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Catalunha: os dois separatismos

por Pedro Correia, em 10.10.17

anna-gabriel-puigdemont-saludo-reuters[1].jpg

Puigdemont com Anna Gabriel, da CUP: prisioneiro dos extremistas

 

 

«Os operários não têm pátria.

Não se lhes pode tirar aquilo que não possuem.»

Marx e Engels, Manifesto Comunista (1848)

 

Alguns ignoram, deste lado da fronteira, que o separatismo catalão compõe-se de duas parcelas muito distintas, embora de momento funcionem numa lógica complementar. A primeira integra os despojos da extinta Convergência Democrática, de Jordi Pujol e Artur Mas, que entre 1980 e 2015 foi o partido hegemónico na região até implodir sob o efeito de sucessivos escândalos com repercussão nos tribunais, incluindo a imputação judicial do seu líder histórico por alegados crimes de suborno, fraude fiscal, branqueamento de capitais e tráfico de influências.

Foi neste berço partidário que se forjou o nacionalismo do actual presidente do Executivo catalão, o ex-jornalista Carles Puigdemont, que em 2015 maquilhou apressadamente a moribunda Convergência, envolvendo-a numa coligação eleitoral intitulada Juntos Pelo Sim e procurando camuflar os graves danos reputacionais da sua agremiação com uma fuga secessionista em velocidade acelerada.

 

Na Catalunha actual há no entanto um independentismo mais recente dentro do nacionalismo clássico: o da CUP (Candidatura de Unidade Popular), situada na esquerda mais extrema e que advoga a independência não como um fim mas como um meio. A CUP é anti-espanhola, sim. Mas é também anticapitalista, antiglobalização, antiliberal, antidemocrática. Vocifera nas ruas e pontifica nas "redes sociais" com a sua retórica populista que atrai uma certa elite bem-pensante nos centros urbanos.

Puigdemont, minoritário no parlamento catalão, depende há dois anos da CUP, que lhe tem viabilizado os orçamentos. E ficou prisioneiro dos extremistas, que lhe têm dado a táctica enquanto o empurram para o centro da arena.

É o idiota útil de turno, manietado por estratégias alheias. Enquanto sonha passar à história como "pai fundador" da pátria catalã, a CUP segue na vanguarda, pronta a edificar a República Popular da Catalunha. Expropriando terras e empresas, nacionalizando a banca, expurgando o capital. Instituindo a Comuna de Barcelona. Fazendo sobrepor a "revolução social" à revolução política, como um tal Vladimir Ulianov pôs em prática há um século na Rússia, seduzindo os tontos burgueses de Petrogrado que viriam a figurar entre as primeiras vítimas do comunismo soviético.

 

Marxistas puros e duros, os companheiros de jornada de Puigdemont servem-se da questão territorial para romper as estruturas sociais da Catalunha. Fiéis aos mandamentos de Marx e Engels plasmados há quase dois séculos no Manifesto Comunista: «A luta do proletariado contra a burguesia, embora não seja na essência uma luta nacional, reveste-se contudo dessa forma nos primeiros tempos. É natural que o proletariado de cada país deva, antes de tudo, liquidar a sua própria burguesia.»

Eis todo um projecto: "liquidar a burguesia". Para os ultras da esquerda, a independência catalã funciona apenas como pretexto.

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34 comentários

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De Alain Bick a 10.10.2017 às 10:26

do puig e de outros jornalistas de esquerda disse Alguém
'-és jornalista de esquerda, nunca serás um ser humano!'
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 10:27

Quando Marx o escreveu os operários não tendo nada , nada tinham a perder.
Quando não se têm direitos, é -se coisa, sem corpo, nem alma. Nem pátria. Quem nada tem vive refugiado da vida. Faz das caves uma casa .
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 21:53

Já fiquei a chorar. Comparar a Catalunha, com o seu PIB anual 'per capita' de 28,6 mil dólares (bem superior ao português e acima dos 24 mil dólares do PIB nacional espanhol), aos operários sem casa deixou-me inconsolável.
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:04

