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Agora que o CMF está para começar, quero deixar as minhas expectativas mais a sério. Não serei sistemático, escreverei apenas sobre aquilo que me apetecer e não tentarei manter uma frequência mínima. Tudo dependerá da minha disponibilidade. A única coisa que irei tentar é deixar algumas reflexões sobre a EDTN® e os seus adversários. O texto acabará longo, por isso quem quiser ler que clique aí nesse "ler mais" sff.

 

Comecemos pelo jogo inicial, o do Brasil. Fora a curiosidade de ser o primeiro de vários jogos em que um brasileiro joga no seu país de nascimento por outra selecção durante este mundial (Eduardo, que foi para a Croácia com 15 anos), teremos um dos primeiros grandes duelos do mundial: o do meio campo croata (elegante e criador, com Modrić e Rakitić) contra o meio campo brasileiro (mais físico e destruidor, com Luís Gustavo e Paulinho).

 

 

Apesar das dificuldades no apuramento para o mundial, os croatas têm uma equipa recheada de belos jogadores. Fora Modrić e Rakitić, têm ainda Badelj (que se lê "Badelh") e o promissor Kovačić ("Kovatchitch" escrito à portuguesa) para não falar em Mandžukić ("Mandjukitch"). Este último estará suspenso no primeiro jogo, o que é pena, seria interessante vê-lo a lutar contra David Luiz e Thiago Silva. A equipa croata tem vários bons jogadores, mas é curta e algo desequilibrada. Nisso é comparável a Portugal, mas falta-lhes o elemento extra que compensa os desequilíbrios (Ronaldo, claro está). Infelizmente, se conseguirem ultrapassar a fase de grupos (o que não será fácil, têm um muito promissor México pela frente) encontrarão muito provavelmente nos oitavos de final a Espanha, a qual será certamente demasiado para os croatas. Enquanto estiverem no Mundial, no entanto,. convém aproveitar os seus jogos para apreciar a filigrana do seu meio campo, capaz de trocas de bolas muito tikitakianas mas, para mim, mais elegantes.

 

O Brasil é um caso diferente. Como organiza o mundial, não aceita qualquer resultado que não seja o título. Scolari reapareceu no lugar de seleccionador para substituir um Mano Menezes que não tinha os favores da federação (ou do seu presidente, José Maria Marin, mais conhecido por ter roubado uma medalha num torneio jovem) e que tinha falhado na conquista dos Jogos Olímpicos. Como alguns saberão, não sou um fã de Scolari. Não gosto dele como pessoa e não o considero particularmente bom treinador, antes um excelente político e relações públicas com um fantástico faro para saber quais as equipas que têm já potencial para ganhar. Seja como for, algo que faz muito bem é unir o seu grupo de jogadores e motivá-los, algo de essencial numa equipa de estrelas que se encontram apenas de tempos a tempos, como as selecções.

 

 

O Brasil, tal como todas as equipas de Scolari, será sólido e combativo. A estrela será Neymar, mas os jogadores chave serão Óscar e Luís Gustavo. O primeiro porque terá de fornecer a criatividade na organização de jogo (Neymar é mais caótico e os outros jogadores do meio campo são utilitários). O segundo porque terá a função de descer para junto dos centrais durante o ataque de forma a permitir que Daniel Alves - à direita - e Marcelo - à esquerda - avancem no corredor e emprestem largura à equipa. Isto é fundamental até porque Neymar e Hulk terão como função principal cortar para dentro a partir do flanco. Sem laterais ofensivos, seriam seguidos pelos laterais adversários.

 

Dos restantes jogadores, Fred terá a função de ganhar duelos aéreos e dar a bola a jogadores vindos de trás (Neymar, Hulk, Óscar ou Paulinho). Poderá marcar golos, mas isso será sempre um bónus, mais que a sua função principal. No meio campo, Paulinho estará encarregue de fornecer energia defensivamente e de ameaçar no ataque com corridas para a área. A dupla de centrais é essencialmente sólida, mas David Luiz corre sempre o risco de lapsos de concentração e terá juntamente com Thiago Silva de compensar os impulsos atacantes dos laterais, que não são os melhores defesas do mundo.

 

 

O mínimo que é exigido ao Brasil será o título. Tudo menos que isso será visto como um fracasso. O pior seria mesmo perder a final, como sucedeu em 1950 para o uruguai (não era verdadeiramente uma final, mas quase). Pessoalmente penso que partem em vantagem e que serão a equipa mais equilibrada da competição. No entanto, basta que Neymar não esteja ao seu melhor nível ou que faltem os jogadores chave (ver acima) para que o Brasil comece a ter problemas. A minha expectativa é que chegue à final, mas não me admiraria que a perdesse.

 

E a nível pessoal: dava-me gozo ver Scolari a inventar desculpas para a derrota.

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