e melhoria. Uma mentira indecente, pois não houve obras, antes pelo contrário. Depois da reabertura, eis uma desgraça de um veículo sem condições nem qualquer qualidade, uma automotora mal cheirosa e sem climatização que a ASAE consideraria até imprópria para transportar gado!" Beja não merece ser tratada assim.
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De Einstürzende Neubauten a 06.06.2017 às 10:18

João, oxalá eu tivesse podido ficar aí. Beja e o Alentejo oferecem tudo para uma vida arejada, sendo o seu problema a qualidade do emprego oferecido/inexistência de emprego qualificado.

Quanto ao comboio que "serve" Beja, tem toda a razão. Uma vergonha que dura há pelo menos 10 anos!!!
Lembro-me que também se mudava para um autocarro, em Vendas Novas, etc...já lá vão muitos anos....
O que me espanta é o poder politico/elites locais não terem pressionado, via comunicação social, por exemplo, o poder central/CP...enfim

Espinho? Havia uma loja de fotografia/fotógrafo com esse nome em Beja.

Boa sorte!
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De João Espinho a 06.06.2017 às 10:50

@Einstürzende Neubauten - Não me espanta o poder político. A região é fraca em votos, somos poucos e muito pouco (ou nada) podemos influenciar nas decisões tomadas pelo poder central. As elites locais adormeceram, migraram ou estão subjugadas a interesses particulares. A loja a que se refere é de um familiar.
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De João Espinho a 12.06.2017 às 11:26

@neubauten - na minha Praça tem um comentário: http://www.pracadarepublicaembeja.net/2017/06/a-minha-cidade/beja-uma-herdade-murada/
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De Pedro Correia a 05.06.2017 às 16:51

Gosto de ver-te por cá, João. Falando (e muito bem) da tua terra. Um forte abraço.
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De João Espinho a 05.06.2017 às 19:06

Também gosto de cá estar. Obrigado, Pedro.
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De Alexandre Policarpo a 05.06.2017 às 21:32

Um pecador morreu e foi pró Inferno. Quando lá chegou, estava um calor infernal e o pobre pecador lamentou-se: "porra, se aqui está assim o que fará em Beja!" Esta é uma velha anedota que se conta entre alentejanos bem dispostos.
Mas para além do bom vinho, do bom azeite, do bom pão e da extraordinária cultura popular do Baixo-Alentejo, e claro, do sol ardente, a região de Beja é hoje uma terra abandonada ao nível das mais básicas infraestruras pelo poder da "Lesboa" que absorve a parte de leão dos recursos disponiveis. A história do "Aeroporto Internacional" é uma partida de mau gosto que Beja não merece. Teria sido muito melhor terem construído uma linha férrea em condições até à Casa Branca e a A26 que ligaria Beja à A2 e a Sines, do que gastarem largas dezenas de milhões de euros num aeroporto que não serve para nada.
Um abraço de um Eborense solidário.
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De João Espinho a 05.06.2017 às 23:35

Os bejenses agradecem a solidariedade de todos. Muito especialmente dos eborenses.
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De José Frade a 05.06.2017 às 23:52

Faço parte de uma geração de jovens médicos que se deslocou para Beja vindos do Porto, de Coimbra e de Lisboa. Um traço comum entre os elementos desse grupo era um certo idealismo, ainda que sentido em diversas tonalidades. Uma parte desse grupo foi ficando, passaram-se quase quatro décadas e alguns resistem. No que me diz respeito, passo a um registo pessoal. Em 1980, vinha engajado na militância de desenvolver os serviços de saúde numa perspectiva de integração e na missão pública. Apesar de ter uma vivência de centros urbanos muito maiores, não me foi difícil adaptar-me às características da cidade e da cultura dos seus habitantes. Trilhei os primeiros vinte anos da carreira com paralelo envolvimento cívico. Contribui com o meu trabalho para a evolução e crescimento do Hospital de Beja. Vi que a cidade crescia e as mentalidades evoluíam. A aldeia parecia estar seguramente a ficar num tempo passado. Entrámos num novo milénio determinados a enfrentar os desafios. Parecia-me que essa era a atitude da Elite Bejense. Ilusão minha. Os anos vieram a demonstrar a descrença em si próprios que tomou conta dos bejenses. Passividade, inibição, conformismo, ausência de atrevimento criativo. Qual o fator que determinou que esse derrotismo se instalasse nas mentes? Não sei, não avanço qualquer hipótese. Parece-me que os recursos materiais e naturais existem aqui. Mas o aproveitamento das potencialidades depende na iniciativa dos indivíduos. É este um problema educacional ou sociológico?
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De Salvador Silva a 06.06.2017 às 00:43