Escrevi dólares, mas devia ter escrito euros. Naturalmente.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:11

Pedro, referia-me ao séc xix. Isso do PIB interessa-me pouco. Nada nos diz quanto à distribuição da riqueza gerada. Quanto ao chorar ainda bem. Temia que nada nem ninguém o comovesse. Não me leve a mal.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:19

Já agora há dias dizia que a Catalunha estava falida em virtude do governo de extrema esquerda. Mas eu é que emborco
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:33

Você é que emborca, sim. Alguma vez eu escrevi que a Catalunha estava falida?
A Catalunha é uma região rica, que produz um quinto do PIB espanhol e lidera no turismo, na indústria e nas exportações. Tem o terceiro maior porto europeu em movimento de mercadorias. E apesar disto não quer contribuir com a sua quota-parte para as regiões deprimidas de Espanha.
Se eles estivessem falidos, aí sim, teriam um imperativo ético para soltarem o grito do Ipiranga (neste caso, do Ebro).

O que referi foi um facto: há uma semana havia seis grupos empresariais catalães no Ibex 35, hoje só resta um.
http://pt.euronews.com/2017/10/09/nova-sangria-de-empresas-do-ibex35-na-rota-da-independencia-catala

As empresas que têm mudado as sedes para outras regiões de Espanha têm um capital social avaliado em 78 mil milhões de euros - o que corresponde a cerca de metade da riqueza anual produzida na Catalunha. Eis outro facto.
https://eco.pt/2017/10/10/catalunha-perde-50-do-pib-com-saida-de-empresas/
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:47

"A Catalunha tem, isso sim, uma dívida gigantesca perante o Estado espanhol"

Depreende -se?

Não tive mais tempo para procurar. Tenho 1% de bateria

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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:51

Claro. Já ouviu falar da dívida da Madeira em relação ao Estado central?
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 10:38

Falta-lhe dizer, que todo o projecto liberal e de livre comércio, tão do seu agrado, resultou da aniquilação, pelos burgueses, da nobreza, fazendo dos arruaceiros o seu braço armado.

Enquanto combatiam nas ruas os burgueses chamavam, aos sem nada, paladinos da Liberdade. Depois de desalojados os nobres, de heróis, os sem nada, passaram novamente a arruaceiros, ou a empregados sem direitos.

Mas ironia das ironias, depois de instalados em cadeiras Luís XV, o passatempo preferido, desses mesmos burgueses, estrategas cobardes de bancada, era fazerem-se Condes e Viscondes
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:11

A hispanofobia dos actuais dirigentes catalães é algo muito próximo da xenofobia. E totalmente inaceitável num espaço de congregação e convivência que é o da União Europeia.
A Catalunha que eles descrevem - um "país" reprimido pela ditadura castelhana em regime de ocupação colonial - é algo tão delirante que não resiste a dois segundos de confronto com a realidade.
Essa retórica é, no fundo, apenas um instrumento que utilizam para permanecerem no poder.
O fundo da questão é precisamente este: o poder. Nada menos e nada mais que o poder.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:16

Pedro a culpa, a causa imediata ,não é Madrid. É o maldito projeto europeu construído nas costas dos europeus por uma elite que se considera iluminada. É preferível andar devagar que aos tombos.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:20

Talvez. Mas também é a estratégia do enfraquecido Rajoy
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:39

Rajoy, com todos os erros e defeitos já cometidos e revelados, lidera o bloco constitucional espanhol contra o separatismo.
Não tenho qualquer dúvida, neste conflito, em situar-me. Apoio a legalidade constitucional. Única fonte de legitimidade política.
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De jpt a 10.10.2017 às 10:42

Ora nem mais
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:02

Emmanuel Macron foi certeiro hoje ao apontar o "egoísmo económico" dos catalães como um dos factores principais desta vertigem separatista.
http://www.lexpress.fr/actualite/monde/europe/catalogne-macron-tacle-les-independantistes-mus-par-des-egoismes-economiques_1951112.html

Os nacionalistas da Catalunha, com um PIB 'per capita' de 28,6 mil euros - superior em 4,6 mil euros à média nacional espanhola - não querem contribuir para a segurança social da depauperada Extremadura nem comparticipar no pagamento das pensões dos camponeses pobres da Andaluzia.
O conceito de solidariedade territorial, para eles, não existe.

