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Como especialista encartado em todos os aspectos respeitantes a essa ode à geometria dinâmica polvilhada pelo anarquismo individualista de vértices estrategicamente posicionados de forma a obter flutuações incisivas nas estruturas opostas a que a gente vil chama de futebol (e a que sua classe abaixo no que à degustação desta poesia em movimentos coordenados chama de soccer), decidi, como não poderia deixar de ser, explicar de forma determinante e, quiçá, especulante, alguns dos aspectos mais arcanos que assolam os conjuntos de jovens - e seu mais experientes amestradores - que se encontraram nesse kumbaiá quadrienal a que se convencionou chamar - de forma muito simplista - de Campeonato do Mundo de Futebol. Ou, de forma mais repugnante, Campeonato do Mundo Fédération Internationale de Football Association (abreviemos de forma muito mundana para CMF). Bleerghh, preciso de uma pastilha de menta...

 

Bom, comecemos as análises pelo invisível, ou seja, pelos praticantes do "jogo bonito" (marketing, marketing) que por infortúnios vários - virilidade de co-praticantes da mesma actividade que num momento específico envergavam cores alheias; falta de virilidade própria em momentos diversos; dificuldade de outros co-praticantes e concidadãos em acompanhar colectivamente os desempenhos individuais de determinadas individualidades - não poderão encontrar-se no pleno exercício das suas excepcionais capacidades técnicas e físicas em Terras de Vera Cruz de forma a serem acompanhados ao pormenor no espaço de noventa minutos (mais o tempo de desconto que o filho da mãe do árbitro for comprado para dar).

 

A lista de elementos não presentes no CMF (menta, menta...) poderia preencher um panteão do nosso Zeitgeist futebolístico. Melhor, dois panteões, já que um dos elemantos necessitaria de um panteão unicamente para si, para o seu ego e para protecção das demais divindades - Zlatan Ibrahimović, esse dourado filho de Ibrahim que por si só teria levado Dante a escrever uma nova Divina Comédia mas com duas estrofes, na qual a primeira descreveria a tragédia e na segunda explicaria simplesmente que Zlatan, o Ibra, se teria encarregue do problema.

 

Entre os outros poderíamos ter uma lista de grandes jogadores: Valdés, Bale, Reus, Falcao, Lewandowski, Strootman, Montolivo, Thiago, Gündogan, van der Vaart e, obviamente, Carlos Manuel Figueira Lopes dos Santos, vulgo Camané, lateral direito da selecção da Rua do Passal em Mangualde.

 

Já em relação à nossa EDTN (® - José Navarro de Andrade, o cheque segue no correio no parazo de 5 dias úteis), eu teria as seguintes observações a fazer:

- tá bem que o tipo é lagarto, mas a época do Adrien Silva não mereceria uma chamadita? O Cédric talvez também, mas é boche por nascimento e isso seria suspeito para o dia 16. Além disso faz sentido dizer que se tem a polivalência do André Almeida, mesmo que sirva para pouco mais que aquecer o banco e trazer o sumo nos jogos de poker.

- o Éder deve ser muito bom rapaz, mas que faz ele ali? A EDTN vive e morre em função do Ronaldo e ter avançados só para que o Ronaldo, o nosso menino gelado (de gel, para cabelo) possa correr e marcar. Pontas de lança para marcar golos? Pensam que somos ingleses?

- dos outros, eu teria levado o Danny. É bom rapaz, é bom jogador, fala um português esquisito e é mais criativo que metade do meio campo português.

- O Miguel Veloso é ucraniano ou russo? Urge descobrir isso antes de saber se pode jogar.

 

Cosiderações mais sérias seguir-se-ão em medida da disponibilidade temporal e internetial.

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5 comentários

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De Pedro Correia a 10.06.2014 às 13:18

Ora aqui está uma óptima sequência ao pontapé de saída do JNA. Sempre me questionei por que motivo o humor anda tão arredado da esmagadora maioria do comentário futebolístico, que se leva demasiado a sério. Gosto de ver essa tendência contrariada, como é o caso.
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De João André a 10.06.2014 às 15:10

Humor caro Pedro? Humor? Esta reflexão nada tem de humorística, sendo antes uma séria tentativa de contribuir para uma apreciação filosófica de um dos porta-estandartes de filosofia mens sana en corpore sano existentes na cultura moderna um pouco por todo o nosso globo azul.

E se der para rir um pouco tanto melhor.
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De José Navarro de Andrade a 11.06.2014 às 15:04

Cheque? Que falta de respeito pela tradição é esta? Venha de lá a mala na estação de sevriço do costume, ó lampião, que vocês já sabem como é.
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De João André a 11.06.2014 às 15:36

Mala? Eu sou pessoa de respeito. Não me dou a essas coisas de malas e frutas. Lido apenas com outras individualidades acima de qualquer suspeita e de reputação impecável. Quaisquer transferências de divisas é sempre efectuadas cumprindo as mais elementares regras de decência e sempre seguindo as nossas guidelines do departamento de compliance.

Foi por isso que decidi tratar das coisas de forma mais intermédia, assumindo uma posição de meio termo entre os meus métodos modernos e correctos e essas histórias de malas. Para evitar mais confusões prefiro voltar ao meu sistema habitual: o banco do costume no Lichtenstein com os serviços do velho Hans von Bergdorf. O gajo cobra comissões chatas, mas livra-nos dos tipos do fisco.
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De José Navarro de Andrade a 11.06.2014 às 16:53

Assim já está bem.

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