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As tácticas da política portuguesa

por Diogo Noivo, em 13.06.16

PassosEmigracao.png

CostaEmigracao.png

 

Usei aqui um tweet de Catarina Martins para expor a descarada dualidade de critérios do Bloco de Esquerda e do PCP. Houve quem visse nesse post uma táctica difamatória. E eu expliquei-me. Hoje roubo ao 31 da Armada estas duas declarações, a primeira feita por Pedro Passos Coelho e a outra por António Costa. Separam-nas 5 anos. O que disseram BE e PCP sobre as declarações proferidas por Passos Coelho e como avaliam agora as declarações do actual Primeiro-Ministro? Há, sem dúvida, muita táctica nisto. Mas duvido que seja de direita.

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6 comentários

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De Pedro Correia a 13.06.2016 às 14:44

Passos Coelho tem que trabalhar melhor a linguagem. Usou muito mais palavras para dizer rigorosamente o mesmo que António Costa agora disse.
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De Diogo Noivo a 13.06.2016 às 18:49

Tens toda a razão, Pedro. Falta-lhe táctica.
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De ariam a 13.06.2016 às 17:48

O comentário que deixei no poste do Rui Rocha - "As time goes by", poderia ser repetido aqui. Isto de se olhar para a política portuguesa será apenas como olhar para um "retalho" de uma "manta de retalhos" e, tudo tem de ser visto na perspectiva de pertencer tudo à "mesma manta".
Podem tentar distrair, enganar ou nem parecer fazer sentido mas, tudo faz parte do mesmo e a nível global.
Não há dualidades nem táticas, apenas conhecem bem as "linhas com que se cosem" ao poder e depois, "cozem" umas pataquadas como se fossemos todos idiotas, naturalmente, que mesmo "cozidas", só nos podem parecer confusas, com pouco ou nenhuma lógica. As mentiras têm esses atributos, apenas a verdade é transparente.
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De Diogo Noivo a 13.06.2016 às 18:50

Talvez seja isso. Mas se tudo é pragmatismo, BE e PCP escusam de se apresentar em público como preceptores morais da pátria.
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De ariam a 13.06.2016 às 19:58

...e depois faziam o quê? Todos os políticos, especialmente nesta conjuntura da UE, onde não mandam quase nada e cada vez vão mandar menos, tentam criar uma necessidade, seja ela qual for, para nos convencer que precisamos deles e, até justificar a sua própria existência. As grandes decisões já vêm de fora, há quem afirme, serem 76% das Leis e, por este andar, será tudo. No entretanto, à política escravizadora que vem de fora, vão adicionando uns detalhes que só servem para mostrar serviço e complicar, ainda mais, a nossa vida diária.


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De T a 13.06.2016 às 19:38

Entendo e aceito. O problema é que em Portugal não temos "vida", isto é, economia e estabilidade financeira para estarmos ao nível dos outros. Precisamos de bem mais do que o comum.

Temos também um PCP que é simplesmente intratável e um Bloco de Esquerda, inconsequente e a necessitar de oposição sem complexos, que não tendo a força de um Podemos, tem espaço mediático como estes, o que é grave pois não representando uma fatia do eleitorado significativa domina a agenda e ainda por cima controla um Governo.

Junte-se o facto de neste país não se poder ser de direita muito menos liberal. É algo que se convive e entranha logo desde muito cedo, como se pode verificar no deserto de ideias que é a nossa suposta direita. Mesmo as cabeças mais validas logo se afastam de ideias mais altas, pois percebem a dificuldade que é movimentar-se neste pântano da demagogia e das infantilidades políticas dos anos 60 e 70 em que ainda vivem alguns partidos.

Não se ganham eleições sem o partido do Estado. Como diria o Medina.

Depois, ser de esquerda dá para tudo e é confortável, abre portas e inibe conflitos (estão sempre do lado certo) façam e digam o que disserem. Como esta esquerda que desde que se apropriou de Abril e quase se apropriou do país não evoluiu minimamente (ler em cima), deixa-nos definitivamente mal em termos políticos, pois onde devia haver oposição há vergonha e medo de responder à letra (direita), onde devia haver uma alternativa minimamente razoável (ao nível europeu) há populismos e total desconhecimento do que é um país neste século, o que é uma economia neste século, o que são as relações internacionais neste século, onde este país está inserido e o que podemos fazer para melhorar a situação dado estes factores, tudo isto sem atirar a criança junto com a água do banho.

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