Por ironia, acabam por vergar só perante a pressão dos grandes grupos económicos. Há uma semana, seis empresas do Ibex 35 tinham sede na Catalunha, hoje só resta uma.
http://pt.euronews.com/2017/10/09/nova-sangria-de-empresas-do-ibex35-na-rota-da-independencia-catala
Os patrões catalães, afinal, também exercem o seu "direito de voto". Ou será de veto?
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:13

Macron fala assim porque também na França existem regionalismos adormecidos
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:18

Claro. Alguns foram mesmo asfixiados - como o catalão, precisamente. Ou o basco. Ou o alsaciano. Ou mesmo o bretão, onde o idioma autóctone foi interditado durante gerações até à quase extinção pelo Estado jacobino francês: tudo pela centralização, nada contra a centralização.
Sobra a limitadíssima autonomia corsa, resta ver por quanto tempo.
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De Anónimo a 10.10.2017 às 11:20

Tenho acompanhado a situação pela TVE.
Nem lá, os mais assanhados contra a independência da Catalunha (DUI, como lá escrevem) chegam tão longe!
Tem razão, Irene Pimentel, no que hoje disse, na rubrica "O fio da meada", da A1.
Ah! se tem!
João de Brito
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 15:50

Não percebi o que pretendeu dizer. Não chegam tão longe como os editoriais da imprensa catalã?
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 16:29

Mesmo hoje na SIC, ao entrevistarem um jornalista catalão, foi afirmado que tem havido uma campanha demolidora contra a causa catalã, manipulada através de Madrid e dos maiores grupos económicos. Como ultimo exemplo falou da empresa Freixenet, que também irá deslocalizar a sede. Contudo as vinhas estão na Catalunha e o espumante continuará a ser produzido na Catalunha.
Independentemente dos efeitos práticos, o que parece interessar não é promover um apaziguamento entre os catalães de modo a que se chegue a um consenso, mas que seja o medo a decidir.

Open​ ​letter​ ​on​ ​political​ ​repression​ ​in​ ​Catalonia We​ ​are​ ​academics​ ​working​ ​in​ ​the​ ​in​ ​the​ ​fields​ ​of​ ​political​ ​science,​ ​law,​ ​economics,​ ​human rights,​ ​sociology,​ ​history​ ​and​ ​related​ ​subjects​ ​in​ ​the​ ​United​ ​States,​ ​Canada​ ​and​ ​Mexico. We write​ ​to​ ​draw​ ​attention​ ​to​ ​the​ ​political​ ​repression​ ​that​ ​is​ ​being​ ​conducted​ ​by​ ​the​ ​Spanish government​ ​and​ ​national​ ​police​ ​to​ ​prevent​ ​the​ ​Catalonian​ ​government​ ​holding​ ​a referendum​ ​on​ ​independence​ ​on​ ​1​st​​ ​​ ​October. As​ ​the​ ​referendum​ ​draws​ ​closer,​ ​the​ ​political repression​ ​is​ ​intensifying. The​ ​Spanish​ ​government​ ​has​ ​stated​ ​that​ ​it​ ​will​ ​physically​ ​prevent people​ ​entering​ ​polling​ ​booths​ ​to​ ​vote​ ​on​ ​1​st​​ ​​ ​October​ ​and​ ​has​ ​threatened​ ​to​ ​arrest​ ​Catalan Premier​ ​Carles​ ​Puigdemont​ ​and​ ​more​ ​than​ ​750​ ​Mayors​ ​of​ ​Catalonian​ ​town​ ​councils​ ​for making​ ​public​ ​premises​ ​available​ ​for​ ​the​ ​referendum.

