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Independentemente do desfecho que vier a ter, a gestão de António José Seguro da crise interna confirma a percepção generalizada de que o actual secretário-geral do PS é um líder fraco e politicamente mal preparado. As manobras dilatórias, a apresentação de propostas que há bem pouco tempo tinha recusado (primárias), a incoerência entre o pedido de eleições legislativas antecipadas e a invocação dos estatutos do PS para evitar a discussão interna da sua liderança são o exemplo de uma visão politiqueira do poder que não convence parte dos militantes socialistas e, por maioria de razão, será incapaz de mobilizar os portugueses. Apesar de tudo, seria um exagero afirmar que Seguro está agora politicamente morto. Para que isto fosse verdade, seria necessário que alguma vez Seguro tivesse estado politicamente vivo.

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8 comentários

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De M. S. a 01.06.2014 às 12:18

Discordo frontalmente.
Seguro está morto e bem morto porque nunca esteve vivo.

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De Wlliam Wallace a 01.06.2014 às 13:40

Tem razão RR e eu desde já vaticino um cherne dois, ahahahhaah.
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De Morto Vivo a 01.06.2014 às 14:37

E, já agora, qual será o slogan de Costa nessas tais primárias? MUDANÇA não me parecia mal.
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De amendes a 01.06.2014 às 15:04

Tudo vaia acabar à Bloco: - Bicefalia / a menos que apareça outro candidato a Tricéfalo!
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De joão a 01.06.2014 às 15:11

Seguro não está vivo, está moribundo e o PS como fica nesta trapalhada toda? Se Costa, se queria candidatar porque não o fez há mais tempo e no lugar certo? Se havia uma reunião no sábado porque não esperou, para dizer aos colegas do partido, no lugar certo e à hora certa o que prtendia fazer? Porque o fez na praça pública? Isto de se bater só num e o outro ficar no pedestal não dá porque assim, há algo que falha e para que tal não aconteça, há que apontar os erros dum e do outro.
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De rmg a 01.06.2014 às 15:39


Caro João

Pode não gostar da ideia - eu também não a aprecio - mas estes anúncios têm que ser feitos na "praça pública" ou então não vale a pena fazê-los .

Suponhamos que alguém quer dar uma notícia grave à família e não sabe muito bem como vai ser recebida e por quantos será apoiada .
Espera pela festa de aniversário de um primo onde vão estar todos ou vai atirando umas "bocas" para o ar a ver com o que conta ?

Pois em política duvido que pudesse ser de outra maneira .
No Congresso era cilindrado à partida , até numa pequena associação benemérita local o seria (experiência própria).
Muito poucos na plateia se manifestariam contra o actual chefe na presença dele e perante centenas de testemunhas , ninguém quer chatices talvez inúteis.

Agora se já lá chegarem ao congresso com as espingardas contadas e os apoios devidamente conversados talvez seja diferente .

É uma questão de "pragmatismo" (pus aspas) e já ontem falei disso aqui no DO .


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De João a 02.06.2014 às 01:09


rmg,o que eu disse foi o seguinte: Se ia haver uma reunião no sábado, porquê antecipar-se para a comunicação social e não esperar e aí dizer o que tinha a dizer. Porquê falar primeiro à comunicação social e só depois comunicar ao SG e ao partido. Aqui não há desculpas, erraram. Depois, começaram os disparates escusados. Tudo isto era evitado, se fosse feito com cabeça, tronco e membros, não dava o estilho que deu e que parece vai continuar.
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De rmg a 02.06.2014 às 16:17


João

Eu sei que disse isso mesmo , deve ter reparado que logo na 1ª linha do meu comentário ao seu não só concordo consigo como até adianto que também não aprecio esta maneira de fazer as coisas .

Mas isso não tem nada a ver com o reconhecer que não haveria muitas outras maneiras de fazer as coisas : derrubar um jogador isolado dentro da área também não acho bonito mas sempre é melhor que o deixar sózinho , não é por acaso que essa é a opção habitual dos adversários , pode ser que ele falhe o penalti ou o guarda-redes o defenda .

Portanto se do ponto de vista de um mundo em que somos todos perfeitos (eu não sou , apenas tento , mas sei que não sou e não minto a mim próprio) isso
não é o ideal , duvido que houvesse outro caminho .

Como o João sabe esta é uma prática habitual em quaisquer circunstâncias que se lhe assemelhem , das assembleias gerais das empresas mais mediáticas , passando pelos grandes clubes desportivos e chegando até às agremiações locais de algum impacto mediático .
O mundo é assim que funciona nestes tempos em que MCS e redes sociais dizem às pessoas o que é que devem fazer e elas deixam-se levar , umas vezes convém-nos e outras não .

A psicologia das multidões está demasiado estudada para dar lugar a muitas dúvidas : o anúncio no Congresso era imediatamente transformado num fait-divers ou , pior ainda , bastaria que se começassem a ouvir uns assobios dispersos para a sala quase toda ír atrás , 68% daquelas pessoas votaram Seguro da última vez e não íam mudar de lado por magia , muitos interesses pessoais rondam sempre estas situações .
Isso iría "queimar" António Costa definitivamente e também não me parece que fôsse bom para o PS (se Seguro adoecer amanhã quem sobra?).

Provávelmente terá reparado que eu não tomei qualquer partido por um ou pelo outro e me limitei a tentar analisar a situação de um modo racional .

Se erraram ou não , não sei .
Se tiverem errado do ponto de vista formal mas atingirem objectivos que de outra forma se adivinhavam difíceis , é um episódio que morre aqui , ainda que deixe um sabor amargo a alguns de nós com outro tipo de ética .

Como o João imagina nada disto acontece por acaso , as pessoas
não são burras e algum (muito) traquejo nestas andanças têm .
António Costa quando fez aquilo já tinha visto ser discutida a situação inúmeras vezes no interior do PS sem resultados palpáveis e entretanto já tinha os apoios todos que foram aparecendo , nada é tão improvisado como parece .

Que tudo era escusado e que não é bonito de ver concordo em absoluto consigo.
Mas Seguro mostrou uma faceta preocupante ao não dizer "ai ele é isso , vamos já a eleições!" , o resultado imediato seria sempre melhor para ele que daqui a meses e mais legitimidade ganhava na sua luta por eleições legislativas antecipadas .

Agradeço a oportunidade de debater ideias consigo

Uma boa tarde para si

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