Há anos, muitos, que não utilizava os comboios. Quiseram as circunstâncias que, desde Set/2016 até hoje, por duas vezes utilizasse a "nossa linha", numa primeira viagem Beja/Porto e volta e, mais recentemente, Beja/Lisboa e volta. Felizmente, em ambas as ocasiões não aconteceram as, parece que frequentes, avarias na automotora velha, suja e barulhenta, que nos serve.
Devo no entanto referir que, numa primeira abordagem às minhas viagens, comecei por consultar na Net (site da CP) os horários que me fossem convenientes e, pasme-se, sabendo eu que já não havia Intercidades a partir de Beja, por nos ter sido tirado à má fila, só consegui aceder aos horários entre Beja e Casa Branca, selecionando os horários do IC. O regional estava fora de questão. Quer isto dizer, que nos querem dar lebre, quando nos dão gato. Uma maneira muito enganosa de convencer o Zé de que a cidade não perdeu valências ferroviárias. Bom, mas se ia no IC, esperava usufruir das comodidades compatíveis com esse IC. Puro engano, puseram-me à disposição uma automotora velha, com um aspecto interior deprimente e com a pretensão de se apresentar com alguma modernidade. Ronceiramente lá se chegou a Casa Branca e aqui, depois de uma espera, felizmente curta, numa plataforma completamente desabrigada, o que não se compreende e só acresce a falta de respeito pelo passageiro, um transbordo para, esse sim, um comboio IC limpo e silencioso que não disponibilizando todos os serviços (o bar estava fechado) me levou à Gare do Oriente.
A partir daqui e até ao Porto, embarquei num IC a 100% numa rápida e cómoda viagem. Aqui está, continuam a privilegiar-se os grandes centros, em detrimento daqueles em que os votos mais escasseiam. Acentuam-se as assimetrias em vez de se atenuarem, propagandeando no entanto que se "trabalha" para o contrário.
A conversa vai longa, o essencial já foi dito e nós por cá teremos que ir continuando a lutar. No entanto, por tudo o que não nos respondem, já começamos a crer que estamos Quixotescamente a lutar contra moinhos de vento e isso é desesperante.
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De João Espinho a 06.06.2017 às 13:05

Escreve-se hoje no "Público":
À medida que a temperatura sobe gradualmente na região alentejana, a paciência da população de Beja esgota-se na expectativa sistematicamente gorada de poder vir a ter viagens de comboio que respeitem os horários, em carruagens que não cheirem mal e permitam aos passageiros verem a paisagem. Os grafittis cobrem as janelas de tinta espessa, o que confere ao interior um ambiente pesado. Os alentejanos preparam agora formas de luta e a música será uma das armas."

Para ler aqui: https://www.publico.pt/2017/06/06/local/noticia/versao-alentejana-de-we-are-the-world-quer-melhorar-os-comboios-bejalisboa-1774389
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De Salvador Silva a 06.06.2017 às 20:08

Continuando Beja, subscrevo no essencial o que o Dr. José Frade aponta em comentário anterior. Discordo num pequeno pormenor: para o Dr. José Frade, o ponto de viragem das mentalidades e forças criativas bejenses, teria sido a entrada do novo milénio. Teria sido bom, sem dúvida, mas na minha perspectiva já um pouco tarde. À passagem do milénio, já Beja tinha, sem resistir, perdido quase todas as suas valências administrativas e decisórias de âmbito regional. Um retrocesso impunha-se já como impossível, estava-se a deixar ir, paulatinamente a Capital Administrativa para outras paragens, neste caso Évora. A Região tornou-se Sub-Região e temos que ter muito cuidado para que também isso se não perca. Disse há dias, num comentário na PR que Beja parou, é o que sinto. Nota-se cada vez mais o desinteresse das pessoas pela sua cidade. São confrangedores os Domingos e Feriados sem gente, porque não há motivos que as fixem. Perdeu-se a Feira de Agosto, um evento secular, carregado de tradições relacionadas com as vivências locais. Outras cidades equivalentes, ou que o foram, mantêm essas tradições "inventaram mais outras", agarraram-se com unhas e dentes à sua condição e procuraram o desenvolvimento. Desenvolvimento, palavra chave que não consegue desabrochar em Beja, pois até parece que as forças viva se conjugam para o suster. A falta de criatividade e iniciativa é atroz e assim vamos "morrendo" aos poucos. É o comboio que se perde, o aeroporto internacional que nos inibe de voos regionais, tão necessários, que não funciona, é o comércio tradicional que decai a olhos vistos, é a falta de qualquer tipo de indústria transformadora, exceptuando os lagares, etc. Temos o vislumbre de Alqueva, está algo a mexer, ao menos isto se não perca.

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