http://www.ara.cat/2017/09/29/Carta_Academics_Americans.pdf?hash=6ef3fc9870832ae0d5550253b697dbacb970c628

E sempre agradável ter Noam Chomsky do nosso lado






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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 17:28

Um jornalista? Como se chama esse jornalista? Puigdemont?
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 18:49

Peço-lhe a si, como membro de uma minoria étnica e regionalista (Tusk subliminarmente reconhecendo a Catalunha como uma nação ).

Como um homem que sabe o que é ser atingido por um bastão policial (censura aos mastins de Rajoy).

Como alguém que entende os argumentos de todos os lados", disse Donald Tusk, recordando a sua experiência em conflitos com a polícia durante os anos 80, que usava a força para afastar manifestantes anticomunistas na Polónia.

Mas nem todas as palavras foram dirigidas a Puigdemont. "Procure uma solução sem usar a força. A força dos argumentos é sempre melhor", pediu Tusk, referindo-se aos conflitos com a polícia.

Há no ar uma censura, pela posição de força adoptada por Rajoy, mais os seus mastins....ou então é da panela de pressão que está ao lume.
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 21:48

Claras e sábias e sem a menor ambiguidade foram hoje as palavras do Presidente Macron, líder de um dos cinco países que têm assento permanente no Conselho de Segurança das Nações Unidas:
http://www.lexpress.fr/actualite/monde/europe/catalogne-macron-tacle-les-independantistes-mus-par-des-egoismes-economiques_1951112.html

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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:14

Puigdemont pôs de parte o precedente do Kosovo e optou afinal por uma caricatura da chamada "via eslovena" para o separatismo - uma espécie de coito interrompido.
Mantém-se no Balcãs, de qualquer modo.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:24

Agora a sério! Essa coisa do coito interrompido é uma tortura. Mas há gente capaz de tudo
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:36

Puigdemont começou este "dia histórico" a prometer uma ejaculação precoce. Terminou-o com um coito interrompido.
Não é currículo: é cadastro.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 20:14

Para Puigdemont, o Governo central quis provocar o pânico generalizado para levar à abstenção mas, mesmo assim, mais de dois milhões de pessoas “venceram o medo e foram votar”. “Não somos delinquentes, não somos loucos, não somos golpistas, somos gente normal que pede para poder votar”, declarou.

Sobre a saída de empresas da Catalunha, disse que estas mudanças de sede afectam mais os mercados do que a economia real catalã.

Segundo o “El País”, Carles Puigdemont reuniu-se com deputados independentistas. Já de acordo com fontes do governo catalão citadas pelo "La Vanguardia", o atraso foi motivado por Carles Puigdemont estar reunido com "mediadores internacionais". Madrid terá recusado esta hipótese de mediação, avançou a AFP.

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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 21:44

A montanha pariu um rato, como era de prever. Brincam às independências como as meninas brincam às casinhas. Entretanto o grande capital leva ao tapete estes aprendizes de feiticeiro: há uma semana havia seis empresas catalãs no Ibex 35, hoje só resta uma.

As coisas são o que são.
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De Vlad, o Emborcador a 10.10.2017 às 22:26

A procissão ainda vai no adro.
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De Pedro Correia a 10.10.2017 às 22:42

Vale a pena lembrar a hoje já muito esquecida declaração de "independência" unilateral da Padânia, em 1996, também envolvendo um referendo ilegal:
http://www.larazon.es/espana/el-fracaso-de-la-dui-que-intento-la-padania-en-italia-en-1996-AC16502839
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De Maria Dulce Fernandes a 11.10.2017 às 22:28

"Original é aquele que retorna à simplicidade das primeiras soluções".

Ontem, hoje, amanhã e futuramente
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De Pedro Correia a 14.10.2017 às 14:56

Nem mais. É isso.

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